[RESENHA]"Amor no Ninho" de Maribell Azevedo | Por Karita Kinnups

Sinopse: Num mesmo ninho, podem nascer diferentes tipos de amor. Em sua chegada à casa dos Harrison, Marina é tomada por um grande impacto ao conhecer seu novo irmão adotivo, Daniel. Os vívidos olhos azuis do garoto a fascinam de imediato, e, à medida que o tempo passa, ela se sente cada vez mais atraída por ele, descobrindo brotar em seu coração a semente de um amor proibido. Quando vê seu desejo tornar-se incontrolável, ela precisa decidir se continua vivendo à sombra de uma máscara ou se aceita o desafio de revelar seus sentimentos. Mas o futuro é traiçoeiro e repleto de armadilhas. Será que, para viver este amor, ela estará preparada para enfrentar o preconceito da sociedade e as surpresas que o destino lhe reserva?



Título: "Amor no Ninho" | Editora: Universo dos Livros| Gênero: Literatura Nacional, RomanceAno: 2016|Nº Páginas: --- |Adquira um exemplar, aqui. | Leia o livro aqui.



Por Karita Kinnups

Fazia tempo que não me envolvia tanto com a leitura de um livro como aconteceu com "Amor No Ninho". A escrita de Maribell Azevedo me conquistou desde as primeiras linhas, tornando a leitura das quase 400 páginas rápida e completamente fluída. Eu adorei a história dos dois personagens. Tiveram momentos em que dava risada; outros, ficava apreensiva , principalmente, no final. 

A narrativa é doce, leve e bem desenvolvida. Em primeira pessoa, acompanhamos por quase todos os capítulos a vida dos protagonistas, segundo a visão de Marina e - em alguns capítulos - há uma modificação na narrativa que, embora permaneça em primeira pessoa, alterna-se para a visão de  Daniel e também de seus amigos, Shanti e Lance. 
– “Só o amor, a fé e a esperança poderão resgatá-la da escuridão...”.
– Vendo você todo dia, sem poder te ter, sentindo seu cheiro e querendo você, sem 
poder te tocar! Eu quero você, Marina! Quero você na minha vida, na minha cama e 
na minha alma! 

Marina tem oito anos de idade e vive em um orfanato em Londres desde que seus pais morreram, há um ano. Ela ver sua vida mudar radicalmente quando Francis e Charles resolvem adota-la. O casal já tem 3 filhos: Maggie, Cate e xodó Daniel. 

[RESENHA] "A dama de papel" de Catarina Muniz | Por Karita Kinnups

Sinopse: Localizado na zona periférica de Londres em meados do século XIX, o bordel de Molly está sempre repleto de fregueses: ricos e pobres, magnatas e operários. O que nenhum deles sabe - nem mesmo as outras trabalhadoras do estabelecimento - é que a dona do prostíbulo optara por ser "mulher da vida fácil" após fugir de um casamento forçado, abrigando-se nas entranhas de um cortiço na busca indelével por liberdade. Certa vez, no entanto, Molly é inebriada pelas propostas de um cliente: Charles O'Connor, o herdeiro de um império têxtil, deseja que ela seja somente sua. Molly, arrebatada pelas sensações provocadas pelo novo amante, se vê obrigada a questionar o modo de vida que conduzira com orgulho até então, além de testar os limites da liberdade obtida a duras penas.Entregues à avassaladora paixão e à incrível química sexual que os unem, Molly e Charles precisarão enfrentar as represálias que os unem, Molly e Charles precisarão enfrentar as represálias sociais e a moral conservadora da época para dar continuidade a este amor proibido. Mas terão de pagar um preço alto por suas decisões.

Título: "A dama de papel" | Editora: Universo dos Livros| Gênero: Literatura Nacional, Literatura Erótica| Ano: 2016|Nº Páginas: 256 | Adquira um exemplar, aqui. | Leia o livro aqui.


Por Karita Kinnups


A dama de papel é escrito pela alagoana Catarina Muniz, e - de antemão - deixo aqui uma salva de palmas por proporcionar ao leitor esta obra maravilhosa.
O enredo se passa em Londres em 1875, onde o que se importa é as pessoas estarem no nível mais alto da pirâmide social e muito utilizam os "casamentos arranjados" para atingir seus objetivos.
“Damas vitorianas era educadas desde cedo para que detivessem o domínio dos próprios sentimentos e frustrações em nome do que realmente importava: a estabilidade familiar, ingrediente indispensável para que a riqueza brotasse perenemente em seus lares.”

Melinda é uma jovem linda, aventureira, personalidade forte – caracteríticas que para época em que ela vive não são totalmente fora dos padrões apregoados e mantidos pela sociedade. Ou seja, ter personalidade é algo errado, pois a moças são criadas para serem verdadeiras damas, devotas ao lar, mães e esposas zelosas. Com um casamento arranjado pelo seu pai com Sr. Albert - um  homem tinha a mesma idade que seu pai - sendo apenas mais rico, Melinda é motivo de muito orgulho e entusiasmos em sua família. Melinda, por sua vez, é totalmente contra casamentos arranjados, quando se vê prometida a Albert ela simplesmente foge em busca de sua tão sonhada e almejada liberdade.

[CINEAIL - OSCAR 2016] "O Regresso" de Alejandro González Iñárritu | Por Eleni Rosa

Sinopse: 1822. Hugh Glass (Leonardo DiCaprio) parte para o oeste americano disposto a ganhar dinheiro caçando. Atacado por um urso, fica seriamente ferido e é abandonado à própria sorte pelo parceiro John Fitzgerald (Tom Hardy), que ainda rouba seus pertences. Entretanto, mesmo com toda adversidade, Glass consegue sobreviver e inicia uma árdua jornada em busca de vingança.

Elenco: Leonardo DiCaprio, Tom Hardy, Will Poulter | Direção: Alejandro González Iñárritu
Gênero: Drama | Duração: 156 min. | Distribuidora: Fox Films | Classificação: 16 Anos


Por Eleni Rosa

Acredito que todos os cinéfilos de plantão conheçam muito bem o trabalho do Diretor Mexicano Alejandro González Iñárritu. Só para relembrar sua trajetória temos: ‘Amores Brutos’ (2000), ‘21 Gramas’ (2003), ‘Babel’ (2006), ‘Biutiful’ (2010) e ‘Birdman’ que o consagrou, com o Oscar de melhor filme e melhor direção em 2015. Alejandro gosta de colocar seus personagens em circunstâncias extremas, e, assim acontece com o faroeste  ‘O Regresso’.

Mais uma vez Iñárritu se distancia de suas tramas paralelas, marca registrada em seus primeiros longas, e mantém a linha linear de Biutiful e Birdman, escolhendo um único protagonista para passar por sofrimentos infindáveis.

O filme é baseado em fatos reais, do livro de Michael Punke, The Revenant: A Novel of Revenge. Conta a história de Hugh Glass, interpretado por Leonardo DiCaprio, um caçador que atua como guia para peleiros nos confins dos Estados Unidos da América, em uma região perigosa e inóspita no início do século XIX. É uma obra longa, tensa, com um visual deslumbrante que nos presenteia com uma ‘doação’ visceral de DiCaprio.

[RESENHA] "Fingindo", de Cora Carmack | por Stef Rhoden

Sinopse: Com seus cabelos coloridos, tatuagens e um namorado que combina com tudo isso, Max tem exatamente o estilo que seus pais mais desprezam... E eles nem sonham que a filha vive assim.
Ela fica em apuros quando seus pais a visitam na faculdade e exigem conhecer o futuro genro . A solução que Max encontra para não ser desmascarada é pedir para um desconhecido se passar por seu namorado. 
Para Cade, a proposta veio em boa hora: é a chance que ele esperava para acabar com a sua fama de bom moço, que até hoje só serviu para atrapalhar sua vida. 

Ficha Técnica 
Título: Fingindo 
Autora: Cora Carmack 
Ed. Novo Conceito | 2015 | Brochura | 336 páginas 


Trecho: "A linha ficou muda. Eu meio que queria fazer o mesmo. Pense rápido, Max. Pais em contagem regressiva de dois minutos. Hora de minimizar os danos. (...)Eu só tinha de descobrir o que falar para os meus pais sobre a ausência repentina do meu namorado bonzinho e frequentador de bibliotecas. (...) Havia uma mesinha para quatro com apenas um cara sentado e parecia que ele já estava terminando. Ele tinha madeixas curtas e castanhas que foram tosadas num corte simples e limpo. Ele era lindo, com aquele jeito de modelo norte-americano. Ele usava suéter e cachecol e tinha um livro sobre a mesa. Eureca! Era esse tipo de cara que as bibliotecas deviam usar nos anúncios se queriam que mais pessoas lessem.Normalmente eu não teria prestado atenção nele porque caras desse tipo não gostam de meninas como eu. Ele, porém, estava olhando para mim. Encarando-me, na verdade. Ele tinha os mesmos olhos negros e penetrantes de Mace, mas de alguma forma mais brandos. Mais gentis. E era como se o Universo estivesse me dando um presente. Só faltava mesmo uma placa de neon sobre minha cabeça dizendo: A SOLUÇÃO PARA TODOS OS SEUS PROBLEMAS". 

Resenha: Eu já falei anteriormente que quase nunca leio sinopses dos livros porque gosto de me surpreender, né? Geralmente leio só o primeiro parágrafo e passo os olhos pelo segundo antes de decidir ler o livro e só depois, quando termino a história, leio as orelhas e a sinopse completa. Quando terminei "Fingindo", li o parágrafo final da sinopse: "Um faz de conta com data marcada para terminar... E um casal por quem a gente vai adorar torcer. Fingindo vai seduzir você". E sorri pensando que não poderia concordar mais. 

[CINEAIL - OSCAR 2016] "Os 8 mais Odiados" de Quentin Tarantino | Por Eleni Rosa



Sinopse:Um mexicano, um inglês, um xerife e um negro entram em um bar. Isto poderia ser o início de uma piada, mas é a premissa do oitavo filme de Quentin Tarantino, que enclausura oito tipos sociais muito precisos dentro de um pequeno armazém para assisti-los se digladiarem. O mecanismo perverso poderia soar artificial, mas funciona porque nenhum dos personagens possui mais voz do que o outro, e nenhum corresponde ao ideal do herói – como era o ex-escravo de Django Livre. O espectador observa o ringue à distância, sem ter para quem torcer.


Título Português: "Os 8 Odiados" | Título Inglês: "The Hateful Eight"|Direção: Quentin Tarantino | Ano: 2015 | Duração:


Por Eleni Rosa


Vagarosamente a câmera vai focalizando um crucifixo, milímetro por milímetro vai subindo a imagem talhada na madeira, dos cravos dos pés até o rosto sofrido e contorcido de Jesus Crucificado. No fundo uma trilha sonora tenebrosa. Avistamos ao longe, entre o rosto de Cristo e a densa neve, uma carruagem. E a música vai ascendendo enquanto a carruagem se aproxima o mais veloz que os seis cavalos, a neve e o cocheiro permitem. Mas acalmem-se, pois o gênero deste filme não é  terror, é o mais novo faroeste do Diretor Quentin Tarantino – ‘Os 8 Odiados’ (The Hateful Eight, 2015).




O filme é ambientado nos Estados Unidos da segunda metade do século XIX, uma trama pós Guerra da Secessão, onde confederados ainda estão cheios de sangue nos olhos e que somam as mazelas segregacionistas. Mas o que a maioria vai relembrar na nova película de Tarantino, além do faroeste (afinal ‘Django Livre’ não tem muito tempo), será a experiência de seu primeiro longa-metragem, ‘Cães de Aluguel’, ‘filme de câmara’, que incide em um jogo mortal formado por um grupo de pessoas confinadas. Simplesmente primoroso!


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