[OPINAIL] AILLOWEEN!!!

A ideia não é nova mas as pessoas sempre querem saber o que achamos de terminados filmes, principalmente se forem de terror. Como temos muitas resenhas para entregar e algumas nem se tratam do assunto, resolvemos contar algumas experiências relacionadas a esse tipo de filme durante nossas vidas, na infância, adolescência ou mesmo quando adultos... Afinal, se um filme é assustador, ficaremos com medo em qualquer idade.

AILLOWEEN 2013
E nossos colunistas Mac Batista, Marlo George, Eleni Rosa, Kal J. Moon e Stef Rhoden dividem aqui alguns casos curiosos, assustadores e até mesmo engraçados relacionados aos filmes de terror que assistiram ou algum relato 'sobrenatural'... Confiram... Se tiverem coragem!

Mac Batista, gestora de conteúdo
e webdeveloper
Mac Batista: "Quando eu tinha 12 ou 13 anos assisti, pela primeira vez, o filme 'A Volta dos Mortos Vivos'... Nesta época, filmes de terror realmente davam medo... Tanto que eu, enquanto os assistia, não me atrevia nem mesmo a respirar... (risos) 

Em relação a este filme, lembro que a sala da minha casa estava apinhada com meus amigos e a família em peso. E, mesmo com toda aquela gente, eu continuava morrendo de medo do filme. Aqueles zumbis dizendo 'Eu quero cérebro... cérebrooooooo!'. Creem em Deus pai!!! Eu chegava até me arrepiar, toda vez que ouvia isto! 

 Aliás, eu me perguntava, o tempo todo, como um zumbi - teoricamente morto - conseguia raciocinar que ele gostava de cérebro?! Que cérebro fazia bem para saúde, acelerava o metabolismo, queimava calorias, evitava estresse, combatia os radiciais livres e a hipertensão?!  COMO?!

Mesmo assim, em meio a estes questionamentos, me sentia um pouquinho 'protegida' com a presença de muitas pessoas a minha volta. Só que - ao término do filme - todos saíram para o quintal da minha casa. Eu levantei para fazer o mesmo e minha digníssima mãe me fez ficar na sala para desligar tudo... Juro que não acreditei quando ouvi esta ordem! 

EU sozinha... dentro de casa??? Depois de assistir a um filme de terror?! JUROOOO... Quando minha mãe me impôs isto, do nada ficou um silêncio assustador, nem mesmo "zumbido" de mosquito eu ouvia! Mas tinha o tal "tic-tac" do relógio pregado na parede!!! Ha-ha este não poderia faltar!

Não preciso dizer que minhas pernas tremiam mais do que britadeira, né?! Mesmo assim, eu fiquei! 

(Naquela época, eu encarava qualquer coisa, menos a minha mãe! Ela é do tipo Rochelle do seriado 'Todo Mundo Odeia o Chris'! Com direito a todos os trejeitos e exageros! Duvidooooo que alguém encararia uma mãe assim! Daquela que só fala UMA vez! E se você insiste no erro... #Rhum!!!)

Mas voltando à história... Desliguei tudo, sempre olhando por cima dos ombros. Quando vi que tudo estava  em ordem, segui pelo corredor que dava para cozinha... E aí  fui surpreendida por uma mão! SIM.... uma mão cabeluda e gigantesca agarrou o meu braço! Eu não tinha noção do quanto eu podia arregalar os meus olhos e escancarar a minha boca. Não duvide, eu usei toda a minha elasticidade facial para isso!!!

E sabe aquela sensação que você está "sonhando acordado"?! Você escuta sua voz ao longe...mas tudo não passa de um sonho...Você sabe que é um sonho e, mesmo assim, tenta se livrar das coisas que acontecem nele?! Comigo foi mais ou menos assim, enquanto arregalava os olhos e gritava desesperadamente um "AAAAAAAAAAAAAHHHHHH" até perder a voz e o fôlego (ao mesmo tempo que tentava me livrar da tal mão). Foi um grito histórico, cinematográfico!!! Mas se fosse transformado em um cena de filme, provavelmente, estaria morta no segundo seguinte! u.u #fato!

Ah! E sabem aquele efeito "slowmotion"?! Então, no ato do desespero, ele acontece!!! Porque eu lembro, como se fosse hoje, a sensação de perceber que todas as minhas ações pareciam durar séculos para acontecerem, o que aumentava mais o meu desespero! Sem contar a dor no peito, quase física, só de pensar que alguma criatura comeria meu cérebro!

Quando vi que era meu primo - um homem adulto, barbado, casado, muito sem graça e sem noção! - comecei a chorar de RAIVA! Enquanto ele rolava de rir e a casa voltava a ficar cheia de gente, querendo saber o que tinha acontecido. E minha mãe, a la Rochelle, reclamando que até do outro lado do bairro tinham ouvido os meus gritos!!!

Quando perceberam o que tinha acontecido, meu primo foi repreendido pela minha mãe e minha avó, mas  ele já tinha feito o estrago que tanto queria e estava muito contente com isso (desgraçado!!!).

E eu? Bem, continuei chorando por um bom tempo... sem voz! u.u E com muita raiva do meu querido primo! rssss... Nem preciso dizer, também, que depois deste episódio ganhei o carinhoso apelido de "Gogó de ouro!" ¬¬ 

Sinceramente, quem tem parente assim, não precisa de inimigos... pra quê, né?!

Assista o trailer de A Volta dos Mortos Vivos


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Marlo George, artísta plástico
e escritor
Marlo George: Eu tenho um problema seríssimo com filmes que não se levam à sério. Se é terror, me aterrorize, não me faça rir. Eu bem me lembro do dia em que assisti Poltergeist pela primeira vez. Lá estava eu num sítio, dividindo um apartamento minúsculo com meus parentes. 

Assisti o filme da varanda do apê - uma TV comunitária - e digo que foi um dos piores feriados da minha existência. Porém, apesar deste enviroment macabro, o que mais me faz tremer - quase mais que ver a calcinha suja de areia da minha prima pendurada na torneira - foi Poltergeist...


Assista abaixo o trailer de Poltergeist, O Fenômeno



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Stef Rhoden, biomédica
e escritora
Stef Rhoden: "Eram meados de 2003 quando meu irmão me falou sobre um filme muito, mas muito assustador que assistiu no cinema: "O Chamado". Falou que tremeu nas bases quando via a tal "fantasma" imensa na telona e que deu gritos e mais gritos no cinema. Eu apenas ri da cara dele. Na época, meu irmão caçula se borrava de medo de filmes de terror e aquilo não era nenhuma novidade pra mim. Mas aí ele me desafiou a assistir. Topei, é claro! Filmes de terror nunca me assustavam. 

Nunca! 




Então, alguns meses depois, ele chegou com a fita VHS e instalamos o videocassete no meu quarto. Deitei na cama, ele se instalou na poltrona e dá-lhe pipoca.

Meu irmão se encolhia a cada cena assustadora e eu... Bem, eu tinha uma fama a zelar, né? Precisava manter a minha postura, mesmo querendo me esconder embaixo da cama. E segurei todos os gritos e sustos dentro da garganta. Como eu disse, tenho uma fama a zelar.

Então, o filme acabou. Meu irmão olhou para mim e perguntou o que eu achei:

- É. Foi legalzinho... - respondi.

Ele balançou a cabeça e começou a por o filme para rebobinar - provavelmente pensando que eu era mesmo muito corajosa e que não me impressionava com certas coisas. Enquanto isso, eu pensava em todas as estratégias que teria que adotar para conseguir dormir naquela noite. 


Foi aí que aconteceu: o telefone tocou.  

Meu irmão olhou para mim. Eu olhei para ele.
Mais um toque. 
Prendemos a respiração. 
Mais um toque.
Olhos na porta do quarto.
Mais um toque. 
A porta estava fechada por causa do ar-condicionado, mas não estava trancada.
Mais um toque. 

- Eu não vou atender! - disse ele quase berrando.


E eu, que estava ali, tentando me segurar, disse no mesmo tom de voz, correndo para trancar a porta:

- E nem eu! Eu quero mais do que uma semana de vida! Nem pensar!
...
Dez anos se passaram e ainda não sabemos quem era ao telefone naquela tarde. E eu passei duas noites dormindo no quarto do meu irmão depois daquilo... Sabe como é, ele ficou bastante impressionado pelo telefone tocar bem na hora em que o filme acabou.
Ele ficou. Que fique bem claro. Era minha obrigação como irmã mais velha proteger meu irmão. 
Que fique bem claro."

Assista abaixo o trailer de O Chamado


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Kal J. Moon: Curioso pois as duas histórias que eu tinha programado são de filmes que Marlo e Stef já comentaram... Ao final da original exibição de 'Poltergeist' no Supercine da Globo, eu e minha mãe, de tão assustados com o filme, resolvemos abrir a porta de casa e sentarmos nos degraus da escada. Morávamos numa vila de casas. E percebemos que os vizinhos fizeram exatamente o mesmo... Era como se o mal estar fosse tão grande que seria preciso conversar sobre isso para espairecer e poder dormir em paz.

Mas o pior estava por vir. No distante ano de 2002, um amigo me emprestou a fita cassete de um filme que estrearia dali a dois meses. Era O Chamado. Contou-me que o filme era assustador e que havia baixado pela internet com legendas e som ótimo. Resolvi arriscar. Era sábado e eu não tinha nada melhor pra assistir. Quando assistia ao filme, com história razoável, chega o fatídico momento em que o telefone toca no filme e Samara diz 'sete dias'. O telefone, localizado em minha sala, tocou no mesmo momento.Quase parei no teto. Fui atender, tremendo mais que Michael J. Fox. Era engano. Sentei-me com ausência de sangue circulando no corpo e continuei assistindo o filme. Quase próximo do fim, o telefone toca novamente e também era engano. Cheguei a pensar que eram meus amigos tentando uma brincadeira de mau gosto.

Quando terminou a exibição, cheguei à conclusão de que eu teria de fazer uma cópia daquela fita pirata para não morrer em sete dias...

(assistam ao filme para entender melhor a que estou me referindo)

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Eleni Rosa, comunicóloga
e colunista
Eleni Rosa: Terror?! Não... Mas que tal história de assombração?

Minha família é do interior do Rio de Janeiro, de um dos últimos municípios da Região Noroeste Fluminense, Itaperuna. Na minha infância, passava as férias na fazenda do meu avô. Na ‘roça’, à época, não havia luz elétrica e éramos iluminados por lamparina, vela ou lampião. Após o jantar - que iniciava pontualmente às 18h - não existia muito que fazer. Então, sob o manto da noite, sentávamos todos na varanda da sala, sem enxergarmos a própria porteira da fazenda e vendo, ao longe, apenas vagalumes e escutando os mugidos de alguma vaca perdida no pasto... Assim começava a prosa. Não era uma prosa normal pois meus tios insistiam em contar ‘causos’ antigos. Eu, que morria de medo de escuridão, de fantasma, alma penada etc, ficava aflita, mas escutava tudo com muita atenção...

E começavam: 'p
ois é... Andar pelas bandas de cá, à noite, não é muito bom, há muita alma penada vagando pelas redondezas. Sabe o Januário, seu tio, Eleni? Pois é... Quando era rapazinho, já carregou um ‘trem’ desses na garupa da bicicleta... Verdade, ‘sô’! Ele conta que numa madrugada, saindo de um baile de casamento, vinha pela estrada, ‘lumiando’ o caminho apenas a lua, quando de repente avista uma moça bonita numa encruzilhada. Sendo um moço muito educado - e namorador - ofereceu carona à bela jovem.  A viagem prosseguiu no silêncio. Ao aproximar-se do cemitério de Retiro do Muriaé, onde há uma subida, bem longa, a bicicleta começou a pesar, ele ‘pegou’ a fazer muita força para continuar mas, de repente a corrente arrebentou e...

Quando Januário olhou pra trás, uma surpresa: a bela moça tinha desaparecido...! Pura verdade pois Januário chegou em casa correndo, suado e arrastando a bicicleta quebrada!'


Não parava por aí pois até meu pai entrava na prosa: 'v
ocês se lembram de quando a gente ia caçar tatu por essas matas? Saíamos todos com a cachorrada pela madrugada à fora. Pois é... Lembram do Isaias Marcelino? Numa dessas madrugadas de lua cheia, ele levou uma corrida que não gosta nem de lembrar... Conta que corria atrás dos cachorros que latiam muito - sinal que haviam achado a caça – mas, de repente, a cachorrada começou a uivar e correr. Isaias não pestanejou, desviou da direção dos cachorros e só deu tempo de ver um vulto muito grande. Deu sebo nas canelas! Corria ele e a cachorrada! Chegou em casa suado, cansado, com a cachorrada de língua pra fora e sem um tiquinho de caça. E quanto ao vulto? Ele jura que era um lobisomem...” 

E continuavam: '
mas cumpadi, você ‘se alembra’ quando o velho Januário morreu? Seu bisavô, Eleni, dono de quase toda essas terras aqui.. Pois é... Por muitas noites, eu o escutava batendo os pés no capacho e pigarreando na soleira da porta... U-hum. Morria de medo e virava na cama pro lado da parede, para não enxergar o que não queria...'

Depois de muitos ‘causos’ íamos dormir. Digo, eu ia tentar dormir. Rezava muito e implorava para não sonhar com nenhuma moça bonita, nenhum lobisomem ou com o meu bisavô pigarreando na soleira. Qualquer barulho era um susto, qualquer sombra deixada pela luz da vela era uma tremedeira... Mas como uma boa criança, acabava dormindo como um anjo bom, claro!"


Devido a todos estes "causos" de infância traumatizantes, nunca me aventurei a assistir filmes de terror!!!

E aí, #impressionautas? Já teve uma noite horripilante por causa de algum filme ou fato sem explicação? Conte pra gente nos comentários, ok? Até a próxima! (Equipe AIL)

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