[RESENHA] "A Menina mais Fria de Coldtown" de Holly Black por Eleni Rosa


Autora: Holly Black /Editora: Novo Conceito/ Gênero: Literatura Estrangeira / Terror/Páginas: 382
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Sinopse: No mundo de Tana existem cidades rodeadas por muros são as Coldtowns. Nelas, monstros que vivem no isolamento e seres humanos ocupam o mesmo espaço, em um decadente e sangrento embate entre predadores e presas. Depois que você ultrapassa os portões de uma Coldtown, nunca mais consegue sair. Em uma manhã, depois de uma festa banal, Tana acorda rodeada por cadáveres. Os outros sobreviventes do massacre são o seu insuportavelmente doce ex-namorado que foi infectado e que, portanto, representa uma ameaça e um rapaz misterioso que carrega um segredo terrível. Atormentada e determinada, Tana entra em uma corrida contra o relógio para salvar o seu pequeno grupo com o único recurso que ela conhece: atravessando o coração perverso e luxuoso da própria Coldtown. A Menina Mais Fria de Coldtown, da aclamada Holly Black, é uma história única sobre fúria e vingança, culpa e horror, amor e ódio.

Resenha: Comecei a ler este livro "A Menina mais Fria de Coldtown" da escritora Holly Black às escuras... Gosto de começar uma leitura sem saber o que vou encontrar e o que esperar, pois adoro ser surpreendida. No início pensei: "mais uma cópia do livro Crepúsculo, da escritora Stephenie Meyer", mas quando começou o banho de sangue, quase parei de ler. No entanto, fui persistente e a pegada do livro era diferente, assim continuei e me sentir embriagada pela trama e, no final, fui completamente surpreendida. 

Eu, muito tolinha, achava que era uma história diferenciada, se tratando de um mundo de humanos que convivia com vampiros em uma cidade, porém estava enganada. Não demorou muito para que eu relacionasse o livro com a série ‘True Blood’, transmita até este ano pelo canal da HBO e que passei a acompanhar para entender um pouco mais deste universo sobrenatural.


Na série, os vampiros e humanos também co-existem, em uma cidade fictícia. Como não sou habitué desse tipo de literatura, posso me perdoar, mas fiquei chocada como os primeiros episódios da série que para meu total espanto foi baseada nos livros ‘The Southern Vampire Mysteries’,  da escritora Charlaine Harris. E para minha surpresa, esta série, nos Estados Unidos, foi ao ar em setembro de 2008. Bem, parece que estou um pouco atrasadinha, mas não importa, pois estou achando bem interessante este seriado e pretendo assistir todas temporadas. Espero não me decepcionar!

Mas agora chega de adendos, vamos aos fatos. Em "A Menina mais Fria de Coldtown", tudo começa em uma festa onde a jovem Tana acorda cercada por rios de sangue. Na casa onde ocorreu a festança quase todos foram mordidos ou mortos por vampiros, restando apenas ela, seu ex-namorado Aindan e Gavriel, um vampiro capturado pelos sanguessugas que se satisfizeram de sangue ao limite, durante a noite.
  
“Eu sinto muito, disse ela a cada um dos mortos enquanto abria os zíperes e desafivelava as coisas deles. Eu sinto muito, Courtney. Sinto muito, Marcus. Sinto muito Rachel. Sinto muito, Jon. Sinto muito, por eu estar viva e vocês estarem mortos.” (pág. 36)

A jovem personagem e heroína tem carisma. Ela é persistente, forte, inteligente e nos faz apaixonar por sua luta e sua confusa paixão. Um romance que seduz a cada palavra, a cada linha, faz o leitor querer mais e mais. Como sou ansiosa ao extremo, tem certos livros que quase pulo para o último capítulo. E com este livro, por pouco, cometi este crime. 

A cidade para onde eram enviados os infectados por vampiros e/ou quem se  deixasse iludir pelo glamour advindo dos ‘sem alma’ denominava-se Coldtowns.

“Todas as pessoas infectadas e os vampiros capturados eram enviados a Coldtowns, e humanos doentes, tristes ou desiludidos iam para as Coldtowns voluntariamente. Esses lugares supostamente deveriam ser uma festa constante, de livre acesso pelo  preço do sangue. Porém, uma vez que as pessoas estivessem lá dentro, humanos – até crianças, até mesmo bebês nascidos em uma Coldtown – não tinham permissão para sair de la´.” (pág. 53)
Os três jovens se embrenham em uma busca eletrizante e, enquanto as páginas se seguiam, foi fácil descobrir que nem tudo era o que parecia ser.

“Gavriel estava parado na frente dela, com os braços em volta do peito de Aindan, a boca no pescoço dele, os olhos cerrados. Havia uma terrível paz em seu rosto...”. (pág. 59)

Claro que estamos falando de um romance, então foi presumível  descobrir o futuro casal  apaixonados. 

“Ele se afastou e pôs a mão na boca, e o rosto estava repleto de um gentil deslumbramento.
- Eu não me lembrava de que era assim.
(...)
- Me beije de novo – sussurrou ela, erguendo as mãos de encontro a ele, deslizando os dedos pelos cabelos de Gavriel...
Ele se curvou, indefeso em direção a ela.
Tana mordeu a língua...Quando sua boca se abriu sob a dele, estava inundada com sangue que se acumulava ali.
Ele gemeu ao sentir o sabor do sangue dela, os olhos vermelhos ficando arregalados de surpresa... ele disse:
- Você é mais perigosa do que o nascer do sol.” (pág. 149/150)

É importante ressaltar que Tana tem um passado,  assim como Gavriel. E, ao desenrolar da trama, é possível descobrir o motivo de tanta busca por vingança ou por justiça. 

Fato é que a autora soube escrever e nos hipnotizar  para desvendar seus mistérios. E, como todo livro de vampiros, monstros, criaturas sobrenaturais  há sempre a luta do bem contra o mal. A luta do perverso, o demoníaco contra o benevolente, o apaziguador, o santo. E. também, há o desejo por dominação dos seres humanos ou até extermínio. 

Portanto, querido leitor embarcar nessas ‘veias abertas’ é ter ritmo e aventura assegurados e, acima de tudo, gostar de muita adrenalina. 

Até a próxima, Eleni Rosa.

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