[5 PERGUNTAS] AIL entrevista Douglas MCT

Capa de "Necrópolis"
Livro 1 (Ed. Gutenberg)
Se fosse realmente possível classificar as pessoas com apenas uma palavra, a de Douglas MCT seria "onipresente" pois ele batalha em várias frentes ao mesmo tempo para concretizar seus projetos seja no campo da literatura, criação de games, mangás e o que mais surgir.

Acompanhamos sua carreira desde o início e ficamos muito satisfeitos quando, em 2010, recebemos a notícia de que seu primeiro livro seria, enfim, publicado. E cá estamos - apenas dois anos depois - ouvindo muitas novidades a seu respeito.

É, o plano deu certo...

E nosso objetivo, com apenas #5perguntas, é cobrir sua carreira, ideias e planos. Sente-se no banco do carona e embarque em nossa nave, querido #impressionauta, porque a viagem já vai começar! 

1) "Dark-Fantasy" é um gênero pouco explorado na literatura brasileira, apesar de termos muitos expoentes estrangeiros publicados, com sucesso, por aqui. Você acha que o gênero consegue agregar mais autores nacionais nos próximos anos?


Douglas MCT: Acredito que sim. Este subgênero da literatura fantástica é bem encontrado nos quadrinhos de Hellboy, nos games de God of War e em muitos filmes hollywoodianos. Bases de referência para qualquer autor nacional disposto a investir na dark-fantasy. De qualquer maneira, o subgênero não deve ser mais importante do que o enredo. Afinal, é apenas uma classificação para estantes de livrarias.





2) Fale-nos sobre a composição das ideias de "O Coletor de Almas" (leia nossa resenha clicando aqui) e a saga "Necrópolis". O que mudou em você, como escritor, após suas respectivas publicações? Você tem projetos para outras mídias (desenho animado, cinema, tv, game etc) baseadas nessas obras?

Douglas MCT: O protótipo de Necrópolis surgiu há quase 10 anos e, de lá pra cá, muita coisa em volta dele foi construído. A ideia da obra surgiu do meu temor da morte, agregada com plots de fantasia que eu gostaria de escrever. O Coletor de Almas é meu filho mais novo e surgiu de um projeto de 2008 que não foi adiante. Depois de maturar um tempo na gaveta, o retomei para publicação na (editora) Gutenberg. Ambas as obras possuem booktrailers. Necrópolis ainda possui uma trilha sonora com mais de 40 músicas criadas por Isis Fernandes, um novo site e um maravilhoso novo mapa em 3D, feito pelo MJ Macedo, artista também das capas. Há uma galera tentando realizar um game da série e existem projetos futuros para um RPG e uma HQ com histórias spinoffs. Sobre mim, acho que amadureci muito como autor, em técnica e estilo.



Booktrailer "O Coletor de Almas"





3) Falando nisso, como está o desenvolvimento dos projetos de "O Medonho Mundo de Gór" (desenho animado) e "Hansel & Gretel" (quadrinhos estilo mangá adaptando o conto de fadas "João & Maria" para os novos tempos)?

Douglas MCT: O Medonho Mundo de Gór teve problemas de captação de recursos na época e eu não pretendo retomar este projeto, pelo menos não tão cedo. Já o mangá Hansel & Gretel tem previsão de lançamento para 2013, com tudo acertado pela editora NewPOP. A desenhista é a sensacional Rafi Bluebunny e o arte-finalista Fred Hildbrand, uma equipe incrível que vem trabalhando nesta obra criada e roteirizada por mim, que fará essa espera toda valer a pena.

Capa "O Coletor de Almas"
(Ed. Gutenberg)

4) Desde o início de sua carreira até agora, sua experiência foi adquirida ao longo de suas escolhas. Como escritor, quais decisões você não se arrepende de ter tomado e quais seus conselhos ou dicas àqueles que querem se enveredar pelo mundo da escrita?

Douglas MCT: Eu não me arrependo de nada do que faço. Como sempre digo: me arrependo do que eu não faço. Achei uma boa decisão nunca ter pressa nesse meio, e justamente a demora em publicar o primeiro livro (em 2010) foi que me fez otimizá-lo ao longo dos anos. A primeira obra de um autor deve sempre ser revista, retrabalhada, sem pressa nem desespero. O autor iniciante não pode colocar o carro na frente dos bois, dar um passo maior que a perna e correr o risco de pisar num buraco. Não adiante. Hoje, as possibilidades de publicação são enormes. Mas isso não basta. É necessário paciência acima de tudo. É importante a escrita, a reescrita, o jogar fora e o começar de novo. É essencial a leitura, o consumo de mídia de interesse, o feedback de alguém terceirizado. Não desistir, tentar, mas gradualmente.

Booktrailer "Necrópolis"



5) 2012 está sendo bem agitado pra você como autor, com muitos lançamentos. Quais são os novos projetos que nos esperam nos próximos anos?

Douglas MCT: 2012 de fato foi bem movimentado para minha carreira. Lancei 3 romances num ano (O Coletor de Almas, Necrópolis 1 e Necrópolis 2), mais o livro de contos coletivos Fantasias Urbanas (com um spinoff de Necrópolis, aliás), roteiros para um game social de sucesso e outras coisinhas mais. Pelos próximos anos, vocês podem esperar a continuação de O Coletor de Almas, Necrópolis 3, um livro infantil em andamento, e o meu mangá Hansel & Gretel. Isso, se não surgir outra ideia minha pelo caminho.

Arte de Necrópolis, por MJ Macedo
Douglas MCT nasceu em 1983 na cidade de Socorro (interior de São Paulo) e atualmente reside na capital. Cursou Criação e Produção Audiovisual, trabalhou por uma década como designer gráfico e no momento atua como redator e roteirista de games, histórias em quadrinhos, desenhos animados, filmes e seriados. Suas primeiras histórias foram premiadas com o Mapa Cultural Paulista em 2001 e 2003. Foi roteirista nas HQs da Turma da Mônica e nas animações da Galera Animal. Também é autor das séries Necrópolis e O Coletor de Almas, que foi relançada recentemente durante a Bienal do Livro de São Paulo 2012.

4 comentários :

  1. Concordo plenamente... é preciso saber ouvir as críticas, saber que por incrível que pareça nosso trabalho não é perfeito... rs... filtrar as críticas e aceitar com humildade a opinião de quem tem mais experiência... essa foi uma lição que aprendi com certa relutância, mas fez de mim um escritor muito melhor. Claro, se há uma ideia sobre a qual se acredite com todas as suas forças, lute por ela. Convença de que ela é realmente imprescindível. Talvez ela seja mesmo, talvez não. Um editor responsável não quer desvirtuar a obra, quer fazê-la atingir o seu potencial máximo. E toda obra pode ser melhorada. Por mais incrível que nos pareça... rs

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    1. Sem dúvida, Rodrigo! Estar acessível às críticas é imprescindível à qq escritor... (KJM)

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  2. Ainda não li nenhum livro desse gênero... me interessei e vou comprar!

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    1. Oi, Jac! Vale a pena... Mas estamos sorteando um exemplar de "O Coletor de Almas" aqui no blog, sabia? Clique neste link e participe... Vai que...?

      http://www.apenasimpressoesliterarias.com.br/2012/09/promoail-promocao-seja-100.html

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