[RESENHA] "O Lado Bom da Vida", de Matthew Quick

Capa da edição nacional
(Ed. Intrínseca)
Sinopse: Pat Peoples, um ex-professor na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele "lugar ruim", Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficasse um "tempo separado". Tentando recompor o quebra-cabeça de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com o pai se recusando a falar com ele, a esposa negando-se a aceitar revê-lo e os amigos evitando comentar o que aconteceu antes de sua internação, Pat, agora viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida. Uma história comovente e encantadora, de um homem que não desiste da felicidade, do amor e de ter esperança, que acabou virando um filme ganhador de um Oscar (Melhor Atriz para Jennifer Lawrence).

O Lado Bom da Vida, de Matthew Quick 
258 páginas | Ed. Intrínseca | Compre aqui

Trecho:
"- (...) Você nunca percebeu que a vida é como um filme? 
- Não. Conte para mim. 
- Bem, a pessoa tem aventuras. Todas começam com encrencas, mas logo você assume seus problemas e se torna uma pessoa melhor, trabalhando duro, que é o que fertiliza o final feliz e permite que ele floresça; como o final de todos os filmes de Rocky, Rudy, Karatê Kid, as trilogias de Star Wars e Indiana Jones e Os Goonies, que são os meus filmes favoritos, embora eu tenha jurado me abster de filmes até a volta de Nikki, porque agora minha vida é o filme  a que vou assistir e bem, está sempre passando. Além disso, eu sei que está quase na hora do final feliz, quando Nikki vai voltar, porque progredi muito com a ajuda do fisiculturismo, dos medicamentos e da terapia. 
- Ah, entendi - diz o Dr. Patel em meio a um sorriso. - Eu também gosto de finais felizes, Pat. 
- Então você concorda comigo. Acha que terei minha mulher de volta? 
- O tempo dirá - diz o Dr. Patel, e vejo na hora que Cliff e eu vamos nos dar bem, porque ele não prega o pessimismo como o Dr. Thimbers e o pessoal do lugar ruim; Cliff não diz que devo encarar o que ele acha que é minha realidade."

Resenha:
Quem já teve qualquer decepção amorosa, já deve ter pensado que a vingança "perfeita" para quem o abandonou seria a "derrota completa": o relacionamento seguinte não daria certo, o emprego torna-se cada vez pior e até mesmo a beleza que outrora ostentava já não se faz presente. Mas ao ver fotos dessa mesma pessoa em redes sociais, ela está sorrindo e tudo vai muito bem.

(Até porque não existe tristeza em rede social, não é mesmo?)

Nosso "heroi" Pat Peoples está separado da esposa e acaba de sair de uma instituição para perturbados mentais. Embora ele não saiba ao certo quanto tempo passou lá, quer ser um homem melhor para poder reconquistar a amada: dedica-se de forma quase adicta aos exercícios físicos para ganhar massa muscular e perder toda a gordura que possuía antes. Além, claro, de estar tentando "ser gentil ao invés de ter razão".

Todos os dias, repete uma rotina autoimposta para alcançar seu objetivo porque acredita piamente que nossas vidas são filmes dirigidos por Deus (!) que sempre têm final feliz. Não é necessário uma análise muito profunda para perceber que, além de Pat ser um alienado que não consegue diferenciar a realidade daquilo que acredita, alguma está muito errada nessa história.

Enquanto nosso heroi não consegue descobrir porque tem ataques de pânico à simples menção do nome do saxofonista Kenny G - tanto que precisa vocalizar uma única nota para manter-se calmo -, quanto tempo passou no "lugar ruim" (como ele chama a instituição para mentalmente perturbados) e qual o crime que cometeu para ter sido trancado lá, aparece Tiffany em sua vida.

Antes que alguém pense que uma grande história de amor se inicia por aí, saiba que ela também teve problemas de ordem psíquicas e detesta-o logo de cara e nem o encontro arranjado por sua irmã para que os dois se juntem dá certo por que... Bem, porque Pat ainda ama sua esposa. Curiosamente, numa manhã quando Pat inicia sua corrida, Tiffany vai junto. Sem falar nada ou mesmo ter sido convidada. Mesmo quando Pat insiste que não gosta de correr em duplas, ela se mantém afastada apenas para seguí-lo no mesmo trajeto. Ela fala pouco quando ele a chama para sair - para comer cereal! - mas sempre está presente nos passeios da família quando Pat é convidado...

Paralelo a isso, vemos a tentativa quase desesperada do protagonista de relacionar-se com o próprio pai, uma vez que este só se dirige a ele quando há jogo de futebol americano de seu time favorito... A busca por aceitação de Pat pelo pai é dolorosa (e quase infantil, até certo ponto) e tudo é descrito sem pieguice ou apelos emocionais mas sim como se fosse a vida real. O texto de Matthew Quick cativa logo ao primeiro capítulo pois os personagens tem um pé na realidade que a grande maioria dos livros do gênero não possui e isso é mesmo o grande diferencial da obra.

Seu texto é enxuto e, mesmo sem querer, acabamos torcendo por Pat e curiosos para descobrir se, afinal de contas, ele reconquistará ou não sua esposa...

Mas o livro tem um grande problema. Embora a gente acabe descobrindo que isso faz parte da trama de forma crucial, os trechos que descrevem a torcida de futebol americano, a espera pelos jogos e tudo o que envolve o esporte que Pat e seus amigos curtem causa estranheza e torna o texto um tanto inacessível a quem não gosta ou nunca assistiu nada sobre este assunto essencialmente norteamericano.

Entendo que isso é algo inerente à cultura do país deles mas é extremamente tedioso de ler capítulos inteiros sobre como é esperar para assistir um jogo, descritos ao extremo, de forma nada atraente ao leitor.

Quando chegamos ao fim da história - ou onde ela se encerra para nós -, descobrimos todos os mistérios envolvendo Pat, Tiffany e "assistimos" a um emocionante número de dança moderna. Vale a pena passar por tudo ao lado dos personagens e descobrir que a melhor declaração de amor é aquela que nos surpreende e não aquela que desejamos de forma egoísta e vingativa. A isso, Pat Peoples chama de "enxergar o sol por cima das nuvens". Esse é o real "lado bom da vida". E por isso vale a pena viver. Sempre.

Kal J. Moon ia terminar esta resenha com um ótimo número de dança moderna mas não tinha par. Quem sabe da próxima vez...?
Matthew Quick, escritor

Sobre o Autor


Matthew Quick era professor na Filadélfia, mas decidiu largar tudo e, depois de conhecer a Amazônia peruana, viajar o caminho até o fundo nevado do Grand Canyon, reviu seus valores e, enfim, passou a dedicar todo seu tempo à escrita. Ele, então, fez MFA em Escrita Criativa pelo Goddard College e voltou à Filadélfia, onde mora com a esposa. Quick é autor de três romances antes de "O Lado Bom da Vida", que lhe renderam críticas elogiosas e menções honrosas importantes, entre as quais destaca-se a do PEN / Hemingway Award.


Trilha sonora: "Songbird", Kenny G

[LANÇAMENTOS E NOVIDADES #17] Editora LetraImpressa

E a Editora LetraImpressa lançou A Última Dama do Fogo, o mais recente livro de fantasia de autoria de Marcelo Paschoalin (de Eriana - Filha da Morte e Vida e Regência dos Ossos)!

Sinopse: Náufraga e sem memória, tudo o que DEORA queria era saber quem era mas sua jornada lhe reservava mais do que isso… Porque também era uma jornada interior. Iniciada nos mistérios da Ordem Vermelha, a inocente jovem descobre o verdadeiro valor da amizade, o desafio de conhecer os saberes ocultos, o perigo que ronda os que buscam a essência do fogo. Uma essência que ela terá de dominar. Mas estará ela preparada para isso? Conseguirá redescobrir a magia perdida? Ou a busca por si mesma fará com que seja reduzida a cinzas? Há mais mistérios a serem desvelados do que tempo para conhecê-los todos. Quando a sombra busca os segredos a ela confiados, sua chama pode não ser o bastante…

Título: "A Última Dama do Fogo"
Autor: Marcelo Paschoalin

Formato: 16×23 | 544 páginas | Ed. LetraImpressa
Preço: R$ 39,50 + Frete (R$ 10,50)
Leia o início do livro e compre clicando aqui

Assista ao booktrailer abaixo



[LANÇAMENTOS & NOVIDADES#16] Editora Novo Conceito



Sinopse:

Quem éramos antes da epidemia — e como nunca seremos novamente…

O mundo de Sherry — de uma hora para outra — mudou completamente. Por causa de um vírus muito contagioso, as pessoas que ela costumava conhecer, e quase todas as pessoas de sua cidade, Los Angeles, na Califórnia, se transformaram em mutantes assustadores.
Esses mutantes têm uma força excessiva, são ágeis, o corpo é coberto de pelos, eles lacrimejam um líquido imundo e… comem gente! Portanto, não há muito o que fazer — talvez tentar fugir — quando se encontra algum deles. A não ser que você tenha ao seu lado a força e a determinação de um jovem como Joshua.
Joshua perdeu uma irmã para os mutantes e sua raiva é tão grande que ele seria capaz de vingar todos aqueles que perderam alguém para as criaturas. No entanto, para que esta revanche aconteça, é preciso prudência. Afinal, até que ponto a disseminação deste vírus foi uma coisa realmente natural? Que poderosos interesses estão por trás desta devastação?
E será que Joshua e Sherry conseguirão ter a cautela necessária para lutar contra as criaturas justo agora que seus corações estão agitados pelo começo de uma paixão?

Sinopse: 

E se sua alma gêmea fosse o namorado de sua melhor amiga? 

Lani e Erin são melhores amigas, embora não tenham muito a ver uma com a outra. Lani é uma taurina tranquila e Erin é a impetuosa leonina. Uma adora Astrologia (e outras artes adivinhatórias também) e ficar em casa; a outra gosta de pessoas e baladas. Suas preferências — incluindo pizzas e meninos — são bastante diferentes, ou eram, até que Erin começou a namorar Jason…
Assim que Lani conheceu o namorado de Erin, sentiu uma enorme conexão com ele. Uma sensação de que já se conheciam a vida toda. E, apesar de acreditar que ele sentia o mesmo, ela sempre soube que Jason estava fora de cogitação, afinal, ele era quem ele era!
Ela decidiu ignorar seus sentimentos. Não importava o quanto quisesse ficar perto de Jason, nada a demoveria da ideia de se manter distante dele.
Então, Erin viajou durante todo o verão…
“Este livro me deu vontade de mudar minha vida.”
THE TRUTH ABOUT BOOKS
“Uma narrativa inteligente e rápida…”
KIRKUS REVIEWs

Sinopse:

Garotas crescidas não choram… Elas acertam as contas.

Alguma vez você já quis realmente se vingar de alguém que a ofendeu? Talvez uma ex-amiga que a apunhalou pelas costas, ou um namorado traidor, ou um estúpido da escola que a humilhou desde que você era pequena…
Alguma vez você já sonhou em envergonhá-lo na frente de todos? E, então, alguma vez você se uniu com outras duas pessoas para criar um elaborado esquema de destruição e revanche? A maior parte de nós não pode dizer que sim a todas essas perguntas (felizmente). Mas, certamente, todos nós somos capazes de nos identificar com muitos dos sentimentos de Kat, Lillia e Mary em Olho por Olho…
No entanto, de um exercício de malícia, de uma simples brincadeira adolescente, o jogo do “aqui se faz, aqui se paga” poderá assumir proporções trágicas, em que até mesmo as leis da natureza vão se dispor, misteriosamente, a acalmar os corações ofendidos.
Deixe-se levar por uma genuína história sobre o certo e o errado, o justo e o injustificável e procure entender — se possível — os verdadeiros motivos que transformaram estas três meninas. Dramático, honesto e fascinante, este é um livro que ultrapassa todas as expectativas!

Sinopse:

Quanto mais ele procurava por ela, mais ela dizia não…
Até que negar tornou-se impossível.

Zach, o mais arredio dos Sullivan, é mecânico e corredor de pistas de alta velocidade. Suas únicas preocupações são: como gastar seu dinheiro e com que mulher passar a próxima noite… Até que ele recebe a difícil tarefa de cuidar do filhote de yorkshire de seu irmão por duas semanas — um total contratempo para um homem como ele.
Mas Zach não tem como negar este favor a Gabe e, muito a contragosto, acaba aceitando cuidar de Ternurinha, a cachorrinha que, para piorar, é um terror e certamente precisa de treinamento.
Heather Linsey não acreditava que teria de treinar o fi lhote do arrogante Zach Sullivan. De todos os homens que já conhecera, Zach era o mais atrevido. Palavras como arrogante, esnobe, pretensioso cabiam especialmente bem no mecânico da família Sullivan.
Além disso, a beleza e o charme de Zach eram desconcertantes e a atração entre eles, inevitável… Heather estava francamente disposta a negar esse trabalho, mas teve que pensar duas vezes antes de recusar, pois fora indicada por uma grande amiga.
De qualquer forma, ela sabia que podia controlar as investidas de Zach Sullivan, caso ele se mostrasse desrespeitoso. O que ela não sabia é que sua rejeição ia despertar os mais profundos e obstinados desejos no mecânico…

Sinopse: 

A princípio, foi uma mudança sutil, como costumam ser as mudanças nos relacionamentos; fica difícil saber quando de fato começou.

Primeiro vem o amor, depois vem o casamento e depois… os filhos. Não é assim?
Não para Claudia Parr. A bem-sucedida editora de Nova York não pretende ser mãe, e até desistiu de encontrar alguém que aceite esta sua escolha, mas, então, ela conhece Ben.
O amor dos dois parece ideal. Ben é o marido perfeito: amoroso, companheiro e — assim como Claudia — também não quer crianças. No entanto, o inesperado acontece: um dos dois muda de ideia a respeito dos filhos. E, agora, o que será do casamento dos sonhos?
Uma Prova de Amor é um livro divertido e honesto sobre o que acontece ao casal perfeito quando, de repente, os compromissos assumidos já não servem mais. Contudo, é também uma história sobre como as coisas mudam, sobre o que é mais importante, sobre decisões e, especialmente, sobre até onde se pode ir por amor.

Sinopse:

A felicidade pode chegar quando mais esperamos

Piera tem certeza: está cometendo a maior loucura da sua vida ao assistir, escondida, ao casamento de seu ex-noivo. Depois de seis anos de relacionamento, entrar de penetra na comemoração foi tudo que André deixou para ela. E olhar a cena não a faz feliz, mas encerra uma fase de sua vida. Hora de recomeçar.
Mas como recomeçar se seu coração está cheio de dor? Envolver-se com a história de Piera é como descobrir que sempre há um lado muito bom a ser revelado… Mesmo que tudo pareça tão difícil.



Sinopse:

Mas a culpa é dos hormônios

Entenda o comportamento do consumidor e aprenda a comprar com consciência!
Este é um livro divertido. O tipo de livro que a gente tem que ler nem que seja só para continuar uma conversa quando aqueles terríveis momentos de silêncio se instalam entre os interlocutores. Mas, além disso, este é um livro sério, muito sério. (Antes de começar a lê-lo, vale a pena dar uma olhada nas referências bibliográficas).
A proposta sensacional de Pedro de Camargo é demonstrar, da forma mais simples possível, como nosso comportamento de consumo está diretamente ligado aos neurotransmissores responsáveis pelas sensações de prazer.
Parece complicado, mas sob a escrita de Camargo você vai compreender perfeitamente alguns de seus comportamentos pouco ortodoxos, embora comuns, como assaltar a geladeira em noites mais frias, ou comprar aquele monte de bobagens que nunca, em toda a sua vida, pretendeu usar…
E, como cortesia, com as dicas no fim de cada capítulo é possível aprender a combater seus próprios neurotransmissores endoidecidos — e consumistas — e conquistar o orçamento saudável com que sempre sonhou.

Sinopse:

Um thriller de tirar o fôlego que vai fazê-lo pensar: será possível? 

A ambiciosa policial Heather Kennedy está em seu trabalho mais difícil: seus métodos de investigação são criticados e ela está sendo assediada por colegas rancorosos porque não lhes dá atenção.
Até que lhe é atribuída o que parece ser uma investigação de rotina, sobre a morte acidental de um professor da Faculdade Prince Regent, mas a autópsia deste caso volta com algumas descobertas incomuns: o inquérito vincula a morte deste professor às de outros historiadores que trabalharam juntos em um obscuro projeto sobre um manuscrito do início da Era Cristã.
Em seu escritório, Kennedy segue com sua investigação e logo se preocupa com o rumo para onde está sendo levada. Mas ela não está sozinha em sua apreensão. O ex-mercenário Leo Tillman — seu futuro parceiro — também tem angustiantes informações sobre estes crimes. E sobre a misteriosa organização mundial a que os crimes se relacionam… Escondido entre os pergaminhos do Mar Morto, um códice mortal pretende desvendar os segredos que envolvem a morte de Jesus Cristo.
Entre um terrível acidente de avião no deserto americano, um brutal assassinato na Universidade de Londres e uma cidade-fantasma no México, Manuscritos do Mar Morto é o mais emocionante thriller desde O código Da Vinci.
Equipe A.I.L

[AIL NEWS] Definido parte do elenco do filme "A Culpa é das Estrelas"!!!

Uma ótima notícia para quem torcia pela adaptação de "A Culpa é das Estrelas", best-seller de John Green - do qual tivemos o prazer de participar de um booktour e fizemos uma resenha dele -, que já havia sido anunciado pelo próprio autor mas as novidades pararam desde então...

Bem, parte do elenco já foi definido... Para o papel de Hazel Grace, foi escolhida a atriz Shailene Woodley (que também fará a adaptação de outro livro - Divergente - e será a Mary Jane de O Espetacular Homem-Aranha 3!).

E o nobre e galante Augustus, teremos o ator Ansel Elgort (que veremos, em breve, nas adaptações de Carrie, A Estranha e, curiosamente, também estará na adaptação de Divergente).

Já o ator Nat Wolff (de Noite de Ano Novo) será o hilário Isaac. E para a espirituosa mãe de Hazel teremos ninguém menos que Laura Dern (que estava meio sumida e voltou recentemente no filme O Mestre, ao lado de Joaquin Phoenix e Phillip Seymour Hoffman).


Em sentido horário: Ansel Elgort (Augustus), Shailene Woodley (Hazel),
Nat Wolff (Isaac) e Laura Dern (mãe de Hazel)
Ainda falta escolher quem será o pai de Hazel e o escritor Peter Van Hoten, dentre mais alguns coadjuvantes... Mal podemos esperar!

A história trata de Hazel, uma paciente terminal. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante - o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos -, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta. E a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que, certo dia, ao lado de seu inseparável e hilário amigo Isaac, aparece no Grupo de Apoio à Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.

O filme terá roteiro de Scott Neustadter e Michael H. Weber (500 Dias com Ela) e direção de Josh Boone (de Stuck in Love, ainda inédito por aqui). A produção será de Marty Bowen e Wyck Godfrey (velhos conhecidos dos fãs da Saga Crepúsculo).

Fonte: A gente soube da notícia por aqui ó.

[OPINAIL] Hollywood... Onde estás que não me respondes?!


A clássica colina de Hollywood...
E é com essa suntuosa pergunta que inicio o meu pequeno discurso. Pois é. Depois de meses sem postar algo considerável por aqui, buscando desesperadamente uma fonte inspiradora para os meus escritos, tornei-me mais desesperada ao perceber que nem mesmo no mundo cinematográfico encontrei o conforto que tanto procurava.





Digo isso porque, caro leitor, o que você lerá aqui será uma "crítica" pois minha intenção é realmente "agraciar" o grande esforço da indústria cinematográfica em forçar goela abaixo dos telespectadores a má qualidade dos filmes que, infelizmente, estão se multiplicando à velocidade da luz a cada dia que passa. É o mal do século disfarçado em pequenas películas.

Sendo assim, aviso: se você é daquele tipo de "cinéfilo" que curte somente o entretenimento, acho melhor parar por aqui e nem perca o seu tempo lendo a minha crítica. E vá ver um filme cult. No entanto, se você é alguém que busca, toda vez que se dirige ao cinema, uma história envolvente, com conteúdo verossímil, que acrescente algo ao seu intelecto, então, pode continuar com sua leitura! (rsss)

Não é de hoje que venho manifestando a minha insatisfação com esta manobra indigna e a busca incessante em fazer dinheiro de Hollywood, sem analisar os meios, visando somente os fins.

(Okay
, eu sei que sempre foi assim e que esta é a finalidade de produtos capitalistas...)

No entanto, nos últimos anos, tenho visto com assombro os lançamentos de filmes com roteiros fracos, histórias desconexas e a crescente irritabilidade por parte de quem paga um ingresso, esperando assistir um filme de boa qualidade, com roteiro impecável, história consistente etc.

O Cavaleiro Solitário: Depp sob a maldição
de Jack Sparrow?


Um bom exemplo: o tão aguardado "O Cavaleiro Solitário", um filme formatado para ser "aquele" sucesso de bilheteria mas que se tornou mesmo um grande fracasso!


No entanto, por que um filme que tem como produtor o veterano de filmes de ação Jerry BruckheimerGore Verbinski como diretor -responsável pelos três primeiros filmes de Piratas do Caribe - Johnny Deppdecepcionou tanto? 
Com esta fórmula de sucesso por que, então, o filme se tornou um dos maiores fracassos do cinema? Acredito que este tenha sido acometido pela "maldição do Pérola Negra"... 








Primeiro, porque o filme possui um roteiro cheio de reviravoltas que fez-me perguntar a todo momento o motivo de tais cenas! Ou seja, muita "história" para coisa alguma!  E põe história nisso pois o filme tem mais de 149 minutos de duração!!! Perde-se muito tempo na apresentação dos personagens, de suas origens, no "relacionamento ioiô" de Tonto  (Johnny Depp) e John Reid (o tal Cavaleiro Solitário, interpretado por Armie Hammer) e as piadas de efeitos. Isso tudo é cansativo demais! Faz com que o telespectador perca o interesse pela história! O que me faz questionar a verdadeira intenção de um filme tão longo... Será que os "cartolas" ganham por minutos excedidos igual às operadoras de telefonia?!  

Segundo porque nem mesmo Johnny Depp foi capaz de salvar este filme. Ao interpretar o índio Tonto, mesmo com perceptível esforço, seus trejeitos e intrepretação ficaram a desejar e não conseguiram superar a de um velho e tão querido personagem: Capitão Jack SparrowSinceramente, a todo momento que o índio Tonto entrava em ação, a impressão que eu tinha era de está vendo um Sparrow, muito fraquinho, fantasiado. E talvez esse tenha sido um "tiro no próprio pé". Não estou aqui questionando a capacidade de atuação de Depp, mas ao interpretar um personagem tão caricato... ele tinha a obrigação de superar o anterior e, infelizmente, Johnny Depp não conseguiu. O índio Tonto é uma fraca sombra do Jack Sparrow. Maaaas vou colocar a culpa no roteiro fraco para amenizar as coisas, beleza?! Ah! E esqueçam essa parada de  "maldição do Pérola Negra". E se atenham ao fato deste ser mais um filme que não deveria nem ter saído da gaveta!



Bem vindos à Idade das Trevas Cinematográfica!

Guerra Mundial Z: mais um filme de zumbis?


Outro bom exemplo é o "Guerra Mundial Z"...

Aham... Maaais um filme de zumbi!!! Sinceramente, já estou nesta estrada há alguns anos e assisti de tudo que vocês possam imaginar a respeito da zumbilândia: desde 
A Noite dos Mortos Vivos (1968, reprise) até Terra dos Mortos (2005), além, claro, do seriado The Walking Dead... E algo me diz para não assistir ao recente "Meu namorado é um Zumbi". ¬¬

Meus queridos, já não basta o fato de quererem príncipes encantados na figura de vampiros e lobisomens... Agora querem zumbis também?! Eu sei que alguns homens da vida real são o "
ó do borogodó"! Mas homens "frios", "peludos" e "caindo aos pedaços" ninguém merece, né?! Isto é um cúmulo do desespero...




E em falar em pessoas caindo aos pedaços
, Guerra Mundial Z é uma adaptação muito mal feita do livro "Guerra Mundial Z - Uma história oral da guerra dos zumbis" (de Max Brooks, com ilustrações do brasileiro Ibrahim Roberson) e que veio com a proposta de nos mostrar em quantos segundos uma pessoa pode ser transformada em zumbi (páreo duro para "The Walking Dead", hein!). Estrelado pelo eterno queridinho das Américas, Brad Pitt, o filme também tinha tudo para ser um sucesso, no entanto, se mostrou outra decepção... Mais uma vez, roteiro fraco, história inconsistente e um filme com quase 2 horas contendo as mais diversas informações que vão desde questões ambientais à teorias conspiratórias, tendo como alvo a cidade de Jerusalém. E não vou nem me ater às questões envolvendo a ONU! Cenas de ação, contendo explosões, pessoas voando, sendo mordidas e um suspensezinho básico preenchem a tela e fazem o telespectador sentir que estão fazendo uma lavagem cerebral nele... 

Mesmo assim, ao contrário de O Cavaleiro Solitário, Guerra Mundial Z consegue prender a atenção do telespectador incutindo-lhe uma curiosidade feminina! Do princípio ao fim, o telespectador quer saber o motivo desta contaminação. Como tudo se originou? E, EUREKA!, como vão "arrumar a casa"...? Tantas perguntas para pouquíssimas respostas e uma solução ínfima para todos os problemas, que fez-me sentir que estavam insultando minha inteligência! Enfim, mais um filme que não deveria ter sido adaptado! Opinião compartilhada com o próprio autor do livro que originou o filme!

O Homem de Aço reconta,
mais uma vez, a origem de Superman
E em falar em filmes que não deveriam - MESMO - ser adaptados, cito "O Homem de Aço". Já chega de recontarem a história do Superman, né?!

Tooooooodo mundo sabe de onde o 
Kal-El / Clark Kent / Superman vem, para onde ele foi enviado, onde ele cresceu, quem foram os seus pais, seus inimigos, seu amor... 

Baaahh! Para que gastar dinheiro recontando esta história?!  E mesmo com o rostinho bonito de Henry Cavill e seu corpo coberto de músculos que faz a mulherada e afins suspirarem, sua atuação não chega aos pés do saudoso Christopher Reeve!

Para bons entendedores, que ainda não assistiram ao filme, tais palavras bastam. E eis que Hollywood vive um 
Déjà vù: achar alguém que consiga superar Reeve! Uma missão praticamente impossível!


Ou seja, toda ou qualquer tentativa de recriarem o universo do Superman estará fadada ao fracasso!

E mesmo com efeitos especiais em 3D (sempre utilizados com tábua de salvação para a grande maioria dos filmes atuais) nas cenas de lutas que o espectador mal consegue enxergar quem está apanhando e quem está batendo, até que as cenas se transformem em um borrão de várias cores, este filme NÃO deixa "Os Vingadores" no chinelo por "N" motivos que não irei enumerar aqui. Chega a ser uma heresia conclamarem tais palavras por aí! Again, filme com roteiro fraco feito para - literalmente - iludir quem não conhece realmente a história  de Clark Kent

Ah! E vocês ainda lembram do tal Além da Escuridão - Star Trek?! Então, fiquem tranquilo porque não falarei nada sobre ele... Afinal, não vale nem a pena!

Além da Escuridão - Star Trek: Sucesso no mundo
graças ao 3D?
Enfim, a cada filme que estreia, fico com a sensação que Hollywood agora trabalha em sistema de cotas! Pois, por ano, precisa jogar $$$$$ fora para bater algum tipo de "meta" que ainda não consegui entender! É a única explicação. O sistema de fazer dinheiro, mesmo que seja com um produto de baixa qualidade, está mais evidente! E isto é uma pena!

Eu, MAC BATISTA, quero voltar a ter o prazer de sair do cinema com sensação de que valeu cada centavo gasto no ingresso... No entanto, sinto que isto não acontecerá tão cedo, pois vislumbro uma espécie de Idade das Trevas cinematográfica... Infelizmente! :( 
E espero, sinceramente, que esta  
deterioração cultural não dure um século! Argh! 

Para finalizar "Welcome to the jungle", da banda Guns N 'Roses.

[GIBI REVIEW] "Turma da Mônica - Laços", de Vitor & Lu Caffaggi

Capa oficial
(Ed. Panini Comics)

Sinopse: O Floquinho desapareceu. Para encontrar seu cachorro de estimação, Cebolinha conta com os amigos Cascão, Mônica e Magali e, claro, um plano "infalível". Em Laços, os irmãos Vitor e Lu Cafaggi levam os clássicos personagens de Mauricio de Sousa a uma aventura repleta de emoção, lembranças e perigos.

Turma da Mônica - Laços
Roteiro: Vitor Cafaggi
Arte: Vitor Cafaggi & Lu Cafaggi
Cores: Vitor Cafaggi & Priscilla Tramontano
Editor: Sidney Gusman
84 páginas | Editora Panini Comics |
Compre aqui ou aqui


Trecho: "Eu tenho um plano" (Cebolinha)




Resenha: Suco de tamarindo, cachorro-quente, churros, fuga desesperada, risadas altas... Para muitas pessoas, a infância pode ser resumida em poucas palavras. E também é o momento mais saudoso de nossa passagem neste planeta...
Magali comilona e Mônica emburrada ao fundo...
(arte de Lu Cafaggi)
É um pouco complicado para mim tentar descrever em palavras a "experiência" de se ler este novo volume do vitorioso projeto Graphic MSP entitulado Turma da Mônica - Laços. Digo isso pois já tive uma ótima impressão com o lançamento anterior (Astronauta - Magnetar, por Danilo Beyruth) e estava realmente impressionado com os previews que o editor Sidney Gusman disponibilizou pelas redes sociais para aguçar a curiosidade de todos. E afirmo aqui: vale cada centavo e valeu a pena cada segundo de espera!

A gente recebe um verdadeiro produto burilado nos mínimos detalhes, com diversas nuances e camadas dramáticas. E se a Mauricio de Sousa Produções não fizer logo logo uma animação baseada nessa história, vai estar perdendo a chance de imortalizar seus personagens como nunca se fez antes...
Cascão convence Cebolinha a sair da depressão...
(arte de Vitor e Lu Cafaggi)
O talento de Vitor Cafaggi como contador de histórias já havia sido confirmado em suas webtiras "Puny Parker" e "Valente". Embora eu não tenha conhecido nenhum desses personagens, sua verve de roteirista mostrou-se pra mim numa das histórias do projeto MSP50, onde escreveu um tocante quadrinho sobre Chico Bento, que, diz a lenda, fez o próprio Mauricio de Sousa chorar de emoção (ele contou sobre isso durante sua palestra no evento Rio Comicon em 2011 e também na introdução de Laços...).
Mauricio de Sousa,
criador da Turma da Mônica
E Lu Cafaggi só colecionava elogios de todos com seu quadrinho independente "Mix Tape".

Certo. Mas quando a gente entra em contato com Laços, tudo isso vai por terra pois não tem como comparar. Tudo é muito bem feito! O roteiro dá o tempo certo de aparição para cada personagem de forma equilibrada, a prosódia de cada um é correta (dá a impressão que os personagens são atores e ensaiaram exaustivamente para, mesmo assim, tudo soar natural e espontâneo ao mesmo tempo!), a arte salta aos olhos sem precisar de nenhum ridículo óculos 3D, a cor complementa o trabalho com parcimônia e delicadeza... Eu precisaria de muitos parágrafos para tentar explicar o que senti. É um trabalho que prima por sua excelência e se destaca imediatamente dos demais quadrinhos nacionais!
Todos prontos para acharem Floquinho!
(arte de Vitor e Lu Cafaggi)
Cada personagem é muito bem explicado mas destaco Cebolinha e Cascão...

(Reparem na cena em que o pai dele chega da rua e, numa sequência muda, diz que não encontrou Floquinho... É de partir o coração de qualquer um!)

E juro que quando Cebolinha diz, próximo do fim da história, que tem um plano, juro que ouvi essa música em minha cabeça!

Vitor e Lu Cafaggi
Até mesmo a geografia do bairro do Limoeiro, onde moram os personagens, é explorada a ponto de querermos fazer uma visita ao local...

(E foi só eu que achei que aquele bando de encrenqueiros era a Turma do Bolinha??)

Vi muitos blogs, vlogs e sites compararem o trabalho dos talentosos irmãos de Belo Horizonte com os filmes da Pixar e aquelas pérolas que passavam na Sessão da Tarde e guardamos com carinho em nossas lembranças. É, a maioria está certa quanto a isso mas não vi ninguém citar algo que fez parte da infância e adolescência de muitos brasileiros: a amada Série Vagalume, principalmente os livros escritos por Marcos Rey - talvez o mais subestimado escritor brasileiro.

Laços
tem esse clima de turma dos anos 1980 - ainda que a história não se passe num tempo específico - mas com um frescor jamais visto!

Digo mais: a Turma da Mônica, em toda sua História, nunca foi tão bem representada.

Certamente, cada leitor virará a última página com uma lágrima no coração, enxugará e voltará à primeira página para somente admirar essa verdadeira obra de arte.

Kal J. Moon corria pelo quintal com sua patota e se orgulha de ter lembranças felizes de sua infância...

Saiba um pouco sobre a produção desta obra no vídeo abaixo

[BAIXAIL] Sal, Um Prólogo e Percy Jackson em quadrinhos!!!

E como foi enorme o sucesso da nova sessão "BaixAIL", trazendo somente links de downloads de livros e histórias em quadrinhos totalmente autorizados pelas editoras e autores, já temos mais novidades a esse respeito...

Capa nacional
(Ed. Intrínseca)
E no dia 16/07/2013 ocorreu o lançamento da graphic novel "Percy Jackson e o Mar de Monstros", baseado no romance de sucesso de Rick Riordan, adaptado para os quadrinhos pelo roteirista Robert Venditti, com arte de Attila Futaki e cores de Tamás Gaspár...

Na segunda aventura da série, Percy e seus amigos estão em busca do Velocino de Ouro, único artefato capaz de restaurar as fronteiras mágicas do Acampamento Meio-Sangue, até então, o lugar mais seguro do mundo para os semideuses.

Clique aqui para visualizar o primeiro capítulo.

Capa original
(Ed. Intrínseca)


A escritora Leticia Wierzchowski lançará em 19/07/2013 o livro "Sal", seu mais novo romance. Para aquecer ainda mais a espera, ela resolveu deixar para download gratuito "Sal, Um Prólogo", que traz 12 histórias extras, onde a autora delega aos próprios personagens a tarefa de apresentar seus pares — e acrescenta novas vozes e cores à história. São 12 textos extras que esmiúçam a trajetória de uma família; 12 exemplares da linguagem poética e delicada da escritora premiada, autora de 11 romances e novelas e 6 livros infantis  — entre eles A Casa das Sete Mulheres, cuja adaptação produzida pela TV Globo foi exibida em mais de 30 países.

Clique aqui para baixar o e-book.

Rock on, abração carioca (e palmense!), bjins e inté!
Equipe AIL

[CINEBOOK] "O Homem de Aço", de Zack Snyder

Cartaz nacional
(Warner Bros /  Legendary Pictures)
Sinopse: Um garoto descobre ter poderes extraordinários e não ser do planeta Terra. Ao se tornar um jovem homem, ele viaja para descobrir de onde veio e a razão pela qual foi enviado. Mas o herói dentro de si deve se manifestar se ele quiser salvar o mundo da aniquilação e se tornar um símbolo de esperança para a humanidade.

Direção: Zack Snyder
Roteiro: David S. Goyer
Elenco: Henry Cavill, Russel Crowe, Kevin Costner, Diane Lane, Michael Shannon, Amy Adams, Laurence Fishburne e grande elenco | Site Oficial 

Trecho: "Você não é qualquer um. Um dia, você terá de fazer uma escolha.Terá que decidir que tipo de homem quer ser quando crescer. Seja esse homem quem for, bom ou mau, ele vai mudar o mundo" (Jonathan Kent)




Resenha:
Ouvi dizer que "a expectativa é a mãe da decepção". E é a mais pura verdade. Quando esperamos muito de algo (ou alguém), geralmente tomamos um tombo emocional grande. E com filmes não é diferente. Mas deixe-me contar algo interessante... Mesmo antes de eu ter a mais tenra e nítida lembrança, meu super-heroi favorito de minha infância sempre foi o Super-Homem.

(Sim. Quando eu não ainda tinha rugas no rosto nem cabelos brancos, os gibis que vinham para nosso país tinham os nomes de seus heróis traduzidos ou adaptados para nossa língua - assim como o é em qualquer país)
Clark Kent (Henry Cavill) antes de se revelar ao mundo
como Superman
Eu fiquei mesmo vidrado quando vi o célebre primeiro filme estrelado pelo saudoso ator Christopher Reeve - ainda hoje, considerado o mais carismático a interpretar o personagem. Ele conseguia passar toda a timidez de Clark Kent e, ao mesmo tempo, mostrar que Superman era outra pessoa completamente diferente, mesmo que tentassem olhar fixamente para seu rosto. Em minha mente, o melhor do ser humano era ser como aquele heroi de capa: honesto, sincero, ícone da moral e bons costumes, galante... Bom mas não "bonzinho".

Pra mim, ele nunca foi o tal "escoteiro" ou bobalhão que muita gente tentava pintar. Ele era, simplesmente, o maior heroi de todos os tempos. Quando o comparavam com Moisés ou Jesus Cristo, fazia um pouco mais de sentido do que alguém de quem todo mundo se aproveita porque sabe que não vai revidar. Ele era um personagem que se continha por conta, justamente, de saber o mal que causaria se liberasse uma raiva sobre-humana.
Jor-El (Russel Crowe),
 pai biológico do nosso heroi
E foi com isso na cabeça que fui assistir essa releitura entitulada "O Homem de Aço", com o inglês Henry Cavill (do seriado Os Tudors) no papel principal e dirigida por Zack Snyder (de 300 e Watchmen).

Confesso que isso foi um grande erro por exatos dois motivos...

Primeiro porque eu não esperava nada muito do filme. Em minha opinião, ainda era difícil superar a emoção que senti quando criança, mesmo que a película dirigida por Richard Donner fosse uma aventura ingênua e com um roteiro cheio de buracos. Mesmo assim, a história te capturava pela emoção. Quem nunca sofreu algum tipo de preconceito, como não ser aceito na turma de "descolados" na escola ou no trabalho?
Superman entrega-se ao exército
Segundo porque eu já tinha assistido "Superman - O Retorno", dirigido por Bryan Singer. E não tinha gostado de nada. Se nada havia funcionado antes, por que este novo filme seria diferente?

Com todas as expectativas em baixa, verifiquei que sim, "O Homem de Aço" era muito superior ao fracassado filme anterior. Mas só isso. Muitos tem alardeado que é o melhor filme do Superman já feito até hoje, coisa e tal. Não é. Ele apenas fez "o dever de casa". Claro que pegar os mesmos roteiristas que tiraram o Batman do ostracismo depois dos famigerados filmes da era Tim Burton / Joel Schumacher ajudou bastante. Claro que ter o diretor Christopher Nolan na posição de produtor executivo - aquele que orienta a direção do projeto - também tornou tudo mais fácil para Zack Snyder poder trabalhar em paz.
Superman enfrenta Zod
e deixa um rastro de destruição... 
Mas o filme tem três graves problemas que deveriam ser resolvidos antes de chegar aos cinemas.

O ritmo da trama é claudicante! Embora muitos pensaram que ter uma história cheia de flashbacks fosse atrapalhar o desenvolvimento, isso tornou tudo um tanto mais dinâmico em termos narrativos. Mas, curiosamente, esse detalhe de execução, em algumas partes, deixou o conjunto confuso e lento.

Mesmo que temos bastante ação narrativa no início da história, mostrando o planeta Krypton antes e durante a destruição iminente - e seu visual era uma mistura do planeta Pandora do filme Avatar com diversos visuais extraídos de muitos gibis (como algumas histórias já clássicas desenhadas por Mike Mignola - hoje, criador do Hellboy - ou mesmo "O Legado das Estrelas", escrito por Mark Waid) -, a trama introspectiva em que vemos Clark enquanto criança e adolescente tentando entender sua natureza é um tanto enfadonha para um filme do gênero. Isso já se via no primeiro trailer divulgado que me deu a impressão de estar vendo uma nova adaptação de "O Velho e o Mar" (livro escrito por Ernest Hemingway).
Jonathan (Kevin Costner) e Martha (Diane Lane):
pouco tempo em cena
O roteiro - escrito a quatro mãos por David S. Goyer, baseado numa ideia que ele e Nolan tiveram - esboça apenas uma introdução ao universo do personagem, apagando muitas coisas ditas antes, inclusive nos quadrinhos, para criar uma nova síntese, extremamente séria, sisuda e que, ao contrário do clássico filme de 1978, não nos captura pela emoção em momento algum. Temos apenas um relance emotivo numa cena especialmente criada onde Jonathan Kent, o pai adotivo de nosso heroi (vivido pelo veterano ator Kevin Costner), aproxima-se de Clark após este se envolver numa discussão com alguns garotos.

O conselho que Jonathan dá é algo realista o suficiente para levarmos pro resto da vida. E Clark estava lendo um livro com pensamentos de Platão! Mas, infelizmente, essa é a única parte que me fez achar que havia esperança de um ótimo filme a caminho.

Mas, infelizmente, Diane Lane - que interpreta Martha Kent, sua mãe adotiva - não teve a mesma sorte e sua participação, além de quase nula, não lhe reserva espaço suficiente para mostrar o talento que tem. Quem sabe na próxima...?

Mas nada supera a falta de tato do diretor Zack Snyder para arrancar de seus atores a atuação necessária à cena. Isso já havia provado sua inaptidão cênica em Watchmen e Sucker Punch - Mundo Surreal, onde cenas que deveriam ter desenlace dramático suficiente para levar às lágrimas acabavam se resolvendo de forma estética, geralmente saturando a tela e dando a impressão de assistir algo "épico". Nosso novo Superman fala pouco, tem seus dramas resolvidos por suas ações frenéticas que passam longe da emoção. Não conseguimos torcer por ele em nenhum momento!!! E isso é muito ruim quando se trata de nosso maior heroi, mesmo quando há uma grande destruição comandado por um super-vilão (General Zod, vivido pelo caricato Michael Shannon). Não à toa, Snyder era diretor de videoclipes musicais...

E também não podemos esquecer dos coadjuvantes desnecessários como Perry White (vivido por Laurence Fishburne e que já virou piada no mundo inteiro uma vez que o personagem é caucasiano nos quadrinhos), que, mesmo sendo o editor do grande jornal Planeta Diário - e, na história, ele age realmente como um editor agiria! - não tem importância vital à trama, somente salvando uma personagem chamada Jenny (vazou na internet que ela seria Jenny Olsen que, supostamente, substituiria Jimmy Olsen, famoso fotógrafo do jornal mas o sobrenome dela nem é citado por conta da péssima repercussão disso pelo mundo afora).
Perry White (Laurence Fishburne) e Lois Lane (Amy Adams):
personagens irrelevantes
Mesmo assim, temos de admitir que o ator Henry Cavill realmente é o que mais se parece com o personagem FISICAMENTE falando. Ainda falta bastante para que ele chegue à essência do que seria o ideal mas temos de admitir que o roteiro não o ajudou nesse sentido... E tá todo mundo dizendo que esta Lois Lane (desta vez, a atriz Amy Adams) é a que tem mais importante versão de todos os tempos da última semana...

Besteira.

Em determinado momento, a personagem entra em cena sem explicação, para, depois, justificar sua presença à resolução da trama. Uma pena pois nunca achei que Margot Kidder (que interpretou Lois Lane no clássico de 1978) fosse inútil ou mesmo feia como tanto gostam de comentar.

E a polêmica resolução da briga com Zod NÃO atualiza o heroi para este novo século que vivemos. E é até curioso que isso ocorra num filme que tem crianças e adolescentes como parte do público-alvo...
General Zod (Michael Shannon):
embora caricato, personagem interessante
Resumindo: não veja em 3D pois não vale a pena. Vá sem sono pois o filme é cansativo. E ainda não temos O filme do Superman. Acredito que, se utilizarem as poucas ideias interessantes dessa história (Dr. Hamilton, um importante personagem nos quadrinhos, dá o ar da graça e promete algo precioso numa continuação; Pete Ross, o amigo de infância de Clark que foi o primeiro a descobrir sua identidade secreta nos quadrinhos, tem um instigante plot twist durante a história, dentre outros), o segundo filme será algo sensacional.

(Ou não.)

Quando criança, Kal J. Moon usava óculos, corria pela casa com uma toalha vermelha amarrada no pescoço, cantarolando, o tempo todo, o tema composto por John Williams... Tá explicado!

Trailer Oficial Legendado em Português

[BAIXAIL] "Manual de Roteiro", de Leandro Saraiva e Newton Cannito

Capa original (Ed. Conrad)
Muito se fala sobre os livros digitais hoje em dia e de como podem "acabar" com a literatura da forma como a conhecemos. Longe de tentar iniciar uma discussão sobre isso, a Equipe AIL põe no ar uma nova seção no ar para quem quer ler algo diferente em seus tablets ou plataformas portáteis preferidas sem precisar gastar seus preciosos tostões com isso...

Na estreia, recomendamos um livro teórico e didático chamado "Manual de Roteiro (ou Manuel, O Primo Pobre dos Manuais de Cinema e TV)", de autoria de Leandro Saraiva e Newton Cannito - com apresentação de ninguém menos que o premiado diretor Fernando Meirelles (de Cidade de Deus, O Jardineiro Fiel e 360). A obra explica, de forma simples e bem humorada, como se escreve filmes, seriados e novelas.





Ideal para estudantes de comunicação ou curiosos sobre o assunto... Para baixar o livro - que já foi publicado pela Editora Conrad mas está esgotado! -, basta clicar aqui no site do coautor Newton Cannito, onde ele disponibiliza o download gratuitamente.

Rock on, abração carioca (e palmense!), bjins e inté!
Equipe AIL

[BOOKTOUR] "O Mundo de Marguerite Sülever", de Mylena Araújo

Capa oficial
(Ed. Selo Jovem)
Sinopse: 1814. França, Lyon. Lar do Sr. Sülever, um homem ganancioso e cruel. Marguerite, sua única filha, ganha o desprezo do pai ao nascer e seu berçário torna-se o leito de morte de sua mãe. Com ódio e tristeza em seu coração, Sr. Sülever evita tudo e a todos, trancando-se em sua grande biblioteca. Com o passar dos anos, a pequena Ms. Marguerite - como é chamada por sua governanta Suellen - tem o pai como um completo estranho. Mas nem tudo está perdido: a pequenina tem a companhia de seus fiéis primos Freana e William. Ao completar seus 14 anos de idade, a jovem Marguerite finalmente tem um final feliz e misterioso.

Título: "O Mundo de Marguerite Sülever"
Autora: Mylena Araújo
Ed. Selo Jovem | 2013 | Compre aqui






Resenha:
Como já foi explicado anteriormente, recebemos este livro como parte do Book Tour realizado por parte da editora para que, dentro de um determinado prazo, um dos nossos #impressionistas lesse e fizesse a resenha. E como missão dada é missão cumprida, aqui estamos.

Confesso que fiquei muito espantado com a qualidade visual da capa. Ainda que com algumas soluções um tanto arriscadas do ponto de vista do design, funciona e vende a imagem de um produto bem cuidado. Mas, todos sabem, não devemos, literalmente, "julgar um livro pela capa" e é aí que temos nosso maior problema em relação à obra.

Tendo como clara influência autores como Jane Austen e Mary Shelley (ainda que de forma subliminar e obscura), a autora Mylena Araújo mergulha num universo de personagens oriundos de mais de 200 anos no passado e tenta contar sua história de dor, sofrimento e reveses mil. Nada contra, que fique bem claro.

O real problema é que a trama, independente de ser original ou não - isto na verdade nem importa muito hoje em dia -, carece de amadurecimento. Ao lermos este drama, temos a notória impressão de que não houve o que costumamos chamar de "a mão do editor" por perto.

O fato de saber que a autora criou sua trama aos quinze anos de idade nos faz entender que às vezes uma boa ideia necessita de outros olhos para ser executada de forma a não prejudicar seu papel como produto, que como tal deve ter a qualidade necessária ao consumidor.

A forma como a história é contada e, principalmente, finalizada, mostra que não houve um planejamento real em relação ao que deve ser contado e o que deve ser suprimido. Muitas cenas e falas deveriam ser retrabalhadas para que a trama tivesse um melhor desenvolvimento.

Isso tudo, aliado à (muitos) erros de português e digitação - e alguns de coesão contextual -, faz com que o leitor tenha de possuir de muita boa vontade para prosseguir até o final da leitura.

(no corpo editorial consta o Sr. P.S. Lucas como revisor e espero que ele esteja lendo esta resenha para minimizar a quantidade de erros das próximas tiragens em relação ao que falamos aqui)

Nunca direi aqui que determinado livro não deve ser lido ou evitado. Insisto que tanto a autora como a editora são iniciantes, mostrando ao que vieram, transpirando força de vontade e garra para levar sua obra a outros leitores que não somente aos amigos e familiares. O livro entretém? Em alguns momentos, sim. Mais por conta de alguns personagens do que pela trama propriamente dita. E cada leitor pode (e deve!) tirar suas próprias conclusões. Mas prepare-se: se a sinopse te vende final feliz e misterioso, pode ser que uma surpresa está reservada.

Acredito que todas estas dicas, que passo realmente como alguém que quer ajudar, sirva para o real amadurecimento de suas carreiras. Afinal de contas, nunca temos uma segunda chance de causar uma primeira boa impressão...

Kal J. Moon não é um homem de valor. Ele não vale nem um conto de réis... 


Sobre a autora

Karla Mylena Araújo Felismino nasceu em Fortaleza.
Escreveu sua primeira obra ("O Mundo de Marguerite Sülever")
aos quinze anos de idade, enquanto ainda estava no Ensino Médio. Atualmente cursando faculdade de Letras, Mylena escreve seu primeiro volume que dará início a um grande romance entitulado
"A Investigação Criminal de Elyse D'ark".




Trilha Sonora: Carmina Burana - O Fortuna, de Carl Orff 

(interpretado aqui por André Rieu)




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