[AILNEWS] Atores que poderiam substituir Robert Downey Jr. em Homem de Ferro



Robert Downey Jr. dá sinais de que pode se aposentar como Homem de Ferro, quando completar 50 anos, logo após encerrar as filmagens em Os Vingadores 2 em 2014. Walt Disney Pictures e Marvel Studios não tem intenções de aposentar o personagem de Tony Stark, muito menos pensam em “rebootar” franquia uma vez que Robert Downey Jr. abandonar a armadura.
Em abril de 2012, o presidente da Marvel Studios Kevin Feige comparou o papel de Tony Stark e seu alter ego Homem de Ferro ao de James Bond, dizendo que a Marvel planeja fazer as continuações dos filmes nos moldes do agente secreto.

Com Robert Downey Jr. já planejando deixar o Homem de Ferro no passado, para investir em outros meios artísticos, a Marvel já está planejando seu próximo movimento ficando de olho em prováveis candidatos ao posto.

Para considerar quem poderia assumir o papel devemos levar em conta como Robert Downey Jr. estava no início do trabalho como homem de ferro. O ator se recuperava do vício das drogas e lutava para reconquistar seu espaço em Hollywood. Depois de algumas tentativas fracassadas de bilheteria, Homem de Ferro (2008) serviu como um verdadeiro retorno, e selou seu destino como uma peça importante no show business. A Marvel vai atrás de alguém que precise de um impulso semelhante? Ou vão atrás de um recém-chegado para transformá-lo em um peixe grande? Com a proximidade de 2015 esse parece ser um trabalho árduo.

Mas nós daremos uma mãozinha e apresentaremos 5 concorrentes que não faria feio no papel do ferroso.


1 - Timothy Olyphant (44 anos)


Timothy Olyphant não precisa de um retorno, mas ele nunca deixou sua marca no cinema do modo como o fez na televisão. Depois de vários papéis coadjuvantes em filmes no início dos anos 2000, o ator mostrou-se dono de uma presença marcante ao interpretar o xerife de Deadwood. Alguns anos depois, ele incorporou a mesma arrogância e “casca grossa” para o papel de Raylan Givens em Justified, que cresceu para além do seu público cult para se tornar um hit cultural genuíno. Timothy Olyphant é capaz de conquistar a empatia do espectador mesmo quando toma atitudes duvidosas que deixariam outro ator em uma situação complicada. Além de ter um visual perfeito. Ele é a nossa escolha número um para Tony Stark.
2 - Leonardo DiCaprio (38 anos)
Ele é um dos que mais se parecem com o Tony Stark, ao analisarmos o perfil de nossos concorrentes fora das telonas. Ele se parece mais com o Tony Stark do que o próprio Robert Downey Jr.. E ele, também, provou-se muito capaz de interpretar papéis arrogantes sem se tornar desagradável. Apesar de Leonardo DiCaprio já ter uma série de sucessos na bagagem e não necessitar de nenhum retorno às telonas, o ator ainda não interpretou um super-herói, ou integrou o elenco de algum filme da Disney, o que a maioria de seus concorrentes já fez. Se ele pretende ingressar nesse mundo, não haveria um papel melhor para ele. E ele é provavelmente a melhor escolha da Disney, também.Seria a combinação perfeita, o ator vive buscando filmes que o desafiem de maneira artística, encenar o playboy bilionário que brinca com robôs parece um desafio e tanto. Homem de Ferro quer e precisa de alguém como Leonardo DiCaprio, mas será que os estúdios pagariam o cachê que o ator cobraria?


3 - Jon Hamm (42 anos)


Como Timothy Olyphant, Jon Hamm já consolidou seu nome na televisão, estrelando com sucesso o drama Mad Men, mas ele nunca levou a personalidade marcante de Don Drapper para as telonas. O papel do Homem de Ferro serviria para levar seu comportamento cavalheiresco e atitude arrogante para um público mais amplo. Com o cabelo penteado para trás e um bigode fino de lápis, ele daria uma qualidade mais retro ao personagem, remetendo às raízes de Stark como um herói dos anos 60. Ele também parece ser bom balançando um bom copo de uísque em suas mãos, e pode ser um dos poucos atores capazes de encarnar os aspectos alcoólatras de Tony Stark de forma inteligente, bem-humorada e que não vai pesar no personagem tornando-o depressivo e assustando as criancinhas. Ele tem uma qualidade de pai que deve cair como uma luva no personagem. No entanto, ele pode ser um pouco sexy demais para o papel de Homem de Ferro. Isso poderia acabar afastando os fanboys.
4 - Colin Farrell (36 anos)
Colin Farrell, provavelmente, é o candidato que tem mais em comum com Robert Downey Jr. Ele já passou por problemas com o abuso de substâncias ilícitas, e tem se esforçado para consolidar seu nome em Hollywood por anos. Apesar de protagonizar alguns filmes mais conhecidos, ele nunca teve o hit que seu talento merece, nem tem seu nome reconhecido como um dos figurões do cinema. Ele precisa de um grande filme como Homem de Ferro, neste ponto de sua carreira, e ele tem a idade certa. Seus melhores papéis são em filmes que misturam ação com comédia, características típicas de Tony Stark e sempre presentes no filme do herói. Colin Farrell pode ser uma escolha improvável, mas as escolhas da Marvel sempre são nada convencionais. Ele teria que perder seu sotaque irlandês, o que nunca foi legal, e cultivar um pouco de bigode, além disso ele é ótimo com piadas rápidas. Ele também sabe equilibrar muito bem arrogância com simpatia, um dos principais atributos que os diretores buscarão em quem pretende se tornar o mais novo bilionário.
5 - Norman Reedus (44 anos)
Essa seria uma tacada de mestre da Marvel. Norman Reedus já possuía um grande grupo de seguidores cult com Boondock Saints antes mesmo de se tornar o queridinho Daryl em The Walking Dead. Ele é amado por milhões de fanboys, bem como mães e crianças. Se tornar o Homem de Ferro pode elevá-lo a um novo nível. No entanto, o ator ainda não provou que pode fazer comédia. Isso pode ser bom. Talvez já esteja na hora de alguém trazer um elemento novo para o personagem de Robert Downey Jr.. Talvez seu Tony Stark seja um pouco mais sério. Um pouco menos certo de si mesmo. Ele está mais inseguro. Norman Reedus tem a capacidade de incorporar os pontos fortes do personagem, ao mesmo tempo, trazendo alguns elementos que poderão ser interessantes para o público. As pessoas estão prontas para vê-lo assumir um papel maior. Você acha que o personagem cairia bem para ele? Seu irmão na série, Michael Rooker, já garantiu um papel em Guardiões da Galáxia da Marvel. Talvez esteja na hora de Norman ganhar sua chance como herói…

E aí, achou que alguém ficou de fora da lista?

Sou da turma que gostaria de ver Robert Downey Jr. interpretando o ferroso eternamente, mas parece que nosso sonho não vai ser realidade, galera.
Vamos torcer para que o próximo gênio, playboy, milionário e filantropo faça jus ao legado deixado pelo eterno Homem de Ferro.

Por Felipe Lima, no Legião de Heróis

Equipe A.I.L

[AILNEWS] "Dr. Sleep" Stephen King oficializa a continuação de "O Iluminado"

Em 2009, o escritor Stephen King sugeriu que poderia escrever uma continuação de O Iluminado (The Shining), seu livro de 1977. Agora o romance é oficializado - vai se chamar Dr. Sleep.

No seu site oficial, King diz que já começou a escrever o livro, e inclusive leu um trecho durante uma visita que fez à George Mason University. Entre outras coisas, a trama de Dr. Sleep envolve um grupo de vampiros viajantes chamado The Tribe - elemento presente no trecho que ele leu na universidade.

O livro que deu origem ao filme de 1980 de Stanley Kubrick termina com o chef Dick Halloran sobrevivendo à loucura de Jack Torrance e levando Wendy e Danny a um resort no Maine. King diz que aquele final era otimista, mas lembra que Danny traz muitas cicatrizes de tudo que presenciou no Hotel Overlook.

Os poderes de Danny e os seus traumas podem dar uma boa premissa, indicou King em 2009. O personagem tem agora 40 anos, mora em Nova York e trabalha em um hospital. Com seus poderes, Danny ajuda doentes terminais a "passar para o outro lado" em paz. Por isso o título "doutor sono".

Por enquanto não há uma data de lançamento definida.

fonte: Omelete
 
Equipe A.I.L
 
 
 
 

[RESENHA] "Giane", de Guilherme Fiuza


Sinopse: A biografia autorizada do ator Reynaldo Gianecchini. 

Trecho: "Reynaldo Gianecchini era ainda um pré-adolescente e já pressentia, embrenhado na fazenda da avó materna, sua direção no mundo. Do alto da goiabeira, a natureza transcendental do campo o fazia ver a cidade grande - que conhecia dos sonhos e da televisão. E tinha a certeza de que, quando estivesse lá, a muitos quilômetros do interior, voltaria para o alto da sua árvore em um segundo, sempre que precisasse reencontrar-se consigo". 

Título: Giane - Vida, arte e luta
Autor: Guilherme Fiuza
Ed. Sextante / GMT | 2012 | Brochura | 372 páginas




Resenha: Bem, antes de começar a resenha, devo dizer que nunca havia lido uma biografia, mas não tive como não ler a do Giane. Explico: sabe quando você é adolescente e suspira por um ídolo?

Ele era o meu.

Giane fez parte da minha adolescência e me fez suspirar diante de tantas imagens na TV. Fora, é claro, o autógrafo que ele me deu que está devidamente plastificado e nossa foto emoldurada, cortada e photoshopada em diversas variações. Mas me deem um desconto! Eu era só uma adolescente quando nosso encontro aconteceu...
Giane e Stef Rhoden
(acervo pessoal)
Agora vamos ao livro de fato. 

Como disse inicialmente, nunca havia lido uma biografia e fiquei simplesmente encantada pela narração. É narrado em terceira pessoa, claro, mesclando o passado e o presente, com imagens do Giane menino, quando ainda era simplesmente Junior, contrastando com os momentos em que passou no hospital lutando contra um câncer grave. Guilherme Fiuza narra a história misturando a realidade com uma certa poesia, o que me fez esquecer em alguns momentos que Giane é uma pessoa real e não uma criação. 

Durante as entrevistas de divulgação do livro, vi o próprio Reynaldo Gianecchini dizer que o livro era muito honesto e que ele pediu ao autor que não "maquiasse" as coisas. Diante disso, posso afirmar que achei o livro realmente honesto, embora tenha percebido alguns trechos menos explícitos e até mesmo mais "doces".

Mas vamos combinar que não há como ser muito diferente. Quando expomos nossas vidas dessa forma, há assuntos que devem ser tratados de forma mais delicada. No caso da vida de Giane, é interessante notar a delicadeza e sutileza com que Marília Gabriela é retratada em todo o livro, como o "Grande Amor". Adorei! Sempre os achei um casal lindo e me surpreendi com a maturidade do Reynaldo diante de certas situações constrangedoras em relação ao casamento público, as críticas pela diferença de idade e, claro, a separação. Além de toda a dificuldade que havia no relacionamento com o seu pai. Eu me emocionei nos trechos que tratam da reaproximação dos dois. 

Ao longo do livro, dá para entender a vida e as escolhas que Reynaldo fez. Dá para entender sua sinceridade e podemos ver claramente que ele é um homem autêntico e não uma personagem criada pela mídia. É importante frisar que consegui ver seu lado humano, seu lado homem propriamente dito, separando o brilho que a mídia e a minha imaginação criaram sobre ele. O livro mostra seus defeitos, seus anseios, seus medos, suas impaciências, explosões. Mostra o lado mais bonito e o mais feio. Discordei dele em vários momentos, em outros percebi que jamais tomaria tal decisão e ficou muito mais fácil enxergá-lo como um ser humano que come, faz xixi e cocô, que acorda de mau humor, com bafo, que sua, vomita... 

Em relação à sua luta contra o câncer... Deus do céu! Eu ficava surpresa e emocionada a cada página com toda a serenidade dele diante do problema. Não necessariamente concordando com o que estava acontecendo, mas compreendendo e me envolvendo. Novamente, friso que, às vezes, é difícil imaginar que o livro fala de uma pessoa real simplesmente porque parece que pessoas assim não existem. E também podemos transcrever aqui uma das primeiras frases de Guilherme Fiuza: "Reynaldo Gianecchini viveu em 40 anos o que muita gente não viveu em 80". Alguns momentos realmente... Surreais

Também dá para perceber que muitas coisas ali foram ditas pelo próprio Giane e posso falar porque sou fã dele e porque percebo as sutiliezas do seu discurso, emprego das palavras que ele usa. A honestidade crua do escorpião. Guilherme fez um trabalho tão bom que parece que estamos observando cada fase da vida do Giane

Resumindo, eu adorei o livro, particularmente as páginas de fotos. Mais até do que conhecer melhor  Gianecchini, foi uma fonte de inspiração à minha própria vida. Eu recomendo. (Stef Rhoden)



Sobre o autor
Guilherme Fiuza é jornalista e autor de vários livros, entre eles “Meu Nome não é Johnny”, adaptado para o cinema. É colunista da revista Época e articulista do jornal O Globo.




[DIVULGAIL] Promoção da Jovem Leitor

Boa tarde, #impressionautas!!!

Graças ao sucesso da promoção da Autores Associados com livros a R$10,00, informamos que mais dois livros entraram, por tempo limitado, na promoção.

E dessa vez são da Coleção Jovem Leitor. São eles Sonhos, Sombras e Super-heróis, de Luis Brás, e Nômade, de Carlos Orsi.

É a Autores Associados prestigiando nossos autores nacionais.

Então, vamos às compras?!!!

Equipe A.I.L

[DIVULGAIL] Inscrições abertas para "Blog Amigos da Editora Valentina"!!!

Bom dia, #impressionautas!!!

Mais uma vez estamos compartilhando com vocês uma grande notícia: a Editora Valentina iniciou processo seletivo para parceria com blogs!

Para participar basta clicarem neste link http://ow.ly/lidTx e preencherem com o máximo de informações.

As inscrições estarão abertas até o dia 15/06 e o resultado sairá no dia 30 de junho de 2013. A parceria será válida do dia 01 de agosto de 2013 até dia 20 de junho de 2014.

Então o que vocês estão esparando?!

Garantam sua vaguinha no holl de "Blog Amigos da Editora Valentina"!!!


Equipe A.I.L

[LANÇAMENTOS & NOVIDADES#11] "Cativado - O Legado dos Donovan", de Nora Roberts



Sinopse: Seu interesse por ela era puramente profissional. Pelo menos ele tentava se convencer disso. Nash Kirkland procurou Morgana Donovan, que se autodenominava bruxa, para ajudá-lo na pesquisa de seu novo filme. Como um cético convicto, ele não acreditava que ela realmente tivesse poderes mágicos. Porém, de algum modo começou a se sentir enfeitiçado por Morgana. Nash era do tipo de homem que não confiava nos próprios sentimentos. Como poderia ter certeza de que sua paixão era genuína e não um mero truque de magia?

Cativado - O Legado dos Donovan
Autora: Nora Roberts | 288 pgs | Formato 10.7X19cm | R$ 17,90
Leia aqui o primeiro capítulo
Editora Harlequin



[CINEBOOK] "O Homem de Ferro 3" de Shane Black

Cartaz nacional
Sinopse: Em Homem de Ferro 3, o industrial, arrogante, porém brilhante, Tony Stark/Homem de Ferro luta contra um inimigo cujo alcance não tem limites. Quando Stark vê seu mundo pessoal destruído pelas mãos de seu inimigo, ele embarca em uma angustiante jornada para encontrar os responsáveis. Uma jornada que a cada reviravolta seus brios serão testados. Pressionado, Stark terá que sobreviver lançando mão de seus próprios dispositivos, contando com sua engenhosidade e instintos para proteger aqueles que lhe são mais próximos. Em sua luta para retornar, Stark descobre a resposta para a pergunta que o atormenta em segredo: o homem faz o traje ou é o traje que faz o homem?


Gênero
: Ficção Científica, Ação
Duração: 130 min.
Elenco: 
Robert Downey Jr., Gwyneth Paltrow, Guy Pearce, Ben Kingsley, Paul Bettany, Rebecca Hall, Jon Favreau, Don Cheadle, James Badge Dale, Ashley Hamilton, Yvonne Zima, William Sadler, Stephanie Szostak, Stan Lee
Trilha Sonora Original: Brian Tyler
Roteiro: Shane Black, Drew Pearce
Direção: Shane Black

Resenha: Logo de cara, digo que "O Homem de Ferro 3" é um filme para entreter os espectadores. O mesmo tem muita ação do início ao fim, um pouco de drama e não dispensa a veia cômica do personagem central: Tony Stark.
Tony Stark (Robert Downey Jr)
é o Homem de Ferro
Apesar de ter história que daria pano para manga com as constantes dialéticas e polêmicas abordadas neste filme, fiquei com a sensação que estava faltando algo. Vejam bem: o filme não é de todo ruim... Tem muita ação, explosões, efeitos especiais, casas desmoronando, pessoas explodindo para todos os lados... Pois é: tem ação. E se vocês curtem filmes que SOMENTE têm ação (rsss), este é o filme. E já poderia finalizar a resenha por aqui.

#SóQueNão rssss...

Então, continuemos... De um lado, o filme mostra um Tony Stark mais humano e fragilizado com as sequelas deixadas pela experiência vivida ao lado dos Vingadores. Stark não consegue mais dormir e suas crises de ansiedade o impulsionam a criar novas tecnologias. Suas tiradas permanecem mas são apenas sombras do que os fãs puderam conferir nos filmes anteriores. Afinal, o foco neste filme é mostrar um Stark mais humano, sensível. E Robert Downey Jr soube dançar esta música sem errar os passinhos. PONTO para ele!
O Patriota de Ferro (Don Cheadle)
Do outro lado, o espectador conhece o terrorista Mandarim interpretado por Ben Kingsley (premiado com o Globo de Ouro, o BAFTA e o Oscar de Melhor Ator, em 1983 pelo papel como Mahatma Gandhi em "Gandhi") que está perfeito no papel.
Homem de Ferro e Pepper
 (Gwyneth Paltrow)
Destaque para Pepper Potts (Gwyneth Paltrow) que finalmente deixa de ser uma mera figurante na história e ganha mais importância no desenrolar da trama, o que deixa os fãs do Patriota de Ferro (Don Cheadle) revoltados,  pois ele quase não parece neste filme.

E como era de se esperar de um filme Norte-Americano... Questões políticas são descaradamente abordadas. Voltamos, então, ao terrorista Mandarim. Este coloca o dedo na ferida, mostrando o mal que os EUA fazem ao mundo: poluição do meio ambiente, criação de lobbies dentre outras coisas. Utilizando esta justificativa para os atentados que vão desde o de 11 de Setembro de 2001 até o mais recente em Boston, o filme deixa claro que enquanto os EUA não mudarem sua postura política, o mesmo continuará sofrendo nas mãos de muitos Mandarins e por que não, Bin Ladens?!

Sendo assim, 
qualquer alusão ao maior terrorista de todos os tempos... Será mera coincidência... Será?! ¬¬  Mas, vejam bem: essa percepção somente é feita aos mais atenados pois o filme aborda esta questão de uma forma tão superficial que muitos detalhes passam batidos aos olhos inexperientes.

O Mandarim (vivido por Ben Kingsley)
O filme aposta mesmo é nas cenas de ação no ar, mar e terra. Nas cenas engraçadas. Nas poucas horas que Stark passa ao lado de sua versão mirim. E nos minutos finais com um esquadrão de Homens de Ferro, deixando a todos os presentes hiper empolgados com as sequências de lutas, que dissipam um pouco as falhas existentes no roteiro, que são muitas e gritantes!!!

Portanto, "O Homem de Ferro 3" é um belo filme de Sessão da Tarde - no entanto, mais moderninho.

Bjins e inté  (MAC BATISTA)

Curiosidades:


» Ben Kingsley ('A Invenção de Hugo Cabret') vive o vilão Mandarim.

» 'Homem de Ferro 3' teve locações na China. A empresa DMG ficou responsável pelas filmagens no país.

» A Marvel Studios lançou 'Homem de Ferro 3' na China com uma versão exclusiva e cenas adicionais. Apesar de ser o segundo maior mercado cinematográfico do mundo, atrás apenas dos EUA, o governo chinês mantém um bloqueio sobre o número de filmes estrangeiros que são exibidos por lá. Como o governo chinês colaborou com a produção, que teve cenas de ação filmadas em Pequim, a Marvel anunciou que lançará o filme com cenas extras. Fan Bingbing, uma das mais famosas atrizes chinesas, gravou cenas adicionais para a versão a ser exibida no país.
Outro cartaz nacional

» O diretor dos dois primeiros filmes, Jon Favreau, não retorna. Especula-se que Favreau estava ficando muito caro para a Marvel, já que seu salário no próximo filme aumentaria. Para comandar 'Homem de Ferro 2', recebeu um alto salário de US$ 10 milhões, e teria pedido US$ 15 milhões + porcentagem de bilheteria para dirigir o terceiro. Ele aparece apenas no papel do motorista de Stark, Happy Hogan.

» Inicialmente, o projeto custaria US$ 140 milhões. Com o sucesso de 'Os Vingadores', o valor foi aumentado para US$ 200 milhões. A Marvel planejou um grandioso filme do super-herói, preparando terreno para 'Os Vingadores 2'.

» Jessica Chastain ('A Hora Mais Escura') chegou a negociar para 'Homem de Ferro 3', mas não foi contratada por conflitos de agenda. Rebecca Hall ('Atração Perigosa') entrou em seu lugar. Sua personagem é uma "sexy cientista que é tão intelectual quanto Tony Stark". Especula-se que seja a Dra. Maya HansenDiane KrugerGemma Arterton e Isla Fisher chegaram a ser cotadas para o papel.
» A atriz Emily Blunt ('O Diabo Veste Prada') esteve no elenco de 'Homem de Ferro 2' como a Viúva Negra. Mas a atriz decidiu abandonar o projeto e deixou o lugar para Scarlett Johansson. A Marvel chegou a cotar Blunt para viver a vilã deste filme.

» Guy Pearce (Prometheus) interpreta Aldrich Killian, geneticista que ajuda a criar a nanotecnologia Extremis, e depois se envolve com um grupo de terroristas.

» James Badge Dale ('A Perseguição') é o vilão Eric Savin, tenente-coronel do exército dos EUA que morre ao pisar em uma mina terrestre e é ressuscitado pelo exército, se transformando no ciborgue Coldblood.

» Além de dirigir, Shane Black, roteirista de 'Máquina Mortífera' e 'O Último Boy Scout', colaborou no texto, ao lado de Drew Pearce (roteirista da série britânica 'No Heroics').

Trailer Oficial

[GIBI REVIEW] Coleção Graphic Chillers

A Coleção Graphic Chillers, da Editora Prumo, traz adaptações de obras literárias de suspense e terror para as histórias em quadrinhos.

O Lobisomem
Sinopse: A cidade de Dreadsad está amaldiçoada. Uma vampira chamada Wandessa ataca sua população. Os habitantes se voltam à sua única esperança: um homem que, sob a luz da lua cheia, transforma-se no Lobisomem!

Adaptação da obra de Bram Stoker
Roteiro e arte: Jeff Zornow
Ed. Prumo | 36 págs | História em Quadrinhos (Terror / Ficção Inglesa)



Resenha:
Com muita surpresa, verifiquei que esta trama era baseada na obra de Bram Stoker. Afinal, nunca havia tomado conhecimento que ele havia escrito qualquer história envolvendo esses seres encantados pela luz da lua cheia.
Arte de Jeff Zornow
Partindo à rápida leitura (menos de 30 páginas de quadrinhos mais um pequeno texto sobre os lupinos), descobri um texto ágil e feito sob medida para quem não tem muita paciência com contextos históricos, prosódias desgastadas e atmosfera de filmes B.

O que importa, neste caso é que a ação move a trama em direção ao seu ápice e desfecho inusitado. A arte de Jeff Zornow (também responsável pelo roteiro) é estilizada e cinética o suficiente para nos fazer querer acompanhar até o fim. E como a história é realmente curta, dá pra ler numa viagem de ônibus ou metrô. Bom!


O Fantasma da Ópera
Sinopse: Durante anos, o teatro de Paris tem abrigado e atendido aos caprichos do misterioso Fantásma da Ópera. Agora, apaixonado por uma jovem e inexperiente cantora, ele decidiu que é a vez de Christine Daae brilhar. Se suas exigências não forem atendidas, tudo estará perdido!

Adaptação da obra de Gaston Leroux
Arte: Rod Espinosa Ed. Prumo | 36 págs | História em Quadrinhos 
(Suspense / Ficção Inglesa)


Resenha: Adaptar uma obra tão famosa para outra mídia, ainda mais quando o público-alvo possivelmente não está interessado numa estranha história de amor e vingança, é uma tarefa hercúlea. Mas ganhar o leitor vai depender da apresentação dessa adaptação...
Arte de Rod Espinosa

E é aqui que temos o calcanhar de Aquiles desta edição. Embora a arte de Rod Espinosa (guardando alguma semelhança com os mangás - os tais quadrinhos japoneses) seja esforçada o suficiente para nos cativar - principalmente no que diz respeito ao figurino e aos elaborados cenários - em algumas páginas porém sem o mesmo esmero em outras, o que chama a atenção, de forma negativa, é o texto.

Claro que é uma tarefa complicada condensar uma trama cheia de reviravoltas em poucas páginas de quadrinhos e vemos aqui o problema da edição. Tudo acontece muito rápido. Em muitas páginas, acabamos por nos perguntar o que está acontecendo. E o final, quando acontece, nos pega de surpresa...

Mesmo assim, acredito que o leitor vai se aproximar da obra original através dessa adaptação e querer se aprofundar melhor no assunto. E a arte chama mesmo a atenção. Mais uma vez, temos uma leitura rápida e um texto contando um pouco sobre a biografia do autor original. Ponto!




O Médico e o Monstro
Sinopse: O respeitado Dr. Jekyll designa como herdeiro o abominável Sr. Hyde. Um homem pequeno, feio e desprovido de qualquer escrúpulo. Qual a relação entre esses dois homens? Essa é a pergunta que se faz o Sr. Utterson, advogado de Jekyll, um questionamento que o levará às profundezas mais obscuras da alma humana.

Adaptação da obra de Robert Louis Stevenson
Roteiro e arte: Jason Ho
Ed. Prumo | 36 págs | História em Quadrinhos (Terror / Ficção Inglesa)

Resenha: Embora muitos não saibam ou sequer desconfiam, Stan Lee usou muitos elementos desse clássico da literatura para "criar" (hehe) o personagem Hulk (Marvel Comics): a raiva excessiva, o tamanho inicial também era diminuto, seu alter-ego transformar-se na criatura quando ficava nervosa... As semelhanças são realmente muitas.

E é muito interessante e bem vinda a ideia de adaptar esta trama aos quadrinhos, uma vez que toda uma nova geração pode conhecer o original e aproximar-se da literatura de uma forma que nunca poderiam imaginar. E aqui temos o grande acerto das edições da Coleção Graphic Chillers! Tanto arte quanto texto (assinados por Jason Ho) acertam em cheio... A arte é soturna o suficiente para emular o clima vitoriano da história. Nada é exatamente belo, tudo é um tanto escuro e sombrio e as feições e expressões dos personagens fazem com que imaginemos tudo se mexendo como... Como num pesadelo. O clima é quase onírico nesse sentido e nos transporta imediatamente ao enredo, fazendo-nos esquecer que estamos lendo uma adaptação literária. E o roteiro é muito bem adaptado.
Arte de Jason Ho
Com perfeito domínio da técnica narrativa, Ho permite-se contar a história sob a ótica do Sr. Utterson, advogado do Dr. Jekyll, fazendo dele o fio condutor necessário para descobrir e tentar juntar as nada óbvias peças do quebra-cabeça. Quando chega o arrebatador final, a vontade que se tem é de ler novamente para verificar as pistas deixadas ao longo da ótima narrativa. Se vale a pena? Pare de ler isso aqui e corra para adquirir o seu, ok?

Considerações finais: A coordenação gráfica da coleção poderia ter sido mais atenta ao design das capas, escuras demais para ganhar destaque nas livrarias. A distribuição e localização do logotipo do título das obras poderiam ter sido melhor trabalhadas e posicionadas para dar destaque tanto à arte quanto para dizerem ao que vieram. Não sei se foi uma boa ideia colocar os créditos com a mesma fonte de enunciado da coleção... E, por fim, as fontes utilizadas nos textos e nos balões de falas são completamente inapropriadas numa obra profissional, assim como os formatos dos balões e recordatários. Se uma nova tiragem for impressa num futuro próximo - ou mesmo o lançamento para plataformas digitais -, reestruturar o produto em função do design para deixar tudo mais atraente ao público-alvo trará retorno imediato nas vendas por impulso. #ficaadica

Kal J. Moon é peludo feito um lobisomem e se esconde em seu quarto quando há lua cheia. E vira monstro quando fica nervoso também - o que é algo rotineiro...


Trilha Sonora: "Tudo O Que Se Quer" (Emílio Santiago e Verônica Sabino)

[CINEBOOK] "A Caça", de Thomas Vinterberg

Cartaz nacional
(California Filmes)
Sinopse: Lucas (Mads Mikkelsen) trabalha em uma creche. Boa praça e amigo de todos, ele tenta reconstruir a vida após um divórcio complicado, no qual perdeu a guarda do filho. Tudo corre bem até que, um dia, a pequena Klara (Annika Wedderkopp), de apenas cinco anos, diz à diretora da creche que Lucas lhe mostrou suas partes íntimas. Klara na verdade não tem noção do que está dizendo, apenas quer se vingar por se sentir rejeitada em uma paixão infantil que nutre por Lucas. A acusação logo faz com que ele seja afastado do trabalho e, mesmo sem que haja algum tipo de comprovação, seja perseguido pelos habitantes da cidade em que vive.
Trecho: As crianças contam que tudo aconteceu em seu porão





Resenha:
Ultimamente não ando com muita sorte nas escolhas dos filmes: ‘Uma História de Amor e Fúria’ (animação brasileira), ‘Invasão à Casa Branca’ (com Gerard Butler, ator de ‘300’) e ‘Oblivion’ (ficção científica à la Tom Cruise).

Mas os deuses resolveram presentear-me com uma redenção da sétima arte: ‘A Caça’, do dinamarquês Thomas Vinterberg, uma direção surpreendente que evita clichês e uma fotografia muito boa, nas mãos de Charlotte Bruus Cristensen.

Culpado ou inocente? Verdade ou mentira? E quando o tema é pedofilia, as discussões são sempre dogmáticas. O cinema sempre surpreende ao buscar ambientes que colocam a prova questões sociais, elementos sugestivos para narrar histórias de angústia expostas em dias tão conturbados. Uma crítica social inteligente – pura arte.
A pequena Klara
(Annika Wedderkopp)
O filme nos faz entrar na vida de um simples professor de jardim de infância, Lucas, vivido por Mads Mikkelsen (de O Amante da Rainha) - não à toa levou o prêmio de melhor ator em Cannes. Ele é separado, vive sozinho, reservado e tem um filho que vive com a mãe. Mas esse homem simples tem um diferencial: as crianças da escola onde trabalha o idolatram.

A vida de Lucas começa a virar pelo avesso em novembro – assim data a legenda - quando a filha de seu melhor amigo, uma meninha linda de cinco anos, começa a nutrir um sentimento diferenciado pelo professor. Após uma brincadeira, a pequena Klara (Annika Wedderkopp) beija Lucas na boca e ele lhe explica que essa atitude deve ser realizada apenas com seus pais. Mas Klara não entende e, confusa, a menina, que é exposta a figuras pornográficas pelo irmão mais velho e frases não muito santas, resolve contar uma ‘estória’ à diretora. Não é algo qualquer mas um abuso – interpretado imediatamente pela diretora como um caso de pedofilia.
Klara resolve contar
uma ‘
estória’ à diretora
Após a notícia ter passado pelo crivo da diretora, Lucas é suspeito de uma coisa que ele simplesmente desconhece, assim é suspenso do colégio e de sua vida. Seguindo orientações, como de praxe, a diretora reuniu os pais, contou o caso aleatoriamente e solicitou que observassem suas crianças para verificar se havia comportamentos diferentes. Ser acusado por abusar de uma criança injustamente é difícil. Então, como suportar se o abuso extrapolou a barreira de um dígito pois, claro, muitas crianças apresentaram comportamentos estranhos somados a ‘estórias’ mais mirabolantes ainda...

A comunidade toda ficou sabendo do fato e Lucas começou a ser perseguido e discriminado. Sua casa é apedrejada, seu cão é morto, ele é proibido de frequentar as lojas da localidade. E exatamente no olho do furacão, seu filho resolveu morar com o pai. No meio da confusão, ele passa a receber as reações sociais negativas relacionadas ao seu pai.

O protagonista dá o tom à fita, com uma interpretação fantástica, preenchendo a tela com uma presença intensa, irradiando decência, ética, indignação e, mesmo com tudo isso, buscando a autoestima dos inocentes, daqueles que não devem nada a ninguém e tentam andar de cabeça erguida mesmo quando o chão some sob seus pés.

É focada a reação de todos os amigos do professor, os olhares, as suspeitas, os gestos, a rejeição. Uma cidade contra Lucas. Sem comprovação, apenas suspeição. Enquanto corre o processo, algo é levantado por seu melhor amigo: ‘As crianças contam que tudo aconteceu em seu porão’. Pois é. Mas na casa de Lucas não há porão...
A vida de Lucas torna-se um inferno...
O filme coloca em xeque a inocência da infância, caso comprovado por um conhecido: “Sigmund Freud, criador da psicanálise, que chocou a sociedade ao falar da sexualidade infantil - rompendo com a imagem da criança inocente, assexuada”. Mais um caso a se pensar. Até que ponto vai à inocência de uma criança? E até que ponto há tolerância e perdão de um adulto?

O final é surpreendente, quando tudo parece ter sido bem resolvido e a vida da comunidade volta a sua normalidade. Claro que eu não poderia deixar de lembrar do filme ‘Dúvida’ (2009), que levou a indicação ao Oscar de melhor ator coadjuvante a Philip Seymour Hoffman, que viveu um padre acusado injustamente de pedofilia. Com certeza, Mads Mikkelsen mereceria subir as escadarias da academia e levantar a sua estatueta pois sua atuação é brilhante...

(Eleni Rosa)

Trailer oficial

[GIBI REVIEW] "O Inescrito" 1, de Mike Carey & Peter Gross

Capa por  Yuko Shimizu
(Ed. Panini Comics)
Resumo bobo da história: Tommy Taylor é o personagem principal de uma série de literatura fantástica que virou um fenômeno cultural. Fãs se reúnem em convenções para celebrar essa história mágica e renovar as esperanças de que seu autor desaparecido, Wilson Taylor, algum dia volte para escrever a derradeira aventura. Mas Wilson deixou outra herança além de Tommy: Tom Taylor, seu filho agora abandonado e que serviu como inspiração para o personagem. Vererado por ter sido a inspiração para o garoto-mago, Tom frequenta os encontros de fãs como uma lenda literária viva. Mas sua história está prestes a cruzar os limiares da ficção! Estranhos paralelos mortíferos entre a vida de Tom e Tommy o arrastam para um estranho submundo literário no qual o poder de uma narrativa é tão forte quanto o de um feitiço!







Trecho:
 

"Eu me sinto como se... Como se alguém tivesse me assaltado e levado minha vida embora! Ainda mais com esse bando de loucos! De que covil veio essa gente? Tudo não passa de uma história!" (Tom Taylor)

Roteiro: Mike Carey
Arte: Peter Gross
Capas por Yuko Shimizu
Editora Panini Comics | R$ 18,90 | 148 págs. | Vertigo
(Desaconselhável para menores de 18 anos)


Resenha: Sério mesmo que os anos 1980 voltaram? Neil Gaiman e alguns outros escritores fizeram história ao se esforçarem para contar uma história em quadrinhos de forma relevante na metade da década de 1980, conquistando uma legião de fãs. Muitos deles bem xiitas, como os de Alan Moore e, principalmente, de Neil Gaiman, que não aceitam que seus ídolos cometeram muitos erros ao longo dos anos, com muitos roteiros equivocados e levados muito mais a sério do que eles realmente eram ou representavam.

O autor Mike Carey deve ter sido pressionado pela DC Comics a criar um novo produto a la Sandman, como o que era escrito por Gaiman, para trazer de volta o público saudoso que ia compulsivamente às livrarias comprar novos encadernados de sua obra literária em quadrinhos predileta, ainda que ela não fosse nada além de algo escrito com um pouco mais de esforço do que as demais. E já estão aclamando este "O Inescrito" ("The Unwriten", no original) como possível sucessor das histórias do Mestre dos Sonhos e cia, algo que duvido.

As belíssimas ilustrações
de capa por Shimizu
Imagine um mundo onde o equivalente a Harry Potter tivesse uma série de livros e o autor, tal qual J.R.R. Tolkien e J.D. Salinger, fosse um recluso e tivesse sumido, literalmente, deixando seu filho cuidando dos negócios. Este filho, supostamente, tem o mesmo nome do famoso personagem que criou e tudo virou um tremendo negócio, com convenções especializadas nos temas do livro, merchandising e tudo o mais. Este mesmo filho, apesar de cansado de tudo, posa para fotos, autografa livros, faz palestras e apresenta trailers de filmes porque o dinheiro é o bastante para suplantar suas vontades.

Mas, e se, um dia, ele descobre que não tem em comum apenas o nome do personagem que seu pai criou? E se tudo o que sabia sobre sua infância fosse uma grande mentira? E se tudo o que seu pai escreveu nos livros do garoto-bruxo fossem algo mais do que literatura barata para entreter meio mundo?



É disso que esta história em quadrinhos trata. Como em muitos filmes de M. Night Shyamalan, o fantástico visitando um mundo extremamente real. E só. Mike Carey ficou mais conhecido por ter escrito muitas histórias de John Constantine mas, principalmente, de Lúcifer, ou melhor, Estrela-da-Manhã, ex-senhor do inferno, saído diretamente - vejam só! - como um "spin off" de Sandman. Há quem defenda seu texto burocrático e sua prosódia "adequada" como algo que acrescente ou substitua o que Gaiman escreveu. A verdade é que os textos de Carey são meros genéricos literários. Nem sempre causam o mesmo efeito que o original mas as pessoas compram mesmo assim...

A arte correta de Gross
E o que chama a atenção nesta sua criação completamente "original" (sei...) é que vemos claramente que Carey não faz a menor ideia de como terminar essa história. Talvez tenha aprendido com os roteiristas do seriado Lost ou seja uma deficiência latente, vai saber... Acompanhamos toda a história do protagonista mais sem graça de todas as histórias em quadrinhos de todos os tempos com personagens caricatos que deveriam ser realistas, afinal, para nos depararmos com um fim de arco dos mais clichês, pronto para catar alguns níqueis a mais dos incautos que acharão se tratar de algo novo e, quem sabe, criativo.

Não caiam nessa cilada. Mesmo que o preço seja convidativo, o único fator que vale a pena, no fim das contas, é a soberba arte das capas originais feitas por Yuko Shimizu, completamente esforçadas no que se refere a design e que compreendeu tudo do que se trata cada capítulo. Quem dera se Peter Gross, o artista das páginas internas, fosse um décimo do que ele é. Embora Gross tenha um layout e um timing preciso, ele faz somente o básico. Mas se o roteiro não ajuda, talvez não seja totalemente sua culpa, afinal.

Em uma palavra: decepcionante.

Kal J. Moon gostaria de ler alguns capítulos a frente de sua vida para evitar gastar dinheiro em quadrinhos cada vez mais mal escritos...

Trilha Sonora: "Ordinary World" (Duran Duran)

[RESENHA] As Mulheres de Grey Gardens – O Musical

Uma peça cujo cerne só Freud explica. Com conflitos gerados entre mãe e filha. Ambição artística, dependência materna e a decadência da aristocracia norte-americana se confundem e convergem na trama. Sentimentos destrutivos são expostos juntamente com a baixa estima e o nível de ego exacerbado.

Qual é o assunto? “As Mulheres de Grey Gardens – O Musical”, um espetáculo imperdível.

Cartaz oficial
(Divulgação)
A história é verídica e não é nada simples pois debruça sobre o drama das excêntricas tia e prima da Jacqueline KennedyEdith Ewing Bouvier Beale e sua filha Edith Bouvier Beale. Já existiu montagem americana, documentário e filme sobre o assunto. Na película, brilharam as atrizes Drew Barrymore e Jessica Lange.

Tudo começa em meados dos anos 40, no apogeu da família, Soraya Ravenle vive Edith, a mãe de Edie Beale, interpretada por Carol Puntel. A família vive em uma mansão, em East Hampton, balneário próximo à Nova York. Com Edith, o marido e a filha primogênita pois os dois filhos mais novos, após a maioridade, já deram rumo na vida, bem longe das excentricidades da mãe, deixando a pobre Edie sofrer as consequências freudianas de uma relação muito conturbada. São dois atos e assim quando se apagam as luzes, as cortinas se abrem mostrando a já decadente dupla, porém as lembranças afloram e permitem que o público vislumbre os por menores da história em seus primórdios. A projeção é muito bem feita, as inserções visuais são bem utilizadas e se adaptam muito bem as cenas.

Elenco em cena
(Divulgação)
Esta primeira parte nos mostra o dia a dia da família, exatamente quando Edth-filha está prestes a se casar com um integrante da família Kennedy. No cenário, a escadaria denota a grandiosidade do nome Bouvier. Num canto, um piano, sofás, espelhos, cortinas e, claro, o mordomo. Nesse cenário, aparecem os conflitos e suas causas. A coreografia se faz mais presente nesse primeiro momento, unindo voz e corpo num ato onde a dramaticidade é marcante. A iluminação é perfeita. Nesse ato, podemos perceber que Pierre Baitelli tenta uma conexão com seu par, Carol Puntel, mas não consegue. Carol é promessa mas Pierre não se achou no texto...

Na segunda parte – passados 30 anos – a família muda drasticamente e na mansão apenas estão mãe e filha, em completa empobrecimento e sobrevivendo no meio de gatos, guaxinins e dentro de uma mansão em ruínas. O cenário é fantástico, onde entram entulhos que parecem ter saídos do último trabalho do artista plástico Vik Muniz. Exatamente neste momento, no meio de restos, emaranhados de móveis velhos, roupas, e projeções da mansão em declínio é que vivenciamos o show de Suely Franco e nos embasbacamos com o vigor em que ela nos presenteia a personagem.

A partir do ódio, ira, inveja, ressentimento, amor, dependência, desespero, loucura, idas e vindas, elas permanecem unidas e inseparáveis. Verborragicamente travam a luta dos desesperados por liberdade, dos perdidos, dos decadentes, mas no fundo a dependência uma da outra sobrevive.

Elenco em cena
(Divulgação)
Não há mais a falar. E sim, para quem não teve o prazer de assistir, correr para testemunhar a montagem que encerrou sua temporada em 05/05/13. E, claro, preparando-se para aplaudir de pé e com direitos a assobios. E se surpreender com o vozeirão de Jorge Maya, bem no finalzinho.

No elenco, Soraya Ravenle divide o palco, na maior parte do tempo, com Suely Franco, que é o diferencial da peça - com interpretações e vozes fora do arquétipo de operetas brasileiras. Elas fazem a montagem do musical dirigido por Wolf Maya brilhar. Somando a dupla dinâmica estão Guilherme Terra, que vive o pianista e compositor, Carol Puntel, Jorge Maya, Pierre Baitelli, Sandro Christofher e Danilo Timm. Também somos presenteados com uma duplinha de pré-adolescentes, as meninas Raquel Bonfante (que vive a prima Jacqueline Bouvier) e Sofia Viamonte (Lee Bouvier), a primeira brilha e se mostra uma forte promessa de talento.

Tive o privilégio de presenciar Suely Franco mas agora ela foi substituída por Mirna Rubem pois reestreiou a peça “Seis Aulas de Dança em Seis Semanas”, com o ator Tuca Andrada. Bem, uma pena para quem perdeu sua divina atuação em Grey Gardens...

(Eleni Rosa)
Trecho do espetáculo

[RESENHA] "Jacinta", de Aderbal Freire Filho

Uma comédia-rock já desperta curiosidade... A trama expõe a história da péssima atriz portuguesa Jacinta. A desastrada figura, após uma apresentação à corte portuguesa, por volta do século XVI, provocou a morte da rainha ao presenciar sua horrenda dramatização, quanto desgosto. A monarca partiu dessa para melhor. Porém, antes do fim, condena a famigerada atriz à morte, condenação que é substituída por uma extradição... adivinhem para onde? 'Terra Brasilis’, claro!
Banner oficial
(Divulgação)
Jacinta, aportando no Brasil, continua sua perseguição pela arte de interpretar. Em sua jornada, passa por várias cidades brasileiras: São Vicente, Rio de Janeiro, Recife, Salvador e Vila Rica.  Ao longo de seu percurso, recebe ilustres visitas desde Gil Vicente a Shakespeare. Este último, autor dos autores, coitado, tenta exaustivamente fazer com que a aspirante a atriz aprenda a arte dramática.
Trecho da apresentação
(Divulgação)
Essa é a peça que tem no elenco, como atriz principal, Andrea Beltrão que vive Jacinta, a pior atriz portuguesa de todos os tempos... Na empreitada, ela conta com Augusto Madeira, Gillray Coutinho, José Mauro Brant, Isío Ghelman e Rodrigo França, que incorporam inúmeros personagens – uma formação com uma mulher e cinco homens, a mesma de um ‘cambaleo’, tipo de trupe teatral do século de ouro espanhol – explicação do diretor Aderbal Freire Filho.

Ao vivo, também soma ao grupo uma banda com Maurício Coringa (guitarra, violão e bandolim), Tárcio Ramos (baixo), Ricardo Rito (teclados) e Hélio Ratis (bateria).

Nos bastidores, a peça ainda traz nomes como Newton Moreno, autor do texto original e o "Titã" Branco Melo, responsável pela parte musical. A cantora Chris Delano assumiu o preparo vocal dos artistas. A cargo do cenário está Fernando Mello da Costa, com sugestões muito simples - ele coloca camarins nas laterais do teatro e tudo que poderá ser utilizado pelos atores no decorrer das cenas está ali, bem perto.

Nos figurinos, Antonio Medeiros dá o toque circense mas de grande utilidade e agilidade à trupe. Maneco Quinderé, figura veterana nos palcos, faz a iluminação do espetáculo.
Elenco
(Divulgação)
Mais uma vez, encontramos o teatro falando de si. Porém, num tom rocambolesco, confuso e estridente. A peça, por ter a preocupação com a comicidade e ter optado por apresentar um musical, descamba para um tom enfadonho. Há um esforço nas apresentações de caras e bocas e todos se desdobram na cantoria sofrível das músicas que compõem as cenas. Elementar pois são todos artistas de grosso calibre.

Poderia ser uma ótima comédia. Há grande empenho para expressar o sotaque português e a história em si é interessante. Mas atrelar ao enredo comédia, rock e musical... Ficou duvidoso.

Resta ao público, ao desenrolar do imbróglio, a confirmação se Jacinta vai ou não tornar-se uma ótima atriz. Bem, só assistindo... Quem quiser se arriscar...

Serviço
Teatro Poeira
Até 26/05/2013
Endereço: R. São João Batista, 104 - Botafogo / RJ
Horários: Quinta a Sábado, 21h; Domingo, 20h
Classificação indicativa: 12 anos


Eleni Rosa viu as inúmeras estrelinhas da revista Veja Rio em relação a essa peça mas, sinceramente, não captou a mensagem...

[CINEBOOK] "Somos Tão Jovens", de Antonio Carlos da Fontoura


Sinopse: Somos tão Jovens conta a emocionante e desafiadora história da transformação de Renato Manfredini Jr. no mito Renato Russo, revelando como um rapaz de Brasília, no final da ditadura, criou canções como ‘Que País é Este', ‘Música Urbana', ‘Geração Coca-Cola', ‘Eduardo e Mônica' e ‘Faroeste Caboclo', verdadeiros hinos da juventude urbana dos anos 80 que continuam a ser cultuadas geração após geração por uma crescente legião de jovens fãs.


Data de estreia: 03 de maio de 2013
Estúdio: 20th Century Fox, Imagem Filmes
Diretor: Antonio Carlos da Fontoura
Roteiro: Marcos Bernstein
Elenco: Thiago Mendonça Marcos Breda Laila Zaid
Gênero: Biografia, Drama


— Nós vamos ser uma Legião!


Acho que nem mesmo Renato Manfredini Júnior, com toda a sua mania de grandeza, poderia imaginar que a sua "Legião" se tornaria tão grande. Tenha o verdadeiro Trovador Solitário dito ou não a frase acima, o que diz o personagem baseado em sua pessoa e vivido no cinema por Thiago Mendonça, define o que o próprio Renato, Dado, Bonfá, e por que não dizer Renato Rocha, e seus milhares de fãs, na verdade são: Uma Legião.

A banda que eles formaram é um caso raro na música brasileira. Mesmo antes da morte de Renato Russo, em 1996, uma espécie de culto ao artista e sua banda foi fundado por alguns de seus fãs. Uma "religião nova", que tem os seus dogmas fundamentados numa filosofia que está presente em sua música. A Legião Urbana é a única banda brasileira que, além de entreter os seus fãs com suas canções, criou um estilo de vida. O pensamento "Russoniano" é assoviado e vivido por milhares de seguidores fiéis, que mesmo após quase 18 anos de sua morte, persistem em acreditar nos ideais de um país melhor, menos retrógrado e terceiro mundista, em uma sociedade mais permissiva e receptiva às diferenças, enfim, em um mundo menos careta. Menos babaca.

Mas o filme aqui resenhado não fala sobre a Legião Urbana e sim sobre a sua gênese, sobre as sementes que germinariam o seu nascimento.

Os filhos da revolução

Os punks de Brasília (Imagem Filmes)
A chance de se errar ao se produzir uma cinebiografia é grande. Confesso que, após assistir ao trailer de "Somos Tão Jovens", fiquei muito apreensivo. Tudo naquele trailer, pra mim, estava errado. A cena inicial em inglês que terminava na banheira ficou, após ter sido editada desse jeito, bizarra. A cena do Renato dançando, ou tentando dançar punk pela casa quase me fez desistir de continuar assistindo. Fora aquela sequência de briguinhas dele com o Fê que não fazem sentido pra quem não conhece a história. Eles erraram feio...

Renato pronto pra voar, literalmente... (Imagem Filmes)
Após assistir ao filme na cabine de imprensa, estou um tanto quanto mais aliviado pois vi que no filme eles acertaram. Não que "Somos Tão Jovens" seja um ótimo filme, mas o longa cumpre seu propósito que era contar a história de Renato Russo, apresentando de quebra aos que não conheciam um pouco de como era a cena punk de Brasília do final dos anos 1970 e início dos 1980. Cena esta que já havia sido tema de um documentário chamado "Rock Brasilia" de Vladimir Carvalho.

O filme cobre o período entre 1976 e 1982, desde que Renato descobre que quer ser um rockstar, até ele conseguir formar uma banda que pudesse realmente liderar. Obvio que, entre uma coisa e outra, o artista iria encarar algumas dificuldades e, a principal delas se chama "Aborto Elétrico", que era uma banda que Renato montou com Fê Lemos (vivido por Bruno Torres) e um punk sul africano chamado Petrus, (interpretado por Sérgio Dalcia). No começo, Renato achava que tinha conseguido montar a banda de sua vida. Porém, por motivos particulares, Petrus teve que voltar à África do Sul, tornando-se esta a primeira perda, musicalmente falando, de Renato Russo. Depois disso, o irmão de , Flávio Lemos, entrou pra banda, mas a animosidade entre Renato e Fê, assim como a atração que o cantor tinha por Flávio, acabariam por destruir a banda.

Aninha (Laila Zaid), durante a cena mais bela do longa.
(Imagem Filmes)
No meio de tudo isso havia Ana, vivida pela atriz Laila Zaid, que é uma personagem construída à partir de fragmentos de várias mulheres que passaram pela vida de Renato Russo ao longo de sua adolescência e juventude. Renato e Aninha vivem um amor platônico. Uma relação que é um dos pés do tripé emocional de Renato Russo, que se completa com o seu amor pela música e pela sua família. A reconciliação de Renato e Aninha, após um certo tempo brigados, descamba na cena mais bonita do filme inteiro. É emocionante.

Emocionante também foram todas as cenas de Thiago Mendonça e Sandra Corveloni, que fez a mãe do cantor, Dona Carminha. Há química entre os dois atores e isso só agrega valor ao filme. Marcos Breda também estava bem e encena um dos momentos mais tensos do filme, quando Renato Jr. cobra menos apatia por parte de seu pai  e mais reação, contra tudo o que está errado no País. O desfecho da cena é terno e mostra que por trás de um potencial "jovem revoltado" havia, na verdade, um menino de família.

Thiago Mendonça arrebentou. (Imagem Filmes)
Uma coisa que me chamou a atenção é o respeito com que o filme tratou a figura do Renato Russo. Em momento nenhum, o diretor Antonio Carlos da Fontoura apelou para dois aspectos da personalidade do cantor da Legião Urbana que são conhecidos de todos: sua homossexualidade e o abuso de álcool e de substancias tóxicas. Não que estas coisas não estejam lá, elas estão. Mas são tratadas de forma sutil, natural e não, como poderia acabar acontecendo caso este filme tivesse caído nas mãos erradas, de forma apelativa, ou pior, sensacionalista.

Mas nem tudo são flores em "Somos Tão Jovens". Acho que o roteiro poderia ter tido uma atenção melhor e o excesso de referências à músicas e letras de sucessos conhecidos da Legião irrita um pouco. Edu Moraes, que interpreta o famoso Herbert Vianna, forçou tanto o sotaque "Herbertiano" que a sua atuação ficou caricata ao ponto de, durante a sessão, todo mundo (menos eu) cair na gargalhada. Não sei se estavam rindo de deboche ou se acharam engraçado mesmo... E veja que assisti ao filme numa cabine de imprensa, restrita aos profissionais da área que, em geral, se comportam de maneira um tanto quanto sisuda nas sessões.

No mais, "Somos Tão Jovens" é um filme legal. Se quiser assistir, pode ir sem medo...

Rock On!

Marlo George nunca curtiu Legião Urbana e nem mesmo o cinema nacional. Mas é um homem justo.

(resenha publicada originalmente no site #parceiro Poltrona Pop)


Trailer

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