[CINEAIL] "A Culpa é das Estrelas", de Josh Boone, por Stef Rhoden

Sinopse: Diagnosticada com câncer, a adolescente Hazel Grace Lancaster (Shailene Woodley) se mantém viva graças a uma droga experimental. Após passar anos lutando com a doença, ela é forçada pelos pais a participar de um grupo de apoio cristão. Lá, conhece Augustus Waters (Ansel Elgort), um rapaz que também sofre com câncer. Os dois possuem visões muito diferentes de suas doenças: Hazel preocupa-se apenas com a dor que poderá causar aos outros, já Augustus sonha em deixar a sua própria marca no mundo. Apesar das diferenças, eles se apaixonam. Juntos, atravessam os principais conflitos da adolescência e do primeiro amor, enquanto lutam para se manter otimistas e fortes um para o outro.


Lançamento
05 de Junho de 2014  
Diretor
Josh Boone
Elenco
Shailene Woodley, Ansel Elgort, Nat Wolff, Laura Dern e William DaFoe
Gênero
Romance, Drama
Nacionalidade
EUA



"Não sou formada em matemática, mas sei de uma coisa: existe uma quantidade infinita de números entre 0 e 1. Tem o 0,1 e o 0,12 e o 0,112 e uma infinidade de outros. Obviamente, existe um conjunto ainda maior entre o 0 e o 2, ou entre o 0 e o 1 milhão. Alguns infinitos são maiores que outros. Um escritor de quem costumávamos gostar nos ensinou isso. (...) Mas, Gus, meu amor, você não imagina o tamanho da minha gratidão pelo nosso pequeno infinito. Eu não o trocaria por nada nesse mundo. Você me deu uma eternidade dentro dos nossos dias numerados, e sou muito grata por isso".



Resenha: Quando Kal J Moon terminou de ler “A Culpa é das Estrelas” (resenha aqui), apareceu na minha página do Face dizendo:

Steeefff, você tem que ler este livro! Pega emprestado, compra, baixa e-book, mas você tem que ler este livro! 

E eu, claro, fiz o que me foi recomendado. Li o livro, amei a história e amaldiçoei John Green por ter me feito chorar aos soluços. Eu mal conseguia ler com os olhos cheios de lágrimas! E aí, enquanto ainda estava emocionalmente tocada, soube que o filme sairia em breve. Procurei pelo trailer e... Adivinhem! Eu me debulhei em lágrimas novamente! Sério, nunca assisti tantas vezes a um vídeo pelo Youtube e chorei e chorei... 

NÃO ME JULGUEM!

Então, o que eu tinha a dizer sobre o trailer? 
A) Que a história parecia bastante fiel ao livro;
B) Shailene Woodley parecia muito saudável para uma garota com câncer; 
C) Augustus era basicamente o que eu tinha em mente; 
D) Isaac estava melhor caracterizado do que eu esperava; 
E) A mãe de Hazel era simplesmente perfeita. 

Portanto, tudo o que me restou foi guardar a camiseta “Some infinities are bigger than other infinities” (Alguns infinitos são maiores do que outros) e aguardar a estreia.

John e eu na estreia, correndo o risco de sairmos de lá sem as camisetas... 

Chegou o dia, comprei ingressos para a primeira sessão. E, sim, fui ao cinema exibindo orgulhosamente a minha camiseta do filme (e me arriscando a sair de lá sem roupa... Recalque bruto entre as menininhas!!). Pipoca na mão, excitação no peito, lencinho para as lágrimas que viriam... Até que finalmente aparece na telona o título do filme, com letras imitando escritas a giz, como a capa original do livro. E adolescentes gritando, miando, berrando ao meu redor. 

Pouco mais de duas horas depois e surda de tanto ouvir as garotas gritando pelo Augustus (uma até pediu para o menino engravidá-la, o que me fez ficar seriamente pensando no futuro do nosso país), saí do cinema. Cara inchada de tanto chorar. Mas feliz. Feliz porque o filme fez jus à beleza do livro. 

Augustus (Ansel Elgort), Isaac (Nat Wolff) e Hazel (Shailene Woodley)


Como acontece com todos os livros que viram filmes, o roteiro de "A Culpa é das Estrelas" cortou vários detalhes. Mas em momento algum eu senti falta de uma ou outra cena. O roteiro foi extremamente fiel, apenas acelerou algumas partes e mesclou outras. E o que realmente importa, a essência da história, a beleza da mensagem... Tudo isso permanece, incluindo vários dos diálogos importantes criados por John Green. Porém, é necessário ser honesta e dizer que certas passagens não são tão aprofundadas quanto no livro. Nem mesmo “Uma Aflição Imperial” teve tanta ênfase assim, apenas o necessário para que pudéssemos entender o que fez Hazel e Augustus gostarem da história e irem atrás de respostas.
Mas, convenhamos! É uma adaptação para o cinema e, tendo isto em mente, o roteiro não poderia ser melhor! A história ficou perfeitamente bem editada e mesmo os pequenos detalhes que precisaram ser cortados estão embutidos sutilmente para serem percebidos por quem leu o livro.

[Aqui vai um spoiler: o filme não mostra o momento em que Hazel e Augustus decidem vender o “balanço de lágrimas”, mas em uma das últimas cenas, Hazel e Isaac estão sentados na calçada onde antes ficava o balanço. Uma sutileza que me fez sentir homenageada por ter lido o livro...]

Augustus, Hazel e o "balanço de lágrimas"

Shailene Woodley está simplesmente PERFEITA na pele de Hazel. Percebi que a aparência saudável se devia ao fato de que a atriz tem um rosto redondinho, mas, observando melhor, ela estava com um corpo bastante magro e frágil para o papel, o que me convenceu. Sua atuação está maravilhosa, ela fez uma Hazel muito parecida com a que eu imaginava, extremamente convincente como uma garota doente, mas que decide viver; com todas as suas reações e conflitos que uma adolescente pode ter; uma garota bonita, inteligente e esperta, consciente e conformada com sua vida e sua condição. Madura. Ah, sou grande fã de Hazel Grace! Mas o melhor de tudo: já vi Shailene em outros dois filmes e posso afirmar que em momento NENHUM da história, ela me lembrou Tris, de "Divergente", ou Alexandra, de "Os Descendentes". A garota é uma camaleoa! Fiquei impressionada com a construção das personagens que ela faz. Definitivamente, Shailene entrou para a minha seleta lista de atores de referência: não me importa se o título é ruim ou se o gênero não me atrai, se ela está lá, eu vou assistir! 

Augustus e Hazel em Amsterdã

Ansel Elgort... Gente, que menino mais gracinha! Encontraram um rapaz de feições doces para interpretar uma personalidade tão apaixonante quanto a de Augustus. Ansel fez um Gus ainda mais leve e bem-humorado que eu imaginava. Com toda aquela pose confiante que a Hazel sempre se referia, grandes ambições e aspirações na vida. Um ar ao mesmo tempo arrogante e divertido. Eu me apaixonei por Augustus Waters. Mas quero deixar claro que não, não teria um filho com ele..... 

Achei a direção do filme extremamente delicada. Os personagens secundários como a mãe de Hazel, Isaac, Peter van Houten e Lidewij, muito bem caracterizados e convincentes. Aliás, Laura Dern dá um show como a mãe superatenciosa de Hazel. Que atriz! 

Resumindo: adorei o filme. Adorei a trilha sonora. Adorei os personagens. Adorei tudo, tudo mesmo. Estou fazendo tanta propaganda para cada ser humano que passa na rua, que estou pensando em pedir uma graninha ao John Green. O filme te faz sair do cinema pensando. Pensando em todas as coisas que deixamos de viver por acharmos que teremos todo o tempo do mundo. Pensando no quanto não damos valor ao que temos. O filme me fez pensar no que nós faríamos se soubéssemos a quantidade exata de dias que temos neste mundo. Em quantos infinitos caberiam o nosso tempo tão limitado. No quanto vale a pena viver o momento com intensidade, se jogar de cabeça. No quanto a vida é boa  e exige ser vivida.

Enfim, assistam! Compensa muito, tanto para quem leu quanto para quem não leu o livro.
Ok? 

Beijos, 

Stef Rhoden

Stef não pode mais ouvir "O.K." sem se debulhar em lágrimas... Mas, ainda assim, está planejando ir ao cinema pela terceira vez. 




Ah! Um link interessante em um blog em inglês me fez rir litros: 14 reasons you should’t see “The fault in our stars”

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