[GIBI REVIEW] "A Pessoa Amada", de CLAMP

Capa brasileira
(Ed. New POP)
Sinopse: O amor, traduzido em várias formas, atrapalhado pelo tempo, pela distância, pelas dúvidas. Nem tudo é flor, mas sempre existe uma saída. E nas mãos das meninas do CLAMP, você vê as esperiências reais que os relacionamentos podem proporcionar, transformando o mais mundano dos amores em histórias fantásticas. É a compilação destas 12 histórias que a Editora NewPOP traz ao Brasil, incluindo como extra comentários das autoras, explicando cada história e o episódio de vida que há por trás dela.

Trecho: "Ei, foi meia hora de atraso. Aconteceu alguma coisa? (...) Bom, eu te perdoo porque hoje você está especialmente 'bonita'..."

Resenha: Uma grata surpresa me esperava quando fui comprar um gibi e não o encontrei... No lugar dele, estava este título do grupo CLAMP, que eu conhecia há muito tempo. E como era somente um volume, valia a pena correr o risco. Se não gostasse da história, pelo menos a arte me agradaria imensamente, como sempre aconteceu... E não é que as histórias são boas?

Eu não sou muito afeito à histórias de amor, românticas e açucaradas como é bem comum aos shoujo mangás (geralmente de temática romântica com algumas características feitas para agradar, na maioria das vezes, ao público feminino). A última coisa ligada ao gênero que li foi o mangá "Video Girl Ai" (Ed. JBC), há mais de 10 anos, que considero um dos mais bem escritos de todos os tempos e que teve um dos tratamentos mais relapsos feitos por uma editora no Brasil.

Não curto acompanhar mangá publicado por aqui por conta do formato. Não gosto de ler nada em papel ruim, que com o tempo fica amarelado ou que, mesmo protegido, acaba virando refeição para cupins... E esse é um dos diferenciais deste título! Papel melhor que a maioria do que é publicado por aqui, com algumas páginas coloridas e extras para deixar qualquer leitor bem informado sobre a produção e bastidores do mangá propriamente dito. O projeto editorial foi muito bem pensado e merece completo destaque. Cada história é belamente ilustrada e podem confiar cada centavo...

O único porém é que não ficamos sabendo ao certo quem fez o que na edição. Num dos extras, algumas pessoas se pronunciam sobre o assunto mas não tem como descobrir, por exemplo, quem escreveu cada capítulo ou quem desenhou. Não que isso desmereça a obra mas ajudaria a marcar aquele "ponto extra" com o público consumidor... #ficaadica

E no quesito roteiro, merece dez em cada parte pois é de uma delicadeza mostrar o ponto de vista de cada mulher ali representada e ver que há tanto em comum quando se fala de amor, insegurança, dúvidas, medos e incertezas, ainda que se esteja há oceanos de distância...

Se vocês, #impressionautas, só poderão de comprar UM mangá antes do fim do mundo, que seja este!

Kal J. Moon encontrou sua Video Girl mas, infelizmente, o tempo da fita no videocassete se esgotou e não tem como rebobinar...

Sobre as autoras

O grupo CLAMP
Sua estética marcou época. Suas histórias marcaram nossa imaginação. Conhecidas mundialmente por seus mangás, o grupo CLAMP tem quatro amigas: Nanase Ohkawa, Mokona, Tsubaki Nekoi e Satsuki Igarashi, que desde o período amador, estão juntas produzindo suas histórias. Já saídas do anonimato, assinaram contrato para produzir seus mangás profissionalmente. O primeiro foi RG Veda e logo caíram no gosto do público. Entre suas várias obras, podemos destacar Rayearth, Card Captor Sakura, X, Tsubasa Chronicles e Gate 7. Elas ainda foram responsáveis pelos designs de animes que foram hit recentemente, como Code Geass e Blood-C.


Trilha Sonora: Abertura do OVA "X"

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