[AILPOSTAL] Livros, Posters e Adesivos para Celulares dos Lançamentos 2014 - Editora Novo Conceito

E aí, #impressionautas!

Acabamos de receber materiais promocionais (posters e adesivos para celulares) dos futuros lançamentos em 2014 da Editora Novo Conceito.
Dá uma olhada!

 

Posters - Lançamentos 2014

Adesivos para celular - Lançamentos 2014


Além disto, recebemo os livros "Sociedade dos Meninos Gênios", "A Cidade do Segredos", "Quando Eu era Bob", "Adeus à Inocência" e "O Mundo pelos Olhos de Bob":


 
 Lançamentos de Janeiro 2014


Sociedade dos Meninos Gênios/ A cidade dos Segredos
 
Quando Eu Era Joe/ Adeus à Inocência/O Mundo Pelos Olhos de Bob



Mais uma vez, agradecemos a confiança em nosso trabalho e aguardem, em breve, mais novidades no AIL...

Equipe AIL

[RESENHA] "De Coração para Coração" de Lurlene McDaniel


"Da autora best-seller Lurlene McDaniel, De coração para coração fala de perdas, amor e renovação. Fala também da maneira como esses sentimentos tão complexos se entrelaçam, nos momentos mais difíceis, nas relações familiares e de amizade.
 
 Elowyn e Kassey são grandes amigas, que dividem tudo. Mas uma coisa Elowyn não contou para Kassey: ao tirar a carteira de motorista, ela marcou a opção “doadora de órgãos”. Kassey descobre esse detalhe da vida da amiga da maneira mais trágica – quando o desejo de Elowyn está prestes a ser atendido. 
 
Arabeth nunca teve a sorte de ter uma melhor amiga. Com o coração doente, ela leva uma vida protegida de tudo e de todos. Até que, aos 16 anos, recebe o telefonema que tanto esperava — mas inicialmente ela e sua mãe não sabem a quem devem agradecer. 
 
Quando os mundos dessas três meninas e de suas famílias se cruzam, suas vidas se transformam de maneira nunca imaginada. Kassey, especialmente, encara os fatos como uma forma de manter viva a memória de sua querida amiga. Ela passa a compartilhar da nova vida de Arabeth, ao mesmo tempo em que ajuda a aliviar o sofrimento da família de Elowyn e a compreender a sua própria dor."

Uma boa história recheada de dramas adolescentes - namoro, escola, amizade e família - mas entra também todo o sofrimento de uma perda!
 
Por um  lado, a história nos dá a dimensão do sofrimento causado pela morte prematura de um ente querido; por outro, nos dá a noção de como a esperança pode renovar as vidas das pessoas através de novas oportunidades ao se criar laços afetivos inesperados.
 
A historia é narrada através de dois pontos de vista; Kassey - melhor amiga de Elowyn - e Arabeth uma adolescente de 14 anos que não sai de casa e não tem amigos, que é receptora do coração de Elowyn.
 
Enquanto conhecemos Arabeth, no decorrer da história, tanto os leitores quanto os personagens percebem em Arabeth vários traços de Elowyn. Até mesmo a própria Arabeth percebe o quanto sua personalidade mudou após o transplante.
 
Além de todas estas questões que envolvem este tipo de situação, o que chama mais atenção dos leitores é forma como é feita a abordagem do tema de "Doação de órgãos"  e  "Memória celular". Principalmente, todo o desdobramento que isso implica na vida das pessoas próximas aos transplatados. 
 
A leitura instiga os maiores sentimentos controversos, divide as opiniões porque a história é assim deste o princípio em que vemos duas famílias divididas em questões éticas e sentimentais. Uma querendo manter a memória viva da filha amada que partiu, através da aproximação de Arabeth. A outra querendo que sua filha adolescente seja ela mesmo, mas também tomando todo o cuidado para não magoar as pessoas que deram à Arabeth a chance de ter uma vida.
 
Apesar de ser interessante o tema e a forma como o mesmo é desenvolvido, existem pontos mal explicados. No entanto, isso não atraplha a fluidez da história que é instigante e leve de se ler . 
 
Vale à pena a leitura.
 
(Renatinha Santos

[CINE AIL] "A Vida Secreta de Walter Mitty", de Ben Stiller

Sinopse: Um sonhador escapa de sua vida anônima ao desaparecer num mundo de fantasia, repleto de heroísmo, romance e ação. Quando seu trabalho ao lado de sua colega é ameaçado, Walter decide enfrentar o mundo real e embarca em uma jornada global que transforma-se numa aventura mais extraordinária do que poderia ter imaginado.

Estreia: 20/12/2013
Direção: Ben Stiller
Roteiro: Steve Conrad (baseado no clássico conto de James Thurber)
Elenco: Ben Stiller, Sean Penn, Adam Scott, Kristen Wiig, Shirley MacLaine, Kathrin Hahn
Distribuição: 
Fox Films do Brasil



O filme mais hipster do ano!

Infelizmente, o que poderia ser algo muito bom para Ben Stiller - e para o cinema também, diga-se de passagem! -, acabou se tornando algo um tanto superestimado e incensado por grande parte das pessoas que afirmam ter gostado muito do filme "A Vida Secreta de Walter Mitty", novo filme dirigido pelo comediante.
Walter (Ben Stiller) num de seus devaneios
É um tanto estranho escrever uma crítica sobre um filme com um roteiro tão raso e sem vida.

Digo isso pois é, talvez, a grande decepção do ano de 2013, uma vez que houve um primeiro trailer muito bem trabalhado que vendia uma história digna dos norteamericanos, sobre um perdedor - sempre é um perdedor, né? - que teve de largar a vida "irresponsável" após a morte do pai e leva uma vida insignificante como responsável pelos negativos das fotos que entram nas edições da revista Life.
A fenomenal direção de fotografia
mantém o interesse no filme
E quando o principal e premiado fotógrafo (Sean Penn) manda o último rolo de negativos escolhidos para entrar na última edição. Porém, a foto escolhida não estava entre os negativos e a "missão" de Mitty é achá-la antes que se esgote o prazo para o fechamento da edição. Enquanto isso, tenta arranjar alguma coragem para convidar a colega de trabalho (Kristen Wiig) pra sair (enquanto tem devaneios onde geralmente é mais interessante do que ele acha que é) e é atormentado pela pressão do novo chefe (Adam Scott, que está com um visual medonho, usando uma barba falsa) para achar o negativo.

(Quem conhece um pouco de História, sabe que a Life é uma das revistas mais importantes dos Estados Unidos, sendo referência para quem estuda marketing, política, economia etc...)

Vida ordinária, destino extraordinário... (ou quase!)

O que irrita no filme é sua falta de ritmo. O que vemos é um suceder de tentativas e erros crassos embalados numa belíssima direção de fotografia - cortesia do sempre criativo Stuart Dryburgh, de filmes como Máfia no Divã e O Piano), condensados numa trilha sonora moderninha, feita para encher os olhos e ouvidos, mas distante da dramaturgia, da emoção.

O que deveria ser uma fábula sobre o homem moderno, atolado em trabalho e rotinas, sem amor, tornou-se apenas mais um filme, uma quase-comédia, sem vida e sem atrativos maiores...
Walter Mitty (Stiller) e Sean (Sean Penn): talento desperdiçado
com falas que não servem ao roteiro
Mesmo que cercado de astros e estrelas do quilate de Sean Penn e Shirley MacLaine, Stiller tenta parecer deslocado - e até consegue, só que pelos motivos errados. E o filme não se decide em momento algum. Não é um road-movie, não é um romance, não é um drama, não é uma comédia... É um engodo e um apelo desesperado de Stiller para ganhar algum prêmio importante. E não, não deve nem concorrer ao Oscar, como prevemos...

Se alguém está indo ao cinema pensando que este filme será uma das comédias rasgadas de Stiller, é melhor ficar em casa. Ou vá, por sua própria conta e risco. Quem avisa, amigo é...

Kal J. Moon costuma ficar fora do ar sempre que pode. E a vida não poderia ser melhor...

Trailer Oficial (legendado em português)

[CINE AIL] "Questão de Tempo", de Richard Curtis

Cartaz oficial
(Universal Pictures do Brasil)
Sinopse: Após outra desastrosa festa de Ano Novo, o pai de Tim diz a seu filho que os homens de sua família sempre tiveram a capacidade de viajar através do tempo. Tim não pode mudar a história, mas pode mudar o que acontece e aconteceu em sua própria vida. Tim decide fazer o seu mundo um lugar melhor... conseguindo uma namorada! Infelizmente, tudo que envolve viagens no tempo pode não ser tão fácil como se poderia pensar.

Data de estreia: 20/12/2013

Título original: About Time
Roteiro e Direção: Richard Curtis
Elenco: Domhnall Gleeson, Bill Nighy, Rachel McAdams e grande elenco
Gênero: Drama / Comédia / Ficção Científica
Distribuição: Universal Pictures do Brasil


A voz da experiência

Como convencer a juventude que tem acesso a um monte de informação de que a vida deve ser vivida em momentos pausados? Como dizer a quem não quer ouvir nada a respeito de si próprio que observar pode ser tão valioso quanto agir? "E se cada momento da vida viesse com uma segunda chance?", como diz o slogan do filme... A única forma de prender a atenção desse público - que "sabe tudo" mas no fundo continua tão inseguro quanto seus pais - é o elemento fantástico.

Tudo o que me traz lembranças boas no cinema está no filme "Questão de Tempo", escrito e dirigido pelo ótimo Richard Curtis (do estupendo "Simplesmente Amor"). Ótimas falas, elenco afiado, direção precisa, fotografia funcional, ritmo esperto, tilha sonora adequada e, claro, interpretações fabulosas.

Fiquei muito surpreso quando assisti. É um tanto raro nos roteiros dos filmes de hoje em dia utilizar o elemento fantástico de viagem no tempo de forma tão crível e, talvez por isso mesmo, algo que deva ser um tanto "desprezado" em função da história.

O filme não trata duma aventura desvairada para salvar o planeta ou em benefícios mundanos como enriquecer rapidamente. Se vocês, caros leitores, tivessem o poder de viajar no tempo, acredito que a grande maioria se esforçaria pra ser uma pessoa melhor. Até porque quando o pai de Tim Lake (Domhnall Gleeson) diz quais são as "regras" dessa "bênção", deixa bem claro que "nunca viu uma pessoa rica que fosse realmente feliz" ou "veja o que aconteceu com seu tio fulano". É um alerta vindo de uma pessoa muito querida, seu pai (o veterano ator Bill Nighy, roubando a cena, como sempre) assim que Tim Lake completa sua maioridade. Para os homens, é um alerta moral de que não são mais crianças. E isso oficialmente. Portanto, não podem ser irresponsáveis.

Mas o que Tim queria mesmo era uma namorada. Algo simples, certo? Nunca é simples para aqueles que acham que nunca vencerão... A vida ensina na base dos pontapés que o mais forte deve ser o vencedor. Mas isso não se aplica àqueles que tem o poder de viajar no tempo, heheheh...

(curiosidade: o protagonista chama-se Tim, nome óbvio para um viajante no tempo - tempo em inglês é "time" e basta retirarmos o "e" do final e temos o nome do nosso "heroi")

O que me comove neste filme - que é, de longe, um dos melhores roteiros de 2013 e que deveria ao menos ser indicado a algum prêmio (fato que infelizmente não ocorreu) - é que TUDO, sem exceção, corrobora para o espetacular roteiro. Não temos um figurino exuberante, não temos efeitos especiais de encher os olhos - só para terem uma ideia, a viagem no tempo é realizada da forma mais simplória possível - muito menos precisamos de tragédias anunciadas para serem impedidas.

OK, algumas coisas mais dramáticas até acontecem - e uma delas pode levar lágrimas aos seus olhos - mas lembre-se que assim como grandes histórias nascem de ideias simples, também são necessárias encerrá-las de forma a não deixar o espectador insatisfeito.

Não posso contar mais por receio de estragar a diversão de vocês. Procurem o cinema mais próximo e assistam - até porque, embora torça muito para que esse filme se popularize, não sei se cairá no gosto do público comum. É uma frase clichê mas vocês vão rir, chorar e, acima de tudo, se emocionar. Mesmo. Talvez como nunca antes aconteceu.

Só pense no que vocês fariam se tivessem a oportunidade de consertar erros em suas vidas. O filme explica tudo isso e ainda te mostra que, se fosse possível, seria exatamente como mostrado...

Kal J. Moon gostaria de voltar no tempo e... Não! Melhor não...

Confira abaixo o trailer oficial (legendado em português)

[CINE AIL] "Ender's Game - O Jogo do Exterminador", de Gavin Hood

Cartaz nacional
(Paris Filmes)
Sinopse: Num futuro próximo, extraterrestres hostis atacaram a Terra. Com muita dificuldade, o combate foi vencido, graças ao heroísmo do comandante Mazer Rackham. Desde então, o respeitado Coronel Graff e as forças militares terrestres treinam as crianças mais talentosas do planeta desde pequenas, no intuito de prepará-las para um próximo ataque. Ender Wiggin, um garoto tímido e brilhante, é selecionado para fazer parte da elite. Na Escola da Guerra, ele aprende rapidamente a controlar as técnicas de combate, por causa de seu formidável senso de estratégia. Não demora para Graff considerá-lo a maior esperança das forças humanas. Falta apenas o treinamento e depois o garoto estará pronto para a batalha épica que decidirá o futuro da Terra e da humanidade.

Data de Estreia: 20/12/2013
Título Original: Ender's Game

Ano de Produção: 2013
Diretor: Gavin Hood
Roteirista: Gavin Hood (baseado no romance de Orson Scott Card)
Elenco: Asa Butterfield, Abigail Breslin, Harrison Ford, Ben Kingsley, Viola Davis, Hailee Steinfeld e Moises Arias.
Gênero: Ação / Ficção Cientifica
País de Origem: EUA
Distribuição: Paris Filmes

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O tempo passa...

Gavin Hood é um diretor muito azarado. Ele teve muitos problemas para finalizar "X-men Origens: Wolverine", fatídico filme disposto a contar a origem do mutante mais famoso das histórias em quadrinhos. Dada sua experiência com temas fortes por conta dos filmes Infância Roubada (2005) e O Suspeito (2007), era de se esperar que pelo menos um pouco disso estivesse em seu filme mais comercial. Porém, fortes interferências por parte da produção e de quem financiava o primeiro filme do "carcaju" fizeram com que o resultado não fosse dos mais agradáveis para Hood - e, consequentemente, para o espectador.

Muitos acharam que sua próxima empreitada fosse algo mais voltado pro lado autoral, talvez um roteiro original, quem sabe...? Mas ele decidiu adaptar e dirigir O Jogo do Exterminador, baseado no best-seller de Orson Scott Card. O livro é cultuado a ponto de ser recomendado nas escolas norteamericanas como leitura de apoio aos jovens estudantes de nível secundário...
Ender (Asa Butterfield) e Coronel Graff (Harrison Ford):
aliados mas não exatamente amigos
Essa escolha pode determinar o futuro de Hood no cinema comercial. Não que o filme seja exatamente ruim. Mas é extremamente datado! Muitos farão a comparação óbvia com Matrix (1999) mas há quem se lembre de Jogos de Guerra (dirigido por John Badham e estrelado por Matthew Broderick, no já distante ano de 1983).

O fato do povo norteamericano ser completamente paranóico e acreditar nas conspirações envolvendo a mídia de entretenimento como cinema, desenhos animados ou games, justifica e acaba atualizando um tema tão batido. Quem manipula quem, afinal? Os fins justificam os meios?

Problema atrás de problema!

O problema do filme é justamente seu roteiro básico e o fato da trama ter de ser sustentada por atores muito jovens e sem o talento necessário para tentar salvar o pouco de interesse que possa despertar no espectador comum...

Asa Butterfield (que já comprovou seu talento em filmes como O Menino do Pijama Listrado e A Invenção de Hugo Cabret) não consegue convencer que Ender Wiggin é o gênio estratégico que o exército da Terra necessita para ser salva de um ataque alienígena. Claro que não esperamos diálogos shakespearianos ou algo do gênero, mas apenas algo que fizesse o espectador envolver-se emocionalmente com o personagem e a trama em si.
Bonzo (Moises Arias) enfrenta Ender (Asa): bons momentos,
ainda que caricatos
Mesmo que pareça mais caricato que o normal, o único ator que entendeu o recado da trama foi, surpreendentemente foi Moises Arias (que interpreta Bonzo, um antagonista militar que leva a Academia de Defesa muito a sério e não acredita que Ender é o líder estrategista que todo muito prega). Arias vem de seriados de TV (ele era o Rico de Hannah Montana) e filmes cômicos mas acaba se destacando por trazer alguma emoção - ainda que por pouco tempo -, deixando a exibição menos tediosa...

Nem mesmo Harrison Ford - que aparenta um cansaço incomum com seu Coronel Graff e atua no piloto automático - ou Ben Kingsley - que faz um papel que poderia pertencer a qualquer ator de sua idade sem haver necessidade de participar deste embaraço em sua carreira - fazem jus ao carisma que possuem pois estão completamente apagados.
Ben Kingsley: visual bacana, papel enigmático e sem carisma
Talvez se este filme fizesse sua estreia na TV, em formato de minissérie, para poder explorar melhor o que reza a trama do livro, o resultado seria bem diferente.

Existe uma clara intenção de se formar uma franquia de novos filmes por conta de ser baseado numa série de livros - o próximo seria "Ender's Name" - e por conta do final, que deixa margem a uma continuação. Não sei se o público infanto-juvenil vai investir para que isso aconteça. Temos o exemplo de "A Bússola de Ouro" que não me deixa mentir.
A equipe de Ender, aguardando suas ordens!
Infelizmente, esse não foi um bom ano para a ficção-científica nos cinemas. Mas tirem suas próprias conclusões. Afinal, de onde menos se espera é que não surge nada mesmo...

Kal J. Moon é um cadete que sempre leva laser paralisante na cabeça e fica vagando pelo centro de treinamento em gravidade zero... Igual a Sandra Bullock!

Confira o trailer oficial (legendado em português)

[AIL NEWS] Divulgado poster do filme "A Culpa é das Estrelas"!

Confira abaixo o primeiro poster do filme "A Culpa é das Estrelas", baseado no best-seller escrito por John Green!
Cartaz oficial
Abaixo do título do filme, vem a irônica frase "uma doente história de amor", mostrando que devemos esperar o mesmo humor contido no livro, apesar do tema pesado.

O filme adaptará a história de Hazel (Shailene Woodley), que é uma paciente terminal. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante - o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos -, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta. E a de Hazel se chama Augustus Waters (Ansel Elgort), um garoto bonito que, certo dia, aparece no Grupo de Apoio à Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.

Para mais detalhes sobre o filme, clique aqui!
Para ler nossa resenha, clique aqui!
Para comprar o livro, clique aqui!


O filme estreia nos EUA em 06/06/2014.

Equipe AIL

[RESENHA] "A Lenda do Lago Dourado", de Edson Vanzella Pereira

Capa oficial
(Editora Dracaena)
Sinopse: Os Baltimore são uma típica família de uma pequena e pacata cidade norte-americana. Tudo muda para eles quando o filho mais velho, David, com 15 anos de idade, passa em primeiro lugar no Concurso nacional de Superinteligentes do Governo Americano. Reconhecido como o novo grande gênio da nação, ele é contratado pelo governo para uma carreira de cientista. Mas, em sua primeira missão, envolve-se em um misterioso acidente que o deixa entre a vida e a morte. Srta. Marshall, agente do governo, responsável pela missão, sente-se culpada pela tragédia. Max, o irmão mais novo de David, com a ajuda da Srta. Marshal, começa a investigar secretamente as circunstâncias daquele trágico e enigmático acontecimento. Na procura por respostas, eles se envolvem em aventuras perigosas, eletrizantes, e acabam descobrindo que, por trás de fatos aparentemente sem ligação, há uma trama cruel em curso. Como pano de fundo, ainda temos uma misteriosa lenda envolvendo um lago conhecido como Lago Dourado, que vai eleger nada menos do que o próprio Max para uma missão vital ao lhe transmitir o Poder da Luz: localizar e destruir o Agente Negro, que é o mentor intelectual desse complô maligno que está pronto para eclodir.

A Lenda do Lago Dourado, de Edson Vanzella Pereira
Ed. Dracaena | 380 páginas | Site Oficial

AILShop: Clique aqui para comprar!


Resenha: A historia se passa na cidade de Morangoville, onde desde o início demonstram ser uma família amorosa e "comum". Quando David é ganha o Concurso Anual de Superdotados do Governo Federal Americano (CASGFA), tudo muda e toda a família se vê mergulhada num jogo de espionagem.

Como pano de fundo, o livro fala de uma lenda de um determinado lago em Morangoville, que concedia apenas aos escolhidos a capacidade de entrar num mundo paralelo. A lenda discorre sobre uma grande batalha entre o bem e o mal, onde Max, um jovem de 14 anos e irmão mais novo de David, terá um papel fundamental.

"Dizia a lenda que dentro daquele lago havia uma caverna submersa, que dava passagem para outra dimensão do universo. Aquele que conseguisse achá-la entenderia o porquê da existência, desde os primeiros tempos até os nossos dias, de pessoas especiais ou portadores de grandes segredos e técnicas que as tornam diferentes, capazes de ajudar a escrever e mudar o curso da história da humanidade". (p. 13) 
Vários pontos são mal explicados e mal desenvolvidos na trama de A Lenda do Lago Dourado...

É até uma historia agradável de se ler. O leitor vê-se curioso com o desdobrar da historia escrita por Edson Vanzella Pereira, mas alguns acontecimentos e diálogos são tão "inacreditáveis" que dá vontade de parar de ler!

Pontos positivos: é uma trama intrigante, cheia de ação, mas também de amor, amor familiar, amor juvenil, amor fraternal. É um livro indicado para quem é fã de conspirações, aventuras e ficção.

Pontos negativos: eu não entendi o motivo dessa historia se passar em uma cidade norteamericana, uma vez que as gírias e os termos utilizados no decorrer da trama serem totalmente brasileiros. Se a intenção era ter as interferências do Governo Americano, a família podia, sim, ser brasileira...

Até mesmo a ideia do concurso já bastaria para incluir a Casa Branca na historia! Em dado momento, um dos personagens usa o termo “Presidência da Republica” (nessa hora, juro que realmente fechei o livro e respirei fundo!). Todos são chamados pelo primeiro nome (exceto a Srta. Marshall) e, em algumas vezes, ainda com um “Dona” acompanhando! E os diálogos muito formais, até mesmo entre o núcleo jovem...

Achei um livro bem infanto-juvenil. Quando minha filha tiver uns 10 ou 11 anos, certamente indicarei para que ela leia!

Em relação à revisão e diagramação, a editora está de parabéns pelo trabalho. E um destaque à capa do livro, algo meio Independence Day! (Renatinha Santos)

[CINEAIL] "Jogos Vorazes - Em Chamas" de Francis Lawrence



Sinopse: Depois de ganhar o 74º Jogos Vorazes, competição entre jovens transmitida ao vivo para todos os distritos de Panem, Katniss (Jennifer Lawrence) agora terá que enfrentar a represália da Capital e decidir que caminho tomar quando descobre que suas atitudes nos jogos incitaram rebeliões em alguns distritos. Os jogos completam 75 anos, momento de se realizar o terceiro Massacre Quaternário, uma edição da luta na arena com regras ainda mais duras que acontece a cada 25 anos. Katniss e Peeta (Josh Hutcherson), então, se veem diante de situação totalmente inesperada e, dessa vez, além de lutar por suas próprias vidas, terão que proteger seus amigos e familiares e, talvez, todo o povo de Panem.



Resenha:
Jogos Vorazes – em Chamas, o segundo filme da quadrilogia da escritora Suzanne Collins, é quase um déjà vu’ do primeiro longa, e pode ser comparado a um capítulo intermediário – entre um início e o fim das sagas, assim como: ‘Crepúsculo – Lua Nova’ ou ‘Eclipse’ e o arrebatador ‘O Senhor dos Anéis: as Duas Torres’.


O filme dá continuidade à história de Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence), e Peeta (Josh Hutcherson), depois que os tributos do Distrito 12 vencem os jogos. Neste longa é possível enxergar o quanto os dois, principalmente Katniss, influenciaram os habitantes dos distritos. Enquanto um levante contra a tirânica Capital é iniciado, os protagonistas são obrigados a participar de uma edição especial dos Jogos Vorazes, o Massacre Quaternário, que acontece a cada 25 anos. Uma invenção do presidente Snow (Donald Sutherland) que pretende desmoralizar a jovem perante o povo que assiste aos jogos.


Dessa vez o elenco aumenta, além de Lawrence e Hutcherson, o casal principal, Liam Hemsworth (Gale Hawthorne), Elizabeth Banks (Effie Trinket), Woody Harrelson (Haymitch Abernathy), Stanley Tucci (Caeser Flickerman) e Donald Sutherland (Presidente Snow), o novo Diretor Francia Lawrence (‘Constantine’ e ‘Eu sou a Lenda'), soma ao elenco o time de vencedores dos jogos anteriores; Sam Claflin (Finnick Odair), Jena Malone (Johanna Mason), Amanda Plummer (Wiress), Lynn Cohen (Mags), Meta Golding (Enobaria), E. Roger Mitchell (Chaff), Bruno Gunn (Brutus), Maria Howell (Seeder), Cashmere (Stephanie Leigh), Alan Ritchson (Gloss), Toby Jones (Claudius Templesmith) entre outros. Mas a aquisição de peso foi o ator Philip Seymour Hoffman, que interpreta Plutarch, diretor geral dos Jogos Vorazes. O ator foi vencedor do Oscar na categoria ‘Melhor Ator’ por sua atuação em “Capote, em 2005. 


Na telona Katniss Everdeen e Peeta esforçam-se para tolerar as sequelas do que foram forçados a fazer e pela previsão de seus futuros é possível que nunca termine. Os dois são obrigados a começar uma turnê pelos 12 distritos de Panem divulgando os jogos e descobrem que sua união e rebeldia despertaram sentimentos entorpecidos há décadas em cada habitante. Katniss se tornou o símbolo de luta, uma bandeira real para o sonho de liberdade de seu povo. 


A capital, incomodada, não consegue controlar seus jovens gladiadores e desconta nos habitantes dos distritos que, além da luta diária pela sobrevivência, agora o cidadão de Panem enfrenta o cerceamento do governo. Com pulso de aço, o Presidente Snow  tenta manter o povo nas rédeas através do medo, da manipulação - com direito a toque de recolher e chicotadas em praça pública. Nada mais perigoso.


O segundo longa é mais que estar em uma arena, não é apenas um ‘mata-mata’, investe na história política e na construção de um clima para uma possível revolução. A mudança de visão da nação sob o estado totalitário toma uma discussão mais profunda sobre liberdade.  Mesmo sendo voltado ao público jovem, o filme oferece uma crítica social, e constitui uma apropriada reflexão sobre a sociedade em que vivemos - expõe as mazelas do culto as celebridades (com outro perfil do culto praticado no filme Bling Ring – A Gangue de Hollywood) e o cerne frívolo e manipulatório dos reality shows.


É uma película ‘teen’, para quem está em outro patamar, pois trata de abuso de poder, direitos e deveres do estado e sacrifícios de pessoas. Há um clima de tensão, com um carácter ideológico marcadamente de esquerda, ‘a lá movimento artístico do ‘neo-realismo’, com aquele toque de esquerda. De modo geral, o que também chama atenção é a capacidade de tematizar a tomada de consciência da sociedade.



Katniss Everdeen, como figura central, tem preocupação com o seu próximo e sua família. É uma mulher forte. O enredo de JV vai de encontro à procura por liberdade, justiça, a crítica sobre o sistema e com uma visão paralela pode-se lembrar (por favor, não me chamem de louca) do filme “V de Vingança”, o diferencial está na mocinha que não tem consciência do que deseja provocar no outro e, inconscientemente, é envolvida por acontecimentos flutuantes. Suas atitudes são de revolta, mas por enquanto apenas pela própria sobrevivência.

As atuações são boas e prevalece o desempenho de Jennifer Lawrence. Fiquei intrigada com a função do ator Philip Seymour Hoffman, mocinho ou bandido? Eu tenho a minha opinião. Os figurinos são adequados. Ah! Não falei da fotografia, das imagens belíssimas da natureza contrapondo as cenas de violência, pois fiquei muito interessada na função do filme. Afinal Hollywood consegue sempre surpreender, fazer um blockbuster com viés reflexivo. Ah! E teen. 



Agora é aguardar o próximo filme para presenciar o grande desfecho para Panem e seus protagonistas. Afinal, “ideias são à prova de balas”.


Elizabeth Banks que interpreta Effie Trinket, parece ter saído do filme “Alice no País das Maravilhas”, de  Tim Burton, poderia ser a esposa do Chapeleiro Louco, vivido por Johnny Deep. Uma verdadeira ‘bufão’ de sorriso amarelo, vestindo a cada quadro um figurino mais exagerado do que o outro, mas que no fundo é dominada pela capital, e timidamente expressa sua insatisfação pelo regime e sua sensibilidade na luta dos jovens.


Amei! Mas também odiei...assistam ao filme e entendam o motivo.

Eleni Rosa

[CINEAIL] "O Hobbit - A Desolação de Smaug", de Peter Jackson

Sinopse: Os anões, ao lado de Bilbo Bolseiro e Gandalf, O Cinzento, continuam sua jornada para retomar Erebor, sua cidade natal, do dragão maug. Porém, o que não sabem, é que Bilbo possue um misterioso anél mágico.

Data de Lançamento: 13/12/2013
Estúdio: New Line Cinema, MGM, Warner Bros. Pictures
Diretor: Peter Jackson
Roteiro: Fran Walsh, Philippa Boyens, Peter Jackson, Guillermo del Toro
Elenco: Ian McKellen, Martin Freeman, Richard Armitage, Cate Blanchett, Orlando Bloom, Christopher Lee, Hugo Weaving, Evangeline Lilly, John Bell, Jed Brophy, Adam Brown, John Callen, Benedict Cumberbatch, Luke Evans, Stephen Fry, Ryan Gage, Mark Hadlow, Peter Hambleton, Stephen Hunter, William Kircher, Sylvester McCoy, Graham McTavish, Michael Mizrahi, James Nesbitt, Dean O'Gorman, Lee Pace, Mikael Persbrandt, Ken Stott, Aidan Turner
Gênero: Aventura, Fantasia

Clique aqui, aqui, aqui e aqui para ler nosso especial sobre O Hobbit!


O Hobbit : A Desolação de Smaug.

Impressionante como estes filmes de Peter Jackson, baseado no livro de J.R.R. Tolkien, O Hobbit, fascinam as pessoas. Apesar da campanha de marketing pobre, o segundo filme da trilogia, O Hobbit : A Desolação de Smaug, ora resenhado, irá arrecadar tanto quanto ou mais que seu antecessor (O Hobbit : Uma Jornada Inesperada arrecadou cerca de 1 bilhão de dólares) e o último filme, que entra em cartaz no ano que vem, deve seguir pelo mesmo caminho bilionário.

O Hobbit montado na grana na fantasia e no mundo real.
Lógico que existem milhares de fãs da obra do Professor Tolkien por todos os lugares, mas estes não são suficientes para que tal cifra seja atingida. Nem mesmo se contarmos estes, somando-os aos fãs da Trilogia O Senhor dos Anéis, de Peter Jackson, acredito que chegaríamos à tal monta. Algo nestes filmes fascina o público que, em massa, lota as sessões de cinema e após a temporada compra o filme, seja em streaming, Blu-Ray e onde mais for lançado.

Tenho a impressão que esta "coisa" que a obra de Tolkien, e por conseguinte a de Jackson, tem que fascina indivíduos de todo o mundo é a ideia de que até mesmo a pessoa mais simples, até mesmo VOCÊ, é capaz de fazer a diferença. Um conceito antigo, que deriva da primeira Trilogia cinematográfica, mas que é, novamente, muito bem explorada no segundo filme da nova Trilogia O Hobbit.

A cena dos barris é hilária e emocionante ao mesmo tempo.
O Hobbit : A Desolação de Smaug está uns dez degraus acima do filme que assistimos no ano passado. O filme começa com a origem da missão de retomar Erebor. Após este momento flashback, a trama segue em frente e reencontramos Bilbo, agora mais experiente e um pouco menos desconfortável com sua inesperada aventura. Bilbo retrata muito bem o sujeito mediano, que ao ser desafiado, pode superar suas fraquezas e erguer-se poderoso contra um mundo gigantesco no intuito de superá-lo. Em Bilbo, o público se espelha. Ele representa a coragem que temos no fundo de nossos corações, para superar os desafios e atribulações do dia-a-dia. Aí reside o segredo bilionário dos filmes de Peter Jackson.

Martin Freeman está soberbo na pele do hobbit mais amado do Condado (Frodo é chato e Sam demasiado enfadonho). O charme inglês do ator, as caras e bocas e as atitudes comedidas pintam um Bilbo como ele deve ter sido vislumbrado por seu criador. Um trabalho que merece reconhecimento, na minha experiente opinião. Entre os outros atores oriundos do primeiro filme, destaco Lee Pace, que teve mais espaço neste filme e nos entregou um Thranduil menos afetado que o esperado, tendo em vista o filme anterior, e que personifica, com muita propriedade, o ódio que os anões tem pela raça élfica.

Tauriel: presença necessária
Já entre os novatos o destaque é mesmo Evangeline Lilly e sua polêmica Tauriel. A personagem, que não existe nos livros de Tolkien, é criação dos roteiristas do filme e, apesar de dar um ar feminino à um filme repleto de testosterona, é uma guerreira exímia, que nada deve aos outros elfos, como Legolas, por exemplo.

Falando nele, Orlando Bloom reprisou seu papel na Trilogia O Senhor dos Anéis, e quando digo reprisou, digo que ele repetiu mesmo. O Legolas de O Hobbit é o mesmo Legolas de O Senhor dos Anéis.

Eu achei que ele iria nos apresentar um personagem menos maduro que o que já conhecia. Mas se levarmos em consideração que os elfos vivem milhares de anos, ou para sempre, se quiserem e estiverem dispostos, até nisso Orlando acertou, afinal só se passaram sessenta anos entre uma trilogia e a outra, tempo insuficiente para provocar mudanças bruscas de amadurecimento em uma criatura milenar como Legolas.

Orlando Bloom e seu Legolas: mais do mesmo
Quem desapontou foi Luke Evans e seu Bard, que em muitos momentos parecia-se, fisicamente com o ferreiro William Turner, de Os Piratas do Caribe (interpretado por Orlando Bloom) e ideológicamente com Aragorn, o herdeiro do trono de Gondor de O Senhor dos Anéis, vivido por Viggo Mortensen. Sério, não dava pra olhar o personagem e não lembrar de Will ou de Passolargo. Bard é um dos meus personagens favoritos dos livros de Tolkien. Lembro-me que ao ler O Hobbit, mais de dez anos atrás, criei a imagem de Bard um tanto quanto semelhante à de Errol Flynn, de As Aventuras de Robin Hood, de 1938. Decepcionante, pelo menos para mim, vê-lo se tornar um plágio óbvio e um personagem sem inspiração.

Porém, não dá pra se decepcionar com o dragão. Smaug aparece monstruoso, terrível e magnífico (justificando sua alcunha). Ele inicia um jogo de gato e rato com Bilbo à certa altura do filme que com certeza o fará ser uma das criaturas mais célebres do cinema. Benedict Cumberbatch fez um trabalho brilhante dublando a criatura.

A beleza e o significado desta cena faz
deste um filme inesquecível...
Quanto ao 3D, comparado ao que vimos em Gravidade (que é incrível) cumpre seu papel de imersão, porém sem maiores novidades.

O Hobbit : A Desolação de Smaug é altamente recomendável. Um filme imenso. Que rasgará seu coração, na ponta da flecha do que há de melhor na sétima arte do século XXI.

Marlo George assistiu, resenhou e tem certeza de que há um dragão vermelho o seguindo...

Trailer oficial (legendado em português)

[CINEAIL] "Blue Jasmine", de Woody Allen

Sinopse: Uma mulher rica (Cate Blanchett) perde todo seu dinheiro e é obrigada a morar em São Francisco com sua irmã (Sally Hawkins), em uma casa muito mais modesta. Ela acaba encontrando um homem na Bay Area que pode resolver seus problemas financeiros, mas antes ela precisa descobrir quem ela é, e precisa aceitar que São Francisco será sua nova casa.

Resenha:Woody Allen faz uma releitura do clássico teatral “Um Bonde Chamado Desejo”, dos anos 1940, de Tennesse Williams, e o filme “Uma Rua Chamada Pecado”, de 1950 – que tem como tema central a personagem Blanche DuBois, uma mulher diferenciada, bonita que busca esconder seus sentimentos de amargura fugindo da realidade. Com essa inspiração Allen nos trás sua visão da crise econômica de 2008 e da elite que perdeu poder econômico e teve que descer do salto. Utilizando o recurso de flaschbacks, aos poucos, vai desnudando o passado perene da personagem; riqueza, luxo, champanhe, grifes, brilhantes... e o paralelo entre o ontem e o agora que vai revelando, aos poucos, o que realmente a levou ao estágio atual. É um filme egocêntrico, não sobram closes para nenhum outro personagem. O novo filme de Woody Allen, Blue Jasmine, é o céu e o inferno da análise crítica da sociedade sob o ponto de vista do diretor.

No elenco Allen traz como estrela Cate Blanchett, e soma a Alec Baldwin, Sally Hawkins, Andrew Dice Clay, Bobby Cannavale, Max Casella, Michael Stuhlbarg, Joy Carlin, Allen Ehrenreich e Kathy Tong.


De moradora de uma cobertura, em Nova Iorque ela se muda para São Francisco, na California, para dividir um apertado apartamento com a irmã pobre, Ginger (Sally Hawkins). A vida de Janmine (Cate Blanchett) é virada pelo avesso após seu marido Hal (Alec Baldwin), um milionário, ser preso por fraude financeira e perder todos os bens. Em São Francisco ela procura se adaptar a nova vida; atura os sobrinhos irritantes, suporta o namorado da irmã, Chili, vivido por Bobby Cannavale, padece com o ex-marido de Ginger, além de ter que se rebaixar a recepcionista de consultório dentário, para sobreviver. A vida de Jasmine não ficou nada fácil. Ela é a figura dramática mais irritante e antipática descrita por Allen.


Contrapondo a Jasmine, Allen criou Ginger, sua irmã distinguida, enfaticamente, como a-do-ti-va pela protagonista. A irmã, apesar de todos os problemas que viveu e vive , é uma mulher que se diverte com o pouco que tem, não se esconde atrás de fachadas, é sincera, vivaz, apesar de se deixar influenciar por Jasmine. 


Cate mostra que sua personagem não tem um norte e com tantos anos de vida de ‘dondoca’, o máximo que consegue é um emprego de recepcionista de um dentista, Dr. Flicker, vivido por Michael Stuhlbarg – que, para seu pânico, se enamora por ela. Assim, o que resta a essa decadente milionária é arrumar outro marido rico. 


Esse drama-comédia, cheio de características distintas e com humor escasso é denso, cansativo, algumas vezes tedioso. Mas, lembrando que o filme é Jasmine, seu personagem central, vivido por Cate Blanchette, permanecemos na poltrona, meio incomodados, mas odiando e, ao mesmo tempo, amando Jasmine.


Por que a amamos? Simples, porque Cate Blanchette faz uma excelentíssima atuação, construção perfeita da personagem... um show de interpretação. A concepção emocional domina atriz e faz eclodir uma Jasmine desesperada, amargurada, desiludida, culpada, perdida, pedante, cheia de defeitos e com um futuro totalmente nublado que exige a reinvenção de si. 

A complexidade da personagem poderá render o Oscar /2014, de melhor atriz, a Blanchette que equilibra divinamente este presente de Wood Allen. Realmente o filme é Cate.


O diretor não dissimula as deformidades de seu personagem central, o drama pessoal é carregado, pesado. De seus filmes anteriores relembra o filme Match Point”, de 2005, com poucos toques de comédia, ou seja, o humor de Blue Jasmine é ácido. Woody Allen tenta relevar os atos de Jasmine dando-lhe o posto de “mulher traída”, assim criando um laço afetivo com o espectador numa tentativa de ganhar o perdão do público.  Li algo que definia o filme sendo um conto moral. Pode ser.  Nos dias atuais precisamos relembrar conceitos esquecidos; ética, moral, educação e muito mais.


Aos fãs de Woody Allen, vai à dica. E para quem não é fã: por favor, vá ao cinema preparado... não é um filme muito fácil. (Eleni Rosa)

[RESENHA] "Os Adoráveis" de Sarra Manning

Sinopse: Eles não têm medo de ser quem são...

Jeane é blogueira. Seu blog, o Adorkable, é um blog de estilo de vida — na verdade, o estilo de vida dela — e já ganhou até prêmios na categoria “Melhor Blog sobre Estilo de Vida” pelo e Guardian e um Bloggie Award. Adora balas Haribo, moda (a que ela cria, comprando em brechós) e colorir (ou descolorir totalmente) os cabelos. Cheia de personalidade e meio volúvel, ainda assim Jeane é bacana — mesmo nos momentos em que se transforma numa insuportável. Mas, certamente, ela não olharia duas vezes para Michael. Porque Michael é o oposto de Jeane. Ele é o tipo de cara que namoraria a garota mais bonita da escola. E compra suas roupas na Hollister, na Jack Wills e na Abercrombie. Além disso, diferente de Jeane, que é autossuficiente, Michael é completamente dependente do pai, o Clínico Geral que condena açúcar, e ainda permite que sua mãe compre suas roupas! (Embora, para Jeane, o pior mesmo sobre Michael é que ele baixa música da internet e nunca paga por isso). Jeane e Michael têm pouco em comum, além de algumas aulas e uma maçante dupla de “ex” — Scarlett e Barney. Mas, apesar disso, eles não conseguem se desgrudar desde que ¬ ficaram pela primeira vez.

Resenha: Quando eu li a sinopse deste livro, pensei "Arf! mais um livro teen, mostrando o cotidiano teen... a tendência teen.. teen.. teen!!!". Confesso que não fiquei muito animada, mas este romance estava na lista de leitura do mês e eu não tinha alternativa. No entanto, protelei o máximo que pude. Adiantei outras leituras  que - aos meus olhos - eram mais interessantes. Resolvi algumas questões pessoais e quando me senti psicologica e espiritualmente preparada para ler "Os Adoráveis" dediquei os momentos mais propícios para isso, por exemplos, trens lotados, engarrafamentos... Bem nestes momentos a gente dorme, ouve música ou ler um livro. E foi o que fiz: li o danado do livro!rs

Assim que iniciei a leitura, meu cérebro - maldosamente - não parou de me enviar cenas do seriado "Glee". Isso me irritou bastante porque eu não queria fazer nenhum tipo de associação, maaaas isto é algo quase impossível quando somos apresentados à alguns fatos repetitivos. E, assim, percebi que "Os Adoráveis" daria um ótimo "Glee" britânico, sem a parte da cantoria! Isto é se um dia resolverem adapatar o romance para série de Tv.

Em "Os Adoráveis" o leitor é apresentado ao tema "Dork" pela perspectiva de Jean, uma adolescente de 17 anos completamente aversa a ditadura da moda. Jean tem seu próprio estilo de vida e abomina tudo que não se adequa a isto. Ao contrário da maioria dos adolescente de sua idade, Jean tem sua própria fonte de renda. É emancipada pelos pais e mora sozinha desde os 15 anos. Possui um estilo oposto aos adolescentes de sua idade, o quê a torna uma garota totalmente excêntrica e, a princípio, "odiada" por todos de sua escola. Bem a maioria tem,na verdade, uma certa aversão a Jean.


Além disto, Jean é uma blogueira famosíssima e dona do Adorkable. Aos seus olhos e, na medida do possível, sua vida é perfeita e ela sente muito orgulho disto. Até que ela conhece Michael: o garoto mais queridinho e desejável da escola. Ele é o oposto de Jean: o típico "boy magia" que está sempre na moda. Usa roupas de grife, tem seu próprio carro, as melhores cias, as meninas fazem fila para conseguir sua atenção e - aos olhos de muitos meninos - ele tem a garota mais linda do colégio como namorada. E apesar de ser um rapaz muito inteligente, ele vive e dependende financeiramente dos pais, o quê o faz cair drasticamente no conceito de Jean.

Após uma reviravolta que faz Jean e Michael se aproximarem, o leitor começa a entender toda a dinâmica que envolve os protagonistas. A história é conduzida de maneira a despertar no leitor a curiosidade em saber um pouco mais sobre os dois. E, também, a se questionar como pessoas tão diferentes, em suas particularidades, conseguem completar um ao com tanta perfeição, levando em consideração que eles não são perfeitos! Que eles erram mais do que acertam, mas - mesmo assim - eles se completam! E partir daí o leitor não consegue mais imaginar a história sem Jean e Michael como um casal! E torçem para que um final clichê aconteça.

É lógico que todo o dramalhão adolescente que já conhecemos e vivenciamos anos atrás é muito explorado neste livro, mas na medida certa. De forma que não deixa a leitura massante. Além disso, o romance em si é despretencioso e pode ser lido em dois dias (se o leitor estiver de férias é claro!rs). No entanto, não acrescenta muita coisa na concepção de vida de quem os está lendo, além de apresentar a Cultura Dork.  

Não poderia deixar de ressaltar a construção dos protagonistas e dos personagens secundários que ficou muito a contento. Sem exageros, sem encheção de linguiça. É bom e gratificante ver o amadurecimento de Jean e Michael. A forma como era a vida deles  antes de se conhecerem e transformação que sofreram depois que passaram a fazer parte um da vida do outro faz o leitor abrir um sorrisinho no canto da boca. Enfim, no balanço geral, o leitor percebe que até mesmo os personagens secundários tiveram seu desenvolvimento adequado. Cada um recebeu a fatia de bolo merecida e todos ficaram muito felizes.

Eu, Mac Batista, li este livro e fiquei encantada com a "adorável" Jean e sua singularidade. O mesmo aconteceu em relação ao "boy magia" Michael. E no final da leitura, compreendi o porque do título "Os adoráveis"

Para os interessados neste tipo de leitura, recomendo!

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