[RESENHA] "Giane", de Guilherme Fiuza


Sinopse: A biografia autorizada do ator Reynaldo Gianecchini. 

Trecho: "Reynaldo Gianecchini era ainda um pré-adolescente e já pressentia, embrenhado na fazenda da avó materna, sua direção no mundo. Do alto da goiabeira, a natureza transcendental do campo o fazia ver a cidade grande - que conhecia dos sonhos e da televisão. E tinha a certeza de que, quando estivesse lá, a muitos quilômetros do interior, voltaria para o alto da sua árvore em um segundo, sempre que precisasse reencontrar-se consigo". 

Título: Giane - Vida, arte e luta
Autor: Guilherme Fiuza
Ed. Sextante / GMT | 2012 | Brochura | 372 páginas




Resenha: Bem, antes de começar a resenha, devo dizer que nunca havia lido uma biografia, mas não tive como não ler a do Giane. Explico: sabe quando você é adolescente e suspira por um ídolo?

Ele era o meu.

Giane fez parte da minha adolescência e me fez suspirar diante de tantas imagens na TV. Fora, é claro, o autógrafo que ele me deu que está devidamente plastificado e nossa foto emoldurada, cortada e photoshopada em diversas variações. Mas me deem um desconto! Eu era só uma adolescente quando nosso encontro aconteceu...
Giane e Stef Rhoden
(acervo pessoal)
Agora vamos ao livro de fato. 

Como disse inicialmente, nunca havia lido uma biografia e fiquei simplesmente encantada pela narração. É narrado em terceira pessoa, claro, mesclando o passado e o presente, com imagens do Giane menino, quando ainda era simplesmente Junior, contrastando com os momentos em que passou no hospital lutando contra um câncer grave. Guilherme Fiuza narra a história misturando a realidade com uma certa poesia, o que me fez esquecer em alguns momentos que Giane é uma pessoa real e não uma criação. 

Durante as entrevistas de divulgação do livro, vi o próprio Reynaldo Gianecchini dizer que o livro era muito honesto e que ele pediu ao autor que não "maquiasse" as coisas. Diante disso, posso afirmar que achei o livro realmente honesto, embora tenha percebido alguns trechos menos explícitos e até mesmo mais "doces".

Mas vamos combinar que não há como ser muito diferente. Quando expomos nossas vidas dessa forma, há assuntos que devem ser tratados de forma mais delicada. No caso da vida de Giane, é interessante notar a delicadeza e sutileza com que Marília Gabriela é retratada em todo o livro, como o "Grande Amor". Adorei! Sempre os achei um casal lindo e me surpreendi com a maturidade do Reynaldo diante de certas situações constrangedoras em relação ao casamento público, as críticas pela diferença de idade e, claro, a separação. Além de toda a dificuldade que havia no relacionamento com o seu pai. Eu me emocionei nos trechos que tratam da reaproximação dos dois. 

Ao longo do livro, dá para entender a vida e as escolhas que Reynaldo fez. Dá para entender sua sinceridade e podemos ver claramente que ele é um homem autêntico e não uma personagem criada pela mídia. É importante frisar que consegui ver seu lado humano, seu lado homem propriamente dito, separando o brilho que a mídia e a minha imaginação criaram sobre ele. O livro mostra seus defeitos, seus anseios, seus medos, suas impaciências, explosões. Mostra o lado mais bonito e o mais feio. Discordei dele em vários momentos, em outros percebi que jamais tomaria tal decisão e ficou muito mais fácil enxergá-lo como um ser humano que come, faz xixi e cocô, que acorda de mau humor, com bafo, que sua, vomita... 

Em relação à sua luta contra o câncer... Deus do céu! Eu ficava surpresa e emocionada a cada página com toda a serenidade dele diante do problema. Não necessariamente concordando com o que estava acontecendo, mas compreendendo e me envolvendo. Novamente, friso que, às vezes, é difícil imaginar que o livro fala de uma pessoa real simplesmente porque parece que pessoas assim não existem. E também podemos transcrever aqui uma das primeiras frases de Guilherme Fiuza: "Reynaldo Gianecchini viveu em 40 anos o que muita gente não viveu em 80". Alguns momentos realmente... Surreais

Também dá para perceber que muitas coisas ali foram ditas pelo próprio Giane e posso falar porque sou fã dele e porque percebo as sutiliezas do seu discurso, emprego das palavras que ele usa. A honestidade crua do escorpião. Guilherme fez um trabalho tão bom que parece que estamos observando cada fase da vida do Giane

Resumindo, eu adorei o livro, particularmente as páginas de fotos. Mais até do que conhecer melhor  Gianecchini, foi uma fonte de inspiração à minha própria vida. Eu recomendo. (Stef Rhoden)



Sobre o autor
Guilherme Fiuza é jornalista e autor de vários livros, entre eles “Meu Nome não é Johnny”, adaptado para o cinema. É colunista da revista Época e articulista do jornal O Globo.




5 comentários :

  1. Que lindo, Stef! Adorei a resenha e, também, saber um pouco mais sobreo Giane (que também me fez suspirar e ainda faz shauahauahau)

    Enfim, parabéns pela bela resenha...bjins e inté (MAC)

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  2. parece interessante. vou colocar na minha lista!

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  3. Obrigada, gente. Eu fico feliz quando as pessoas se interessam pelo livro vendo o meu entusiasmo - ou decepção. hahaha...

    Leia, Cícero. É, no mínimo, um livro muito bem escrito. :)

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  4. Oiee...esse livro deve ser muito bom, gostaria de um dia ler ele.

    Estou aqui pela primeira vez e gostei do blog, estou seguindo e te convido a conhecer meu blog e se gostar segue também..acho que agente tem algumas coisas em comum...livros..rs

    Beijos
    livrosvamosdevoralos.blogspot.com.br

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  5. Obrigada, Letícia! Vou conhecer seu blog, sim...

    Beijão!

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