[CINEBOOK] "Terapia de Risco", de Steven Soderbergh

Cartaz nacional
(Diamond Films Brasil)
Sinopse: A história começa com foco no casal Martin (Channing Tatum) e Emily (Rooney Mara), que poderia ser o modelo perfeito do sonho americano, mas devido à crise financeira algumas coisas não dão certo e Martin é preso depois de fraudar o mercado de ações de Nova York.

Resenha: Quem assistiu ‘Che’, ‘Onze Homens e um Segredo’, ‘Solaris’, ‘Full Frontal’? Ninguém? Com certeza, alguém assistiu aos vencedores do Oscar 'Traffic' e 'Erin Brockovich'. Então sabe quem é o diretor Steven Soderbergh. Sim, ele é o diretor deste longa à la Hitchcock.

Neste filme há um hiato: fotografias maravilhosas de uma Manhattan perfeita, tanto de dia quanto à noite sob as luzes artificiais. Os enquadramentos realizados de longe e o contraste da vida boa do casal, refletida com dias ensolarados e do drama que nos coloca imagens de dias nublados ou chuva é pontual.


Emily (
Rooney Mara) é uma jovem que sofre de depressão e, após a saída do marido da cadeia, depois de quatro anos de detenção, seu problema se agrava com tendências suicidas. Sua primeira tentativa em dar fim à própria vida ocorre na garagem do prédio onde mora, quando arremessa seu próprio carro contra a parede.  No hospital , conhece o Dr. Jonathan Banks (Jude Law). Para obter uma rápida alta, ela promete ao Dr. Banks visitá-lo em seu consultório.

Martin & Emily
(Tatum e Mara, respectivamente)
Ela inicia o tratamento no qual o médico prescreve drogas experimentais à nova paciente. No início, tudo são flores, o tratamento deixa-a  atenta, eufórica, alegre... Mas depois os efeitos colaterais começam a aparecer.

Martin (
Channing Tatum), seu marido, relata ao Dr. Banks que sua esposa tem ações estranhas e faz as coisas cotidianas na madrugada, dormindo, em pleno ato de sonambulismo. O médico, que procurou relatos de sua paciente com sua antiga psicanalista Dra. Siebert (Catherine Zeta-Jones), resolve manter a medicação. E decisões erradas, somadas a medicamentos não ortodoxos podem ser fatais.

Estamos diante de (mais) um "drama-denúncia" sobre a indústria farmacêutica? Remédios são administrados e seus efeitos colaterais exigem mais remédios para anularem efeitos anteriores. Soderbergh coloca em evidência os incentivos recebidos pelos médicos por meio das grandes indústrias do ramo e questiona a publicidade livre nas mídias mais efêmeras sobre drogas poderosas, instigando qualquer pessoa a consumí-las, devido à promessa de grandes ‘benefícios’ ilustrados nas propagandas, questionando até a psiquiatria... Que coragem...!
Dr. Banks (Jude Law)

Nossa mocinha - tímida, inquieta, vulnerável, inspiradora de cuidados - continua o tratamento. Na tela, percebemos as mudanças de Emily, o tormento mental, a visão distorcida que tem de si - refletida no espelho de um bar, as sombras que observa e a depressão que a assola. Nas tentativas de suicídio dela, o diretor nos remete à placa de ‘SAÍDA’ - quando sua protagonista resolve tirar a vida para terminar com seus tormentos, como se essa fosse sua única saída – assim ocorre na garagem e na estação de metrô. Porém, o uso de vários medicamentos faz com que a vida de Emily tome um rumo que ninguém imagina. 

Dra. Siebert (Zeta-Jones)
Nas idas e vindas do filme, Soderbergh desvia do foco inicial, esquece-se da denúncia e direciona o roteiro para uma quase conspiração. Jude Law ganha o status de 'médico injustiçado', um quase herói, contrapondo com a médica fria e misteriosa vivida por Zeta-Jones.

Mesmo assim o suspense é dos bons. Este filme revela-se uma surpresa agradável, mesclando várias possibilidades e o flerte com Hitckcock é mágico. Parabéns à atriz Rooney Mara, que faz a diferença, uma verdadeira camaleoa... Lembrete: este é o tipo de filme que não ficará em cartaz por muito tempo. Ou vocês correm pro cinema ou aguardem chegar em DVD. (Eleni Rosa)

Trailer oficial

[PROMOAIL] Resultado Promoção "Batalha dos Prêmios"!!!

Olá, #impressionautas! Voltamos com mais um resultado de nossa outra #promoAIL... Tivemos algumas participações mas, conforme as regras, vimos quem seguiu todas... E quem ganhou o kit contendo 01 exemplar do livro "A Batalha do Apocalipse", de Eduardo Spohr (presente dos #parceiros Verus Editora  - Record), 01 exemplar da revista em quadrinhos "Ultra Mix" edição nº 01 autografada por Marcelo Salaza, 01 exemplar da revista em quadrinhos "Capitão R.E.D." edição nº 01, 03 exemplares da Coleção Graphic Chillers (presente dos #parceiros Editora Prumo), além, claro, de diversos marcadores de livros EX-CLU-SI-VOS do AIL e Poltrona Pop foi... tchan-tchan-tchan-tchan...



...a #impressionauta Jac Bagis!!! Parabéns!!!

----> Você tem o prazo de até 48 horas para passar seu nome completo, endereço com CEP e telefone para contato para nosso e-mail e assim poderemos enviar em até 45 dias úteis seu kit com todos esses prêmios!

Não fiquem chateados pois teremos outras #promoAILs em muito breve, além de algumas novidades também, ok?

Rock on, abração carioca (e palmense!), bjins e inté!
Equipe AIL

[PROMOAIL] RESULTADO Promoção Relâmpago "Eterno Amor"!

Olá, #impressionautas! Segue abaixo o resultado de nossa #promoAIL relâmpago "Eterno Amor":

Quem ganhou foi a #impressionauta Juh Rockgirl! Parabéns, Juh!

Ela já entrou em contato conosco e receberá em sua casa (no prazo máximo de até 45 dias úteis) o kit com livro contendo 01 exemplar do livro de bolso "Acordo no Altar" (de Lynne Graham, Ed. Harlequin Books) e 01 DVD do filme Para Sempre (com Rachel MacAdams & Channing Tatum).


Se vocês não ganharam, não fiquem tristes pois em muito breve teremos mais #promoAIL e todo mundo poderá participar... Até a próxima!

Rock on, abração carioca (e palmense!), bjins e inté!
Equipe AIL



[RESENHA] "Vermelho", de Jorge Takla

Cartaz oficial
Sinopse: A peça conta uma passagem importante da vida do artista plástico Marcus Rothkomitz, judeu nascido na Letônia em 1903 que migrou aos Estados Unidos ainda criança, adquiriu a cidadania americana e para seu lançamento a fama virou Mark Rothko, que perpetuou sua arte como pintor do expressionismo abstrato juntamente com Jackson Pollock, Willem de Kooning, Barnett Newman, Franz Kline, dentre outros. Esta trupe emergiu logo após a Segunda Guerra Mundial e alçou prestígio e reconhecimentos internacionais.


Resenha: Vermelho - mais forte e brilhante impossível!

De repente, pode haver uma breve confusão. Afinal, entramos num teatro ou num ateliê?

No palco, espalhadas em locais estratégicos, encontram-se telas enormes de cores fortes e formas abstratas. Há uma grande mesa à direita com inúmeros materiais: tintas, palhetas, pincéis, telas em branco. Do lado esquerdo, uma poltrona, um rádio, bebidas e, no centro de tudo isso... Antonio Fagundes, na pele do pintor Mark Rothko.

Depois de uma ótima experiência em “A Comédia da Arte”, “Grey Gardens” e “Corte Seco”, mais uma peça brilhante, diria, a melhor. Essa nos coloca diante de duas grandes artes, ‘Pintura’ e ‘Representação’ (teatro), um super encontro, trazendo ao palco o convívio das duas estéticas. Simplesmente: ‘Bravo’!
Fagundes em cena
Vermelho é um texto de John Logan. Sua montagem no Brasil traz a iluminação de Ney Bonfante, com direção de Jorge Takla e atuações brilhantes de Bruno Fagundes (filho) - interpretando o ajudante Kan - e Antonio Fagundes (pai) – um maravilhoso Mark Rothko.

No palco, a história se restringe ao final da década de 1950 quando Rothko é convidado para revestir três paredes do restaurante ‘Four Seasons’ com seus murais – um luxuoso estabelecimento de Manhattan. Para tanto, o pintor ganharia a importância de US$ 35 mil, o que hoje se aproximaria a uns míseros US$ 2 milhões... Inimaginável.

O texto de Logan cria Kan, um fictício ajudante do pintor, já que não existem registros de que Kan realmente existiu na vida de Rothko. O jovem é incumbido de atividades como limpar pincéis, misturar pigmentos, aplicar a cor base sobre as telas e, claro, suportar o mau humor do mestre. O ajudante é o grande contraponto nos diálogos, questionamentos e fúria de Mark Rothko. A arte da convivência entre o velho e o novo.
Rothko e seu ajudante Kan (Bruno Fagundes)
Nas passagens da alquimia realizada na grande mesa, tanto pelo jovem rapaz quanto pelo próprio mestre, é possível remeter as cenas do filme ‘A Moça do Brinco de Pérola’ (2003), que conta a história do segundo grande pintor holandês Johannes Vermeer (1632 -1675) - depois de Rembrandt, claro - e apresenta  Colin Firth como Vermeer e Scarlett Johansson como a menina da pintura. No filme, há um meticuloso ritual na preparação de tintas, na mistura de pigmentos para formar texturas e na criação de cores diferenciadas. Assim também ocorre no palco. Porém, com um ar mais contemporâneo, nada romântico e, sim, visceral. Uma tela é pintada em pleno palco.

Os diálogos são sublimes. Pois no conflito interno vivido pelo pintor, em ter suas telas penduradas nas paredes de um restaurante, também somos agraciados com os questionamentos do que seria arte. Rothko defende a ‘destruição criativa’, afinal ‘como pode um novo mundo ser criado sem destruir boa parte do que viera antes?’, "não se pode fazer um omelete sem quebrar os ovos" etc. O pintor se vangloria ao afirmar que a sua arte destruiu o cubismo de Picasso. E menospreza Salvador Dalí que, segundo ele, “envelhecera mal e acomodara-se”.
Buscando perspectivas
Kan enfurece o mestre quando levanta a bandeira da Pop Art. Para Rothko, suas cores eram mais que cores. Eram - ou são - atrizes, intérpretes que buscam instigar o público. E, segundo ele, Pop Art, liderada por Andy Warhol, era simplesmente superficial, pertencentes a lacaios da cultura de massa. O pintor questiona o mundo da arte hoje e a visão do público. Ele levanta a hipótese que não entende pois “hoje todos gostam de tudo, é fácil gostar” – o que seria a banalização da arte.


Após as cortinas descerem e extensos minutos de aplausos o público do teatro Ginástico foi convidado por Rothko, digo, Antônio Fagundes para um bate-papo. Completamente ímpar. Fagundes está espetacular e Bruno, Fagundes filho, é uma grande surpresa. Infelizmente, Vermelho terminou a temporada no teatro Sesc Ginástico em 16/06/2013.

P.S.: Não permito-me contar mais sobre a peça pois vale viver o espetáculo. Vá à procura do local de sua próxima montagem porque esta peça é imprescindível para quem ama arte... (Eleni Rosa)

Trecho da peça "Vermelho"

[BOOKTOUR] Recebemos "O Mundo de Marguerite Sülever"!

Olá, #impressionautas! Tudo bom?

Mais uma vez, nosso querido AIL foi selecionado para um "booktour" e, dessa vez, foi pela nossa #parceira Editora Selo Jovem. O título escolhido foi "O Mundo de Marguerite Sülever", da autora Mylena Araújo.

Quem já está lendo e fará a resenha será Kal J. Moon, nosso editor de conteúdo. Então, aguardem e confiem, ok?

Rock on, abração carioca (e palmense!), bjins e inté!Equipe AIL

Capa do livro "O Mundo de Marguerite Sülever"
(de Mylena Araújo - Editora Selo Jovem)

[CINEBOOK] "Faroeste Caboclo", de René Sampaio

Cartaz oficial
Sinopse: Este filme adapta, de forma original, a canção de sucesso da banda Legião Urbana, contando a saga de amor e violência de João de Santo Cristo, Maria Lúcia e Jeremias na cidade de Brasilia / DF.


Resenha:
Imagine a fotografia de um sertão tão seco quanto um corte abrupto de uma cena. O retrato amarelo, manchado, sem valor de uma vida sofrida, sem expectativas de um menino em plena caatinga. A imagem perfeita, quase em preto e branco, fosca, rude, é plena. A sobrevivência de uma família, a escassez d’água, comida, chuva, sorte e as mortes vividas, sentidas, absorvidas por quem nasceu num mundo estéril.

A primeira perda vivida pelo menino focada na telona foi quando testemunhou, de longe, “quando com um tiro de soldado o pai morreu” e depois, mais crescido, presencia a morte da mãe, a morte da esperança – nos remetendo ao clássico da literatura brasileira Vidas Secas, de Graciliano Ramos (1938), que retrata as agruras do sertanejo no sertão nordestino.

Assim começa a saga de João do Santo Cristo, chamada aqui de "Faroeste Caboclo", primeiro filme do diretor René Sampaio.

"...ele ficou bestificado com a cidade..."
A película é uma adaptação à música de Renato Russo - vocalista da banda Legião Urbana - e estreia depois de décadas que, com certeza, muitos artistas, diretores, autores, roteiristas, alunos de jornalismo e cinema também imaginaram poder transportar para telona a letra de Renato.

Sampaio teve sorte - ou foi guiado pelas estrelas astrológicas em que Renato Russo acreditava (menção no filme ‘Somos Tão Jovens’ – biografia do artista lançada em 2013) - pois a escolha do ator Fabrício Boliveira (do seriado Suburbia) para viver João do Santo Cristo foi mais que certeira: foi um presente. A sorte do diretor continua porque Maria Lúcia, vivida por Isis Valverde, também é uma perfeição.

"...Maria Lúcia era uma menina linda..."
Completando o trio de protagonistas, vem Felipe Abib (Vai Que Dá Certo), que vive Jeremias, que não é tão certeiro mas demonstra empenho e tenta diferenciar. Como personagens ‘secundários’ estão Antonio Calloni - que interpreta divinamente um policial corrupto - e o saudoso ator e diretor Marcos Paulo (que faleceu em 2012) - senador, pai de Maria Lúcia .

E uma personagem central, que às vezes não é lembrada nos créditos mas é apresentada a cada instante nas fotografias, enquadramentos, imagens – no vazio, frio, pobre, rico, desumano, humano e questionável: Brasília, a cidade do Planalto Central. Um leque ímpar.

O diretor acerta ao fugir de estereótipos da década da ditadura pois seu foco é no drama e na trama do trio. Também descarta a mídia, as verdadeiras intenções de João em BSB (de acordo com a música) e usa a criatividade e licença poética para mostrar um belíssimo filme.

Como diz a letra, o filme mostra o ódio de João e o ‘não tenho nada a perder’, sem medo da morte e destemido, luta pelo que acredita. Na sequencia em que João enterra a mãe e faz suas malas, ele diz que é hora de cobrar algumas dívidas da vida e que há muitas cobranças a fazer – nesse momento, retorno à literatura e vou direto ao conto "O Cobrador", de Rubem Fonseca. Simplesmente perfeito. A sequência fecha com João matando o soldado que tirou a vida de seu pai e indo parar no tal reformatório, “onde aumentou seu ódio diante de tanto terror / Não entendia como a vida funcionava / Discriminação por causa da sua classe e sua cor”. Sim, nosso João é negro.

"...discriminação por causa de sua classe, sua cor..."

O protagonista sai do sertão em direção ao Planalto Central. O enquadramento com a entrada de João em Brasília é fascinante, à noite, a cidade grande, as luzes de Natal, mostra uma metrópole linda. O diretor traz uma Brasília setentista, quase anos 1980, o lugar de lugar nenhum.

Antonio Calloni no papel do policial corrupto

Fundada em 1960 e com os contrastes da bela arquitetura de Oscar Niemeyer das ricas Asas Norte e Sul em oposição à pobreza de Ceilândia, uma das maiores favelas da região. Mas para tanta beleza, Sampaio conta com a direção de arte de Tiago Marques Teixeira (Tropa de Elite 2).

Este foi o último filme do saudoso
ator e diretorMarcos Paulo

Nesta ilha que é BSB, o protagonista conhece o amor de sua vida, a solitária Maria Lúcia. Conhece também e seu arqui-rival, o traficante Jeremias, rico e filho de general, protegido pelo policial corrupto vivido por Calloni. Entre tiros, correrias, fugas, beijos, sangue, morte, amor, solidão, drogas, rock, vazio, corrupção, entre o ilicito e o permitido, certo e errado, tudo cruza a vida de cada personagem incluindo a cidade. E João entra no mundo do tráfico de drogas querendo sair para a carpintaria mas vendo a vida arrastá-lo ao submundo...

"Jeremias, maconheiro sem vergonha..."

Tratando-se de um faroeste, mesmo que ‘tupiniquim’. O diretor nos presenteia com alusões aos grandes filmes de bang-bang. É o enquadramento dos passos lentos de João ao subir a escada – pisadas de botas inconfundíveis. No ‘epilogo’, a pegada da câmera no confronto final, girando e mostrando os dois arqui-inimigos em um campo de terra batida, seca e pueril é perfeito. Claro que eu tinha que recordar do último faroeste visto nas telonas! Sim, é tanto sangue, tiros e mortes que eu lembrei de Django Livre, filme dirigido por Quentin Tarantino e estrelado por Jamie Foxx (o mocinho, negro e pobre) e Leonardo DiCaprio (o vilão, branco e rico). Tudo bem, é diferente mas é possível fazer alusão. E, infelizmente, o nosso filme, seguindo a letra da música, não reserva um final feliz para o mocinho...

"...agora, Santo Cristo era bandido..."

Implicitamente, sem levantar muito bandeiras, até diferenciando-se da música de Russo pela sutileza, o filme critica a corrupção policial, a farsa de Brasília, a falta de raízes no Planalto Central, a mão do poder e dos poderosos, a ausência dos olhares dos governantes para o sertão e a força do sistema em anular o ser humano. Sinceramente? Aplausos para René Sampaio e sua trupe. Sinto orgulho ao assistir a sétima arte brasileira sendo tratada com tanto profissionalismo, envolvimento, sensibilidade e entrega.

Lembrete: para quem está a fim de ouvir a música que é tema do filme terá que esperar a subida dos créditos. Claro que eu esperei... (Eleni Rosa)

Trailer Oficial

[PROMOAIL] Promoção Relâmpago "Eterno Amor"!

E quem tava querendo alguma outra promoção, tá aí sua resposta! Quer levar na faixa, sem pagar nada, um kit bacana que preparamos, contendo 01 exemplar do livro de bolso "Acordo no Altar" (de Lynne Graham, Ed. Harlequin Books) e 01 DVD do filme Para Sempre, com Rachel MacAdams & Channing Tatum?

É mais fácil do que você imagina... Basta apenas clicar aqui, curtir nossa fanpage no Facebook, compartilhar a imagem deste post (quantas vezes quiser) em seu perfil do Facebook em status PÚBLICO e boa sorte.

A promoção se encerra no dia 21/06/2013 às 16h.

O resultado sai dia 24/06/2013 ao meio dia em ponto aqui no AIL...

Corre lá e aproveite, ok?


[RESENHA] "Luxúria", de Eve Berlin


Sinopse: Dylan Ivory é uma autora de romances eróticos e seu próximo projeto trata de escravidão e sadomasoquismo. Ela é aconselhada a procurar Alec Walker, um conhecido dominante dos clubes de Seattle. Mas ela não contava se apaixonar por ele...


Título: Luxúria
Autora: Eve Berlin

Ed. Lua de Papel | 2012 | Brochura | 256 páginas

Resenha: E mais uma vez, vou falar sobre um romance erótico, mas devo dizer que estou, realmente, me cansando. Não, esta não será a minha última resenha sobre o gênero, afinal, ainda falta o último volume da trilogia Cinquenta Tons para falar, ler ansiosamente o último volume de Crossfire e as continuações de Luxúria e Inferno de Gabriel. Mas estou ficando um pouco saturada devido a todos os clichês e paralelos que existem entre eles. Claro que cada um tem o seu charme. Porém, parecem ter saídos todos da mesma forma e me deixam com a impressão de que apenas um tipo de coisa é sexy.

Entretanto, preciso dizer que, depois de Cinquenta Tons de Cinza (no meu coração, ninguém jamais ocupará o lugar de Christian Grey), Luxúria foi o livro que mais me agradou. 

Alec novamente se inclinou por cima da mesa, segurando a mão dela. A mão dele era grande e envolvia a dela com calor e força.– Dylan, deixe-me fazer uma proposta a você. Submeta-se a mim.Ela tentou desvencilhar a mão, mas ele a segurou firme.Seu olhar estava mergulhado no dela, incrivelmente convincente, de um azul cintilante.– Tente –, ele continuou. – Sinta sua reação. Se lhe parecer que estou certo, você terá aprendido algo a seu respeito e conseguirá uma pesquisa bastante pessoal e exclusiva para seu livro. E, se eu estiver errado, bem... mesmo assim terá feito alguma investigação.

Já haviam me recomendado o livro anteriormente aqui no AIL, mas ele nunca havia sido uma prioridade de leitura para mim. Mês passado, decidi me tornar uma pessoa mais culta e resolvi tentar comprar audiobooks para acrescentar mais cultura e informação aos meus dias. Então, para saber se eu teria paciência para ficar ouvindo um livro de História do Brasil, resolvi procurar primeiro um romance bobo para ver se conseguia prender minha atenção. Foi quando encontrei Luxúria.

Resultado: eu mal pude fazer qualquer outra coisa que não fosse ouvi-lo ou lê-lo, já que ele passou a ser uma prioridade... 

– Costumo complicar as coisas. Não sei como fazer de maneira simples.– Talvez possamos aprender isso juntos.De repente, ela queria exatamente isso. Estar com ele, aprender com ele. Crescer com ele. Nem sabia, de fato, o que isso significava exatamente. Mas, de qualquer forma, não queria admitir.Você está caída por ele.
Não.Mas era verdade. Ela estava se encantando, muito e de modo rápido, e, quando finalmente chegasse ao fundo, iria ser uma tremenda confusão.Não faça isso.
Mas estava acontecendo, gostasse ou não. Não podia se conter.Não havia outra saída senão seguir adiante, para onde quer que aquilo levasse. 

Comecemos pelas personagens principais. Dylan Ivory é uma mulher mais velha e mais madura do que as demais mocinhas. Ela já está na faixa dos trinta anos, não é casada, não tem filhos e poucos amigos. Relacionamento com as pessoas é algo que ela evita devido a um passado triste. Bem, desta vez, a problemática é a mocinha. Eva, da trilogia Crossfire, tinha um passado triste, mas não evitava relacionamentos. Ana, de Cinquenta Tons, também não tinha problemas de relacionamento, apenas nunca havia conhecido alguém, de fato, interessante. Mas Dylan escolhe esse estilo de vida. É independente, forte, decidida, controlada (todo o bláblá de sempre), mas aqui, um ponto altíssimo: ela não tem o nhénhénhé das mocinhas mais novas. Ela não é uma garotinha e nem mesmo se deixa envolver com questões femininas que nós, mulheres, adoramos. É uma mulher adulta, bem resolvida, aberta sexualmente. Ela é mais ela. Simples assim. E eu virei fã dela. 

Alec Walker. Este também me fez virar fã dele. Simplesmente porque ele não mudou ao longo do livro. Quero dizer, Eve Berlin não escreveu dois personagens, um antes de se apaixonar e outro depois de se apaixonar, ele se mantém constante em toda a história. Alec começa o livro como um bom dominante, um homem confiante. Dylan o acha arrogante a princípio, mas eu apenas achei que ele era um homem que sabia o que estava fazendo. Desde o começo, ele é um cara legal e mostra-se atencioso o tempo todo. É educado, gentil, inteligente, atencioso. Não se transformou ou virou um moloide porque se apaixonou. As mudanças que o amor causou em Alec foram bem mais sutis, levaram-no a questionar o que estava acontecendo com ele e se suas escolhas eram, de fato, tão acertadas quanto ele pensava ser. Ao contrário dos demais, Alec não é um bilionário ou riquíssimo. É um escritor de thrillers psicológicos, tem uma bela casa, um bom carro e é apaixonado por motos. Inclusive, todas as suas descrições são bem clássicas do badboy: calças jeans, camisas pretas, casacos de couro, tatuagens, cavanhaque... Só faltou o brinco da orelha esquerda e o rock pesado no som do carro. Mas, surpreendentemente, ele gosta música clássica (como todos os outros mocinhos, mas é estranho imaginar Alec ouvindo Chopin). 

A narração também é onisciente, centrando às vezes em Dylan e outras vezes em Alec. É interessante porque podemos conhecer a estrutura psicológica dos dois. Em contrapartida, tira um pouco da surpresa - mas é só uma opinião de quem adora narrações em primeira pessoa. O livro é muito bem escrito e amarrado. A história se passa num período "razoável" para que Dylan e Alec se envolvam. Ok, talvez um pouquinho rápido, mas eu consigo engolir. Nada como a trilogia Crossfire que eu tanto critico neste ponto. O vocabulário usado é interessante, talvez porque os dois personagens sejam escritores. Nada rebuscado, porém são diálogos inteligentes e as palavras não são tão usuais nesse gênero. 

Sobre as cenas... Elas são quentes! Bastante! :x

O sadomasoquismo, como uma leitora do AIL disse uma vez, é retratado de uma forma quase didática. É possível entender o que se passa na cabeça de um dominante e de uma submissa. As descrições do clube Pleasure Dome, que Alec frequenta, são tão interessantes que eu me senti lá dentro, sentindo toda a atmosfera do lugar. Mas não achei muito melhor do que Christian Grey e Anastasia faziam. Na verdade, Christian pegava leve com Ana, em comparação a Alec e Dylan

Mas o livro também tem seus pontos baixos. Como todo romance, há clichês. Muito embora aqui a problemática seja Dylan e não Alec. Ainda assim, são pessoas que nunca se apaixonaram na vida e nunca haviam repensado seu estilo de vida antes do encontro. As conversas entre Alec e Dante, seu melhor amigo, são extremamente femininas! Eu quase tinha crises de risos quando havia algum diálogo entre os dois porque homens não conversam entre si daquele jeito! Quando as autoras irão entender que homens não falam de relacionamentos e sentimentos como nós mulheres?

Enfim! Pretendo ler em breve - mas muito breve mesmo - o próximo livro da trilogia: "No Limiar do Desejo". E venho correndo contar para vocês. 

Um beijo grande! (Stef Rhoden)


Sobre a autora

Eve Berlin mora em Hollywood e dá aula de Pilates nas horas vagas. Também escreve romances como seu alter-ego Eden Bradley, mas eu desconfio que Dylan seja uma versão dela mesma...
 


[LANÇAMENTOS & NOVIDADES#13] Editora Novo Século

MERLIN – A PROFECIA   M. K. HUME
Sinopse: Conheça os primeiros anos e o aprendizado do mago Merlin, o mais enigmático e cativante personagem das lendas arthurianas. Tocado pela escuridão, mas protegido pelo Senhor da Luz, Myrddion Merlinus, a Semente de Demônio, se vê às voltas com as maiores batalhas de seu tempo, influenciando o destino de reis e seus povos. Com uma narrativa encantadora e embasada em profunda pesquisa, M. K. Hume apresenta sua versão deste maravilhoso profeta e curandeiro: um jovem ao mesmo tempo tocado pela magia e atento à ciência de seu tempo e de épocas anteriores, sem, contudo, se deixar limitar pelas convenções e paradigmas de seu mundo. Aqui começa a jornada de um homem cujo nome estará marcado para sempre como uma das mais belas e fantásticas lendas da História. “Esse primeiro livro da trilogia Merlin chamará atenção de todos os que se empolgaram com Guerra dos Tronos e outras histórias envolvendo linhagens nobres e suas intrincadas genealogias e intrigas.” Kirkus


SÓ GOSTO DE CARA ERRADO   LAURA CONRADO

Sinopse:Ela sonhava em encontrar um príncipe, mas só achava sapos. E aí, Freud, dá para tirá-la dessa? Priscila é uma garota que tem tudo para estar com alguém legal, mas perde tempo com os caras errados. De nada adianta acordar cedo para fazer escova no cabelo, mostrar-se divertida, não alterar o tom da voz e armar mil estratégias com as amigas para se aproximar dos caras, eles simplesmente não dão a mínima para ela. No divã, Pri descobre que talvez não sejam os caras os errados, mas ela mesma. Começa então um processo de mudança na forma de encarar a própria vida, livre de mágoas e de esperas fantasiosas.



[LANÇAMENTOS & NOVIDADES#12] Editora Gutenberg

Minha vida fora de série - 2ª temporada

Paula Pimenta
Sinopse
Na 2ª temporada de Minha vida fora de série, Priscila, agora com 16 anos, começa a lidar com questões mais sérias da adolescência: A proximidade do vestibular e com ele todos os receios dessa fase, amizades que parecem sólidas e que de repente se perdem, o aprendizado de que um namoro tem que ser constantemente cuidado para não se desgastar. Ela descobre que atos sem pensar, que parecem estar esquecidos no passado, podem marcar irreversivelmente o presente.

  • Sobre a autora

    Paula Pimenta nasceu em Belo Horizonte (MG). Desde criança apresentou aptidão para a escrita e por esse motivo prestou vestibular para Jornalismo, embora tenha se transferido para Publicidade após dois anos, curso no qual se formou. Como publicitária, trabalhou na Rede Minas, como produtora do programa Brasil das Geraise como assessora de marketing no Minascentro. Sua carreira de escritora começou em 2001, com o lançamento do livro de poemas Confissão, relançado em 2013 pela Gutenberg. Na mesma época, foi convidada para ser colunista do site Crônica do Dia, no qual escreveu por vários anos. Paula Pimenta ficou realmente conhecida do grande público em 2008, quando lançou Fazendo meu filme 1 – A estreia de Fani, pela editora Gutenberg. Em 2009, lançou Fazendo meu filme 2 – Fani na terra da rainha e, em 2010, Fazendo meu filme 3 – O roteiro inesperado de Fani. Em 2011, lançou uma nova série: Minha vida fora de série – 1ª temporada, sobre Priscila, uma garota apaixonada por séries de TV. Em 2012 publicou o último volume da sérieFazendo meu filme 4 – Fani em busca do final feliz e seu primeiro livro de crônicas,Apaixonada por palavras.

[PROMOAIL] Promoção "Batalha de Prêmios"!

Quem espera, sempre alcança! E eis que mais que de repente, surge mais uma #promoAIL... Desta vez, também com a ajuda dos #parceiros do Poltrona Pop, que cederam alguns brindes e colaborarão na divulgação!
Decidimos fazer algo mais simples para que todos possam participar e tenham mais chances de ganhar... Será uma verdadeira batalha mas valerá muito a pena!
Somente um #impressionauta levará todos esses prêmios para casa:
-01 exemplar do livro "A Batalha do Apocalipse", de Eduardo Spohr (presente dos #parceiros Verus Editora  - Record);
- 01 exemplar da revista em quadrinhos "Ultra Mix" edição 01 autografada por Marcelo Salaza;
- 01 exemplar da revista em quadrinhos "Capitão R.E.D." edição 01;
- 03 exemplares da Coleção Graphic Chillers (presente dos #parceiros Editora Prumo);
- Diversos marcadores de livros EX-CLU-SI-VOS do AIL e Poltrona Pop.


   
>>> Importante: TODAS as tarefas desta #promoAIL DEVEM ser executadas pelo formulário do Rafflecopter (abaixo) para computar seus pontos e validar sua participação.


a Rafflecopter giveaway

Regras Obrigatórias

- Ser morador do Brasil ou, pelo menos, ter um endereço de correspondência situado em território brasileiro;
- Seguir o A.I.L no "Google Friends Connect" (coluna "Seguidores", à direita, clique em "Participar deste site" e use o login do Gmail, Twitter ou Yahoo para seguir - isto será verificado);
- Curtir a nossa página do Facebook, do Poltrona Pop, das revistas UltraMix e Capitão R.E.D. e das editoras Prumo, Verus e Record;
- Seguir o twitter do @aimpresliter12, @PoltronaPop,  @editoraprumo, @Verus_Editora, @editorarecord;
- Tweetar (apenas 1 vez por dia) a frase:
Estou participando da #promoAIL "Batalha dos Prêmios" de @aimpresliter12 e @PoltronaPop! http://migre.me/eRWbp RT
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Chances extra
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Estou participando da #promoAIL "Batalha dos Prêmios" do @aimpresliter12 e @PoltronaPop! http://migre.me/eRWbp RT Quer ganhar? Acesse o link e boa sorte!!!
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Considerações Finais
-  Se o vencedor não seguir as regras será feito um novo sorteio;
-  Se o ganhador não enviar, em até 48 horas, seus dados completos (nome completo, telefone para contato e endereço com CEP) para nosso email, um novo sorteio será realizado;
-  O prazo máximo de envio dos brindes ao vencedor será de até 45 dias úteis (contados após a divulgação do resultado do sorteio e confirmação dos dados do vencedor);
- Não aceitaremos participações de perfis fakes. Temos como conferir o IP de cada entrada, evitando que alguém faça várias participações com nomes diferentes (se acontecer, faremos um novo sorteio, ok?);
-  Divulgaremos o ganhador aqui no A.I.L. Portanto, ao comentarem neste post, deixem email de contato!
Então, aproveitem pois esta #promoAIL é válida somente até 25/06/2013! O resultado sai no mesmo dia, após às 16h!
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