[CINE AIL] "Percy Jackson e o Mar de Monstros", de Thor Freudenthal

Sinopse: Para restaurar a proteção mágica de seu abrigo contra os monstros, o filho de Poseidon e seus amigos embarcam em um jornada ao Mar de Monstros para encontrar um artefato mágico mitológico, enquanto enfrentam vários perigos.

Direção: Thor Freudenthal
Roteiro: Marc Guggenheim
Elenco: Logan Lerman, Brandon T. Jackson, Alexandra Daddario, Douglas Smith, Mary Birdsong, Yvette Nicole Brown, Missi Pyle, Nathan Fillion, Anthony Head, Paloma Kwiatkowski, Leven Rambin, Stanley Tucci, Robert Maillet, Zoe Aggeliki
Gênero: Ação, Fantasia
Duração: 106 minutos


Resenha: Se a missão de Percy Jackson, no mundo imaginário inventado por seu criador é manter Cronos preso no Tártaro, na vida real (mais precisamente no mundo do cinema) a missão do destemido herói é ainda maior: Manter esta franquia de pé.

Até o momento nosso herói vem falhando tristemente.

Percy e seus amigos correndo atrás do tempo perdido. Em vão.
Este segundo filme, da franquia baseada nos livros de Rick Riordan, é tão irrelevante quanto o primeiro, lançado em 2010. Também pudera. Ambos são produções de Chris Columbus (que chegou a dirigir Percy Jackson e o Ladrão de Raios) em parceria com antigos (e novos) parceiros como, por exemplo, Michael BarnathanKaren Rosenfelt, responsáveis pelas franquias Harry Potter e Crepúsculo, respectivamente. Já tem um tempo que Columbus perdeu a mão e vem se envolvendo em produções mea boca como Eu Te Amo, Beth Cooper e Uma Noite no Museu 1 e 2, além de ser produtor executivo da cancelada franquia do Quarteto Fantástico.

Se Percy Jackson fosse bancado por gente como John Jashni (Se Beber Não Case, Círculo de Fogo e dos vindouros 300 : A Ascensão do Império, O Sétimo Filho, Godzilla, Warcraft, entre outros), que sabe criar como conduzir uma franquia de sucesso, talvez seu destino comercial fosse um pouco menos sombrio.
— Annabeth, que roteiro é esse?
— Calma Percy, Vai passar...
Trocar de diretor não adiantou. O novato Thor Freudenthal - que dirigiu o ótimo O Diário de um Banana - até tentou, mas tirar leite de pedra é muito difícil. Além de consertar os estragos que o primeiro filme fez com a trama de Rick Riordan, Freudenthal teve que lidar com o fato de que o próprio livro é muito ruim, especialmente no que diz respeito à originalidade. Tudo que nos é apresentado neste longa nos remete à algo que já vimos alguma vez, em algum outro filme.

Assim sendo, manter a fidelidade à obra (decisão tomada depois das reclamações dos fãs, que consideram o primeiro filme muito diferente do livro) era assumir a direção de um filme repleto de plágios, tendo em visto a fonte. E foi isso que aconteceu. Algumas cenas são tão descaradamente plagiadas (principalmente da série Harry Potter) que o expectador pode acabar se perguntando se ninguém notou tal disparate.

Meter zumbis no meio é covardia. Apelar não vale...!
Do roteiro eu já não esperava muito. Marc Guggenheim é um dos responsáveis pelos piores roteiros apresentados pelo cinema e pela TV nos últimos tempos. Só pra se ter ideia, o cara escreveu os péssimos roteiros das séries No Ordinary Family, Arrow, além de ter escrito aquela bizarrice que é o filme do Lanterna Verde. Marc voltou a errar e nos apresentou um roteiro cansado, sem boas falas, sem uma frase bem sacada. Enfim, sem o mínimo que se espera de um bom roteiro, ou pelo menos, de um roteiro escrito com alguma preocupação em se apresentar algo digno de respeito.

Que besta datada. Deus do céu!
Quanto ao elenco, a única coisa que salva nesta homenagem ao mau gosto, é a única coisa que presta. O cast principal é legal. Logan Lerman, Alexandra Daddario e Brandon T. Jackson são bons atores, mas ainda tem muito que provar. Dos três acho que teremos, pelo menos, uma estrela no futuro e esta é sem dúvida Alexandra Daddario. Esta tem futuro. Além de linda é carismática e entende de marcação de cena. Notei neste filme que ela está sempre no lugar certo, tirando proveito de cada cena. Essa tem futuro.

Dos veteranos não senti falta de Pierce Brosnan que foi substituído por Anthony Head. Na boa, a impressão que tive era que o Brosnan havia caído de paraquedas na elenco do primeiro filme. O Quiron de Head está mais com cara de Quiron, apesar de o pessoal dos efeitos especiais ainda não ter acertado em conceber um centauro direito. Ainda está esquisito. Mas iremos falar deles mais tarde.

Stanley Tucci (esq.) arrasou.
Nathan Fillion, que interpreta Hermes, só tem um cena no filme, mas é o alívio cômico em meio ao caos. Legal mesmo está Stanley Tucci como Sr. D, personagem que ficou de fora do primeiro filme. Todas as vezes que ele aparece rouba a cena e a sessão teria sido um desperdício total de tempo, se não fosse por sua atuação.

Como dissemos acima, o pessoal dos efeitos especiais pisou na bola. Tudo no filme, em termos de computação gráfica, parece datado. Os camaradas não se esforçaram nem na apresentação do verdadeiro vilão da saga: Cronos. O que era aquilo. Mais parecia uma mistura do Genocyber com um dos personagens do Ben 10. Uma lástima!

Mas nada foi pior que aquela besta mitológica marinha que parecia mais uma descarga sanitária.

Finalizando a resenha (o que deveria ser finalizada é esta série) Percy Jackson e o Mar de Monstros é um filme que nos trailers vendeu a ideia de que redimiria O Ladrão de Raios e salvaria a franquia. Não foi desta vez.

Marlo George assistiu, escreveu e, jura que não assistirá, nunca mais, um filme que reúna o mesmo produtor de "Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado" e o roteirista de "Lanterna Verde". Só se for obrigado...!

Trailer Oficial

[BAIXAIL] Preview do novo John Green e Truko!

Capa "Truko" 1
(por Octavio Cariello)
Prosseguindo em nossa saga de conseguir livros gratuitos para ler em plataformas digitais (tudo devidamente autorizado pelos autores e editoras, claro), encontramos algumas pérolas raras...

Primeiro, temos a coletânea de quadrinhos "Truko", edição de nº 1, com diversos artistas brasileiros de respeito como Octavio Cariello, Roger Cruz, Ronaldo Barata, dentre os seus mais de 20 autores reunidos em pelo menos 25 histórias que passeiam por diversos temas. Não recomendados para menores de 14 anos, ok?



Para baixar a primeira edição de Truko, clique aqui!

Capa da edição brasileira
(Ed. Intrínseca)
E a editora Intrínseca, para comemorar o lançamento do livro "Cidades de Papel", do badalado autor John Green (de "A Culpa é das Estrelas", dentre outros sucessos), disponibilizou uma prévia da obra, que conta a história de Quentin Jacobsen, que nutre uma paixão platônica pela magnífica vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman. Até que em um cinco de maio que poderia ter sido outro dia qualquer, ela invade sua vida pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita.

Para ler o preview de Cidades de Papel, clique aqui.


Veja abaixo um video onde o autor responde 
algumas questões sobre a obra (legendado em português, claro!):



Rock on, abração carioca (e palmense!), bjins e inté!
Equipe AIL

[AIL NEWS] Assista AGORA o trailer de "O Tempo e o Vento"!!!

Thiago Lacerda e Marjorie Estiano
(Globo Filmes)
Quando foi anunciado que seria realizada a versão cinematográfica de "O Tempo e o Vento", clássico de Érico Veríssimo (que já havia tido uma versão em minissérie via TV Globo), muitos acharam que seria praticamente impossível dissociar a imagem do ator Tarcísio Meira do personagem Capitão Rodrigo...






Cléo Pires (Globo Filmes)

Bem, a gente pode esperar para ver se isso se confirma ou não nas telonas do cinema mas já dá pra ter um gostinho com o trailer da obra, dirigida por Jayme Monjardim (de diversas novelas e do filme "Olga"), com nomes de peso no elenco como Thiago Lacerda, Fernanda Montenegro, José de Abreu, Marjorie Estiano e Cléo Pires (cuja cena de nudez já está dando o que falar, embora no trailer seja por um segundo apenas).



José de Abreu e cia (Globo Filmes)

O filme conta a saga de duas famílias opostas, a Terra Cambará e a Amaral, que viveram em conflito por um século e meio, tendo em paralelo a História da formação do estado do Rio Grande do Sul e é um registro histórico do Brasil, cobrindo a formação da identidade gaúcha e o povoamento do Brasil no período em que suas fronteiras foram demarcadas..




A estreia está prevista para 20/09/2013. Assista o trailer no visualizador abaixo:



Fonte: Globo Filmes

[CINEAIL] "Círculo de Fogo", de Guilhermo Del Toro

Sinopse: Como uma guerra entre a raça humana e monstros marinhos é eminente, um veterano piloto e sua trainee devem conduzir um robô obsoleto para enfrentar o terror vindo do mar e, assim, evitar o apocalipse.

Direção: Guillermo Del Toro
Roteiro: Guillermo Del Toro, Travis Beacham
Elenco: Charlie Hunnam, Idris Elba, Rinko Kikuchi, Charlie Day, Ron Perlman e grande elenco.
Gênero: Ação, Sci-Fi
Duração: 131 minutos
Origem: EUA
Cena Pós-Crédito: SIM!



Resenha: Antes de iniciar esta resenha, eu gostaria de deixar bem claro que o plano era lançar uma resenha com spoilers (aqueles famosos comentários à mais que contam parte ou toda a trama do filme) e esta sem spoilers.

Acontece que, além dos clichês e das citações obrigatórias, a única coisa, realmente relevante, que eu teria pra dizer sobre Círculo de Fogo é simplesmente a coisa mais legal do filme. É o que justifica - ouça-me bem, justifica - todo o embate entre as geringonças humanas e as bestas vindas do mar que rola praticamente durante o filme todo.

Contar aqui perderia a graça e a relevância. Perderia a graça pra quem não assistiu e seria irrelevante pra quem já teve a honra. Em suma, Círculo de Fogo é que nem a Matrix: você tem que ver com seus próprios olhos.

Dirigido pelo magnífico Guillermo Del Toro, de quem sou fã assumido, que escreveu o roteiro em parceria com Travis Beacham (roteirista de Fúria de Titãs, que nem é lá essas coisas), Círculo de Fogo já tenta te ganhar na emoção logo nas primeiras frases do diálogo que Raleigh Becket tem com a platéia no início do longa.

O "cérebro" dos Jaeger. Que sacada.
Não é à toa que Del Toro é o CARA!

E consegue ganhar. Aos poucos você vai sendo conduzido pra dentro do mundo do filme e do próprio personagem, interpretado por Charlie Hunnam. Em pouco tempo, palavras totalmente desconhecidas como Jaeger (pronunciá-se "Iêguer") e Kaiju se tornam parte do nosso vocabulário. Os ataques às maiores cidades da Terra começam a comover e eu confesso que muito raramente assisti um filme tão bem introduzido. A apresentação da personagem Mako, belamente interpretada por Rinko Kikuchi, me remeteu a filmes como Memórias de uma Geisha.

No quesito referências e homenagens, Del Toro não foi moderado. Estão todas lá! De Gojira à Gamera. De Patlabor, Macross e Tetsujin 28 à Neon Genesis Evangelion. Sobrou até pra Douglas Adams. É só prestar atenção. Aliás quem curte animes de mecha vai realizar o sonho de ver aqueles mundos imaginários saltarem dos coloridos acetatos para o "mundo real". Esqueça todos os filmes e seriados vespertinos com monstros de borracha com zíper nas costas (que até são legais, mas não dá pra levar à sério). Em Círculo de Fogo, a coisa ficou séria.

Mako Mori é mais sexy e menos "noiada"
que Rei Ayanami (de Evangelion).
O elenco é de primeira, com destaque para os amalucados (e necessários) Dr. Newton Geiszler e Gottlieb, interpretados por Charlie Day e o sempre excelente Burn Gorman, respectivamente. Sem os dois o filme não teria graça. Vale lembrar também da participação de Ron Perlman, como o extravagante Hannibal Chau. O motivo que o personagem de Perlman deu para seu nickname é a cereja do bolo de seu Hannibal Chau. Muito bom!

Charlie Hunman e Rinko Kikuchi, a dupla protagonista, tiveram uma química legal mas não são o melhor que o filme tinha a oferecer. Mana Ashida, a menina que interpretou a pequena Mako, roubou a cena. Logo ela, que apesar de novinha já tem experiência bastante para emocionar um cara como eu, chato e desprovido de tolerância com novos atores. Mandou bem, Ashida!

Depois de assistir este filme e ver Mana,
o diretor de Malhação tem argumento pra detonar uns e outros...

Gostei muito do resultado e a única reclamação que tenho é quanto ao roteiro que poderia ter tido um "quê" à mais. O discurso do Marechal Pentecoste (Idris Elba) foi meia-boca, não tivemos frases de efeito legais e tudo é muito previsível. Mas ainda assim, por tudo que escrevi acima, é um programão!

Marlo George assistiu, resenhou e mostrou com quantos kaijus se faz um filme bacana.

Trailer Oficial (legendado em português)

[BAIXAIL] Preview de "Alta Fidelidade", de Nick Hornby

Dando prosseguimento a nossa missão de encontrar e-books para ler em todas as plataformas digitais e, claro, de graça (mas tudo com autorização das editoras e de seus autores), achamos uma preciosidade! O livro "Alta Fidelidade", de Nick Hornby, está sendo relançado no Brasil, pela editora Companhia das Letras.
Capa da edição nacional
(Ed. Companhia das Letras)


E a editora disponibilizou o download das primeiras 15 páginas desse romance. Clique aqui para baixar.

A história segue Rob Gordon, que é um sujeito perdido. Aos 35 anos, o rompimento com a namorada o leva a repensar todas as esferas da vida: relacionamento amoroso, profissão, amizades. Sua loja de discos está à beira da falência, seus únicos amigos são dois fanáticos por música que fogem de qualquer conversa adulta e, quanto ao amor, bem, Rob está no fundo do poço. Para encarar as dificuldades, ele vai se deixar guiar pelas músicas que deram sentido a sua vida e descobrir que a estagnação não o tornou um homem sem ambições. Seu interesse pela cultura pop é real, sua loja ainda é o trabalho dos sonhos e Laura talvez seja a única ex-namorada pela qual vale a pena lutar.





Um romance sobre música e relacionamento, sobre as muitas caras que o sucesso pode ter e sobre o que é, afinal, viver nos anos 1990. Com rajadas de humor sardônico e escrita leve, a juventude marinada em cultura pop ganhou aqui seu espaço na literatura. Este é um retrato do homem contemporâneo sem ruídos, um retrato em alta fidelidade.


Este livro ganhou uma versão cinematográfica em 2000, dirigido por Stephen Frears, com John Cusack no papel principal. E o filme também foi responsável por revelar o comediante Jack Black, que interpreta um vendedor de LPs muito ranzinza... Claro que a trilha sonora é impecável!

John Cusack e Jack Black no filme "Alta Fidelidade"
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