[CINEBOOK] "O Voo", de Robert Zemeckis

Cartaz nacional
(Paramount)
Sinopse: Acompanhamos a trajetória de Whip (Denzel Washington), um piloto de aviões ímpar mas alcoólatra e viciado em cocaína, que oscila entre o herói e o anti-herói. Whip vivencia um desastre aéreo que poderia render-lhe a redenção - após pousar, com supremacia descomunal, um avião com os motores em chamas e salvar dezenas de pessoas - passa a ser investigado.  Após as investigações concluírem que o piloto, ao aterrissar a aeronave, estava realmente embriagado e com substâncias nada ortodoxas no sangue, o que invalidaria todo seu ato heróico o levando a prisão perpétua, nosso piloto sai do céu para o inferno...

Elenco: Denzel Washington, Don Cheadle, John Goodman, Bruce Greenwood, Kelly Reilly

Direção: Robert Zemeckis | 138 min.

Resenha: O que esperar de uma fita que traz em seus créditos a direção de Robert Zemeckis? Aquele diretor que, mesmo com espaços de tempo consideráveis entre a realização de uma fita e outra, é um nome de peso no cinema hollywoodiano pois nos recorda grandes bilheterias como “De Volta para o Futuro” (1985), Forrest Gump (1994) e Náufrago (2000). Depois de um período longo enveredando por outras searas - entenda-se, filmes de animação (O Expresso Polar, A Lenda de Beowulf e Os Fantasmas de Scrooge) - ele retorna e nos oferece “O Voo”, seu novo longa, carregado de expectativa.

Greenwood, Washington e Cheadle: discutindo estratégias
para enganar a lei

O filme remonta a história de um desastre aéreo e, obviamente, nos faz recordar “O Náufrago”. O novo filme nos apresenta Denzel Washington (ganhador do Oscar por Tempos de Gloria e Dia de Treinamento), com grande performance vivendo o piloto Whip - o ator nova-iorquino foi indicado ao Oscar de Melhor Ator de 2013 por este filme mas não levantou a estatueta, o que não invalida sua grande atuação. "O Voo" também foi indicado na categoria Roteiro Original.
O diretor Robert Zemeckis
com Denzel Washington

Para engrossar o elenco, Zemeckis contou com John Goodman (Argo e O Grande Lebowski), que vive um fornecedor de drogas, Don Cheadle (Oscar de Melhor Ator por Hotel Ruanda e grande desempenho em Crash) encarna o advogado de Whip e Kelly Reilly (dos dois Sherlock Holmes), que forma o par romântico do piloto. Grandes nomes que não foram bem aproveitados.

Denzel com John Goodman: traficante simpático

A trama mostra um protagonista que não vê problemas em sustentar seu vício e reluta em começar qualquer tipo de tratamento. Em oposição à atitude de Whip, surge Nicole, uma ex-atriz pornô e fotógrafa vivida por Kelly Reilly. Eles se conhecem no mesmo hospital, onde ambos estavam internados, após uma overdose de Nicole. A sequência de diálogos no hospital, exatamente quando Whip conhece Nicole, é muito boa. Ah, sim! Ela também é viciada. Porém, com uma diferença: ela tem certeza que precisa de ajuda.
Whip e Nicole: par inconstante

Este poderia ser um grande filme. Em seus minutos iniciais, nos extasiamos com a sequência da queda do avião e do assombroso controle do piloto naquele momento de pânico. Também nos faz crer que será discutida a influência da mídia em casos éticos perante o tribunal, o corporativismo em certas profissões... Mas aí vem um marasmo e, posteriormente, assistimos o roteiro penetrar pelo caminho tortuoso celebrado pela cartilha do AA e, pior, permanecer. Nos quarenta e cinco minutos do segundo tempo, traz um inconveniente final politicamente correto. Assim, “O Voo” não decola e permanecemos com um filme que poderia ser muito bom, mas não o é.

Eleni Rosa continua mantendo a expectativa sobre o novo filme de Robert Zemeckis. Mas o próximo, claro!

Trailer oficial (legendado em português)

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