Cinebook#05: "Espelho, espelho meu... Será que a Branca de Neve e o Caçador são mais fortes do que eu?!"

Sinopse: Branca é uma incrivelmente bela jovem com cabelos escuros, peles claras, e lábios avermelhados. A beleza de Branca de Neve (Kirsten Stewart, da Saga Crepúsculo) é o seu maior problema, pois quando ela vira a mais linda de todas, ela se transforma em uma ameaça para sua Madrasta, Ravenna (Charlize Theron, de O Advogado do Diabo). Porém, o que a malvada tirana nunca imaginou, é que a jovem que ameaça seu reinado vem treinando a arte da guerra com o caçador (Chris Hemsworth, Thor), que foi enviado para matá-la. Sam Claflin (Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas) se une ao elenco como o príncipe há muito tempo encantado pela beleza e pelo poder de Branca de Neve.

Sinopse: A magia de uma das mais famosas fábulas chega às telas de cinema em uma releitura original e encantadora que conquistará toda a família. Lily Collins vive a princesa exilada Branca de Neve e é perseguida pela Rainha Má (Julia Roberts), que governa o reino sem piedade. Na sua luta para conquistar o trono a que tem direito e também para ganhar o coração do príncipe encantado (Armie Hammer), Branca de Neve contará com a ajuda dos leais e destemidos sete anões nessa aventura fantástica cheia de romance, rivalidade e muito humor.


Julia Roberts - Rainha Má
Resenha:  Em "Espelho, Espelho Meu",  vemos uma Branca de Neve que para escapar das garras da Rainha Má e retomar o que lhe é de direito (o trono do reino), se alia aos sete anões. Ela abre mão de seus vestidos bufantes, para se transformar no "Robin Hood" do momento. Óbvio que muita coisa acontece até que isto esteja definido na trama.  E apesar da beleza incontestável da atriz Lili Collins, sua interpretação foi aceitável. Também não se pode exigir muito dela, pois teve o azar - ou sorte - de contracenar com Julia Roberts (rsss).  E por falar em Julia Roberts... O que dizer desta Rainha Má?! Simplesmente maravilhosa!!! Ela foi construída na medida certa. Se na história original a Rainha odeia os homens, esta aqui os adora! Ela faz de tudo para conquistar o coração do Príncipe, apesar dela nunca obter o sucesso que espera. Além disso, Julia soube dar todo um carisma à personagem. Com suas tiradas que fazem qualquer um rir, esta rainha de "" não tem nada, a não ser o quê já é esperado da história - mas não digam isso para as crianças, hein!!! E o seu destaque na trama é tanto que, toda hora, ficamos procurando pela Branca de Neve!!! Não é a toa que o filme tem o título "Espelho, espelho meu...". Agora sei  o por quê. 


Ah! E não vou tecer comentários referente ao 'Príncipe Bocó" que deram à Branca de Neve. Coitada... Preferível que ela ficasse sozinha (rssss). Mas aqui o "felizes para sempre" tinha que acontecer... Enfim, este é um filme feito para a família. O mesmo é marcado pela bela fotografia, ótimos figurinos (inspirados na cultura indiana) em suas cores vívidas, personagens cativantes e muito humor. Portanto, de antemão, digo que vale a pena conferir. Ah! E levem as crianças também, poxa, pois é divertidíssimo vê-las imitando a dancinha à la "Bollywood" (kkkk). Desde de "Madagascar" que não via a criançada se acabando no "Eu me remexo muito" (rsss).

Charlize Theron - Rainha Ravenna


O que já não acontece em "A Branca de Neve e o Caçador". Aqui é exatamente o oposto! Uma versão completamente gótica e sombria, que só é quebrada com a aparição do reino das fadas. O espectador é apresentado a uma rainha mais do que obcecada pela imortalidade e que nutre um profundo ódio pelos homens.  Ravenna, interpretada por Charlize Theron, está magnífica e estonteante em sua maldade. O desempenho da atriz neste filme é de tirar o fôlego! Me peguei várias vezes vibrando com suas atrocidades. Se é para ser vilão, então faça valer a pena!!! É assim que penso. E Charlize não ficou a desejar. Sua caracterização foi o que chegou mais próximo da alusão que temos da Rainha Má
Muitos reclamaram da afetação exagerada em sua interpretação, mas,  gente, me digam aí se vocês já "conheceram" alguma Rainha Má que não era afetada?! Bom mesmo foi ver a profundidade dos personagens em geral. Todos têm seus conflitos internos. São repletos de dialéticas e sofrimentos. A "alegria" passa bem longe nesta versão! No entanto, mais uma vez, o destaque foi para a Rainha.



A Branca de Neve, interpretada por Kristen Stewart, tem mais profundidade. Mas confesso que o único momento em que  sorri para ela foi quando a personagem convocou o povo para lutar contra a Rainha Ravenna. No mais, sua interpretação também é aceitável. E a Branca de Neve aqui é mais esperta (bem esperta por sinal), pois no final... Sabem com ela fica?! Isso sim foi um "felizes para sempre"...! (ou ficou subentendido).
Importante ressaltar os efeitos especiais de qualidade, o figurino sheakspeariano caprichado, a fotografia, as cenas de luta, boa edição e direção de arte que, segundo meu amigo Kal J Moon, estão perfeitas. Agora pegue tudo isso e misture com uma trilha sonora que faz o telespectador suspirar de nostalgia, lembrando daquele famoso épico conhecido como "O Senhor dos Anéis".  Tudo foi produzido nos mínimos detalhes e com tanto esmero que o resultado não poderia ser outro!

Enfim, depois deste paralelo o que mais posso dizer? Joguem as princesas nos calabouços, não precisamos delas pois temos as Rainhas... Que não "coooortam as cabeças" mas que conseguem fazer um belo e admirável estrago!

"Salvem as Rainhas...!!!"


Fica a dica.


Bjins e inté! (Mac Batista)

1 comentários :

  1. Parabéns pela resenha... Não foi à toa que pedi pra que vc fizesse este cinebook uma vez que os filmes foram protagonizados por mulheres e os homens são meros coadjuvantes (e em alguns casos meros figurantes). Somente uma mulher para descrever tão bem a dicotomia de sentimentos investidos em cada história... (KJM)

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