[DIVULGAIL] "A Primavera dos Livros está de volta a São Paulo"

A Primavera dos Livros está de volta a São Paulo. E é recebida, em parceria com a Biblioteca Mario de Andrade e a Prefeitura da cidade, onde seu coração pulsa mais forte, o centro, na praça Dom José Gaspar.
Com esse evento, que conta com ampla participação dos poetas da cidade - uma quinzena de coletivos de poesia da periferia se apresentam em saraus abertos ao público -, os editores reunidos em torno da Libre expõe e celebram o livro e a leitura. Mas, mais do que isso, aprofundam uma ideia central para o debate democrático e pluralista na sociedade brasileira: a bibliodiversidade.

Nas últimas décadas, os brasileiros tiveram a coragem de pôr em pé um país muito mais democrático, em que as dificuldades nacionais pudessem ser não apenas expostas e debatidas, mas também aprofundadas. Num país que tinha (e que infelizmente ainda não resolveu totalmente a questão) altos índices de analfabetismo, uma série de editores e editoras se empenhou em difundir desde livros para leitores iniciantes até teses acadêmicas complexas, passando por uma literatura que se libertava de muitas amarras.

E, quase sempre, foram pequenas e médias empresas, distantes do grande capital, que cumpriram essa função.

Esse espírito democrático norteou a criação da Libre – Liga Brasileira de Editoras –, após a primeira edição da Primavera dos Livros, em 2001, no Rio. Além desse evento de divulgação, a Libre organiza uma atuação conjunta dos editores junto ao mercado livreiro e ao governo, e também a cooperação entre essas empresas, sempre com a ideia de promover a diversidade de leituras, de autores, de editores e de livrarias: quanto mais gente envolvida nesse processo, acredita a Libre, mais livre e democrático será o país.

Assim, lutamos contra o fenômeno de “best-sellerização” da cultura, mas também por compras governamentais justas e plurais, que valorizem a bibliodiversidade que o leitor encontra nas Primaveras dos Livros.

A Primavera dos Livros de 2014, em sua décima edição em São Paulo, conta com o apoio fundamental do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. É com satisfação que o recebemos, mais um sinal de reconhecimento pelo governo federal do papel fundamental de difusor livre de ideias e, ao mesmo tempo, de atividade econômica importante para o país que o mercado livreiro tem.

Fonte: Libre.org

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