[RESENHA] "A Última Legião" de Valerio Massimo Manfredi


Sinopse: Depois do grande sucesso da série Aléxandros, trilogia sobre Alexandre, o Grande, que está sendo adaptada para o cinema pelo cineasta Baz Luhrmann (do filme Moulin Rouge), o escritor italiano Valerio Massimo Manfredi lança agora um novo romance histórico: A última legião. Desta vez, a trama tem como pano de fundo os últimos dias do Império Romano.  Todo mundo conhece a lenda de Rei Arthur, mas ninguém sabe como tudo começou. Numa batalha devastadora, o antigo Império Romano é destruí­do por rebeldes e o único sobrevivente da dinastia de César é o pequeno Romulus, um garoto de 12 anos, que é capturado e exilado num verdadeira fortaleza. Lá, guiado pelo mago Ambrosinus, ele encontra uma misteriosa espada, que segundo a lenda dará força e poder í  pessoa que empunhá-la. Agora ele poderá retomar seu Império e, com a ajuda da íšltima Legião, reconquistar a tão sonhada liberdade de seu povo.

Resenha: Para aqueles que acompanham o A.I.L - desde sempre - sabem que eu gosto de fazer paralelos de fatos entre filmes e livros (quando isso acontece). É praticamente impossível não comparar a fidelidade dos fatos entre original e adaptação.  Com "A Última Legião" fiz o caminho inverso: vi o filme primeiro e li o livro depois (rssss)... Coisas da vida, fazer o que,né?! (rsss). O importante aqui é ressaltar que, tirando um fato aqui e outro acolá, o filme foi bastante fiel ao livro. E fiquei feliz com esta constatação.


Sendo assim, vamos ao que interessa porque sei que vocês querem mesmo é saber do que se trata este livro. Bem, em "A Última Legião" o leitor é apresentado a um cenário de decadência da Roma antiga, mas que ainda tem espaço e possui elementos que servem como embasamento para uma trama ser bem desenvolvida não deixando de fora o heroísmo, o amor e a esperança.

Voltamos no tempo, então, viajando até Roma de 476 a.C ... Século V.

O Imperador do Ocidente é Rômulo Augustus, um menino de apenas 13 anos que vive a vida de qualquer menino da sua idade e status social. No entanto, sua vida é sacudida e virada do avesso quando, por ordem do general germânico Odoacro, o tenente bárbaro Wulfila mata seus pais e o aprisiona.

E é obvio que a vida dele é poupada por questões políticas. Afinal, os bárbaros que já dominavam - neste período da História - uma boa parte do império, não queriam despertar a desconfiança do governo de Constantinopla. Menos ainda, a ira do povo e da Igreja. Mantido com prisioneiro na ilha de Capri, Rômulo tem como companheiro Ambrosinus, que também é conhecido como Ambrosine. Este desempenha o papel de mestre e protetor.

“Salva meu filho, salva o Imperador. Se ele morrer, Roma morre. E se Roma morrer... Tudo estará perdido!”.

O que Rômulo não sabe é que antes de morrer, seu pai (Orestes) pede ao seu homem  de confiança (Aurélio) que proteja o "herdeiro do trono". E são as palavras de Orestes que impulsionam Aureliano Ambrósio Ventídio, ou simplesmente Aurélio, líder guerreiro da legião Nova Invicta, a lutar por pela liberdade de Rômulo. 

E é neste ponto que o leitor começa a entender o significado do título do livro.

A Nova Invicta é a apresentada como a “última” das legiões que – em um passado glorioso do Império Romano – foi criada para defender este império, assegurando assim, a vida do soberano. Aurélio é um autêntico guerreiro romano e mantém-se fiel ao seu juramento feito à Orestes. Sua busca pelo futuro imperador de Roma é impulsionada pelo código de honra dos guerreiros romanos e pelo fato de sempre ter considerado Rômulo o verdadeiro César.

Apesar de ser uma missão ambiciosa, esta, torna-se quase impossível. Aurélio, a princípio, conta somente com a ajuda de Lívia Prisca, uma guerreira destemida por quem ele se apaixona. Mas antes de iniciar a busca pelo futuro imperador, ele precisa libertar os sobreviventes da Nova Invicta que foram escravizados por Odoacro. E este feito se revela ardoroso, penoso. Depois de um estratagema bem sucedido, a “Última Legião” ressurge.

“CAI IVL... CAES ENSIS CALIBVRNVS... Antes de Arthur, existiu Excalibur”.

Em contrapartida, a narrativa mostra um Rômulo conformado com o próprio destino. Não podemos esquecer que ele é novo demais, inexperiente demais. Mas essa perspectiva muda no dia em que ele encontra - em uma câmara secreta - a mítica espada perdida de Júlio César – a mesma que venceu Germanos, Galos, Sírios, Egípcios, Iberos e Numídios no passado. Nasce então uma sede de vingança, justiça e conquista por aquilo que lhe era de direito e que fora usurpado.

Dá-se início a uma lenda.

Vale ressaltar que “A Última Legião” personifica a reconstrução impressionante da Roma antiga. A rica descrição das batalhas, das cidades históricas, dos costumes e das tradições dá, ao leitor, a impressão de está ao lado de Aurélio, em sua cruzada, através do Império Romano. As profecias e lendas, tão populares na época, ganham vidas. Os personagens são apaixonantes e únicos. E como se não bastasse toda essa gama de fatos, detalhes e constatações, o desfecho do livro é surpreendente!

E vocês querem saber o por quê?!

Bem terão que ler o livro ou, se preferirem, assistir ao filme (rsss). Uma coisa eu posso garantir: vocês serão apresentados a uma das maiores lendas da história da humanidade! Contada e recontada por diversos pontos de vistas e perspectivas. 

Para muitos pode ser só mais uma história, em meio a muitas. 

'Pra' mim é a História! 

Portanto, recomendo a leitura e, se puderem, assistam ao filme também!

Bjins e inté (Mac Batista)

Adaptação para o cinema



O filme com o mesmo título do livro, foi lançado em 2007 e contou no elenco com: Colin Firth (Aurelius), Ben Kingsley (Ambrosinus / Merlin), Aishwarya Rai (Mira "Lívia"), Peter Mullan (Odoacer), Kevin McKidd (Wulfila), John Hannah (Nestor), Iain Glen (Orestes), Thomas Sangster (Romulus Augustus), Rupert Friend (Demetrius), Nonso Anozie (Batiatus), Owen Teale (Vatrenus), Alexander Siddig (Theodorus Andronikus), Robert Pugh (Kustennin), James Cosmo (Hrothgar).


As diferenças entre filme e romance é bem perceptível.Tanto que em seus créditos, podemos ver um aviso que diz que o filme é baseado "em partes" no livro (original).


No romance, Aurélio (vulgo Ambrosius Aurelinus Ventidius) é um oficial de baixa patente.  A Nova Invicta , é destruída muito cedo e só sobram três legionários (Aurélio, Vatrenus e Batiatus), uma mulher guerreira, chamada Lívia Prisca e dois gladiadores gregos (Demétrio e Orósio). 

No filme, Lívia é indiana e ganha o nome de Mira, Demétrio e Orósio são legionários. Demétrio continua sendo um personagem importante de apoio, enquanto Orósio se torna um personagem secundário na trama.



Trailer do filme


2 comentários :

  1. Não tenho o costume de ler este tipo de literatura... Da última vez que li, era uma ficção fundamentada em alguns fatos da lenda do Rei Arthur ("O Deus da Guerra" - que eu ainda não sei como não virou filme) mas no geral tenho receio e me afasto deste tipo de livro - por isso, talvez, ainda não li Game of Thrones, ainda que não seja baseada na História vigente e sim algo mais fantástico...

    E a estranha escolha de Baz Luhrmann na direção da trilogia Aléxandros muito me surpreende, uma vez que ele é mais conhecido pelos musicais como "Vem Dançar Comigo", "Romeu + Julieta" e o já citado "Moulin Rouge"... O que podemos esperar? (KJM)

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  2. Bem eu sou suspeita em falar sobre qualquer coisa que envolva a história da humanidade e a evolução das sociedades em sí. Não me atrai muito este período (Roma Antiga). Vejo na Roma Antiga a supremacia indesejada da Inglaterra e, posteriormente, dos EUA sobre civilizações/povos/nações que jugavam serem inferiores, mas sei que o antes-durante-depois (Roma Antiga)teve grande importância e influência nos primeiros anos do Período Medieval (esse sim me atrai e muito!!!). Mac

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