[RESENHA] "Quero Ser Seu", de Bella Andre

Sinopse: Ryan Sullivan sempre gostou muito de Vicki, a quem conheceu na adolescência, quando ela lhe salvou a vida: no estacionamento da escola, um carro desgovernado só não a atropelou porque Vicki o empurrou para longe. Desde então, eles se tornaram melhores amigos - pelo menos, melhores amigos até onde um homem e uma mulher lindos e sedutores conseguem ser... O tempo passou, Vicki casou-se e se separou, e Ryan seguiu sua vida de solteiro. Até o dia em que Vicki pediu-lhe um favor: será que Ryan poderia fazer as vezes de seu namorado para afastá-la de um homem mal-intencionado e pegajoso? Ryan não negaria esse favor a sua amiga, de forma alguma... Não só pelo carinho que nutre por ela, mas também por uma característica de sua personalidade: Ryan faz o tipo protetor (o tipo de homem com quem toda mulher sonha em algum momento da vida). Agora, depois de brincarem de namorados, será que os dois conseguirão manter a amizade de sempre?

Título: Quero Ser Seu 
Autora: Bella Andre 
Ed. Novo Conceito | 2013 | Brochura | 287 páginas 

Trecho: "Ryan não só desejava Vicki. Ele precisava dela. Com um desespero que nunca antes sentira por nada nem ninguém. Preto e Branco viraram um feioso tom cinzento à medida que o desejo aumentava, ficava mais forte e ele oscilava entre o certo e o errado. Por fim, precisou de todo o autocontrole para apoiar Vicki nos travesseiros e cobri-la com o lençol.  Ela confiava nele, o bastante para adormecer em seus braços na praia. Ele jamais se perdoaria se tirasse vantagem de sua vulnerabilidade adormecida. Em especial quando ela já deixara claro, durante o jantar e depois, na praia, que precisava dele como amigo. Apenas como amigo". 

Resenha: Depois de terminar de ler um romance gracinha como "Anjos à Mesa", fiquei inspirada e peguei um novo romance. Desta vez, o escolhido foi "Quero Ser Seu". Logo no prólogo, fiquei sabendo de coisas que achei imperdoável que uma leitora que nem eu não soubesse: Bella Andre criou a enoooorme família Sullivan, com seus oito irmãos. E cada irmão Sullivan tem sua própria história de amor, retratadas em romances já publicados pela editora Novo Conceito: "Um olhar de amor", "Por um momento apenas", "Não posso me apaixonar", "Eu só tenho olhos para você" e "Se você fosse minha".

"Quero ser seu" é a história de Ryan Sullivan, o sexto irmão. E eu fiquei: 

- Como assim eu não sabia disso? 

Enfim... 

Passada a revolta inicial "de mim comigo mesma", comecei a ler. 

A história não demora a começar. Para quem não conhece bulhufas dos irmãos Sullivan (como eu não conhecia), logo somos apresentados a Ryan, descobrindo que ele é o irmão atleta da família, o arremessador estrela do time de beisebol Hawks. Descobrimos que ele é realmente muito valorizado, já que vai salvar Vicki dirigindo uma Ferrari e a leva para sua belíssima casa de praia. E ali começamos a ter uma noção da profundidade e pureza dos sentimentos dos dois. 

Vicki Bennet é uma escultora talentosa. E linda, claro! Ela e Ryan se conhecem ainda nos tempos de escola e desde então se tornaram melhores amigos. Um sempre fora perdidamente apaixonado pelo outro, mas não tinham coragem de dizer. Afinal, Ryan, aos quinze anos, já era do time de beisebol da escola e estava rodeado por todas as líderes de torcida e jamais teria olhos para uma garota esquisita como Vicki. Ela, por sua vez, jamais dera qualquer sinal para Ryan de que ele pudesse se aproximar e revelar os seus sentimentos.

(Tão típico!)

E só agora, quinze anos depois, quando Ryan aceita se fingir de namorado de Vicki para afastar um sujeitinho que, infelizmente, existe muito por aí, os dois conseguem ter a oportunidade de confessar e viver o amor que sempre nutriram um pelo outro. 

Uma coisa que a autora disse no prólogo é bastante verdadeira: na história de Vicki e Ryan não existe espaço para desentendimentos, discussões ou afirmações de personalidade. Muito pelo contrário. Talvez por serem amigos e se conhecerem há tanto tempo, eles estão sempre brincando um com o outro, sorrindo, incentivando... Ryan é mesmo o tipo protetor, um cara que está sempre tranquilo e sorridente. Até achei engraçado quando a autora retrata isso numa cena em que Ryan está cercado dos seus irmãos, demonstrando a angústia de estar apaixonado pela melhor amiga e os outros todos o encaram pasmos. Até que Sophie - a protagonista de "Só tenho olhos para você" - diz: 

"- Acho que estamos um tanto surpresos (...) Tudo sempre pareceu tão fácil para você". 

Isso é realmente algo que Bella Andre deixa claro desde o começo: Ryan, por ser bonito, carismático e talentoso no beisebol, sempre conseguiu tudo o que queria na vida. E o jeito tranquilo do moço, sempre de bom humor (exceto quando o verme que persegue Vicki aparece), faz a gente logo se apaixonar por ele.

Porém, existe aí algo que me incomodou. Não li os livros anteriores e não sei como Ryan é retratado neles. Mas aqui vi um grande esforço para mostrar Ryan como um "verdadeiro bad boy", algo que, definitivamente, ele não é! Ryan não tem absolutamente nada de bad boy! Como um homem tranquilo, sempre doce, apegadíssimo à família, atencioso com os fãs, que trata uma mulher com tanta delicadeza pode ser tido como um bad boy? De forma alguma! Eu apenas vi Ryan como um homem que era solteiro e tinha seus casos. Mas de jeito nenhum ele é um bad boy. E de jeito nenhum, isso arruína a história, exceto, é claro, quando a autora insiste em colocar diálogos do tipo: 

"- E aí? - disse uma das mulheres mais bonitas que Vicki já vira -, Como é a sensação de ter domado o último dos bad boys?" 

Ele não é um bad boy!!! Por amor a Deus, quando as pessoas vão entender que um homem, para ser sexy, não precisa ser um pegador, bad boy indomável? Realmente, isso me faz ficar com pena dos rapazes bacanas... 

(Voltemos ao livro.) 

Vicki também me pareceu carismática. Gostei dela, logo de cara. Gostei da forma como a autora retrata a sensibilidade dela, seus sentimentos não apenas por Ryan, mas, principalmente, em relação à sua arte. Eu consegui sentir algo perto do que uma escultora ou pintora deve sentir quando inspirada e mergulhada em seu trabalho. Mas tem algo que não gostei muito em relação a Vicki: ela foi retratada como uma pessoa tímida e até mesmo insegura em todo o livro, mas há momentos em que ela perde de vez a timidez. Talvez não muitas pessoas vão concordar comigo, mas achei um pouco incoerente. 

Resumindo, gostei do livro. É bastante "Sabrina" e muito romântico. Bem "água com açúcar" mesmo. É diferente dos livros que venho lendo ultimamente porque, apesar de ter cenas quentes, elas são mais leves. E românticas. Não há discussões, os dois se entendem muito bem. É uma história de amor tranquila, como muitas de nós podemos desejar. Achei bacana colocar as interações dos outros irmãos, retratar como seus romances vêm evoluindo. Sempre com finais felizes, claro! 

Agora, com licença... Vou ali procurar os outros livros da série. Quero ver se vou gostar dos outros Sullivans

Até a próxima! 
Stef 



Bella Andre é autora best-seller do The New York Times e do USA Today, com mais de 1,5 milhão de livros vendidos no mundo. É conhecida por escrever histórias fortes e sensuais que oferecem romances inebriantes. Seus livros foram traduzidos para nove línguas e aparecem frequentemente no Top 10 da Amazon.

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