[RESENHA]"Vermelho Como o Sangue" de Salla Simukka por Eleni Rosa



 Sinopse: No congelante inverno do Ártico, Lumikki Andersson encontra uma incrível quantidade de notas manchadas de vermelho, ainda úmidas, penduradas para secar no laboratório de fotografia da escola. Cédulas respingadas de sangue. Aos 17 anos, Lumikki vive sozinha, longe de seus pais e do passado que deixou para trás. Em uma conceituada escola de arte, ela se concentra nos estudos, alheia aos flashes, à fofoca e às festinhas dominadas pelos garotos e garotas perfeitos.Depois que se envolve sem querer no caso das cédulas sujas de sangue, Lumikki é arrastada por um turbilhão de eventos. Eventos que se mostram cada vez mais ameaçadores quando as provas apontam para policiais corruptos e para um traficante perigoso, conhecido pela brutalidade com que conduz os seus negócios.Lumikki perde o controle sobre o mundo em que vive e descobre que esteve cega diante das forças que a puxavam para o fundo. Ela descobre também que o tempo está se esgotando. Quando o sangue mancha a neve, talvez seja tarde demais para salvar seus amigos. Ou a si mesma. 


Título: Vermelho Como o Sangue/ Autora: Salla Simukka/ Edição: 01/ Editora: Novo Conceito/ Páginas: 362/ Leia um trecho, aquiCompre aqui

 
Por Eleni Rosa


Vermelho Como o Sangue é o primeiro livro da Trilogia da Branca de Neve da autora Salla Simukka. Dizem que há relação com o conto Branca de Neve, mas não a encontrei, além da neve. 


Salla Simukka é uma premiada autora de ficção para jovens. Nascida em Tempere, na Finlândia, terminou seu primeiro livro, quando tinha 18 anos e desde então tem escrito vários romances. Ela também trabalhou como editora para o jornal literário e como roteirista de empresa de radiodifusão finlandesa. Agora se dedica a heroína Lumikki (Branca de Neve, em finlandês) e sua trilogia. 


Li o livro em 2 dias, afinal, são apenas 239 páginas de uma leitura fácil, ágil, sem palavras difíceis ou algo que faça você pensar, registra-se; entediantes. Quando o assunto é mistério/ suspense/ policial, qualquer pessoa pensa em adrenalina, sustos, frenesi e, infelizmente, não foi o que senti ou encontrei. Os elementos de conflitos eram fracos, a caracterização dos personagens idem – dos secundários nem é bom comentar – clímax, isso não pertencia à narrativa.


Perdoem-me, de repente, esses dias não eram os melhores dias para uma a leitura de um pseudo Thriller juvenil.


‘A quem interessar possa’, vamos à narrativa. Vermelho Como o Sangue conta a história de Lumikki Anderswon, uma adolescente de 17 anos, tímida, com um passado só revelado no final, que passa despercebida entre seus pares, mora sozinha e estuda numa prestigiada escola de artes. A protagonista acaba se envolvendo, sem querer, numa trama que não lhe diz respeito, mas devido a aguçante curiosidade a lá Sherlock Holmes ou Hercule Poirot acaba se emaranhando em uma perigosa teia de mistério que tem início a partir de algumas cédulas de euro, sujas de sangue, encontradas  no laboratório de fotografia da escola e, a partir daí tudo começa a sair dos trilhos.


“Dezenas de notas de quinhentos euros penduradas na câmara escura para secar. Eram de verdade? Lumikki tocou a superfície da mais próxima com a mão. O papel parecia real...”



Lumikki prefere não chamar atenção e gosta de ser ignorada pelas pessoas à sua volta, principalmente pelos alunos mais populares do colégio, mas depois de seu achado ela tem um encontro nada agradável com o trio Tuukka, Kasper e Elisa. Os personagens secundários... como escrevi acima, são os mais secundários que já ouvi falar.





 Lumikki quase se virou e saiu andando quando viu os dois pares de sapatos extras perto da porta. Tamanhos masculinos 40 e 43. Ela não se lembrava de ter concordado em ir a nenhuma reunião do clube do Huguinho, do Zezinho e Luisinho... aparentemente, o Tuukka e Kasper estão aqui também...”



Mesmo com narrativa em terceira pessoa, o texto não causa impacto. Os personagens de Tuukka, Kasper e Elisa não tiveram um desenvolvimento a contento, são diminutos, desinteressantes, não tem ‘pegada’. 

A autora direciona o leitor a descobrir o labirinto de situações envolvidas na trama, conta a história de alguns personagens, remonta situações, porém, bem previsíveis.


Os antagonistas da trama Boris Sokolov, Viivo Tamm e Urso Polar parecem fazer parte de uma comédia pastelão - de fundo policial, claro. Já o quase anti-herói Terho Vaisanen parece sair de um folhetim barato, com uma atuação prá lá de ‘canastrona’. Quando o leitor pensa que pode existir uma reviravolta percebe que foi apenas uma quimera. 


“Viivo Tamm  soltou um palavrão quando sua perna afundou de novo na neve. A menina parecia saber como evitar os montes mais fundos. Por sorte, o rastro dela mostrava para onde tinha ido, embora ele a perdesse de vista às vezes.

- Pegue-a! – Boris gritou mais atrás.” 

Bem, ratifico, mais uma vez: entende-se  por suspense um ambiente intenso, com ritmo acelerado com espionagens e sobressaltos, foca-se em resolver um mistério intrigante, mas esse desenrolar aguardemos no próximo livro.    


Confesso, também; adoro novidades, amo, sou enlouquecida, assim pensei que em algum momento seria surpreendida, pois no início achei interessante o modo como autora escreve ... Aliás a única coisa que gostei foi o modo como escreve, porém a história é morna demais (falta mais pimenta ao molho). Se fosse sexo... juro que eu seria a pessoa que pensaria em mudar a decoração do quarto, em pleno clímax.    

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