[RESENHA] "O Código do Apocalipse" de Adam Blake por Eleni Rosa



O Código do Apocalipse
Ano: 2014/ Páginas: 464/ Editora: Grupo Editorial Novo Conceito/ Link para compras: aqui.


Homossexualismo/sexo, temas, que estou cansada de assistir no cinema (‘Azul é a Cor mais Quente’ e ‘Ninfomaníaca’, os mais recentes), e, saindo da telona para as telenovelas (Amor a Vida), sem esquecer da vida real, porém ainda não tinha vislumbrado, tão explicitamente, em livros.  Acalmem-se não sou nem cândida ou pudica, há muitos anos não leio um livro com o  foco no erotismo. O ‘Cortiço’ ou  ‘Cinquenta Tons de Cinza’, que não consegui  terminar de ler, poderiam ser meus exemplos. 

O Código do Apocalipse, de Adam Blake, é uma continuação da série que começou com o livro ‘Manuscritos do Mar Morto’, que eu não li. Esse segundo livro continua tendo como personagens  principais  Heather Kennedy e Leo Tillman. Em toda narrativa vemos Heather e Leo travando uma luta desesperada para salvar o mundo de seu eminente fim, professado pela ‘Tribo do Povo de Judas’.  Entretando, em uma trama secundária,  que me chamou atenção, o leitor se depara com relacionamento entre duas mulheres. A personagem principal,  uma ex-policial, inteligente, perspicaz, durona, e muito, muito apaixonada por sua companheira, Izzy. 


“Heather Kennedy,  ex-detetive sargento Kennedy, registro 4031 na Divisão de Combate ao Crime Organizado da Polícia Metropolitana de Londres, agora sem posto...” (pag. 10)


Adorei a tomada. Sim, um livro atual, no que diz respeito ao momento que a sociedade vive: a abertura para as várias possibilidades de amor, situações que antes eram tão veladas, discriminadas e proibidas, são inclusivas nesta obra. 


“O processo por meio do qual as duas se tornaram amantes havia sido simplesmente inevitável.
(...)
Por mais apelativo e degradante que fosse o trabalho de Izzy, ela nunca pensaria em deixa-lo. Gostava muito de sexo, e , quando não estava fazendo, gostava de falar a respeito”. (pag. 16)


A trama para desvendar mistérios começa quando a personagem Kennedy encontra-se mais uma vez desempregada e recebe um telefonema de um velho amigo.


“Ela estava acabando de liquidar seu uísque quando seu telefone tocou... mas era Emil Gassan. Ele era um acadêmico, historiador de uma universidade escocesa que ela conhecera no decorrer de um caso antigo...” (pag. 11)


Sem alternativa Kennedy,  aceita a empreitada de desvendar uma invasão no Museu Britânico, onde tudo é suspeito e nada, aparentemente, é levado. Apenas uma adaga é deixada no local. 


“- De forma alguma – Gassan garantiu. – Na verdade, até onde sabemos, nada está faltando. Não, descobrimos isso muitas horas de o fato acontecer, de uma forma inquietante. O intruso deixou para trás uma adaga”. (pag. 21)


Uma investigação que parecia tão simples para Kennedy, o surpreende por um ataque inesperado em seu apartamento, deixando-o sem chão. 


“- Consegue me ouvir? Consegue ouvir o que estou dizendo? – Era a voz de um homem, profunda e melíflua.
Kennedy fingiu-se de morta enquanto reagrupava laboriosamente suas memórias recentes, montando um tipo de sequencia. As escadas. A porta. A cama. Não, estava pulando um passo. Alguém se movera atrás dela, os braços prenderam os dela, um lenço fora pressionado contra seu rosto. Daí a cama.” (pag. 105)


Enquanto a história vai se desenrolando cada vez mais a atmosfera aumenta o suspense. Além de Heather Kennedy e Leo Tillman, o autor acrescenta personagens cruciais para a trama, como Diema e Bem Rush.


“...quando Tillman fizera seu próprio reconhecimento do local. Enquanto ele examinara o armazém através dos binóculos, outro par de olhos estivera cravado nele.” (pag. 222)

“O inimigo que encaramos – Diema disse solenemente – são esses Elohim renegados, comandados por Ber Lusim. Há outro homem – Avra Shekolni - ... líder espiritual”.  (Pág. 265)


O livro tem a narrativa de um thriller, com suspense, mistérios e um toque de paixão. Além de ter personagens bem construídos e o enredo bem amarrados. São sucessivos desdobramentos de tirar o fôlego. Nesses quesitos não deixa a desejar. 

Devido à conspiração e a correria da ação a história me fez lembrar muito as tramas adotadas pelo escritor de Best seler ‘Dan Brawn’ (O código Da VinciAnjos e demônios)... um recheio de bolo com muito colheradas de suspense, pitadas de perseguição e recheio de conspiração. 

Por fim, a obra não é ruim, de forma alguma,  afinal, haja imaginação.  É difícil tirar o mérito de Adam Blake, pois realmente ele consegue prender o leitor na história. E se você leitor quer saber o final dessa história e busca por doses cavalares de adrenalina... esta é a dica - O Código do Apocalipse.

Até a próxima, Eleni Rosa

5 comentários :

  1. "Quero os 16 livros+brindes diversos que a PromoAIL #NatalLiterário no @aimpresliter12 @eumaislivros vão me dar"

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  2. Olá, Eli!

    Antes de começar a falar sobre sua resenha, queria lhe fazer uma pequena correção: o termo correto é homossexualiDADE, não homossexuaLISMO. Feito isso, vamos ao livro. Bom, eu também não li o primeiro volume dá série, mas tenho lido tantos comentários negativos acerca da obra como um todo que já estou desestimulado. Acho que esses livros está fora da minha listinha de 'futuras aquisições'.

    Até mais,
    Sérgio H.

    www.decaranasletras.blogspot.com

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  3. Eu acho que sinceramente eu tenho livro muito mais legal para ler do que esse!!
    eu não me identific em esses livros!!
    http://mergulhado-em-historias.blogspot.com/

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  4. Esse livro já não faz muito meu tipo... ;/

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  5. Gostei muito do primeiro livro ‘Manuscritos do Mar Morto’, curto muito um thriller, com suspense e mistérios, estou doida pra ler essa continuação, parece ser ótima também.

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