[RESENHA] "A dama de papel" de Catarina Muniz | Por Karita Kinnups

Sinopse: Localizado na zona periférica de Londres em meados do século XIX, o bordel de Molly está sempre repleto de fregueses: ricos e pobres, magnatas e operários. O que nenhum deles sabe - nem mesmo as outras trabalhadoras do estabelecimento - é que a dona do prostíbulo optara por ser "mulher da vida fácil" após fugir de um casamento forçado, abrigando-se nas entranhas de um cortiço na busca indelével por liberdade. Certa vez, no entanto, Molly é inebriada pelas propostas de um cliente: Charles O'Connor, o herdeiro de um império têxtil, deseja que ela seja somente sua. Molly, arrebatada pelas sensações provocadas pelo novo amante, se vê obrigada a questionar o modo de vida que conduzira com orgulho até então, além de testar os limites da liberdade obtida a duras penas.Entregues à avassaladora paixão e à incrível química sexual que os unem, Molly e Charles precisarão enfrentar as represálias que os unem, Molly e Charles precisarão enfrentar as represálias sociais e a moral conservadora da época para dar continuidade a este amor proibido. Mas terão de pagar um preço alto por suas decisões.

Título: "A dama de papel" | Editora: Universo dos Livros| Gênero: Literatura Nacional, Literatura Erótica| Ano: 2016|Nº Páginas: 256 | Adquira um exemplar, aqui. | Leia o livro aqui.


Por Karita Kinnups


A dama de papel é escrito pela alagoana Catarina Muniz, e - de antemão - deixo aqui uma salva de palmas por proporcionar ao leitor esta obra maravilhosa.
O enredo se passa em Londres em 1875, onde o que se importa é as pessoas estarem no nível mais alto da pirâmide social e muito utilizam os "casamentos arranjados" para atingir seus objetivos.
“Damas vitorianas era educadas desde cedo para que detivessem o domínio dos próprios sentimentos e frustrações em nome do que realmente importava: a estabilidade familiar, ingrediente indispensável para que a riqueza brotasse perenemente em seus lares.”

Melinda é uma jovem linda, aventureira, personalidade forte – caracteríticas que para época em que ela vive não são totalmente fora dos padrões apregoados e mantidos pela sociedade. Ou seja, ter personalidade é algo errado, pois a moças são criadas para serem verdadeiras damas, devotas ao lar, mães e esposas zelosas. Com um casamento arranjado pelo seu pai com Sr. Albert - um  homem tinha a mesma idade que seu pai - sendo apenas mais rico, Melinda é motivo de muito orgulho e entusiasmos em sua família. Melinda, por sua vez, é totalmente contra casamentos arranjados, quando se vê prometida a Albert ela simplesmente foge em busca de sua tão sonhada e almejada liberdade.



“Melinda via-se como um animal selvagem enjaulado e indócil. Ela sonhava com a vida. Com a própria vida. Com o domínio e a posse sobre si mesma, à sua maneira.”

Ao fugir, Melinda troca de nome e passa a ser conhecida como Molly. Ela é acolhida em um prostíbulo e, após a morte da proprietária, Molly se vê como a única herdeira. Com o passar do tempo os “trabalhos de Molly” ficam famosos entre os homens e, a cada dia que passa, atraem  mais clientes.
E um destes clientes é Charles O’Connor. Ele é um rico empresário do ramo têxtil e é casado com a doce Katherine. Eles tem um casal de gêmeos: John e Jeremy. Ao ficar sabendo da fama de Molly, Charles vai conhecer melhor o “trabalho” dela. Vou sincera, não consegui sentir nenhuma empatia por Charles. Seja pelas atitudes dele em relação a sua esposa e família, seja em relação à Molly. Fiquei engasgada com ele e queria que ele tivesse um final ruim (rsrsrs).

"... Molly resolveu que iria deixar-se machucar por aquele homem. Decidiu entregar-se mesmo que seu coração terminasse aos pedaços, mesmo que sua alma vagasse sem rumo pelo vale dos abandonados, mesmo que perdesse o gosto pela vida! Ainda sim seria dele."

Eu me encantei com astúcia da personagem principal, por sua vontade de viver a vida, por assumir as consequências de suas escolhas e por ela ter enfrentando tudo para não ser submissa a marido algum. Ela não escolheu ser prostituta, mas trabalha muito bem e gosta do que faz. E para sua época gostar de sexo era algo incomum, pois as mulheres tinham seus desejos retraídos.

“Nada havendo a perder, a liberdade torna-se a propriedade única. Inclusive a liberdade de não.”

O final foi surpreendente, não poderia ser tão incrível como foi. A autora está de parabéns. A capa é linda e indica o quão sensual e erótico o livro é. Portanto, este livro é recomendadíssimo!!
Até a próxima, pessoal!
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3 comentários :

  1. Estou a tentar visitar todos os seguidores do Peregrino E Servo, e verifiquei que eu estava a seguir sem foto, por motivo de uma acção do google, tive de voltar a seguir, com outra foto. Aproveito para deixar um fraterno abraço.
    António Jesus Batalha.

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  2. Que resenha liiindaaa!!! Amei! Obrigada pelas palavras generosas. Fico feliz que tenha gostado do livro. Beijos! <3

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    1. Eu que agradeço Catarina por nos presentear com essa maravilhosa leitura. Beijos! ;-)

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