[CINEAIL] "300 - A Ascensão do Império" de Noam Murro, Por Mac Batista



Não recomendado para menores de 18 anos
 
Sinopse: Após a morte do pai, Xerxes (Rodrigo Santoro) dá início a uma jornada de vingança e ruma em direção à Grécia, com seu exército sendo liderado por Artemisia (Eva Green). Enquanto os 300 espartanos liderados por Leonidas tantam combater o Deus-Rei, os exércitos do resto da Grécia se unem para uma batalha com as tropas de Artemisia no mar. Themistocles (Sullivan Stapleton) é o responsável por liderar os gregos.



Lançamento
7 de março de 2014  
Diretor
Noam Murro
Elenco
Sullivan Stapleton, Eva Green, Lena Headey e Rodrigo Santoro
Gênero
Ação , Fantasia , Épico
Nacionalidade
EUA


"Começa como um sussurro. Uma promessa. A mais leve das brisas dança
sobre os gritos de 300 homens. A brisa se torna um vendaval. Um vendaval, meus irmãos em sacrifício. Um vendaval de liberdade.Um vendaval de justiça.

Um vendaval de vingança."

Resenha:  Há quase uma década, estreou no cinema o filme "300" trazendo inovação na área dos efeitos visuais que, até então, nenhum outro filme do gênero tinha oferecido como entreternimento. Óbvio que nunca poderia compará-lo ao filme "Sin City - A Cidade do Pecado" (2005), mil vezes superior. Até então, com a direção de Zack Snyder, "300" foi uma aposta visionária, mas não tinha mais nada a oferecer além das cenas com muitas lutas épicas sanguinárias, agregadas a um belo efeito visual para lá de interessante. 



Themistocles (Sullivan Stapleton)

Passados oitos anos, apenas lembrávamos do Rei Leonidas (Gerard Butler), seus guerreiros espartanos, o  Rei-Deus Xerxes (Rodrigo Santoro) e a pergunta que não queria calar: "300 terá continuação?"

E, finalmente, veio a resposta, mas não em forma de continuação convencial ou um prequel. Na verdade, a trama de "300 - A ascensão do Império" ocorre paralelamente aos acontecimentos narrados no primeiro filme (a batalha entre os  300 guerreiros de Esparta e o exército do Rei-Deus Xerxes). Sendo assim, a narrativa do segundo é baseada - na maior parte do tempo - em flashbacks


Artemisia ( Eva Green)

Se no primeiro filme vemos todas as batalhas culminando em "terra firme"; no segundo, as batalhas entre o líder grego Themistocles (Sullivan Stapleton), com seus homens destemidos, porém não-guerreiros como os de "300" e a comandante naval do Império Persa, Artemisia ( Eva Green) são retratadas  em mar. '

Não é necessário o telespectador assistir ao filme até o final para perceber que "300 - A Ascensão do Império" é infinitamente melhor do que "300" e a única razão é... Eva Green! Ela consegue passar tanta verdade em sua interpretação, justificando as ações de Artemisia de forma verossímel e compreensível, que nos deixa sem fôlego em suas cenas de luta. Não se iludam, caros leitores, este filme sem Eva Green estaria fadado a cair na mesmice.


Rainha Gorgo (Lena Headey)

E apesar da Rainha Gorgo (Lena Headey) narrar a história, com suas entonações exarcebadas (algo completamente desnecessário), todo crédito é de Eva Green e seus olhos flamejantes! Ela consegue imortalizar a vilã Artemisia, fazendo os telespectadores torcerem - sem o menor pudor - pela bad girl. As cenas de luta de Artemisia são impactantes, sanguinárias e, mesmo assim, torcemos para que ela sempre se dê bem, com suas espadas e língua afiadas!



Rei-Deus Xerxes (Rodrigo Santoro)
Rodrigo Santoro tem um maior destaque neste filme, pois vemos como Xerxes se torna um Rei-Deus. E, aqui, não podemos deixar de ressaltar - mais uma vez - todo o trabalho visual muito bem feito nesta transição. Santoro desempenha bem o seu papel, sendo politicamente correto nas cenas em que aparece. Nada que não seja compreensível já que o foco do filme são as tais "battleships"

No entanto, em todo momento, ficamos  com a sensação de que está faltando algo na história de Xerxes. Algo que reservaram, é claro, para o próximo filme. Porque, sim, haverá um terceiro filme, mas só Deus sabe quando que ele será lançado. E, é óbvio, que o terceiro será totalmente voltado para o Rei-Deus Xerxes e sua batalha contra os Gregos, algo que não é difícil de se deduzir, dado a forma como termina o segundo filme da franquia.



Enfim, "300 - A Ascensão do Império" como já foi dito é infinitamente melhor do que "300", seja pelas cenas de lutas, pela excelente interpretação de Eva Green, pelo preenchimento de algumas lacunas do primeiro filme, pela fotografia e, por último, pelos efeitos visuais que deram um toque todo especial a história. Se vale a pena assisti-lo? Sim, vale... mas, apenas pelo conjunto da obra.

Mac Batista.

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