[AIL NEWS] Rio Comicon não acontecerá mais em 2012!

Logo do evento Riocomicon
Uma péssima notícia para os amantes da nona arte veio ontem (27/09/2012) na forma de um comunicado oficial no site e perfis das redes sociais do evento Rio Comicon: o evento, programado para outubro de 2012, só ocorrerá em 2013, ainda sem data anunciada.

A organização do evento, realizada pela Casa 21, informa que houveram problemas na captação de patrocínios. Além disso, o mês escolhido coincidiria com as eleições municipais e, com a mudança de gestão, as verbas para cultura sempre são as primeiras a serem cortadas.

Confira clicando no site oficial o comunicado completo e a posição da organização sobre este assunto.

[AIL NEWS] Ted sem censura no Brasil!

 Ministro não vai censurar 'TED' e diz que Protógenes burlou classificação indicativa

Mark Whalberg e o urso Ted
(interpretado por Seth McFarlane)
"Censura é algo que não se admite no Estado de direito e a Constituição não nos permite fazer isso. O órgão de classificação realiza um trabalho com parâmetros e critérios extremamente técnicos, mas quem se sentir incomodado com determinado produto pode solicitar uma revisão da classificação", afirmou Cardozo.

O Ministério da Justiça cria a classificação indicativa para os pais tenham uma noção no momento de escolher um filme.

Protégenes afirmou que a comédia é uma apologia ao uso de crack e drogas pesadas:

Acionarei os meios legais, a fim de impedir q o lixo o filme infanto-juvenil TED seja exibido nacionalmente e apurar responsabilidades. O mundo esta [sic] cheio de ursinho TED! O filme TED não esta [sic] apropriado para nenhuma faixa etária. Incentivar o consumo de drogas e [sic] crime, usando ainda ícones infantis".

Na comédia de live-action /animação, ele conta a história de John Bennett (Mark Wahlberg), um homem adulto que tem que lidar com seu estimado ursinho de pelúcia que ganhou vida como resultado de um desejo de infância… E que se recusa a deixá-lo desde então.

Mila Kunis, Giovanni Ribisi, Seth MacFarlane, Patrick Warburton, Laura Vandervoort e Jessica Stroup completam o elenco.

Nos vimos aqui ó...

(Nota da Equipe AIL: Quem disse que esse filme é destinado à crianças? Alguém? Bueller? Bueller?)

[LANÇAMENTOS E NOVIDADES #38]"Romeu Imortal", Stacey Jay - Promoção Quebra-Cabeças


“Romeu Imortal” – Stacey Jay

Amaldiçoado a viver por toda a eternidade em seu espectro, Romeu, conhecido por seus modos rudes e assassinos, recebe uma chance de se redimir viajando de volta no tempo para salvar a vida de Ariel Dragland. Sem saber, Ariel é importante para os dois lados, os Mercenários e os Embaixadores, e tem o destino do mundo nas mãos. Romeu deve ganhar seu coração e fazê-la acreditar no amor, levando-a contra seu potencial obscuro antes de ser descoberto pelos Mercenários. Enquanto sua sedução se inicia como outra mentira, logo ela se torna sua única verdade. Romeu jura proteger Ariel de todo o mal, e fazer qualquer coisa que for preciso para ganhar seu coração e sua alma. Mas quando Ariel se decepciona com ele, ela fica vulnerável à manipulação dos Mercenários, e sua escuridão interna poderá separá-los para sempre.

[LANÇAMENTOS E NOVIDADES #35] "Mais Dia, Menos Dia", de Janaina Cruz

"Mais Dia Menos Dia",
de Janaina Cruz (Ed. LP-Books)
Foi lançado, durante a 22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo 2012, o primeiro livro de poesias da autora Janaina Cruz entitulado "Mais Dia Menos Dia" pela Editora LP-Books.

Composto de 146 poesias, fala de suas trajetória de vida, sonhos, anseios, tristezas e glórias, dores e do surgimento de um grande amor.

"Mais dia menos dia eu aprenderia a andar
Sem tropeçar em meus pés, ou nas vontades não saciadas
Saberia que mentir é só armadilha e que prender o controle é jogar-se em prisões.
Mais dia menos dia, eu iria provar das paixões, e por elas cometer pecados
Mais dia menos dia cairia de joelhos pedindo perdão a Deus, chorando e sofrendo.
Perderia tudo por nada, me irritaria com canção apaixonadas, poemas, conselhos, qualquer coisa de amor
" (Janaina Cruz)

Para saber mais sobre a autora, clique aqui e aqui. Para comprar um exemplar de "Mais Dia Menos Dia", clique aqui.

Janaina Cruz, escritora


A escritora ,Janaina Cruz oriunda de Juazeiro do Norte (Ceará), casada com o compositor baiano Leandro Medeiros, mãe dos adolescentes Nátali, Nicolas e Vitor Gabriel, cursou História na Universidade Regional do Cariri e Serviço Social na UNOPAR.

Começou a escrever aos 12 anos de idade, quando ganhou seu primeiro concurso poético, com a poesia "Espelhos":

Esse rosto no espelho, não o reconheço, ficou preso nos espelhos do passado, o sorriso, o brilho no olhar será devolvido, no rosto que será visto por um espelho do futuro".

Logo, refletia a sua história como escritora. Criou também as poesias "Matusalém", "A Janela da Frente", "Vermelho" e "Mulato", poesias premiadas em concursos no Brasil e no exterior. Em breve, lançará seu primeiro romance, baseado no surreal, entitulado "Morri E Não Sabia".

[PARCERIA] Grupo Editorial Autêntica


Logo Grupo Editorial Autêntica

Boa tarde!!!

Hoje, trazemos para vocês uma ótima notícia: o A.I.L firmou parceria com o Grupo Editorial Autêntica

Estamos muito felizes!!! E é lógico que não poderíamos deixar de compartilhar essa nova conquista com aqueles que estão sempre torcendo e acompanhando nosso querido blog! Que venham outras parcerias, pois estamos trabalhando, e muito, para isso.

Sobre o Grupo Editorial Autêntica

A Autêntica Editora, criada em 1997 com foco em publicações acadêmicas, se consolidou no mercado editorial brasileiro e diversificou seu escopo ao longo desses quase 15 anos de atividades. Para continuar fiel à sua perspectiva de lançar livros de qualidade, buscar assuntos inovadores e, ao mesmo tempo, atender às demandas de seus públicos, a casa passa a ser, em 2011, um grupo – o Grupo Editorial Autêntica. Com títulos em áreas variadas, o grupo possui agora três editoras: a Autêntica Editora, com foco em livros nas áreas de Ciências Humanas e literatura infantil; a Editora Gutenberg, criada como selo em 2003, com títulos de interesse geral; e a Editora Nemo, um projeto recente, destinado à publicação de quadrinhos.

Mais uma vez, agradecemos a confiança e a credibilidade que o Grupo Editorial Autêntica está depositando no Apenas Impressões Literárias.  

Rock on, abração carioca, bjins e inté...! 
Equipe A.I.L 

[AIL NEWS] Liberados capítulos inéditos de HP no Pottermore!!!

EXTRA! EXTRA!!! Notícia bombástica do jornal Profeta Diário:

Acabamos de ser informados que foram liberados, no site Pottermore, os episódios 06 a 11 do livro "Harry Potter e a Câmara Secreta", que estavam indisponíveis desde sua estréia em abril. Dentro de alguns meses, conforme o próprio site, o resto do livro será liberado.

Logo oficial do site
Se você já abriu sua conta lá, não perca tempo e confira os novos capítulos, que estão insanos e trazem algumas novidades. Se você nem sabe o que é isso, deixe de ser um "trouxa" e leia a matéria do AIL sobre o site clicando aqui.

Marlo George é Bladeblood200, aluno da Sonserina, que tem um gato siamês no Pottermore...

[5 PERGUNTAS] AIL entrevista Douglas MCT

Capa de "Necrópolis"
Livro 1 (Ed. Gutenberg)
Se fosse realmente possível classificar as pessoas com apenas uma palavra, a de Douglas MCT seria "onipresente" pois ele batalha em várias frentes ao mesmo tempo para concretizar seus projetos seja no campo da literatura, criação de games, mangás e o que mais surgir.

Acompanhamos sua carreira desde o início e ficamos muito satisfeitos quando, em 2010, recebemos a notícia de que seu primeiro livro seria, enfim, publicado. E cá estamos - apenas dois anos depois - ouvindo muitas novidades a seu respeito.

É, o plano deu certo...

E nosso objetivo, com apenas #5perguntas, é cobrir sua carreira, ideias e planos. Sente-se no banco do carona e embarque em nossa nave, querido #impressionauta, porque a viagem já vai começar! 

1) "Dark-Fantasy" é um gênero pouco explorado na literatura brasileira, apesar de termos muitos expoentes estrangeiros publicados, com sucesso, por aqui. Você acha que o gênero consegue agregar mais autores nacionais nos próximos anos?


Douglas MCT: Acredito que sim. Este subgênero da literatura fantástica é bem encontrado nos quadrinhos de Hellboy, nos games de God of War e em muitos filmes hollywoodianos. Bases de referência para qualquer autor nacional disposto a investir na dark-fantasy. De qualquer maneira, o subgênero não deve ser mais importante do que o enredo. Afinal, é apenas uma classificação para estantes de livrarias.





2) Fale-nos sobre a composição das ideias de "O Coletor de Almas" (leia nossa resenha clicando aqui) e a saga "Necrópolis". O que mudou em você, como escritor, após suas respectivas publicações? Você tem projetos para outras mídias (desenho animado, cinema, tv, game etc) baseadas nessas obras?

Douglas MCT: O protótipo de Necrópolis surgiu há quase 10 anos e, de lá pra cá, muita coisa em volta dele foi construído. A ideia da obra surgiu do meu temor da morte, agregada com plots de fantasia que eu gostaria de escrever. O Coletor de Almas é meu filho mais novo e surgiu de um projeto de 2008 que não foi adiante. Depois de maturar um tempo na gaveta, o retomei para publicação na (editora) Gutenberg. Ambas as obras possuem booktrailers. Necrópolis ainda possui uma trilha sonora com mais de 40 músicas criadas por Isis Fernandes, um novo site e um maravilhoso novo mapa em 3D, feito pelo MJ Macedo, artista também das capas. Há uma galera tentando realizar um game da série e existem projetos futuros para um RPG e uma HQ com histórias spinoffs. Sobre mim, acho que amadureci muito como autor, em técnica e estilo.



Booktrailer "O Coletor de Almas"





3) Falando nisso, como está o desenvolvimento dos projetos de "O Medonho Mundo de Gór" (desenho animado) e "Hansel & Gretel" (quadrinhos estilo mangá adaptando o conto de fadas "João & Maria" para os novos tempos)?

Douglas MCT: O Medonho Mundo de Gór teve problemas de captação de recursos na época e eu não pretendo retomar este projeto, pelo menos não tão cedo. Já o mangá Hansel & Gretel tem previsão de lançamento para 2013, com tudo acertado pela editora NewPOP. A desenhista é a sensacional Rafi Bluebunny e o arte-finalista Fred Hildbrand, uma equipe incrível que vem trabalhando nesta obra criada e roteirizada por mim, que fará essa espera toda valer a pena.

Capa "O Coletor de Almas"
(Ed. Gutenberg)

4) Desde o início de sua carreira até agora, sua experiência foi adquirida ao longo de suas escolhas. Como escritor, quais decisões você não se arrepende de ter tomado e quais seus conselhos ou dicas àqueles que querem se enveredar pelo mundo da escrita?

Douglas MCT: Eu não me arrependo de nada do que faço. Como sempre digo: me arrependo do que eu não faço. Achei uma boa decisão nunca ter pressa nesse meio, e justamente a demora em publicar o primeiro livro (em 2010) foi que me fez otimizá-lo ao longo dos anos. A primeira obra de um autor deve sempre ser revista, retrabalhada, sem pressa nem desespero. O autor iniciante não pode colocar o carro na frente dos bois, dar um passo maior que a perna e correr o risco de pisar num buraco. Não adiante. Hoje, as possibilidades de publicação são enormes. Mas isso não basta. É necessário paciência acima de tudo. É importante a escrita, a reescrita, o jogar fora e o começar de novo. É essencial a leitura, o consumo de mídia de interesse, o feedback de alguém terceirizado. Não desistir, tentar, mas gradualmente.

Booktrailer "Necrópolis"



5) 2012 está sendo bem agitado pra você como autor, com muitos lançamentos. Quais são os novos projetos que nos esperam nos próximos anos?

Douglas MCT: 2012 de fato foi bem movimentado para minha carreira. Lancei 3 romances num ano (O Coletor de Almas, Necrópolis 1 e Necrópolis 2), mais o livro de contos coletivos Fantasias Urbanas (com um spinoff de Necrópolis, aliás), roteiros para um game social de sucesso e outras coisinhas mais. Pelos próximos anos, vocês podem esperar a continuação de O Coletor de Almas, Necrópolis 3, um livro infantil em andamento, e o meu mangá Hansel & Gretel. Isso, se não surgir outra ideia minha pelo caminho.

Arte de Necrópolis, por MJ Macedo
Douglas MCT nasceu em 1983 na cidade de Socorro (interior de São Paulo) e atualmente reside na capital. Cursou Criação e Produção Audiovisual, trabalhou por uma década como designer gráfico e no momento atua como redator e roteirista de games, histórias em quadrinhos, desenhos animados, filmes e seriados. Suas primeiras histórias foram premiadas com o Mapa Cultural Paulista em 2001 e 2003. Foi roteirista nas HQs da Turma da Mônica e nas animações da Galera Animal. Também é autor das séries Necrópolis e O Coletor de Almas, que foi relançada recentemente durante a Bienal do Livro de São Paulo 2012.

[GIBI REVIEW] "Shade, O Homem Mutável", de Peter Milligan & Chris Bachallo

Capa da edição nacional
Título: "Shade, O Homem Mutável"
Autores: Peter Milligan (roteiro), Chris Bachallo (desenhos), Mark Pennington (arte-final) e Daniel Cozzo (cores)
Histórias em Quadrinhos (aventura / ficção / adulto) | 124 páginas | Ed. Metal Pesado


Resumo bobo da história: Kathy George estava feliz pois ia finalmente apresentar o noivo a seus pais. Porém. ao chegar lá, algo muito grave acontece e alguém que ela odeia muito terá de passar bastante tempo ao seu lado e, com sua ajuda, salvar o mundo.

Trecho: "Em seguida, começaram os gritos. Os gritos. Os guinchos. A gargalhada. A gargalhada? O tempo e o espaço se confundiram, eu sei! Mas gargalhada? Claro! Houve gargalhada. Uma gargalhada esquelética que você ouve desde pequena... Desde que ficou sozinha no escuro pela primeira vez. Desde que procurou a mamãe e, pela primeira vez, ela não estava perto" (Kathy)

"- QUEM MATOU JFK?
 - Você ainda está fazendo essa pergunta idiota? A América matou JFK! Está me ouvindo! A América matou!
" (Duane)

Vida feliz... por enquanto!

Resenha: O que é, afinal, ser louco? É viver como se as regras da sociedade não tivessem valor algum? É não conseguir prestar atenção no dia a dia e estar sempre alienado? Loucura é, realmente, estado de espírito, algo demoníaco no ser humano ou algo inexplicado?

Nem olhe pra mim pois eu não saberia responder nenhuma das questões acima. Mas Peter Milligan, autor desta história, bem que tentou... Kathy George (não confundam com alguma parente de nosso querido Marlo, hehehe...) ia se casar. Estava muito feliz pois finalmente iria apresentar seu noivo aos pais. Quando chega à casa deles, descobre que os dois foram mortos por um assassino, que mata também seu noivo! No mesmo dia, ficou viúva e órfã. E vocês estavam reclamando de que mesmo? Pois é...

Certo. O assassino foi condenado à cadeira elétrica. Mas no momento da execução, um ser de outra dimensão apossa-se de seu corpo e parte da loucura dos seres humanos "foge" para nossa realidade. O nome desse ser é Shade. E nada mais seria o mesmo para Kathy.

Gostaria que focassem suas atenções no que acontece a seguir. Kathy e Shade começam uma peregrinação para descobrir como deter a invasão da loucura a nosso mundo. Porém, Shade ainda está no corpo do assassino de seus pais e de seu noivo. Ela pensa o tempo todo em matá-lo para se vingar. Porém, percebe que a mente dele não é a mesma...

E a loucura não se manifesta como imaginamos. Não são doentes perambulando por aí mas sim coisas inimagináveis e completamente impossíveis de acontecer na vida "real". Impossíveis mesmo!

(nesse quesito, a arte de Chris Bachallo faz com que nos sintamos loucos ou pelo menos sob o efeito de alguma droga)

No que a América se tornou,
segundo o autor?
Some a isso tudo a verdadeira paranóia dos Estados Unidos da América com o assassinato do Presidente John F. Kennedy e temos um pequeno clássico das histórias em quadrinhos para adultos feitas na década de 1990...

Não posso contar mais do que isso. Seria desleal com todos os que querem ler... E o texto é tão relevante que o personagem Shade voltou à cena atualmente na revista "Dark", integrando a novíssima "Liga da Justiça Dark"...

Vale a pena ler isso? Sim. Mas com a visão que você tinha ao assistir aos episódios antigos de "Arquivo X" e não como quem assiste a "Fringe". Entendedores entenderão...

Kal J. Moon não é louco. Sua mãe tem o boletim médico para comprovar...





Trilha Sonora: "Think" (Information Society)

[CINEBOOK] Batman: O Cavaleiro das Trevas, Parte 1


Filme: Batman - O Cavaleiro das Trevas (Parte 1)
Direção: Jay Oliva
Roteiro: Bob Goodman (baseado na minissérie original escrita e desenhada por Frank Miller, arte-final de Klaus Janson e cores de Lynn Varley)
Elenco: Peter Weller (Bruce Wayne / Batman), Ariel Winter (Carrey Kelly / Robin), David Selby (Comissário Gordon), Michael Emerson (Coringa), Michael Jackson (Alfred).


Resenha: Tentarei escrever esta resenha sobre a nova animação da DC (que sempre elogio e sou admirador incondicional) tentando me esquecer de qualquer rascunho que ainda resida em minha mente dos gibis que li, na casa de meu primo (na época, um moleque relaxado e inconsequente com suas coisas; hoje um marmajo relaxado e inconsequente com suas amantes) nos anos 80. Tentarei ainda fazê-la enquanto assisto o aludido "desenho" (no meu computador, baixado da net, afinal, não tenho grana e os estúdios não nos mandam cópias de seus novos lançamento, ainda, como o fazem com o Omele, daí... Ou esses camaradas olham por nós, ou chupem... Benvindos ao mundo real,
 cowboy).

Vamos ao desenho: De cara não gostei. Na boa, introduzir uma obra com aquela miscelânea de 2D com 3D não rola. Ficou feio. Mas eles consertaram. Daí...

Batman retorna e não está com cara de super-amigo...
Cena Whatever à parte, o desenho é espetacular. A DC acertou de novo. BINGO!


Esse tanque de guerra enorme é o... Batmóvel???

Levante a mão se vocês concordam que o uniforme
fica muito melhor numa mulher...

Batman vs. Líder Mutante

Batman contra o mundo... Ninguém pode detê-lo!
Assisti o filme no idioma original e só posso, novamente, tecer elogios. É primorosa, faz jus à obra original e carrega todo o clima da época das páginas para a tela. A história ficou meio corrida e muita coisa ficou de fora mas acho que foram necessárias as mudanças para que a trama ficasse coesa e me instigasse (apesar de saber do desfecho) a querer assistir à conclusão. 
Olhem o que estava exposto numa loja onde
Comissário Gordon fazia suas compras...
Mutantes...
...e, depois, Filhos de Batman!
 Falar mais é te espoliar (o famoso "spoiler" tem verbo similar em português, sabiam?). Ou seja, deixar alguma coisa pra você, que não fez p#rr@ nenhuma pra obter nada. 
Dr. Wolper (psiquiatra) x Lana Lang (editora-chefe do
jornal Planeta Diário)
Finalizando, leia o gibi (está na internet, daí não tem desculpas), assista o desenho, filme, anime (não é animÊ, é AnimE, sacou...teve gente dizendo que parece com anime), obra-prima, enfim... Deleite-se com esta obra de Miller e torça para que a arte no Brasil melhore e deixe de ser um mero cabide de emprego.


Marlo George não é morcego mas bate suas asas por aí...


Trailer oficial

[GIBI REVIEW] "Feliz Aniversário, Snoopy", de Charles M. Schultz

Capa da edição nacional
 Título: "Feliz Aniversário, Snoopy"
Autor: Charles M. Schultz
Histórias em Quadrinhos (tiras / infanto-juvenil) | 40 páginas | Ed. Conrad

Resumo bobo da história: Coletânea de tiras sobre aniversários com Snoopy, Charlie Brown e sua turma.

Resenha: Em 15/09/2012, nosso querido blog sobre literatura, cinema e histórias em quadrinhos completou seis meses de existência. Tal qual um namorado devotado e apaixonado que se lembra a cada mês da data de início de namoro - e ainda chama seu amor por um apelido carinhoso (aqui seria "AIL") -, resolvi fazer um post comemorando. E nada mais adequado que Snoopy e sua turma numa edição especial sobre aniversários para isso...

Tem gente que ama o dia em que nasceu. Acha maravilhoso comemorar entre amigos, familiares ou aquele alguém especial. Outros detestam. Preferem achar que é um dia normal e não a vida mostrando que, a cada sol que se põe, estamos mais perto da brevidade que isso representa.

Nesta coletânea, vemos as opiniões da turma do "Minduim" sobre o assunto em divertidas tiras... Algumas tratam sobre a chegada da velhice. Outras, a destemperança em alguns sobre o assunto. Mas a maioria destila a fina ironia da sociedade atual em criar um evento no qual é estritamente necessário e polido presentear a pessoa por conta do mundo dar mais uma volta e comemorar - com presentes ou palavras - um ano a mais. Ou não. Afinal, quem se esquece também se lembra - só que ao contrário, heheh...


O traço de Schultz já estava estabelecido aqui - ao contrário da edição resenhada anteriormente aqui no blog -, provando que era um grande mestre do minimalismo visual e que sempre conseguia mais com muito menos. Os diálogos afiados de Lucy, a irritação constante de Sally, a ingenuidade de Charlie Brown e o espanto de Snoopy fazem desse especial algo mais plural, com todos os personagens aparecendo para dar alguma opinião sobre o tema ao invés de ficar tudo focado no ponto de vista do pobre do Minduim. E isso é bom pois podemos explorar melhor a leitura!

Recomendado para presentear alguém que não tem o costume de ler histórias em quadrinhos pois começará a se interessar logo, logo...

Kal J. Moon não comemora seu aniversário. Ele segue o calendário do mundo de "Alice no País das Maravilhas", onde se comemora "desaniversários" e todo dia tem algo de especial a se festejar.
Tá, sei...

Trilha Sonora: "Linus and Lucy", pelo saudoso Vince Guaraldi
(tema do desenho animado do Snoopy)

[RESENHA] "Um Sonho de Liberdade", de Stephen King

Sinopse: Com o título original "Rita Hayworth and Shawshank Redemption" (um dos contos da coletânea de contos do livro "As Quatro Estações" de Stephen King), "Um Sonho de Liberdade" é ambientado no ano de 1946 e conta a história do jovem e bem-sucedido banqueiro Andrew "Andy" Dufresne  é sentenciado a duas penas consecutivas de prisão perpétua pelo assassinato de sua esposa e de seu amante, a serem cumpridas na Penitenciária Estadual de Shawshank, no Maine, comandada pelo religioso todavia cruel agente penitenciário Samuel Norton. Rapidamente, Andy se torna amigo de Ellis "Red" Redding, interno influente, também sentenciado à prisão perpétua, que controla o mercado negro do presídio. Ao longo das quase duas décadas de Dufresne na prisão, ele se revela um interno incomum, buscando seus objetivos através de seus próprios meios.

Resenha: Para muitos que ainda não sabem, "Quatro Estações" é uma coletânea de contos que faz muito sucesso entre fãs e afins de Stephen King. Dentre estes contos, posso ressaltar: "Conta Comigo" e "Um Sonho de Liberdade" que é a história-tema desta resenha.


Neste conto, somos apresentados a história de Andrew Dufresne, um banqueiro que é injustamente condenado à prisão perpétua pelo assassinato de sua esposa e de seu amante. Dufresne é sentenciado à pena máxima por cada assassinato e tudo indica que ele vai morrer na prisão. Andrew é imediatamente levado para o presídio  de Shawshank. Este lugar é famoso por ter um regime severo e pelo fato de ninguém nunca ter conseguido escapar de lá.


"Quando a pena é para toda vida... É exatamente isso que tiram de você..."

A situação de Andrew não é das melhores. Ele está completamente desnorteado, perdeu a esposa que amava, descobre que estava sendo traído e ainda se vê privado do bem mais preciso que um ser humano pode ter: a liberdade! 

Nos seus primeiros dias em Shawshank, Andrew é brutalmente espancado por se recusar a fazer alguns "favores sexuais". Após sair da enfermaria, ele faz amizade com outro prisioneiro: Ellis Boyd, vulgo Red. Eles formam uma dupla ímpar. Enquanto um sonha com a liberdade, o outro não sabe o que faria "com essa tal liberdade", já que está há tanto tempo naquele lugar. Red também é "o cara" que consegue tudo dentro da prisão. Portanto, Dufresne não poderia ter um amigo melhor enquanto estivesse em Shawshank.

Por ser um profundo conhecedor de finanças, já que esse era o seu ofício enquanto "cidadão livre", Andrew se apresenta ao Diretor do presídio, que o elege à gerente da Biblioteca de Shawshank. Ele passa a ser manipulado pelo Diretor que participa de um esquema de corrupção de desvio e lavagem de dinheiro... Ou, pelo menos, faz com que o Diretor pense dessa forma!



"Há lugares no mundo que não são feitos de pedra...E há algo dentro de nós que eles não podem tocar"


Andrew passa vinte anos em Shawshank e, durante este tempo, nunca deixou de sonhar com a sua liberdade, apesar de ter perdido anos preciosos pagando por um crime que não cometeu! No entanto, ele vê sua esperança ser abalada quando descobre que a única pessoa que poderia testemunhar a seu favor foi "apagada" da face da Terra. Andrew também percebe que alguém não quer que ele saia dali. Então, ele não vê alternativa a não ser elaborar um estratagema que  vai virar Shawshank de cabeça pra baixo!


"No fim a coisa é muito simples: trate de viver... Ou trate de morrer..."

Um Sonho de Liberdade é uma história de esperança, fé, verdade. E nos ensina que, se queremos algo que é muito importante para nossas vidas, devemos lutar para conseguí-lo. Em outras palavras: não devemos desistir diante dos obstáculos que a vida nos impõe. Nunca... Jamais!!!


Adaptação para o cinema
Lançado em 23 de setembro de 1994, o filme teve fraca recepção nos cinemas, arrecadando pouco mais de 28 milhões de dólares - apenas 3 milhões de dólares de lucro em relação ao orçamento. Apesar disso, Um Sonho de Liberdade recebeu resenhas favoráveis dos críticos, múltiplas indicações à prêmio - incluindo sete indicações ao Oscar: Melhor filme, melhor ator, melhor roteiro adaptado, melhor fotografia, melhor edição, melhor trilha sonora original, melhor som e duas indicações ao globo de ouro - além da inclusão na lista dos melhores filmes estadunidenses do American Film Institute.

  • Tim Robbins como Andy Dufresne
  • Morgan Freeman como Ellis Boyd "Red" Redding: melhor amigo de Andy e narrador do filme. Antes de Freeman ser escalado, Clint EastwoodHarrison FordPaul Newman e Robert Redford foram considerados para o papel. Ainda que na novela ele tenha sido retratado como um irlandês ruivo, o diretor Frank Darabont escolheu Freeman pela sua autoridade e conduta, porque ele não conseguia imaginar mais ninguém no papel.
  • Bob Gunton como Warden Norton: o agente penitenciário de Shawshank é versado na Bíblia e se apresenta como um cristão devoto, além de um administrador reformista. Todavia, suas ações o revelam como corrupto, cruel e impiedoso.
  • William Sadler como Heywood: um dos integrantes do grupo de presos perpétuos de Red
  • Clancy Brown como Capitão Hadley: chefe dos guardas. Hadley é um guarda descontrolado que só pensa em aplicar punições físicas aos internos para manter a ordem.
  • Gil Bellows como Tommy: um jovem interno cuja experiência em uma prisão anterior sustenta a tese da inocência de Dufresne.
  • Mark Rolston como Boggs Diamond: líder da gangue "The Sisters" e estuprador da prisão.
  • James Whitmore como Brooks Hatlen: curador da biblioteca da prisão e um dos mais antigos presos.
Trailer do filme



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Stephen Edwin King (Portland, 21 de setembro de 1947) é um escritor norte-americano, reconhecido como um dos mais notáveis escritores de contos de horror fantástico e ficção de sua geração. Os seus livros venderam mais de 350 milhões de cópias. Seus livros foram publicados em mais de 40 países e muitas das suas obras foram adaptadas para o cinema. Embora seu talento se destaque na literatura de terror/horror, escreveu algumas obras de qualidade reconhecida fora desse gênero e cuja popularidade aumentou ao serem levadas ao cinema, como nos filmes Conta ComigoUm Sonho de Liberdade (contos retirados do livro As Quatro Estações), ChristineEclipse TotalLembranças de um Verão e À Espera de um Milagre. O seu livro, The Dead Zone, originou a série da FOX com o mesmo nome. O próprio King já escreveu roteiros de episódios para séries, como Arquivo X, em que ele escreveu o roteiro do episódio "Feitiço", da quinta temporada.
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[GIBI REVIEW]: Fábulas - Lendas no Exílio, de Bill Willingham

Capa da edição nacional
por James Jean
Título: Fábulas - Lendas no Exílio
Autores: Bill Willingham (criação e roteiro), Lan Medina (desenhos), Steve Leialoha & Craig Hamilton (arte-final) e Sherilyn van Valkenburgh (cores)
Histórias em Quadrinhos (Fantasia) | 132 páginas | Panini Comics

Resumo bobo da história: QUEM MATOU ROSA VERMELHA? Essa é a única pergunta que se escuta na Cidade das Fábulas, onde as lendas dos contos de fadas vivem ao lado dos nova-iorquinos. Mas somente Bigby Lobo, também conhecido como Lobo Mau, é capaz de encontrar a resposta para o mistério. E, ao lado de Branca de Neve, os dois são as únicas pessoas capazes de impedir que a comunidade entre em colapso devido ao choque de tão bárbaro crime!

Trecho: - Você se divorciou do seu príncipe há séculos. Não faz ideia de como é difícil manter um casamento durante tanto tempo.
              - Oa, queida. Não há motivo pa levar po lado peshoal.
              - Não levar pro lado pessoal? Depois de ela criticar claramente nossa vida de casados?
              - Não fiz nada disso.
              - E quem é ela pra criticar a vida pessoal de qualquer um, depois do que eu soube sobre a tal aventurazinha tórrida com aqueles sete anões?
(Discussão entre Bela, Fera e Branca de Neve)


Resenha: Se ao lerem a sinopse desta história vocês acharem um tanto "familiar" demais, fiquem tranquilos porque não é erro da Matrix... Além de ter havido uma redescoberta dos contos de fadas por meio de fenômenos de vendas como Harry Potter e derivados ou seriados de TV como os recentes "Grimm" e "Once Upon a Time", o cinema tem investido bastante no gênero, através de releituras diversas.
Capa edição especial
da primeira história por James Jean

Porém, nas histórias em quadrinhos, desde o ano de 2002, uma premissa muito parecida com isso vem sendo explorada por Bill Willingham e a série mensal "Fábulas". Com um texto esperto e punch de seriado de TV (hmmm...), o autor nos conta, neste primeiro volume, que as criaturas descritas nos contos de fadas não só existem na vida real como também vivem entre nós há muito tempo. Algumas, de visual mais humanóide - ou as que puderam pagar por um feitiço que as deixassem assim - num condomínio de luxo em Nova York. Outras, com visual animalesco - ou fantástico demais -, numa grande fazenda. Isso, enquanto aguardam o dia para travarem a batalha final contra "O Adversário" (pelas descrições, é exatamente quem vocês estão pensando!), responsável por expulsá-los de sua terra natal.
Porém, logo no início da história deste encadernado, sabemos que a irmã de Branca de Neve - sim, ela sempre teve uma e existem contos relatando suas aventuras embora muitos desconheçam este fato - foi assassinada, em seu apartamento neste condomínio, com requintes de crueldade. E um dos queridos personagens dos contos de fadas foi o responsável... Isso é tudo o que precisamos saber para "devorar", literalmente, esta inspirada história com ares das intrincadas tramas de Agatha Christie. Mesmo. Com direito até mesmo a um recurso recorrente de seus textos e tudo o mais!
 
Bigby Lobo e Branca de Neve:
ao estilo Bishop e Dunham!
Personagens igualmente cativantes mas completamente diferentes do que estamos acostumados comparecem nesse volume como Bigby Lobo - antes conhecido como Lobo Mau agora é o agente da segurança do condomínio "O Bosque Apartamentos de Luxo" (mas que posa de detetive particular, conduzindo as investigações ao lado de Branca de Neve, assistente de administração ao lado do "prefeito" Rei Cole) -, João (aquele, do pé de feijão, que namorou Rosa Vermelha durante um tempo e é um dos principais suspeitos), o pirata Barba Azul (também suspeito por ter namorado Rosa recentemente), Príncipe Encantado (agora falido, já foi casado com Branca de Neve e Cinderella, mas agora sobrevive enganando moças inocentes com seu charme para descolar um troco qualquer), dentre outros.

Pinóquio revoltado (com razão!)
e Cinderella desquitada...
Nossa surpresa acontece justamente por ver isso ocorrer com personagens que nunca esperaríamos algo do gênero (preste atenção em Pinóquio!). E a investigação prossegue com todos os clichês do gênero, reviravoltas e um final talvez nem um pouco surpreendente para quem já está acostumado a ler romances policiais mas sinceramente divertido para iniciar a descoberta deste admirável mundo novo...

A arte de Lan Medina é correta, sem sobressaltos ou ousadias artísticas. Porém seu storytelling é preciso e capta as emoções de cada integrante da trama como se eles fossem atores e não rabiscos saídos de fugaz imaginação. Suas mulheres são lindas porém não exageradas e muito menos beldades.

Outra capa original,
com a Bela e a Fera
 Algumas possuem uma saliente "barriguinha" - ou "estômago alto", chamem como quiserem -, conferindo uma humanidade e uma autenticidade, tornando a leitura ainda mais interessante de se acompanhar.

As ilustrações de capa pintadas pelo artísta plástico James Jean são verdadeiras obras de arte. Mas cuidado: como elas estão posicionadas antes do início de cada capítulo, evite olhá-las antes de ler pois algumas - principalmente a última - contém spoilers sobre a trama.

Ao final da história, somos apresentados a um texto em prosa escrito e ilustrado pelo próprio Willingham contando um pouco do passado de Bigby Lobo quando ainda era apenas um lobo malvado que comia criancinhas e porcos humanóides. Em suma: procure em sua livraria ou gibiteria favorita. Vale a pena cada página e o preço nem é alto. Divirtam-se pois foi para isso que foram criadas as histórias em quadrinhos e os adultos também tem esse direito de vez em quando...
Kal J. Moon é um sapo aguardando o beijo de uma princesa para voltar a ser humano e ter seu feitiço quebrado. Ele espera que isso aconteça logo. O inverno está chegando...

Trilha sonora: "Love Shack", The B-52's

[PARCERIA] Editora Novo Conceito


Boa tarde!!!

Hoje, trazemos para vocês uma ótima notícia: o A.I.L firmou parceria com a Editora Novo Conceito!

Estamos muito felizes!!! E é lógico que não poderíamos deixar de compartilhar essa nova conquista com aqueles que estão sempre torcendo e acompanhando nosso querido blog! Que venham outras parcerias, pois estamos trabalhando, e muito, para isso.

Sobre a Editora


No topo das listas, na cabeça dos leitores.
Somos jovens, estamos em constante movimentação e temos o mercado editorial em nosso DNA. Somos a Editora Novo Conceito.
Fundada em 2004, a Editora Novo Conceito desenvolve publicações de qualidade, afinadas com os acontecimentos atuais do mundo globalizado.
Atualmente, a Editora apresenta um portfólio com mais de 200 livros entre lançamentos internacionais e nacionais, e vem apontando tendências nas áreas de negócios, empreendedorismo, literatura, comportamento, atualidades, biografias, medicina e saúde.
Temos paixão por livros e queremos construir uma nova cultura editorial no Brasil, ampliando o público leitor brasileiro. Um projeto que cresce a passos largos, agradando cada vez mais um público amplo, exigente e diversificado, que colocou a Novo Conceito no topo das listas das publicações mais vendidas do Brasil e não quer mais tirar nossos livros da cabeça.


Mais uma vez, agradecemos a confiança e a credibilidade que a Editora Novo Conceito está depositando no Apenas Impressões Literárias.  

Rock on, abração carioca, bjins e inté...! 
Equipe A.I.L 

[RESENHA] "À Espera de um Milagre", de Stephen King

Título: "À Espera de um Milagre"
Autor: Stephen King
Literatura Americana - Romance | 230 páginas | Editora Objetiva | 2000-2001
(publicado originalmente em 1996)


Sinopse: Paul Edgecombe é um homem velho. Muito velho. E no asilo para idosos onde agora passa seus dias, Edgecombe é assaltado por lembranças do passado. Penitenciária de Cold Montain. O macabro corredor da morte. Frios e cruéis assassinos. Por muito tempo, Edgecombe foi guarda do presídio onde ficavam os condenados à morte e são muitas as histórias que insistem em visitá-lo em seus dias agora vazios. Mas há uma em especial que o atormenta. Há uma em especial que não deixará Edgecombe em paz até contá-la em detalhes. Todos os detalhes. É a assustadora história de John Coffey, o gigante assassino de duas meninas. Acompanhe Paul Edgecomb neste mergulho num passado de ódio, vingança e... milagres. O corredor da morte espera sua visita.

Trecho: "Durante os meus anos como superintendente de bloco, nunca todas as seis celas ficaram ocupadas ao mesmo tempo - é preciso agradecer a Deus pelas pequenas benesses. O máximo foi de quatro, brancos e pretos misturados (em Cold Montain não havia segregação alguma entre os mortos-vivos) e isso era uma pequena amostra do inferno. Um deles era uma mulher, Beverly McCall. Era preta como um ás de espadas e linda como o pecado que você nunca teve coragem suficiente para cometer" (Paul Edgecombe)

"- Seu nome é John Coffey.
 - Sim, senhor, patrão, como o que se toma com leite, só que não se escreve do mesmo jeito
"
(Díalogo entre Paul Edgecombe e John Coffey)

Resenha: "Tenha em mente o final de sua história", reza uma das "regras" para escritores. Mas isso simplesmente não se aplica a Stephen King. Um grande autor não precisa seguir regras? Não sei. King não precisou seguir esta e explico...

A ideia para este livro veio numa de suas muitas noites de insônia. Ao invés de contar carneirinhos ou tomar leite quente, King tem por hábito elaborar enredos mentalmente, com personagens, construídos e outros detalhes, como se estivesse numa máquina de escrever ou num computador. Normalmente, ele acaba abandonando a "história" quando acorda. Porém, ele já tinha em mente a ideia de uma trama passada no corredor da morte com um condenado que se torna afeito de truques baratos de mágica. Até que um dia consegue "desaparecer". Desenvolveu, mexeu mas não sentiu-se satisfeito com a ideia e abandonou-a.

O título original da história - "The Green Mile" (algo como "A Milha Verde") é uma referência à distância percorrida pelos condenados à morte até o local onde está a cadeira elétrica - o piso era da cor verde. Aqui no Brasil, foi adaptado para "O Quilômetro Verde", sendo que "milha" é uma medida de distância completamente diferente. Esse detalhe também é executado durante a introdução escrita pelo próprio King, dizendo quanto era o valor de um livro em formato brochura e utilizando a moeda Real ao invés de dólar. Nada que prejudique a leitura mas poderia ter melhor adaptação, uma vez que é um livro e não um filme dublado.


Algum tempo depois, seu agente para vendas dos direitos autorais de sua obra no exterior veio com uma ideia de que poderiam oferecer algo novo às editoras: um livro serializado, em pequenas brochuras, a um preço menor com um grande autor. Embora estivesse finalizando a revisão de um outro romance, King ficou muito empolgado com a oportunidade. E, mesmo que não tivesse o final dessa história em mente, sabia como iniciá-la e poderia prosseguir em seis partes satisfatórias...

Confesso que só li muito tempo depois de ter assistido ao filme. E que bom que ocorreu desta forma, uma vez que todos nós temos o mau costume de comparar um e outro. Quando terminei a leitura, percebi que o filme era um mero e esforçado resumo do que se trata a trama exposta no livro - que, talvez, pudesse ser adaptada em sua totalidade numa minissérie, com tempo suficiente para explorar melhor alguns arcos. Isso não quer dizer em momento algum que o filme seja ruim ou mal adaptado. Longe de mim tal pensamento...!

E o livro é tão detalhado - e detalhe é uma das principais características da escrita deste autor, fazendo-nos "enxergar" cenários, situações e até mesmo o jeito de alguns personagens falarem (prestem bastante atenção à descrição do assassinato das duas irmãs e como Coffey é encontrado abraçado) - que posso dizer, sem medo de errar, que, mesmo não sendo contado de forma linear, temos como compreender cada salto no tempo, cada ida e volta, cada meandro utilizado para urdir essa intrincada trama.

E falando em personagens, TODOS são importantes à trama. Tanto o cajun Delacroix, que treina o camundongo apelidado Mr. Jingles (aqui, Sr. Guizos), assim como Toot-Toot, que treina com os guardas as cenas de execução na cadeira elétrica, quanto Brutal, o guarda esquentado porém de bom coração. Temos a loucura de Wild Bill, um preso perigosíssimo, que tem relação com todo o desenvolvimento da história, embora só descobrimos isso quase por acaso, como numa história de Agatha Christie! Tem também, claro, Percy Wetmore, um homem - ou melhor, rapazote - que realmente consegue tirar qualquer um do sério com seu mimo e autoritarismo desnecessário, provando que mesmo sendo uma figura de autoridade, não possui nenhuma, nem se quisesse... Mas seu fim é adequado, hehehe!

Outro ponto importante a ser detalhado é justamente a construção do personagem John Coffey. Em momento algum, Coffey parece ser outra pessoa. O primeiro encontro entre Paul Edgecomb e Coffey é marcante pois, para quem não conhece a história, tem-se a impressão de que ele é um assassino corpulento e brutal. E quando descobrimos, ao fim da leitura, quem Coffey REALMENTE é - e isso NÃO É dito claramente -, entendemos o real assombro e tristeza que Edgecomb carregou pela vida inteira, após aquele fatídico dia em que... Bem... Não vou contar pois tenho certeza que muitos vão querer saber aos poucos.

Essa é uma daquelas histórias pra se ler devagar, sem pressa de acabar. E quando isso acontecer, tenha certeza que vocês vão até querer ler de novo... E, sim, vão se emocionar muito ao lerem uma cena que só tem no livro, revelando o que aconteceu com a esposa de Edgecomb.
Paul Edgecomb (Tom Hanks)
& John Coffey (Michael Clarke Duncan
Adaptação para o cinema
O filme estreou em 1999 com roteiro e direção de Frank Darabont (uma espécie de especialista em adaptações dos livros de Stephen King para o cinema como "Um Sonho de Liberdade" e "O Nevoeiro"). O ator Tom Hanks interpretou o papel de Paul Edgecomb e coube à Michael Clarke Duncan defender o enigmático porém simpático John Coffey, sendo indicado aos prêmios Globo de Ouro e ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. Duncan faleceu recentemente, em 03/09/2012, já deixando saudades como o "grandalhão" preso que muda a vida de todos ao seu redor num filme emotivo e edificante...

Kal J. Moon leu este livro vendo em sua mente a imagem de todos os atores do filme. Mas vai sentir muita saudade daquele grandalhão...

Trailer oficial do filme "À Espera de um Milagre"
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