[RESENHA] "Quando Tudo Volta", de John Corey Whealey, por Stef Rhoden

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Sinopse: Cullen Witter leva uma vida sem graça. Trabalha em uma lanchonete, tenta compreender as garotas e não é lá muito sociável. Seu irmão, Gabriel, de 15 anos, costuma ser o centro das atenções por onde passa. Mas Cullen não tem ciúmes dele. Na verdade, ele é o seu maior admirador.
O desaparecimento (ou fuga?) de Gabriel fica em segundo plano diante da nova mania da cidade: o pica-pau Lázaro, que todos pensavam estar extinto e que resolveu, aparentemente, ressuscitar por aquelas bandas.
Em meio a uma cidade eufórica por causa de um pássaro que talvez nem exista de verdade, Cullen sofre com a falta do irmão e deseja, mais que tudo, que os seus sonhos se tornem realidade. E bem rápido.


Título: Quando tudo volta
Autora: John Corey Whealey
Ed. Novo Conceito | 2014 | Brochura | 220 páginas

Resenha: Então eu desempacotei a encomenda da Márcia e me deparei com três livros. Peguei o "Quando tudo volta" e li o primeiro parágrafo da sinopse. Pensei: "Parece legalzinho, mas não tô com muita paciência para histórias com adolescentes no momento". Acabei, então, por escolher "Perto de você", a sequência dos Sullivans. Quando a história de Smith e Valentina acabou, suspirei e peguei esse livro. Li novamente o primeiro parágrafo - pausa aqui para explicar o porquê de ler apenas o primeiro parágrafo: DETESTO spoilers! Detesto tanto, que só leio a sinopse, as orelhas do livro, agradecimentos e contracapa quando termino a história. Só leio o primeiro parágrafo da sinopse para ter uma ideia se vou gostar ou não, afinal, não podemos julgar um livro pela capa, certo? -. Eu já não estava mais sem paciência, achei que pudesse ser interessante, mas confesso que peguei o livro sem grandes expectativas.

E logo no primeiro capítulo mudei de ideia. Passada a primeira impressão e, confesso, um pouco mais motivada, o livro foi me envolvendo, envolvendo e envolvendo... E eu não queria mais largar! Ao final da última página, eu suspirei e disse:

"- P$%##! Eu queria ter escrito este livro!" 

Alguém mais já teve essa sensação? Não exatamente a de gostar de um livro, de concordar com as ideias. Acho que muita gente já passou por isso. Mas a sensação de AMAR a história, os personagens, se envolver a ponto de sonhar, de não conseguir dormir pensando em como tudo aquilo vai acabar? Admirar tanto o autor que teve aquela ideia, que escreveu aquelas linhas e desejar ter pensado aquelas coisas, ter tido o trabalho de digitar todo aquele texto? Identificação total? Já tiveram? 

Então eu parei para pensar no porquê de ter gostado tanto dessa história. Para você que não é neurótico como eu e que provavelmente vai ler a sinopse do livro antes de ler a minha resenha, vou poder contar que o irmão caçula de Cullen, Gabriel Witter, desaparece - o que foi uma surpresa pra mim. Rá! Viu por que eu não gosto de ler a sinopse completa? Adoro essas surpresas! -. Assim, grande parte da história se passa com Cullen, um adolescente de 17 anos, aparentemente sem graça, um cara em que muita gente poderia dar uma surra, meio pessimista (eu diria realista, francamente), que gosta de escrever em um diário títulos de livros que nunca escreverá, nem tão bonito assim, mas que precisa lidar com o desaparecimento do seu irmão caçula, a impotência diante do fato, a responsabilidade de se manter são enquanto seus pais "enlouquecem"; um primo que morreu de overdose, pesadelos com zumbis, e as questões normais de um adolescente de 17 anos: seu melhor amigo, Lucas Cader - por quem me apaixonei - e sua namorada, Mena Prescott, um rolo com Alma Ember e sua paixão por Ada Taylor. 
Ao mesmo tempo, em capítulos intercalados, o autor nos apresenta a Benton Sage, um jovem de 18 anos, religioso, que vai até a África tentar ajudar a levar a palavra de Deus às pessoas e... Bem... Leiam! Leiam e descubram como a vida de Benton Sage pode interferir na de Cullen Witters. 

Assim, Cullen não me parece um adolescente muito diferente dos outros. Benton é um cara bacana, sem grandes atrativos. A história do Pica-pau Lázaro, um grande pano de fundo, é hilária, sobretudo por ser contata sob o ponto de vista de Cullen. É absurda, mas compreensível. Então, acho que o que me chamou realmente atenção nessa história, além dos questionamentos de Cullen e Benton, foi observar como fatos tão triviais no dia a dia das pessoas podem ter consequências catastróficas. Parei para pensar em como um simples sorriso para um desconhecido pode afetar a história daquela pessoa. Ou emprestar uma caneta para alguém que precisa assinar um documento. Fiquei imaginando várias situações, várias coisas que poderiam ser diferentes. E se eu tivesse ido ao trabalho a pé ao invés de usar o carro? E se eu tivesse com vontade de comer sushi ao invés de sanduíche? 
E se Lucas Cader não estivesse naquele estacionamento?
E se Alma Ember não tivesse voltado?
E se Benton Sage não tivesse ido para a África?
E se Cullen estivesse com Ada Taylor desde o início? 

É assim a vida. É assim a história. As coisas são entrelaçadas. E é interessante pensar no emaranhado de coisas que nos unem uns aos outros. Nas infinitas possibilidades dos "E se?". Nos universos paralelos. Na Teoria do Caos. 

O que me chamou atenção neste livro, o que me fez gostar tanto dele, sem dúvida alguma, foi a crueza com que a realidade é tratada na história. Aliás, depois que li o livro descobri que o autor se inspirou na história de um pássaro extinto que foi visto no Arkansas. 

Virei grande fã desse tal John Corey Whealer. Alguém tem outros livros dele pra me emprestar? 

Até a próxima

Stef Rhoden

Outros sites para adquirir seu exemplar:

Livraria da Travessa  / Livraria da Folha

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