[RESENHA] "Cinquenta Tons de Cinza", de E. L. James


Capa da edição brasileira
(Ed. Intrínseca)
 Sinopse: Anastasia Steele é uma formanda em Literatura de 21 anos. Um dia, o acaso a faz entrevistar o convidado pela reitoria de sua universidade para outorgar os diplomas: o bilionário Christian Grey, empresário que tem por sonho acabar com a fome do mundo. Ana, uma garota com uma vida social praticamente inexistente devido ao foco excessivo em seus estudos, vê-se totalmente atraída pelo arrogante e controlador Christian Grey, dando início a um romance cheio de paixão, sexo e sadomasoquismo.

Trecho:
- Você está dolorida? – ele pergunta, se inclinando sobre mim.
- Um pouco. – eu confesso.
- Eu gosto que você esteja dolorida. – seus olhos ardem – Isso a faz lembrar onde eu estive aí, e somente eu





Resenha: A primeira vez em que ouvi falar sobre este livro foi no programa da apresentadora norte-americana Ellen DeGeneres durante um quadro hilário sobre seu teste para ser a voz do audiobook. Lembro-me de pensar: “Um romance sobre sexo? Não vai demorar nada a chegar aqui”. Posso dizer que não se passaram duas semanas até que eu começasse a receber enxurradas de e-mails de ofertas para a pré-venda de “Cinquenta Tons de Cinza”. A sinopse me despertou uma pequena vontade de lê-lo, embora não tenha ficado exatamente fissurada. Afinal, parecia mais uma história do tipo “Sabrina”: uma mulher nova, geralmente virgem e focada no trabalho, conhece um homem lindo e sensual que tira sua vida do eixo.

A fissura aconteceu quando estava comentando com uma amiga que fiquei curiosa e ela disse: “Verdade? Eu li a sinopse deste livro e pensei que era a sua cara!". Fiquei com aquilo na cabeça e comecei a procurá-lo para comprar mas não precisei chegar a tanto... Dois dias depois, foi meu aniversário e ganhei de um amigo que disse: “Não sei se você já leu, mas pela sinopse, pensei que fosse gostar”. Então, encarei a gravata prateada da capa pensando no que, afinal de contas, meus amigos viram naquele livro que os fizeram se lembrar de mim.

Para quem não sabe, “Cinquenta Tons de Cinza” nasceu de uma fanfic ("abreviação do termo em inglês fan fiction, ou seja, ‘ficção criada por fãs’” - Wikipédia) da saga “Crepúsculo”. E. L. James, a autora britânica na casa dos 40 anos, começou a fazer tanto sucesso com sua história, que decidiu retirar os elementos que levassem o leitor à saga de Stephenie Meyer e publicá-lo. Na minha opinião, James não foi muito bem-sucedida nessa tarefa. Eu só soube dessa origem quando terminava o livro e lembro-me bem de pensar que a personagem Anastasia era uma cópia melhorada de Bella - a protagonista sem sal da saga vampiresca - ao final do primeiro capítulo. Assim como ela, Anastasia tem “dois pés esquerdos”, é fissurada por livros, trava batalhas com seus cabelos e tem uma péssima autoestima. As duas vão para o estado de Washington, depois que sua mãe maluquinha se casa e seu pai é um homem fechado. Mas Bella e Anastasia têm, pra mim, uma diferença crucial: Ana é carismática. Bella é chata.

Li e ouvi muitas coisas sobre o livro. Dentre elas, as péssimas críticas sobre os recursos literários de E. L. James. E devo dizer que fiquei verdadeiramente surpresa com elas. Explico: aprendi que quando nos propomos a analisar um filme ou livro, a primeira coisa que deve ser levada em consideração é a intenção do diretor ou autor. Qual é a proposta da obra? E, a partir daí, começar uma análise crítica a fim de determinar se o objetivo foi alcançado. Assim, eu tenho certeza de que a autora não tinha pretensão alguma de se tornar uma nova Virginia Wolf...

Quem escreve romances narrados em primeira pessoa sabe o quanto é difícil fazê-lo. O escritor deve esquecer-se totalmente, entrar na mente do personagem e pensar e agir como ele.

Assim, quem é Anastasia Steele? Uma garota de 21 anos sem a menor experiência de vida, o que fica muito claro no livro. É verdade que ela devora clássicos da literatura inglesa, mas honestamente, quem começa a falar coisas como: “Eu te amo, Julieta! Não posso sentir outra coisa, nada mais sentiria a não ser isto – amor – que não é objeto, nem nada explicável”, depois de ler Shakespeare? Além disso, E. L. James usa um recurso que eu gosto muito: todos os verbos são usados no presente, dando a impressão que as cenas acontecem aqui e agora, que a vida de Anastasia está simplesmente se desdobrando enquanto viramos as páginas. Sendo assim, eu vou correr o risco de ser apedrejada e dizer que a autora foi muito feliz na sua escrita. O objetivo dela, fazer com que os leitores acreditassem que quem narrava a história era uma garota jovem, saindo da adolescência para a vida adulta, foi alcançado. A leitura é fácil e os diálogos são fluidos. A protagonista é carismática, irônica e tem reações genuínas. Até mesmo seus conflitos interiores são interessantes: Anastasia se vê o tempo todo entre seu inconsciente acusador – sempre de braços cruzados, jogando-a na realidade – e sua deusa interior – várias vezes segurando pompons em seu modo líder de torcida –, enquanto se percebe desejada por Grey.

Francamente, o que as pessoas esperavam? Que Grey dissesse “Que belas ancas, Anastasia”?!

Agora mudemos o foco para Christian Grey. Inúmeras pessoas estão simplesmente boquiabertas com o alvoroço que ele causou nas mulheres. Fazendo uma análise, posso dizer que Grey é o homem ideal, o príncipe encantado da mulher moderna. Não, as mulheres não querem apanhar de seus parceiros! E é muito bom frisar que as surras de Christian têm um cunho sexual, condizentes com a filosofia do BSDM, sigla para “Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo”.

- Ao contrário do que sua amiga pensa, eu não sou um monstro

O fascínio que Grey provoca não se atem ao sexo ou ao sadomasoquismo.

Tirando a parte do “arrogante”, Christian Grey é diferente dos outros bilionários da ficção. Para o mundo exterior, Christian é polido e discreto. Não frequenta festas, não bebe, fuma ou usa drogas. Alimenta-se bem e pratica exercícios físicos regularmente. Chega a ser irritante de tão certinho! É um filho carinhoso, embora não tão expansivo quanto seus irmãos e é filantropo: Christian tem por sonho acabar com a fome do mundo. Ele é, sim, bastante arrogante, irritante, metido e tem uma obsessão quase doentia por controle, embora também seja impulsivo. A princípio, torci o nariz para essas descrições, afinal, impulsividade e mania de controle são coisas opostas, mas no decorrer do livro, entendi a imagem que E. L. James queria passar. Com Anastasia, ele é apaixonado, intenso (muito intenso!), possessivo, honesto. Ele a deixa confusa várias vezes, saindo de um modo frio e distante para agir como um moleque travesso. Tem um ar misterioso, várias vezes Ana se pergunta o que ele quer dizer ou se seus olhos dizem o mesmo que suas palavras. Está constantemente preocupado com seu bem-estar, quer saber sobre sua alimentação, saúde, sentimentos. Aliás, é Christian quem insiste nas famosas “DR’s” (discussões de relacionamento)!

- Se você vai chorar, chore na minha frente. Eu preciso saber.
- Você quer me fazer chorar?
- Particularmente, não. Eu só quero saber como você está se sentindo. Eu não quero que você escorregue por entre meus dedos


Como se não bastasse, Christian Grey realiza o sonho de toda mulher: Ana é a tal que o faz se render. Em diversos momentos é nítido o quanto ele muda por ela, o quanto se abre e lhe faz concessões. Ana foi a primeira mulher que o fez falar, “baixar a guarda” e com quem fez “sexo baunilha”, como os praticantes de BDSM se referem ao sexo convencional, sem brinquedos. Além, é claro, de ser lindo. E bilionário. E bom de cama.

Mulheres: quem não se apaixona por um homem desses?!

Como eu citei anteriormente, “Cinquenta Tons de Cinza” ainda tem algumas coisas que o remetem à saga “Crepúsculo”, incluindo sua essência. Enquanto na saga vampiresca Bella se apaixona pelo perigoso Edward e se sente seduzida por seu mundo obscuro, o “lado negro” de Christian é o BDSM, o único tipo de relacionamento que ele se interessa. E acredito que este seja um dos maiores interesses das mulheres em relação ao livro: conhecer o mundo do sadomasoquismo, sem tabus. Christian e Anastasia discutem abertamente as práticas BDSM, deixando tudo bem claro em um contrato. Além disso, através dos diálogos entre os dois, o leitor consegue ter uma visão do BDSM e de toda a filosofia por trás da prática. O melhor de tudo: faz isso sem chocar – ao menos nesta primeira parte da história.
 
- Porque não vou te tocar, Anastasia... Não até que tenha sua autorização por escrito. – diz esboçando um ligeiro sorriso

Sobre o sexo... Bem, sem dúvida, é o que faz as mulheres pegarem o livro. Já vi várias amigas dizendo que leram “Cinquenta Tons de Cinza” a fim de apimentar seus relacionamentos (e, aparentemente, deu certo). Eu já tinha lido alguns romances eróticos anteriormente mas nenhum descreveu cenas quentes de forma tão viva e detalhada. E é só o que vou dizer sobre isso. Afinal, defendo a ideia de que este não é um livro sobre sexo.

E. L. James falou numa entrevista algo que preciso concordar: é uma história sobre a cura através do amor. No primeiro livro, pouco se diz sobre o passado de Grey mas percebe-se a quantidade de traumas e tristezas que rodeiam sua vida. Tudo o que sabemos até aqui é que Christian teve diversos problemas em sua primeira infância e que sua iniciação sexual não foi nada usual. Anastasia se pega imaginando todos os tipos de dificuldades pelos quais ele passara, o que, afinal, o levou a ser tão frio e distante emocionalmente e, com toda sua ingenuidade, deseja ajudá-lo a superar seus problemas. Isso me faz lembrar um pouco a história de “A Bela e a Fera” e é impossível não identificar outros pontos em comum com os contos de fadas que todas as meninas leem quando crianças e perseguem em suas vidas adultas.

Há algum tempo, soube que os direitos da trilogia foram vendidos à Universal e pulei de alegria quando soube que o ator Ryan Gosling era um dos mais cotados para viver Christian Grey. Explico: no momento exato em que Anastasia entra na sala de Grey para entrevistá-lo e ela lhe dá uma boa olhada, imediatamente imaginei Gosling e seus olhos cinzentos. Estou realmente torcendo para que ele seja a escolha. Já em relação à Anastasia, não tenho muito que dizer. Ouvi nomes como Emma Watson, Alexis Bledel e Mila Kunis. Dentre as três, particularmente, prefiro Kunis. Bem, vamos torcer para que os estúdios escolham um bom elenco e que não transformem o enredo em um filme pornô.

Resumindo, este pode não ser o livro do ano mas certamente é um bom entretenimento. Anastasia é interessante de ler, sua deusa interior é uma graça, os e-mails que ela troca com Christian são, no mínimo, criativos. O livro é, certamente, um retrato do que as mulheres querem e esperam de um homem. E eu posso dizer que estou me contorcendo de ansiedade para que a livraria me entregue os dois próximos volumes...

Até a próxima! (Stéf Rhoden)


Ficha Técnica

Título: Cinquenta tons de cinza
Autora: E. L. James
Ed. Intrínseca | 2012 | Brochura | 480 páginas

A autora E. L. James


>>> Sobre a autora


Erika Leonard James
(1963) - mais conhecida pelo pseudônimo E. L. James -, trabalhou como executiva na TV, é casada, tem dois filhos e vive em Londres, Inglaterra. Abandonou a carreira com o sucesso de seu primeiro livro, "Cinquenta Tons de Cinza", primeiro através da internet, por meio de uma pequena editora e agora com o advento da trilogia erótica (gerando uma nova moda literária no mundo), sua consequente e aguardada adaptação cinematográfica. Em 2012, foi considerada  umas das 100 pessoas mais influentes do mundo pela revista Time.



29 comentários :

  1. Então... Vc falou e disse mas ainda não tô convencido a ler esse livro... Tudo bem, sei que não sou o público-alvo... Mas se não for bem escrito, largo sem dó nem piedade...

    Fiz isso recentemente com um equivalente nacional: "A Casa dos Budas Ditosos", de João Ubaldo Ribeiro. Além de chato, tinha uma protagonista insuportável que me deu vontade de falar umas boas verdades sobre a vida àquela senhora...

    Tirando isso, parabéns pela resenha pois a mesma instiga a curiosidade acerca desse livro tão badalado! Abração carioca! (KJM)

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    1. Mr. Moon, Mr. Moon...

      Quando, afinal, concordaremos em alguma coisa?

      "A Casa dos Budas Ditosos" foi um dos livros a que me referi quando disse que já tinha lido outros romances eróticos e eu o adorei. Acho que li umas duas vezes já. Mas a proposta dele é totalmente diferente de "Cinquenta tons"...

      Se você gosta de uma leitura fluida e fácil, nada de diálogos rebuscados ou páginas inteiras falando sobre a mesma coisa (Machado de Assis que me perdoe! Amo-o, mas foi maçante ler um capítulo INTEIRO sobre os ombros de Capitu em "Dom Casmurro"). Tudo foi muito plausível, "engolível" e visível. Principalmente: coerente com a realidade da personagem.

      E também discordo sobre você não ser o público-alvo... Acho que vocês homens deveriam aprender algumas coisas com o Mr. Grey... Aliás, você, Kal, já têm dois pontos em comum com ele: suas governantas fazem chá (embora ele prefira café) e você gosta de dar umas porretadas, enquanto ele prefere os chicotes e cintos... hehehehehe...

      Obrigada pelos elogios... Fiquei feliz em saber que vocês gostaram.

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  2. Haha...Olá Stéf, td blz?! Eu já tinha comentado com o Kal sobre esse livro e tal...Mas confesso que só agora, através, da sua resenha é que senti realmente o interesse de lê-lo...Já estou providenciando o meu exemplar!!! Parabéns pela resenha...E mais uma vez, benvinda ao AIL!!!
    bjins e inté, Mac Batista.

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    1. Pôxa, Mac...

      Fiquei feliz por saber que você se interessou em lê-lo por causa da resenha. Leia, sim... Mesmo que você não sinta que foi o melhor livro da sua vida, vai acabar gostando do entretenimento.

      Obrigada... Estou feliz por estar aqui no AIL.

      Beijos!

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  3. Respostas
    1. Ah, sim... Poderia. Não sei o porquê da escolha do número 50, mas o título é tirado de uma frase do Grey. A certa altura da história ele fala algo do tipo "Sou lascado em 50 Tons". Não vou falar as palavras exatas dele, mas o sentido é esse aí... hehehe...

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  4. Quer ler um romance erótico que presta? Leia Bukowski. Qualquer livro do cara. Ele sozinho põe o Ubaldo e essa dona aí da trilogia no chinelo. Acho que a única autora que curti neste estilo foi a Wei Hui e seu ótimo Xangai Baby. E só!

    Metam o velho Buk no sistema e seja mais feliz!

    Marlo George

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    1. Anotado... Lerei...

      Obrigada pela dica.

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  5. Olha só! Encontrei um artigo num site de psicologia que fala basicamente tudo o que eu disse aqui:

    http://news.psicologado.com/comportamento/para-especialistas-cinquenta-tons-e-sucesso-pois-protagonista-personifica-sonho-feminino?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+psicologado+%28Psicologado.com+-+Portal+de+Psicologia%29

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    1. Eu sabia que teu lado psicóloga estava aflorado neste resenha, hehehe... Vamos ver o que "Dra. Stéf" nos reserva nos próximos volumes... (KJM)

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  6. Gostei da sua resenha. Fiquei interessada já em ler o livro sei lá por qual motivo. Pela modinha talvez hahaha
    Afinal, como eu aprendi: só podemos dizer se um livro é bom ou ruim, se lermos, se tivermos o mínimo de contato com ele.
    Lerei.

    Beijo

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    1. Leia, sim! Estou apaixonada e espero que você também se apaixone...

      Beijo!

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  7. Não pude sair do seu blog sem deixar de comentar. Eu vi muita crítica em relação ao livro (da mesma forma em relação à saga crepúsculo) e sinceramente amei os dois.

    Pq as mulheres amam Grey e Edward? Pq sabem tratar uma mulher! Simples assim!

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    1. Sabe que eu estava pensando a mesma coisa esses dias? É por isso que esses romances - não apenas Crepúsculo e Cinquenta tons - fazem tanto sucesso: porque são escritos por mulheres e seus ideais de homens...

      E isso é um bocado frustrante!! hehehe...

      Abraços!

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  8. Hum... Eu queria ler a resenha de "50 tons" escrita pela Mac. Nada contra você, Stef, mas a Mac fez a resenha de "Toda Sua" e, em um quadro comparativo, seria melhor ver as resenhas de livros do mesmo estilo escrito pela mesma pessoa; a fim de comparar a preferência por um ou por outro.
    Eu particularmente discordo de muito do que você disse de "50 tons". Enaltificou demais, como se fosse uma mega obra, quando não passa de uma reunião de clichês. Bem verdade que coloca o Mr. Gray sendo a "personificação dos sonhos femininos", mas esta é uma visão bem deturpada da coisa. As mulheres de hoje em dia estão colocando na cabeça que homem ideal é o que larga tudo e se modifica por completo por elas, o que é RIDÍCULO. Qualquer pessoa que tenha um relacionamento estável há algum tempo (seja namoro, noivado ou casamento), sabe que o ideal é ter um ponto de equilíbrio; aceitar o outro como ele é, mas fazer concessões no que é mais importante para um e para o outro.

    Enfim, eu queria muito ver a opinião da Mac de "50 tons", depois que li a resenha dela do "Toda Sua" ^^

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  9. Obrigada, Izandra...

    Mas quem fez a resenha do "Toda sua" também fui eu. E fiquei surpresa por você sentir falta de um quadro comparativo entre os dois livros porque foi exatamente o que eu quis evitar ao falar do outro livro. Talvez dê para fazer alguma coisa nos comentários, já meio que comecei respondendo ao seu comentário lá.

    Bem, eu enaltifiquei "Cinquenta tons" porque adorei o livro e coloquei aqui todos os motivos pelos quais eu gostei. Além, é claro, de dizer o porquê de não concordar com a maior parte das críticas negativas. Mas não quis que passasse a impressão de ser uma "mega obra". Apesar de ter adorado, não é o melhor livro que já li. É verdade, clichês sem fim. Inclusive no final. Mas não acho que o sonho feminino de fazer o homem amado mudar seja uma coisa das mulheres de hoje em dia. Acho que é o nosso sonho desde sempre e que agora estamos caindo na real e vendo o que isso é impossível. Talvez, por isso, estejamos tão insatisfeitas em nossa vida sentimental. E, por isso, livros como este fazem tanto sucesso: nos remetem a uma fantasia.

    Mas vamos lá, podemos fazer uma comparação entre os dois...
    :)

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  10. Renata Karla14 janeiro, 2013

    Olá de novo!!!
    bom eu ja queria muito ler o livro!

    adorei sua resenha, minha vontade de ler triplicou.
    e pior que sei que vou adorar (espero concordar ctg desta vez, rs), vou terminar em 3 dias e ficar agoniada por ler os outros 2. Estou cogitando a ideia de ja comprar os 3 de uma vez!
    assim que eu ler, volto pra dar minha humilde opinião!

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  11. Tudo bem, Renata... Vamos ver! Espero que goste!

    Mas sempre aconselho a comprar o primeiro antes e só depois, se vc gostar, comprar os outros. Vai que, né? hehehe...

    Abraços!

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  12. Ups... to aqui finalmente, vamu ver se isso da certo. Acho que ja comentei sobre sua resenha, mas não nesse espaço. A resenha me deixou curiosa sim, apesar de que não gosto do tema, e acho que vi um pouco da realidade em torno desse tema e o quadro-cenario é péssimo. Apesar de que pedi o livro na biblioteca local e depois ate tentei comprar on line e ambas tentativas falharam ate agora, ainda vou ir atras... pode ser que a loja "War in want"... livraria de livros de segunda mão, que vende pra arrecadar fundos pra Cruz Vermelha, ja tenha algum exemplar que no fim das contas vai me custar duas libras ao invés de £20... aff sempre vale a pena ter paciencia.Continue ....resenhando. Parabens...

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  13. Renata Karla14 fevereiro, 2013

    Comprei!!

    Sábado de carnaval entrei em uma livraria e comprei meu exemplar! Ao passar o cartão para pagar o livro, olhei para a parede vi lá parado, me olhando, "50 tons mais escuros" e "50 tons de liberdade", não resisti e comprei os 3!!! Desculpe Stef, não consegui seguir seu conselho! rs!!!

    Resultado: Hoje quinta feira, já estou em 50 tons de liberdade!!!
    Mas vamos comentar cada um em sua resenha!

    Dinâmico, envolvente, nem um pouco cansativo!!!
    Não é uma história maçante, que fica dando rodeios, as coisas se desenvolvem bem, uma delicia de ler!

    Christian Grey, o que é Christian Grey?? Me coloquei no lugar de Ana, e não sei o que eu faria! Nenhuma mulher saberia!
    Cheguei a me solidarizar com o problema dela!
    Stéf, Se eu tivesse comprado somente o primeiro, eu teria entrado em estado de loucura máxima as 4 da manha, quando terminei o livro!

    Sobre 50 tons de Cinza:

    Amei, amei e amei!!!
    Sem mais

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    1. tenho uma critica de especialista sobre estes livros
      afonsogates@gmail.com

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  14. Ah!! Que bom!! É ótimo saber que influenciei alguém e que esse alguém AMOU a leitura...

    Bem, eu sei o que faria no lugar dela: me apaixonaria perdidamente... hahahahaha...

    Espero que tenha gostado dos outros também...

    Beijão!

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  15. Oi adorei sua resenha!.. muito obrigado...me fez se interessar pelo livro....mas vc já leu o livro reverso escrito pelo autor Darlei... se trata de um livro arrebatador...ele coloca em cheque os maiores dogmas religiosos de todos os tempos.....e ainda inverte de forma brutal as teorias cientificas usando dilemas fantásticos; Além de revelar verdades sobre Jesus jamais mencionados na história.....acesse o link da livraria cultura e digite reverso...a capa do livro é linda ela traz o universo de fundo..abraços. www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?
    busca.livrariasaraiva.com.br/saraiva/Reverso
    www.buqui.com.br/ebook/reverso-604408.html

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    1. Oioi...

      Não li, mas vou procurar. Obrigada! :)

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  16. Que dias tristes vivemos, não se fazem bons romances como Orgulho e preconceito , que atravessou séculos e tratou a mulher com inteligência.Mas como o caso é vender livros ....

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    1. Bem, não acho "Cinquenta Tons de Cinza" um clássico da literatura, mas acho que retrata a época em que foi escrito, assim como "Orgulho e Preconceito"...
      E gosto de pensar que o Mr. Darcy era o Mr. Grey do século XIX... :)

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    2. tenho uma crítica de especialista sobre esses livros
      afonsogates@gmail.com

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  17. Fico feliz de saber que não era coisa da minha cabeça o fato de perceber semelhanças entre Crepúsculo e Cinquenta tons de cinza.Eu particularmente concordo que a Ana e mais simpática.Parabéns você falou muito bem,deu voz a todos os meus pensamentos, muito obrigado. O livro é ótimo mas muita gente acha que se trata apenas de sexo,e não é assim.Nós mostra como o amor pode curar feridas.Parabéns e mais uma vez obrigado.

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  18. Eu amei a sua resenha, e acho que você soube dar uma boa crítica em relação ao livro. No meu blog eu também fiz uma pequena "resenha" sobre ele.
    E sobre a escrita de E.L. James também concordo com você.
    Pelo amor de Deus, a grane maioria das pessoas que falam mal da narrativa são um bando de ignorantes que nunca leram um livro um pouco mais "difícil"! Estamos falando de um livro moderno de uma narrativa moderna.
    Pagam de inteligentes, mas são um bando de burros.

    Bem, amei. ^^

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