[RESENHA] "A Cilada" de Harlan Coben

Capa da edição nacional
(Ed. Arqueiro)
Sinopse: Haley McWaid tem 17 anos. É aluna exemplar, disciplinada, ama esportes e sonha entrar numa boa faculdade. Por isso, quando certa noite ela não volta para casa e três meses transcorrem sem que se tenha alguma notícia dela, todos na cidade começam a imaginar o pior. O assistente social Dan Mercer recebe um estranho telefonema de uma adolescente e vai a seu encontro. Ao chegar ao local, ele é surpreendido pela equipe de um programa de televisão, que o exibe em rede nacional como pedófilo. Inocentado por falta de provas, Dan é morto logo em seguida. Na junção dessas duas histórias está Wendy Tynes, a repórter que armou a cilada para Dan e que se torna a única testemunha de seu assassinato...

 "_ Não acho que Dan Mercer fosse pedófilo. Nem que tenha matado ninguém. Portanto, sim, Wendy, acho que você arruinou a vida de um inocente."
 
Resenha: Há algum tempo, eu ouvi algumas pessoas próximas a mim comentando a respeito de Harlan Coben e sua obra. E todos os comentários eram sempre positivos, mas eu já tinha os meus autores favoritos de suspense policial e estava certa que não precisava de mais um para compor essa lista. 

No entanto, nos últimos dias, minha opinião a respeito de Harlan Coben mudou consideravelmente. Para quem não tinha lido nada do autor, escolhi a dedo o título "Cilada", publicado pela Editora Arqueiro, em 2010. E, sinceramente, desde o vestibular que não dava um "chute" tão certeiro numa questão de múltipla escolha! Um raciocínio rápido e bem lógico para descrever,  a priori, este livro.

Mas, enfim, vamos ao que interessa: minhas impressões. 

Se vocês fizerem uma rápida pesquisa, saberão que este livro é um suspense policial (thriller). Logo, toda a trama está devidamente amarrada num profundo mistério. E quando vocês pensam que já têm as respostas, Harlan descontrói toda a linha de raciocínio que vocês tão majestosamente elaboraram. 

Muitas vezes, na vida, somos obrigados a fazer julgamentos que não gostaríamos de fazer. E queremos que eles sejam fáceis. (Pág.70)

Em "Cilada", nos deparamos com uma trama que envolve assassinatos, suicídios, suspeitas de pedofilias, sentimento de culpa e muitas, mas muitas mentiras. E é em meio a tudo isso que o leitor conhece a história de Dan Mercer, um assistente social que trabalha com jovens "problemáticos". Dan é brutalmente assassinado, depois de ter sido denunciado por Wendy Tynes pelo crime de pedofilia e, na seqüência, inocentado pela Justiça por falta de provas consistentes. 

Wendy se torna "testemunha ocular" do assassinato de Dan. Ela é uma repórter renomada que sempre confiou nas provas que conseguia contra os criminosos que desmascarava em seu programa de TV. No entanto, seu instinto lhe diz, após os últimos acontecimentos, que talvez Mercer seja inocente. E ela precisa ter certeza se realmente trouxe à público um criminoso ou foi responsável, indiretamente, pela morte de Dan Mercer... um inocente.

Queremos confinar as pessoas em categorias bem definidas, anjos ou monstros, mas quase sempre o buraco é mais embaixo: a verdade está em algum lugar entre os dois extremos. E esse é o problema. Os extremos são bem mais fáceis.(Pág.70)

E em meio as investigações da morte de Dan e do desaparecimento de Haley, algumas verdades inimagináveis vêm à tona e as vidas - aparentemente normais - das pessoas envolvidas são postas à prova. Não se iludam: todos nesta trama têm algo que gostariam de manter em segredo. Uma teia de conspirações e mentiras se interligam e preenchem o elaborado mosaico de mistérios que envolve a trama. Em um dito bem popular, vocês estão diante de uma verdadeira "cama de gato".

"Cilada" também fala de culpa, luto e perdão numa trama de efeito "montanha russa". Harlan Coben deixa o leitor sem ar. Sem saber ao certo o que virá na página seguinte. Sim... é um suspense de "dá nos nervos", mas que faz o leitor devorar as páginas em busca das respostas. E não tentem tirar conclusões precipitadas, pois o autor consegue encobrir todas as pistas com tanta sutileza, que vocês só descobrem a verdade no final. 

Julia Roberts daria uma ótima
Wendy Tynes!
Realmente, "nada é o que parece e tudo pode ser desfeito até a última página". Portanto, aos amantes do gênero, recomendo a leitura. E, sim, gostaria muito que este livro fosse adaptado para o cinema e não consigo imaginar outra atriz interpretando Wendy Tynes além de Julia Roberts.

E agora que me identifiquei com Harlan Coben, tenham a absoluta certeza que vocês lerão outras resenhas sobre a obra do autor no AIL.
 
Bjins e inté (MAC BATISTA)

Fonte: Editora Arqueiro 

0 comentários :

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...