[RESENHA] “A Fúria de Reis” e “A Tormenta de Espadas”, de G.R.R.Martin

Capa da edição nacional
(Ed. Leya)

Autor: Martin, George R. R.
Editora: Leya Brasil
Categoria: Literatura Estrangeira / Romance
Número de páginas: 656 / 880




Sinopse:

- Em "A Fúria dos Reis", o segundo livro da aclamada série "As Crônicas de Gelo e Fogo", George R. R. Martin segue a épica aventura nos Sete Reinos, onde muitos perigos e disputas ainda estão por vir. Além dos combates que se estendem por todos os lados, a ameaça agora também chega pelo céu, quando um cometa vermelho como sangue cruza o céu ameaçadoramente. Uma terra onde irmão luta contra irmão e a morte caminha na noite fria, nada é o que parece ser, e inocência é uma palavra que não existe. Quando os reis estão em guerra, a terra toda treme!

Capa da edição nacional
(Ed. Leya)

- "A Tormenta de Espadas", o terceiro livro da série de George R. R. Martin, onde os Sete Reinos já sentem o rigoroso inverno que chega, mas as batalhas parecem estar mais cruéis e impiedosas. Enquanto os Sete Reinos estremecem com a chegada dos temíveis selvagens pela Muralha, numa maré interminável de homens, gigantes e terríveis bestas, Jon Snow, o Bastardo de Winterfell, que se encontra entre eles, divide-se entre sua consciência e o papel que é forçado a desempenhar. Robb Stark, o Jovem Lobo, vence todas as suas batalhas, mas será que ele conseguirá vencer os desafios que não se resolvem apenas com a espada? Arya continua a caminho de Correrrio, mas mesmo alguém tão desembaraçado como ela terá grande dificuldade em ultrapassar os obstáculos que se aproximam.


Na corte de Joffrey, em Porto Real, Tyrion luta pela vida, depois de ter sido gravemente ferido na Batalha da Água Negra; e Sansa, livre do compromisso com o homem que agora ocupa o Trono de Ferro, precisa lidar com as consequências de ser a segunda na linha de sucessão de Winterfell, uma vez que Bran e Rickon estariam mortos. No Leste, Daenerys Targaryen navega em direção às terras da sua infância, mas antes ela precisará aportar às desprezíveis cidades dos esclavagistas. Mas a menina indefesa agora é uma mulher poderosa. Quem sabe quanto tempo falta para se transformar em uma conquistadora impiedosa?


Mas e aí, Tio? O que você achou destes calhamaços?

Muito do que eu tinha pra dizer sobre As Crônicas de Gelo e Fogo, do nosso xará George R. R. Martin, já foi dito na minha resenha sobre o primeiro livro da série, que você pode conferir aqui. Portanto, decidi falar em um único post sobre “A Fúria de Reis” e “A Tormenta de Espadas”. Eu poderia ter criado duas resenhas - o que facilitaria a pauta do blog - mas prefiro fazer desta resenha uma continuação da anterior, assim como os dois livros supra citados são uma continuação do livro exordial.

Na resenha anterior, eu chiei sobre a tradução do subtítulo do livro. Continuo achando que o tradutor se equivocou e tudo mais, porém, uma coisa que naquela oportunidade eu deixei passar batida foi a tradução do título. “A Song of Ice and Fire” deveria ter sido traduzido como “A Balada de Gelo e Fogo”. Daria uma cara mais medieval e acho que seria mais apropriado. Porém, creio que desta vez o tradutor agiu de forma previdente. Se o título tivesse sido traduzido como acredito que seria a forma correta, muita gente julgaria que se tratava de um livro sobre uma rave, regada a ice (drink) e maconha. Ele poderia ter traduzido o aludido título literalmente, como “A Canção de Gelo e Fogo”, que estaria mais certo, no meu ponto de vista. Não vou dar spoiler aqui mas no livro eles citam a tal canção. Daí...

Daeneris pelo ilustrador xUshiwakax
Deixando de lado este aborrecido assunto sobre a tradução e suas micagens, vamos ao que mais interessa na obra de George R. R. Martin, que são seus personagens. Em uma comparação tosca que li na internet (acho que foi no Faceburro), um rapazola disse que “O Senhor dos Anéis” é uma obra sobre um cenário de fantasia, enquanto que “As Crônicas de Gelo e Fogo” é uma obra sobre personagens. Quanto ao que ele disse sobre o livro de Tolkien discordo, mas ele está redondamente certo no que disse sobre o livro de Martin. Sim, “As Crônic, canç, balad, ou sei lá o que”, é sim uma obra sobre personagens.

Nos dois livros em análise somos apresentados a três novos pontos de vista de personagens: Davos, Theon e Jaime. Como fizemos no post anterior, iremos falar um pouco sobre cada um deles.

(Não irei bombardeá-los com spoilers, por isso podem ler sem medo.)

Davos Seaworth é uma espécie de Abraão de Westeros, só que menos babaca. Ele acredita e confia em seu rei, é fiel e honra seu compromisso para com ele desde que foi ordenado como Cavaleiro das Cebolas, mas tem o bom senso de questionar e até, em alguns momentos, desafiar seu rei. É de longe um dos meus personagens favoritos.

Theon Greyjoy, que nós já pensávamos que conhecíamos desde o primeiro livro, nos mostra, quando entramos em seus pensamentos, que não é bem assim. Não posso falar muito sobre ele sem dar spoilers, mas ele é a personalização da máxima "quem foi rei não perde a majestade". Temo que nos próximos livros ele se torne algo muito grande, pro bem ou pro mal.

E finalmente temos ele, que só nos permitiu entrar em sua intimidade no terceiro livro, o nosso regicida favorito, o incestuoso Jaime Lannister. Quando Martin criou a família Lannister estava realmente inspirado. Enquanto outras casas, como a Stark, por exemplo, é um antro de gente educada na cauda do cinto, sendo previsíveis e parecidos uns com os outros, os Lannisters são uma gente que, se não fossem os cabelos louros, qualquer um diria que não pertenciam a mesma família. Cada um deles segue uma regra moral, como se não tivessem tido a mesma educação. Jamie, que antes só conhecíamos através das impressões de Tyrion Lannister e Catelyn Stark, é tudo aquilo que dizem dele, e muito mais. Temos em seus capítulos um homem de ferro (sem trocadilhos), forte, decidido, capaz de fazer de tudo para conseguir o que quer. O mundo de Jaime vira de cabeças pro ar mas o homem mantém-se capaz de enfrentar seus inimigos e as adversidades que tentaram dar cabo dele com a elegância que lhe é inerente. O regicida come o pão que o diabo amassou nestes últimos volumes mas mantém a pose.

E aqui termino mais uma resenha sobre esta maravilhosa história. Em breve, irei postar minhas impressões sobre os dois livros seguintes, “O Festim de Corvos” e “A Dança dos Dragões” (que será lançado na semana que vem, pela Editora Leya) e depois (caso eu ou o Martin não morramos) uma última sobre os livros vindouros, “The Winds of Winter” e “A Dream of Spring” - que provavelmente serão traduzidos como “Os Ventos de Inverno” e “Um Sonho de Primavera”, salvo delírios de uns e outros...

Marlo George sobreviveu ao jogo dos tronos. Pelo menos, até o momento.


Trailer da 2ª Temporada do seriado "Game of Thrones"

3 comentários :

  1. Ótima resenha!!! Ainda tô querendo ler esses livros e ver a segunda temporada do seriado... Mas o valor de importação de Westeros ainda tá muito alto, heheheh... (KJM)

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  2. Gostei da resenha!Aguardando as próximas...(Mac)

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  3. Oi adorei sua resenha...mas vc já leu o livro reverso escrito pelo autor Darlei... se trata de um livro arrebatador...ele coloca em cheque os maiores dogmas religiosos de todos os tempos.....e ainda inverte de forma brutal as teorias cientificas usando dilemas fantásticos..acesse o link..www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem..

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