[RESENHA] "Jacinta", de Aderbal Freire Filho

Uma comédia-rock já desperta curiosidade... A trama expõe a história da péssima atriz portuguesa Jacinta. A desastrada figura, após uma apresentação à corte portuguesa, por volta do século XVI, provocou a morte da rainha ao presenciar sua horrenda dramatização, quanto desgosto. A monarca partiu dessa para melhor. Porém, antes do fim, condena a famigerada atriz à morte, condenação que é substituída por uma extradição... adivinhem para onde? 'Terra Brasilis’, claro!
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Jacinta, aportando no Brasil, continua sua perseguição pela arte de interpretar. Em sua jornada, passa por várias cidades brasileiras: São Vicente, Rio de Janeiro, Recife, Salvador e Vila Rica.  Ao longo de seu percurso, recebe ilustres visitas desde Gil Vicente a Shakespeare. Este último, autor dos autores, coitado, tenta exaustivamente fazer com que a aspirante a atriz aprenda a arte dramática.
Trecho da apresentação
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Essa é a peça que tem no elenco, como atriz principal, Andrea Beltrão que vive Jacinta, a pior atriz portuguesa de todos os tempos... Na empreitada, ela conta com Augusto Madeira, Gillray Coutinho, José Mauro Brant, Isío Ghelman e Rodrigo França, que incorporam inúmeros personagens – uma formação com uma mulher e cinco homens, a mesma de um ‘cambaleo’, tipo de trupe teatral do século de ouro espanhol – explicação do diretor Aderbal Freire Filho.

Ao vivo, também soma ao grupo uma banda com Maurício Coringa (guitarra, violão e bandolim), Tárcio Ramos (baixo), Ricardo Rito (teclados) e Hélio Ratis (bateria).

Nos bastidores, a peça ainda traz nomes como Newton Moreno, autor do texto original e o "Titã" Branco Melo, responsável pela parte musical. A cantora Chris Delano assumiu o preparo vocal dos artistas. A cargo do cenário está Fernando Mello da Costa, com sugestões muito simples - ele coloca camarins nas laterais do teatro e tudo que poderá ser utilizado pelos atores no decorrer das cenas está ali, bem perto.

Nos figurinos, Antonio Medeiros dá o toque circense mas de grande utilidade e agilidade à trupe. Maneco Quinderé, figura veterana nos palcos, faz a iluminação do espetáculo.
Elenco
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Mais uma vez, encontramos o teatro falando de si. Porém, num tom rocambolesco, confuso e estridente. A peça, por ter a preocupação com a comicidade e ter optado por apresentar um musical, descamba para um tom enfadonho. Há um esforço nas apresentações de caras e bocas e todos se desdobram na cantoria sofrível das músicas que compõem as cenas. Elementar pois são todos artistas de grosso calibre.

Poderia ser uma ótima comédia. Há grande empenho para expressar o sotaque português e a história em si é interessante. Mas atrelar ao enredo comédia, rock e musical... Ficou duvidoso.

Resta ao público, ao desenrolar do imbróglio, a confirmação se Jacinta vai ou não tornar-se uma ótima atriz. Bem, só assistindo... Quem quiser se arriscar...

Serviço
Teatro Poeira
Até 26/05/2013
Endereço: R. São João Batista, 104 - Botafogo / RJ
Horários: Quinta a Sábado, 21h; Domingo, 20h
Classificação indicativa: 12 anos


Eleni Rosa viu as inúmeras estrelinhas da revista Veja Rio em relação a essa peça mas, sinceramente, não captou a mensagem...

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