[RESENHA] O Romantismo Brasileiro de José de Alencar


Bom dia, queridos leitores!!! Esta semana o A.I.L estará voltado para os saudosos escritores brasileiros. Já falamos um pouco sobre Machado de Assis, aqui. Hoje, falaremos sobre o nosso querido José de Alencar.


Nascido em 01 de maio de 1829, em Messejana - Ceará, José Martiniano de Alencar (José de Alencar) cursou advocacia, mas logo tornou-se político, jornalista e escritor. E com esta última atividade, ele obteve reconhecimento que o elevou ao patamar do maior romancista brasileiro. Alencar criou - com singularidade - uma literatura nacionalista, empregando um vocábulo e uma sintaxe típicos do Brasil, evitando o estilo lusitano que, até então, prevalecia no mundo literário da época.

Sua obra traça um perfil da cultura e dos costumes do período em que viveu, bem como da História do Brasil. É fácil percebermos a preocupação do autor com a identificação nacional, seja escrevendo a respeito da sociedade burguesa do Rio de Janeiro ou para temas que abordam questões ligadas ao índio e ao sertanejo. Com isto, seus romances foram classificados em quatro categorias: urbanos, históricos, indianistas e regionalistas

Nos romances urbanos, prevalece a análise do caráter psicológico das personagens femininas, revelando seus conflitos interiores. Destaco, então, cinco romances com estas características: "Cinco Minutos" (1860), "A Viuvinha" (1860), "Lucíola" (1862), "Diva" (1864), "Senhora" (1875) dentre outros. 



Apesar de ser fã de carteirinha de "Cinco Minutos" e " A Viuvinha", reconheço que "Senhora" é considerado o mais importante desta relação. Na narrativa, o autor mostra a hipocrisia da sociedade fluminense durante o Segundo Império. E, através do romance entre Aurélia Camargo e Fernando Seixas, Alencar leva o leitor a refletir a respeito da influência do dinheiro nas relações amorosas e, principalmente, sua influência nos casamentos da época. O romance divide-se em quatro partes, que correspondem às etapas de uma transação comercial: Preço, Quitação, Posse e Resgate.


A adaptação deste romance foi exibida, pela primeira vez,  com o título "O Preço de um Homem" (TV Tupi), em 1971. Mas foi em  2005, que o  romance ganhou notoriedade ao ser ataptado para a TV, através da Rede Record, com a novela "Essas Mulheres". A mesma foi inspirada em 3 romances de José de Alencar: "Senhora", "Diva" e "Lucíola"A novela teve a autoria de Marcílio Moraes e Rosane Lima; escrita em conjunto por Bosco Brasil e Cristianne Fridman; dirigida por Fábio Junqueira, João Camargo e Flávio Colatrello Jr. Com a direção geral de Flávio Colatrello Jr. e direção de núcleo de Hiran Silveira.



Através dos romances indianistas, o autor explora e ressalta as tradições indígenas  para a ficção, relatando mitos, lendas, festas, usos e costumes. No entanto, o índio é visto de forma idealizada, representando - de maneira simbólica - a origem do povo brasileiro. O homem branco (europeu) é tido como o "aquele que corrompe" e o índio "o bom selvagem", destacando seu  bom caráter, valentia e pureza. Aqui destaco: O Guarani (1857), Iracema (1865) e Ubirajara (1874).

Os romances "Iracema" e "O Guarani" são os mais famosos desta relação. Sendo o segundo, o que obteve mais destaque, através de duas adaptações: tv e cinema.
Série de Tv
Em "O Guarani", Alencar narra  a história do amor proibido entre o índio Peri e a jovem branca Ceci . 

O relacionamento acaba se concretizando com o consentimento do pai da moça, o colonizador Dom Antônio (Herson Capri), graças ao ataque dos índios Aimorés à fortaleza de sua família. É quando o fidalgo pede a Peri que salve sua filha.

O Filme
Em 1991, o romance ganhou versão para série de Tv pela extinta Rede Manchete. Tendo no elenco Angélica (Ceci) e Leonardo Bricio (Peri).

Em 1996, o romance ganhou a versão cinematográfica. No elenco Marcio Garcia (Peri) e Tatiana Issa (Ceci).

Nos romances históricos  os leitores podem encontrar   fatos marcantes da colonização descritos como a busca pelo ouro e as lutas pela expansão territorial. Em vários momentos podemos perceber o nacionalismo exacerbado e o orgulho pela construção da pátria. Destaque para "As Minas de Prata" (1865), "Alfarrábios" (1873), "A guerra dos mascates" (1873).


Enfim, os romances regionalistas em que, facilmente, o leitor pode identificar as caraterísticas que envolvem o cotidiano da vida no campo, a cultura popular e a beleza exótica e natural das regiões mais afastadas do Brasil, que - ainda - não sofreram influência européia. É importante ressaltar que nos romances regionalistas - em oposição aos romances urbanos - os homens recebem destaque com toda sua rudeza e coragem para enfrentar os desafios da vida. E as mulheres aqui tem desempenham papéis secundários. Sendo assim, destacamos: "O gaúcho" (1870), "O tronco do Ipê" (1871) e "O sertanejo" (1876). Com estes romances o autor focou os pampas, o interior paulista e o sertão nordestino, sempre buscando a diversidade regional.


"Os Heróis morrem cedo"...E com José de Alencar não foi diferente. O autor faleceu, na cidade do Rio de Janeiro, em 12 de dezembro de 1877, aos 48 anos, vítima de tuberculose. 


Cabe ressaltar que, independente dos gêneros de seus romances, José de Alencar sempre enfatizou o seu  sentimento de nacionalismo pelo Brasil. E, por detrás dos temas que envolvem amor, segredos e suspense, fica claro - em seus livros - a profunda crítica à hipocrisia, à ambição e à desigualdade social que (rsssss) ainda sobrevivem neste país. 


Portanto, recomendo a leitura de seus romances. Equipe A.I.L também curte autores brasileiros (rssss).


Bjins e inté (Mac Batista)

[AIL NEWS] WMF Martins Fontes anuncia diferentes edições de O Hobbit

Mas a melhor parte da notícia (pelo menos para os colecionadores com tendências bibliófilas) vem no final da notícia. Segundo Cozer, “Para 2013 está prevista edição de luxo com 10 mil cópias –mesma tiragem da edição de luxo de “O Senhor dos Anéis”, que, lançada pela editora “irmã” da WMF, a Martins, esgotou-se em um mês.”.  Sim, ela está falando daquela famosa edição de capa dura preta com as bordas douradas. Resta saber se serão numeradas como eram as de O Senhor dos Anéis.

E as novidades da WMF Martins Fontes não acabam aí: agora para primeiro de julho O Hobbit ganhará edição digital.

Indicado por (Marlo George)

            Valinor.com

[RESENHA] "Os Olhos do Dragão" de Stephen King

Título original: The Eyes of the Dragon
Título traduzido: Os Olhos do Dragão
Editora: Objetiva (2002)
Ano de publicação (EUA): 1987
Personagens: Pedro, Tomás, Rei Rolando, Randall Flagg, e Rainha Sasha
Conexões: A Torre Negra
Páginas: 282
Sinopse: O mago da corte de Delain, Flagg, decide que agora, depois de quatrocentos anos de espera é a sua vez de governar. Para isso cria um plano para matar o velho rei e incriminar seu filho mais velho, Pedro, deixando o trono para o mais novo, Tomás, que podia ser facilmente controlado pelo mago. O príncipe Pedro é incriminado e condenado a passar o resto dos dias no Obelisco, onde a única coisa que ele pode fazer é planejar sua fuga e um jeito de punir o verdadeiro culpado pela morte de seu pai.

Flagg ao fundo com o Rei Peter
 Ilustração de David Palladini
Resenha: "Os Olhos do Dragão" é um livro de fábula, ambientada no período medieval, escrito pelo mestre de Terror, Stephen King. Este livro possui características diferentes dos livros que estamos acostumados a ler. Tudo porque ele foi escrito para a filha do autor que manisfestou não ser fã de histórias de terror. E para um primeiro livro que beira a literatura fantástica, até que Stephen King se saiu bem. 

Digo isso porque, neste livro, o leitor é presenteado com uma narrativa quase infantil, no entanto, cativante.  E ler as linhas desta obra é como voltar a ser criança. Com certeza, é um livro para ler à beira da cama ou ao redor de uma fogueira. Afinal, o tom na narrativa é, ao mesmo tempo, solene e aventureiro, o que torna quase impossível do leitor não se imaginar fazendo parte da história. 



O primeiro ponto positivo desta obra é que o contador de histórias - por várias vezes - estabelece uma conexão com o leitor para fazer uma observação que possa explicar algum evento ou simplesmente  para fazer pequenas e rápidas piadas sobre os personagens, aproximando o leitor dos mesmos. E esta proximidade estimula a leitura. Ao mesmo tempo, faz com que o leitor crie uma necessidade de "não fechar o livro" ou simplesmente de "não querer ler as páginas tão rápido" porque assim a história também se prolonga. E pasmem! Isso realmente acontece!!! (rssss)
 Ilustração de David Palladini
O segundo ponto positivo é que, apesar do enredo conter elementos clichês, o leitor nunca sabe o que vai acontecer de fato. E quando isso está prestes a ocorrer, o narrador adianta os fatos óbvios deixando bem claro que o autor sabe que o leitor é inteligente. E que vai ocorrer exatamente aquilo que ele (leitor) está pensando. Mesmo assim, o autor pede que o leitor esqueça este fato, por um momento, e observe "como" tudo acontece.  


O terceiro ponto positivo são as ilustrações contidas no livro. Afinal, este é um livro de fábulas. E, como todo bom livro de contos de fadas, as ilustrações não poderiam ficar de fora. E, por último, posso adiantar que este livro está correlacionado à série "Torre Negra", também de autoria de Stephen King.


Enfim, "Os Olhos do Dragão" pode não mudar os parâmetros da literatura mundial mas se vocês estão procurando uma leitura que envolva aventura, personagens cativantes e um enredo muito bem elaborado, este é o livro! Portanto, recomendo!!!

Bjins e inté (Mac Batista)

Curiosidades
  • Segundo King, o livro foi escrito para sua filha Naomi (na época, com apenas 13 anos).
  • Flagg, o vilão do livro, é também o vilão do romance “The Stand” (aqui, "A Dança da Morte") e “The Dark Tower” (A Torre Negra), sendo que os dois jovens príncipes da história, Pedro e Tomás, são ligeiramente mencionados no segundo livro da série “A Torre Negra”.
  • Em “A Torre Negra VI: Canção de Susannah”, quando perguntado sobre seu avô Alarico, Roland diz que Alarico foi para Garlan, a terra ao lado de Delain, para matar um dragão, mas chegou lá muito tarde, porque o último dragão em que partiu do mundo já havia sido morto por outro rei, que mais tarde foi assassinado.
  • Delain é mencionada em “as irmãzinhas de Eluria” como sendo “um país de mentirosos”.
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Stephen Edwin King (Portland, 21 de setembro de 1947) é um escritor norte-americano, reconhecido como um dos mais notáveis escritores de contos de horror fantástico e ficção de sua geração. Os seus livros venderam mais de 350 milhões de cópias. Seus livros foram publicados em mais de 40 países e muitas das suas obras foram adaptadas para o cinema. Embora seu talento se destaque na literatura de terror/horror, escreveu algumas obras de qualidade reconhecida fora desse gênero e cuja popularidade aumentou ao serem levadas ao cinema, como nos filmes Conta Comigo, Um Sonho de Liberdade (contos retirados do livro As Quatro Estações), Christine, Eclipse Total, Lembranças de um Verão e À Espera de um Milagre. O seu livro, The Dead Zone, originou a série da FOX com o mesmo nome. O próprio King já escreveu roteiros de episódios para séries, como Arquivo X, em que ele escreveu o roteiro do episódio "Feitiço", da quinta temporada.
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Cinebook #06: Prometheus (e não 'cumphrius' !!!)

Cartaz nacional
Filme: "Prometheus" (2012, 20th Century Fox)
Direção: Ridley Scott
Elenco: Noomi Rapace, Michael Fassbender, Charlize Theron, Idris Elba, Guy Pearce, Logan Marshall-Green, Sean Harris, Rafe Spall, Kate Dickie, Benedict Wong, Emun Elliott, Patrick Wilson


Sinopse: Uma equipe de cientistas e exploradores embarcam numa jornada que testará seus limites físicos e mentais, colocando-os num mundo distante, onde tentarão descobrir as respostas a nossos dilemas mais profundos e ao grande mistério da vida. Mas algo dá muito errado...



Resenha: O retorno de Ridley Scott à ficção científica. O retorno em grande estilo da franquia "Alien". O retorno da expectativa por um grande filme que não envolvesse super-heróis, vampiros ou adaptações diversas. E o retorno da decepção também...

A nave Prometheus
"Prometheus", novo filme do diretor de sucessos como "Alien - O Oitavo Passageiro", "Blade Runner", "Gladiador", dentre outros, tem aquele ar do que é erroneamente chamado de "filme-cabeça". Mas não é e nem pretende ser. Só por que tem uma abordagem mais inteligente do que o que é comumente fabricado por Hollywood não quer dizer que realmente seja. Apenas a forma de contar isso é que é inteligente...
 
Elisabeth após a "cesariana"
Há rumores de que Ridley Scott, quando sondado para dirigir este filme, pediu para que fosse passado para seu irmão Tony Scott (O Sequestro do Metrô 123) e foi praticamente intimado a sentar no comando da nova empreitada pois não havia sentido em reiniciar algo sem um dos principais responsáveis pelo sucesso do primeiro filme das criaturas imaginadas por H. R. Giger (ilustrador que concebeu todo o design das criaturas, naves e o "universo" do filme). Porém, apesar de ser altamente compreensível a indecisão de Scott em reassumir a direção, ficava a pergunta: era necessário? Ainda existia algo a ser contado neste universo de personagens?

David descobre o segredo
dos "engenheiros"
Este é o principal problema do projeto. Temos cenários fabulosos (claramente inspirados no filme original e uma sincera homenagem a "2001 - Uma Odisséia no Espaço" de Stanley Kubrick), com o 3D funcionando decentemente a favor das situações propostas, figurinos adequados, trilha sonora de Marc Streitenfeld prestando homenagens aos grandes temas sci-fi do passado... Mas a história - escrita parcialmente por Damon Lindelof (do seriado "Lost" - hahahah, deixar-nos sem resposta é sua especialidade!) - não é algo que vale realmente a pena acompanhar.

Cartaz estilo
Vintage
Nem todo o apuro desenvolvido formidavelmente na parte técnica e plástica como esperamos que deve ser em qualquer trabalho de Scott, reconhecido mundialmente por seu esmero na produção e no visual de seus filmes (durante a produção de "Blade Runner" chegou a pedir para inverter a pilastra de um cenário - que ele ajudou a projetar - por que a luz não refletia conforme havia imaginado inicialmente...) consegue salvar um enredo que "promete" mais do que pode responder.

O filme abusa dos simbolismos. Os principais são os religiosos. Elisabeth (Noomi Rapace, de "Sherlock Holmes - O Jogo das Sombras") - que seria o equivalente da Tenente Ripley dos filmes anteriores (ou posteriores?) - é uma cientista que não pode ter filhos. Carrega um crucifixo e estuda a possibilidade de encontrar a origem da vida em nosso planeta "no céu" por conta de sua crença no inexplicável. "Há mais coisas entre o céu e a Terra...", como bem lembra um personagem. Outro simbolismo utilizado é justamente para ir contra o que muitos pensavam ser a principal temática de um filme da série: que espécie domina e que espécie é dominada. Alguns dos aliens "involuídos" lembram genitálias masculinas e femininas, levando-nos ao eterno embate filosófico "atração-dominação", resumindo o que faz parte do instinto de cada ser vivo.
O androide David
(Michael Fassbender)

Embora a nave tenha um capitão (um personagem claramente dispensável, encarnado por Idris Elba, de "Thor"), quem tem o controle de cada movimento é Meredith (interpretada burocraticamente por Charlize Theron, de "Branca de Neve e o Caçador"). Porém, quem rouba a cena num filme em que a maioria dos personagens não são memoráveis é mesmo o androide David, soberbamente defendido por Michael Fassbender (de "Bastardos Inglórios" e "X-men - Primeira Classe"). Arrisco dizer que o filme é sobre a busca por conhecimento e David é o exemplo máximo disso. Ele QUER saber as respostas e não tem envolvimento emocional ou pudores para impedí-lo de alcançar seus objetivos - que é cumprir sua missão, independente das consequências.

 
Cartaz estilo
Lego
Infelizmente, nem todas as boas intenções salvam o que foi comprometido. O filme começa duma forma mas na metade vira uma película comum, reapresentando o que já havia sido oferecido no primeiro filme da série, só que com um orçamento maior e em 3D. Vale a pena assistir no cinema? Pelo visual, sim. Por alguns bons sustos e uma sensação nervosa que há muito tempo não sentíamos no cinema, também. Pela história - que está mais para uma longa introdução de duas horas e meia de duração -, não. Até porque nenhuma das respostas foram satisfatórias. Quer dizer, só uma resposta foi incrivelmente boa: a do público indo ao cinema em enorme quantidade e garantindo o retorno financeiro, dando o sinal verde para a continuação. Que eu nem sei se é realmente necessária...

Kal J. Moon achou que sua vida seria dirigida por Ridley Scott. Mas o orçamento não foi aprovado e contrataram o roteirista de Lost para dar continuidade ao projeto porque ele lhe devia um favor. É por isso que ele nunca tem as respostas que deseja...

Trailer do filme "Prometheus"

[RESENHA] “A Fúria de Reis” e “A Tormenta de Espadas”, de G.R.R.Martin

Capa da edição nacional
(Ed. Leya)

Autor: Martin, George R. R.
Editora: Leya Brasil
Categoria: Literatura Estrangeira / Romance
Número de páginas: 656 / 880




Sinopse:

- Em "A Fúria dos Reis", o segundo livro da aclamada série "As Crônicas de Gelo e Fogo", George R. R. Martin segue a épica aventura nos Sete Reinos, onde muitos perigos e disputas ainda estão por vir. Além dos combates que se estendem por todos os lados, a ameaça agora também chega pelo céu, quando um cometa vermelho como sangue cruza o céu ameaçadoramente. Uma terra onde irmão luta contra irmão e a morte caminha na noite fria, nada é o que parece ser, e inocência é uma palavra que não existe. Quando os reis estão em guerra, a terra toda treme!

Capa da edição nacional
(Ed. Leya)

- "A Tormenta de Espadas", o terceiro livro da série de George R. R. Martin, onde os Sete Reinos já sentem o rigoroso inverno que chega, mas as batalhas parecem estar mais cruéis e impiedosas. Enquanto os Sete Reinos estremecem com a chegada dos temíveis selvagens pela Muralha, numa maré interminável de homens, gigantes e terríveis bestas, Jon Snow, o Bastardo de Winterfell, que se encontra entre eles, divide-se entre sua consciência e o papel que é forçado a desempenhar. Robb Stark, o Jovem Lobo, vence todas as suas batalhas, mas será que ele conseguirá vencer os desafios que não se resolvem apenas com a espada? Arya continua a caminho de Correrrio, mas mesmo alguém tão desembaraçado como ela terá grande dificuldade em ultrapassar os obstáculos que se aproximam.


Na corte de Joffrey, em Porto Real, Tyrion luta pela vida, depois de ter sido gravemente ferido na Batalha da Água Negra; e Sansa, livre do compromisso com o homem que agora ocupa o Trono de Ferro, precisa lidar com as consequências de ser a segunda na linha de sucessão de Winterfell, uma vez que Bran e Rickon estariam mortos. No Leste, Daenerys Targaryen navega em direção às terras da sua infância, mas antes ela precisará aportar às desprezíveis cidades dos esclavagistas. Mas a menina indefesa agora é uma mulher poderosa. Quem sabe quanto tempo falta para se transformar em uma conquistadora impiedosa?


Mas e aí, Tio? O que você achou destes calhamaços?

Muito do que eu tinha pra dizer sobre As Crônicas de Gelo e Fogo, do nosso xará George R. R. Martin, já foi dito na minha resenha sobre o primeiro livro da série, que você pode conferir aqui. Portanto, decidi falar em um único post sobre “A Fúria de Reis” e “A Tormenta de Espadas”. Eu poderia ter criado duas resenhas - o que facilitaria a pauta do blog - mas prefiro fazer desta resenha uma continuação da anterior, assim como os dois livros supra citados são uma continuação do livro exordial.

Na resenha anterior, eu chiei sobre a tradução do subtítulo do livro. Continuo achando que o tradutor se equivocou e tudo mais, porém, uma coisa que naquela oportunidade eu deixei passar batida foi a tradução do título. “A Song of Ice and Fire” deveria ter sido traduzido como “A Balada de Gelo e Fogo”. Daria uma cara mais medieval e acho que seria mais apropriado. Porém, creio que desta vez o tradutor agiu de forma previdente. Se o título tivesse sido traduzido como acredito que seria a forma correta, muita gente julgaria que se tratava de um livro sobre uma rave, regada a ice (drink) e maconha. Ele poderia ter traduzido o aludido título literalmente, como “A Canção de Gelo e Fogo”, que estaria mais certo, no meu ponto de vista. Não vou dar spoiler aqui mas no livro eles citam a tal canção. Daí...

Daeneris pelo ilustrador xUshiwakax
Deixando de lado este aborrecido assunto sobre a tradução e suas micagens, vamos ao que mais interessa na obra de George R. R. Martin, que são seus personagens. Em uma comparação tosca que li na internet (acho que foi no Faceburro), um rapazola disse que “O Senhor dos Anéis” é uma obra sobre um cenário de fantasia, enquanto que “As Crônicas de Gelo e Fogo” é uma obra sobre personagens. Quanto ao que ele disse sobre o livro de Tolkien discordo, mas ele está redondamente certo no que disse sobre o livro de Martin. Sim, “As Crônic, canç, balad, ou sei lá o que”, é sim uma obra sobre personagens.

Nos dois livros em análise somos apresentados a três novos pontos de vista de personagens: Davos, Theon e Jaime. Como fizemos no post anterior, iremos falar um pouco sobre cada um deles.

(Não irei bombardeá-los com spoilers, por isso podem ler sem medo.)

Davos Seaworth é uma espécie de Abraão de Westeros, só que menos babaca. Ele acredita e confia em seu rei, é fiel e honra seu compromisso para com ele desde que foi ordenado como Cavaleiro das Cebolas, mas tem o bom senso de questionar e até, em alguns momentos, desafiar seu rei. É de longe um dos meus personagens favoritos.

Theon Greyjoy, que nós já pensávamos que conhecíamos desde o primeiro livro, nos mostra, quando entramos em seus pensamentos, que não é bem assim. Não posso falar muito sobre ele sem dar spoilers, mas ele é a personalização da máxima "quem foi rei não perde a majestade". Temo que nos próximos livros ele se torne algo muito grande, pro bem ou pro mal.

E finalmente temos ele, que só nos permitiu entrar em sua intimidade no terceiro livro, o nosso regicida favorito, o incestuoso Jaime Lannister. Quando Martin criou a família Lannister estava realmente inspirado. Enquanto outras casas, como a Stark, por exemplo, é um antro de gente educada na cauda do cinto, sendo previsíveis e parecidos uns com os outros, os Lannisters são uma gente que, se não fossem os cabelos louros, qualquer um diria que não pertenciam a mesma família. Cada um deles segue uma regra moral, como se não tivessem tido a mesma educação. Jamie, que antes só conhecíamos através das impressões de Tyrion Lannister e Catelyn Stark, é tudo aquilo que dizem dele, e muito mais. Temos em seus capítulos um homem de ferro (sem trocadilhos), forte, decidido, capaz de fazer de tudo para conseguir o que quer. O mundo de Jaime vira de cabeças pro ar mas o homem mantém-se capaz de enfrentar seus inimigos e as adversidades que tentaram dar cabo dele com a elegância que lhe é inerente. O regicida come o pão que o diabo amassou nestes últimos volumes mas mantém a pose.

E aqui termino mais uma resenha sobre esta maravilhosa história. Em breve, irei postar minhas impressões sobre os dois livros seguintes, “O Festim de Corvos” e “A Dança dos Dragões” (que será lançado na semana que vem, pela Editora Leya) e depois (caso eu ou o Martin não morramos) uma última sobre os livros vindouros, “The Winds of Winter” e “A Dream of Spring” - que provavelmente serão traduzidos como “Os Ventos de Inverno” e “Um Sonho de Primavera”, salvo delírios de uns e outros...

Marlo George sobreviveu ao jogo dos tronos. Pelo menos, até o momento.


Trailer da 2ª Temporada do seriado "Game of Thrones"

[PARAFRASEANDO] Livros que Viraram Filmes 1

Boa tarde!
Hoje trago para vocês a relação de alguns livros que viraram filmes...


"A Garota da Capa Vermelha", de Sarah Blakley-Cartwright e David Leslie Johnson. 
Id Editora.

Capa do Livro (esquerda)/ Cenas do filme (direita)
Qual a história? Se passa na Idade Média e Valerie, a personagem principal, vive num vilarejo superaterrorizado por um lobisomem. Ela (e todos os vizinhos) tenta descobrir quem é o lobo. No meio disso tudo também existe um triângulo amoroso incrível!
E o filme? É dirigido por Catherine Hardwicke, a mesma diretora de "Crepúsculo", e tem Amada Seyfriend (Querido John, Cartas para Julieta) e Shiloh Fernandez nos papéis principais. O filme ficou conhecido por ser uma versão diferente e mais pesada de "Chapeuzinho Vermelho".
Por que ler e assistir? Porque é aquele tipo de obra que deixa você tensa e vidrada em cada palavra/movimento Você vai ficar da mesma forma assistindo ao filme  e, no final, ainda ganha um surpresinha. 




"Água para Elefantes", de Sara Gruen. Editora Sextante
Capa do Livro (esquerda)/ Cenas do filme (direita)
Qual a história? Conta a trajetória de Jacob, que perde os pais em um acidente de carro e tem que começar a se virar. Sem saber o que fazer, ele foge com um circo. O problema é que ele se apaixona pela esposa do dono do circo e precisa lutar contra as maldades do mesmo.
E o filme? Foi lançado em 2011 e estrelado por Robert Pattinson (Saga Crepúsculo)  e Reese Whiterspoon (Legalmente Loira). As gravações  do filme rolaram numa área mais rural da Califórnia e os atores amaram interagir com os animais do circo.
Por que ler e assistir? Porque o enrendo mexe com questões que envolvem maus tratos aos animais e também tem como  pano de fundo um triângulo amoroso. Além de vocês terem a oportunidade de ver Rob em papel completamente diferente do que estão acostumados.


"Como Treinar o Seu Dragão", de Cressida Cowell. Editora Intrínseca.
Capa do Livro (esquerda)/ Cenas do filme (direita)
Qual é a história? Soluço é um adolescente viking, mas que sente que não combina muito com a sua tradição. Sua vida muda quando ele encontra o dragão Banguela, que o ensina a ver a vida de outra maneira.
E o filme? O longa chegou as telonas também em versão 3D e é dos mesmos produtores de "Shrek" e "Kung Fu Panda". A produção do filme custou US$ 200 milhões!!!
Por que ler e assistir? Apesar de estar categorizado como infanto-juvenil, o livro é muito fofo, assim como o filme. Se você gosta de desenho animado, vai se divertir demais!!!


Fica da dica, bjins e inté (Mac Batista)

[RESENHA] "Tempo de Matar" de John Grisham

Capa Edição (2008)
TEMPO DE MATAR|John Grisham|Editora Rocco|2008

Sinopse: Pena de morte. Até que ponto se é contra? Até que ponto se é a favor? Se dois drogados estupram, torturam e tentam matar uma menina de 10 anos, qual a pena que deveriam ter? E se um pai, chocado com todas estas barbaridades cometidas contra a filha, resolve fazer justiça com as próprias mãos, o que ele merece? Pelas leis do Mississipi (EUA), 20 anos de prisão para os primeiros e a cadeira elétrica para o segundo. Tentando reverter este paradoxo legal, o advogado Jack Brigance enfrenta mais um problema para defender seu cliente, Carl Hailey, preso depois de matar os dois estupradores: o racismo. A opinião pública fica dividida entre os que apoiam a atitude de Hailey e os que não admitem que um negro acabe com um branco.   A Ku-Klux-Klan resolve comprar a briga. Os jurados e o juiz são ameaçados. O advogado de defesa tem sua casa incendiada, o marido de sua secretária é espancado e morre, sua estagiária sofre um atentado e seu segurança fica paralítico por causa de um tiro destinado a ele. E, pior, todos dizem que a causa é perdida...

Resenha: Todos aqui sabem que sou uma cinéfila incorrigível. E, sendo assim, sempre que posso estou enfiada em alguma sala de cinema. Lembro como se fosse ontem quando resolvi assistir ao filme adaptado deste livro. Até então, não sabia de sua existência. Fiquei tão maravilhada com a história que resolvi procurar pelo exemplar. E ainda bem que o encontrei!

Em "Tempo de Matar",  somos apresentados a uma narrativa de suspense policial completamente intensa. Fatos marcantes com descrições tão detalhadas que o leitor não tem muita dificuldade em imaginar cada linha. Esta mesma narrativa é tensa, densa, angustiante e desperta no leitor sentimentos que são - ao mesmo tempo - diversos e singulares. 

Digo isso porque é exatamente assim que nos sentimos a cada página lida. Logo de cara, o autor nos apresenta a cena de estupro de uma menina negra de 10 anos (Tonya) cometido por dois homens brancos bêbados (Willard e Cobb). A narrativa choca, revolta e faz com que tenhamos cede da mais pura vingança.

“Willard perguntou se Cobb achava que ela estava morta.
Abrindo outra lata, Cobb explicou que não estava porque geralmente não era possível
matar um crioulo com pontapés, pancadas ou estupro.
Era preciso mais para se acabar com eles, uma faca, um revólver ou uma corda.”

O desespero de Carl Hailey - pai de Tonya - é tanto que ele resolve fazer justiça com as próprias mãos, depois que descobre a identidade dos estupradores. Carl sabe que, dificilmente, os criminosos receberão a punição merecida. Afinal eles eram brancos e queridos pelos moradores locais. Então, no dia do julgamento, ele segue para o local armado e, em sua cabeça, um único pensamento: matar os homens que destruiram a inocência de sua filha.

E ele consegue.  A história toma outro rumo. 

Agora, o crime em questão não é mais de dois homens brancos que estupraram uma menina negra mas, sim, de um negro que assassinou dois homens brancos a sangue frio, dentro de um Tribunal de Justiça.

A opinião pública fica dividida. Vem à tona o mais profundo e antigo ódio entre brancos e negros. Uma cidade está prestes a entrar em estado de sítio.

Então, Jack Brigance surge como advogado de defesa de Carl. E ele, sua equipe e família enfrentam perseguições de todos os lados, ao tornarem-se alvos da Ku-Klux-Klan.  E é neste ponto que o autor leva a narrativa ao ápice do enredo, fazendo os seguintes questionamentos: É correto fazer vingança com as próprias mãos diante de tamanha brutalidade? Os fins justificam os meios? Sendo vocês, leitores, detentores da palavra final - como juízes e jurados -, condenariam ou não este pai?

Cartaz do filme (1996)
John Grisham nos faz refletir à respeito do quê o ser humano é capaz de fazer num momento de desespero. E deixa bem claro que não é uma questão de julgarmos o quê é certo ou errado mas, sim, nos questionarmos: E se a vítima  fosse nossa filha? O que faríamos? Pergunta difícil,né?! Mas esse é o carro-mestre que movimenta toda a trama. 

"E se fosse sua filha?"

O livro é simplesmente maravilhoso! No entanto, peca pela excessividade de jargões jurídicos que - por um lado - é bom para que possamos aprender um pouco mais. Pelo outro, quebra um pouco o "timing" da narrativa, fazendo com que a atenção do leitor se disperse em alguns momentos.

Adaptação para cinema

Em 1996, o livro ganhou versão cinematográfica. O filme teve no elenco Samuel L. Jackson (Carl Haily), Sandra Bullock (Ellen Roark), Matthew McConaughey (advogado de Carl Haily), Kevin Spacey (promotor) e Donald Sutherland (irmão dos estupradores). Confesso que este é um dos melhores filmes do gênero que eu tive o privilégio de assistir. A fidelidade entre livro e filme é impressionante!

Trailer do filme

Portanto, para aqueles que curtem o gênero, recomendo a leitura do livro. E se tiverem um tempinho a mais, assistam o filme também. Tenho certeza de que não se arrependerão.

Bjins e inté, (Mac Batista)

Curiosidade:

Conhecido como o número um do legal thriller, John Grisham começou a escrever "Tempo de Matar" apenas três anos depois de se formar como advogado na Ole Mississipi Law School. O próprio autor reconhece que é seu livro mais autobiográfico. Ele foi tentado a transpor para um romance o clima dos tribunais depois que defendeu um homem que cometeu um crime semelhante ao de Carl Hailey. Grisham ficou obcecado com a ideia de vingança. "Por um breve momento, desejei ferozmente matar o estuprador, ser o pai daquela menina, fazer justiça. Havia uma história naquele caso...", afirma. Em 1989, o livro foi publicado pela primeira vez.

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John Ray Grisham Jr. (Jonesboro, Arkansas, 8 de fevereiro de 1955) é um escritor estadunidense. É o sexto escritor mais lido nos Estados Unidos da América, segundo a Publishers Weekly. É ex-político e advogado aposentado. Escrevia nas horas em que o seu trabalho lhe permitia, e logo publicou seu primeiro livro, Tempo de Matar, em 1989. Seus livros giram sempre em torno de questões de advocacia, e geralmente criticam nuances do sistema judiciário americano e das grandes firmas de direito.  Em 2006 figurou na Top 100 Celebrites da revista Forbes. Vive com sua esposa, Renée e suas duas crianças Ty e Shea. É o sexto escritor com mais livros vendidos na década de 2000, segundo a Nielsen BookScan. (Fonte:Wikipedia.org) <==============

OpinAIL #02: Um Passeio pelo Mundo Bizarro do Nicholas Sparks


Guerra, amores de verão, abandonos, velhos doentes e os malditos pianos!

Um belo dia, comprei para minha mulher um livro chamado “Querido John”. O autor era um camarada do qual eu nunca tinha ouvido falar mas, como precisava comprar um romance, fui à prateleira do gênero e saquei o livro que tinha a maior e mais badalada propaganda dentre todas as opções.

Bem, a patroa adorou o livro e, pouco tempo depois, num aniversário ou coisa que o valha, pediu outro livro do tal Nicholas Sparks. Noutra oportunidade, pediu outro, depois outro... Até que o autor, em pouquíssimo tempo, passou de um ilustre desconhecido - ao menos para mim - a um dos autores que mais ocupam as prateleiras da nossa biblioteca pessoal. Só perde mesmo, por enquanto, para C. S. Lewis e J. R. R. Tolkien, autor este que reina absoluto pois são mais de 50 títulos entre os que são de autoria do próprio e aqueles, escritos por outros autores, sobre sua obra.

Revelo que nunca li nenhuma página do que Sparks já escreveu mas, para cada livro que presenteei minha esposa, tive que assistir ao filme baseado nele assim que ela terminava a leitura. Através destes longas-metragens, deu pra sacar qual era a do cara e por que ele é tão cultuado e lido, principalmente nos EUA...

Sparks escreve aquilo que os americanos - ou melhor dizendo, aquilo que as mulheres estadunidenses - querem ler. As tramas e os personagens de Mr. Sparks são tão clichês que beiram a bizarrice!  Em quase todos os filmes, temos algum personagem que enfrenta diferenças com um dos pais, gente doente, abandono, veteranos de guerra - em tempos de ocupação americana em solo estrangeiro e “Support US Troops”, criar personagens que voltaram da guerra é uma boa sacada - e um maldito piano...

Vejamos abaixo alguns exemplos:


- Em "Diário de uma Paixão" temos Noah, um garoto pobre que se apaixona por uma garota rica, chamada Allie. Ela acaba tendo uma treta com a mãe por conta da diferença social entre os dois e então abandona o rapaz. Alguns anos mais tarde, ambos estão doentes e Allie se revela uma pianista...

- Já em "Um Homem de Sorte", Logan é um neurótico de guerra que, obcecado por uma estranha, vai atrás dela e a encontra. No filme não é dito mas fiquei sabendo que no livro a avó da protagonista é uma velha doente. Desta vez é Logan que surpreende a todos tocando piano na igreja.

- O tal do "Querido John" é outro guerrilheiro perturbado pelos traumas no exterior. Ele não se dá bem com o pai, um velhaco doente. Arranja uma namorada, ela o larga pra lá, blablablá... Tudo ao som de um piano, que é o instrumento principal da trilha sonora incidental do filme.
- "A Última Música" reúne todos os clichês favoritos de Nicholas num único personagem. Steve Miller é um cara doente, abandonado pela mulher, em conflito com a filha e pianista!

Enfim, não posso julgar os livros. Como já disse, não os li. Acho que é por isso que tem uns três ou quatro livros desse cara na minha biblioteca, sem vinco na lombada. Intocados. Preciso urgentemente encontrar outro autor favorito pra minha mulher...!
Marlo George já foi lá e de volta outra vez. Mas da próxima vez que for ao "Mundo Sparks" talvez volte velho, doente e, por rebeldia, abandone a idéia de tocar piano de vez.
* Aviso: Toda e qualquer opinião emitida é de responsabilidade de seus autores e não expressa necessariamente a opinião do blog. Se não concordam, deixem seus comentários de forma educada e debatam o assunto como distintos membros da sociedade...

Divulgando Eventos #03: Novo livro sobre obra de Tolkien!

Brasil ganha novo livro sobre Tolkien nesta sexta

14 de junho de 2012 Por
Qual é o significado e a importância da obra de Tolkien? Como a profunda fé cristã do autor moldou sua obra? Eu sei, eu sei, perguntinhas nada modestas, mas um pequeno porém corajoso grupo de especialistas em Tolkien, incluindo este Cisne que vos fala, tentam respondê-las em “O Evangelho da Terra-média – Leituras Teológico-Literárias da Obra de J.R.R. Tolkien” (organização do professor Carlos Ribeiro Caldas Filho), livro que está sendo lançado nesta sexta, 15/06/2012, em São Paulo. Tenho orgulho de dizer que sou o autor do capítulo sobre filologia.

A obra de 206 págs. é um lançamento da Editora da Universidade Presbiteriana Mackenzie e custa R$ 35. É claro que todos os valinoreanos estão mais do que convidados – confiram o convite oficial. Vai haver um breve bate-papo com os autores durante o lançamento. O local é a Livraria da Vila do Shopping Higienópolis e o horário, a partir das 18h30. Espero vocês por lá!

Via site Valinor

Indicado por Marlo George

Aquisições do mês (Junho / 2012) parte 4

Aquisições de Junho / 2012
Ohayo, tomodachis!!!
Venho trazer hoje minhas aquisições de Junho / 2012- que não param de aumentar minha pilha de leitura, hehehe... Dá só uma olhada...!

100 Balas Vol. 9 - Noites de Jazz, de Brian Azzarello (roteiro) & Eduardo Risso (arte) - Ed. Panini Comics | 228 páginas | História em Quadrinhos (Policial / Suspense / Material desaconselhável para menores de 18 anos)

Marcadores:-  Fogo Cruzado, de James Patterson (Ed. Arqueiro);
- Anderson Spider Silva (Ed. Sextante);
- O Efeito Sombra, de Deepak Chopra, Debbie Ford e Marianne Williamson (Ed. Lua de Papel)


E, claro, aguarde, em breve - risos de sarcasmo - um Gibi Review sobre essa série bacanuda...!

Abração carioca!! (KJM)

Gibi Review #08: "Snoopy, Eu Te Amo!", de Charles M Schultz

Capa da edição nacional
(Ed. Conrad)
Título: Snoopy, Eu Te Amo! - O Amor em Forma de Tirinhas Apaixonadas
Autor: Charles M. Schultz
Ed. Conrad | 100 páginas | Capa dura

Resumo bobo da história: Pela primeira vez, num livro irresistível, estão reunidos cinquenta anos de tiras de amor do inigualável Charles M. Schultz. Será que este ano a garotinha ruiva vai mandar um cartão apaixonado para Charlie Brown? Para a turma do Snoopy, o amor está no ar... E o humor e a amizade também.




Trecho:

Com amigas como essas...
Resenha: Eu diria que Peanuts (aqui, Snoopy e sua turma) é a tira mais psicológica e carismática já criada, ao lado de Calvin & Hobbes (aqui, Calvin & Haroldo). Conta a lenda que Charles M. Schultz, o criador da turminha, teve uma decepção amorosa com uma mulher... ruiva! Talvez daí venha a fixação de seu Charlie Brown pela tal garotinha ruiva que nunca deu bola pra ele - assim como todas as outras, claro.
Lucy mostra a Schröeder quem manda...

Essa coletânea trata principalmente da fixação de Charlie Brown por receber um cartão no dia dos namorados. Unzinho sequer. De qualquer uma. Quem quer que seja. Porque o mundo está cheio de "quems", como diz sua irmã Sally (aqui, Isaura). Mas trata também da importância que esta singela data impõe sobre todos os personagens, mostrando a multifacetada psiquê humana sob um ponto de vista mais aceitável: o olhar infantil. Mesmo que todos os personagens falem como adultos - e eles tem até uma psicóloga (Lucy) para cuidar de seus problemas mais complicados - a reação em muitas das situações abordadas em cada tira é apenas com o simples intuito de fazer rir.
Sally é a irmã caçula que ninguém
gostaria de ter...

E TODOS têm problemas de origem amorosa. Charlie Brown está aficcionado pela garotinha ruiva e acha que vai ganhar um cartão do dia dos namorados dela - ou de qualquer garota que se lembrou dele. Para tal, fica de plantão em frente à caixa de correio... Mesmo enquanto neva! Lucy aperta o cerco pra cima do pianista Schröeder, que já confessou seu desprezo por ela mais vezes do que ela gostaria de se lembrar - mesmo que ela ache que isso seja apenas uma "fuga" para não expressar seu amor por ela (afinal, ela é psicóloga, né?). Sally chama Linus de "amo", "lorde" ou "amado senhor" mesmo que ele sempre grite muitas vezes que não é. Patty Pimentinha é levada ao baile dos namorados por Chiqueirinho e se apaixona mas descobre que ele só queria sua companhia...  
Você não entende nada, Charlie Brown...!
Só tem uma "pessoa" que não tem problema algum com o amor: Snoopy! Afinal, todas o amam e ele é quem recebe o maior número de cartões - para desespero e inveja de Minduim...

Como a coletânea engloba cerca de cinquenta anos de tiras reunidas, vemos claramente a evolução do traço de Schultz com o passar do tempo. Onde tudo era traçado de forma mais rápida e sem muitos detalhes, depois passa a ser transmitido com maior plasticidade e coesão, com uma uniformidade que não é vista inicialmente.
Sally e Linus, um caso à parte...
Traçando um paralelo com os seriados de TV, Charlie Brown é tão chato, compulsivo e, por isso mesmo, engraçado quanto Russ (Friends) ou Leonard (The Big Bang Theory). E as mulheres fazem o que querem com ele. Afinal, elas mandam no mundo inteiro. E não adianta resistir!

Altamente recomendado para ler juntinho do seu amor - seja quem for - ou pra ler sozinho e rir da própria idiotice que é sentir-se solitário nesse dia quando se está solitário TODOS os dias. Que diferença isso faz?
Kal J. Moon foi visto uivando, batendo a cabeça na parede e cantando algo como "Oh, Deus... / Como eu sou infeliiiiiiiiiiiiiz...!". Que puxa!


Trilha Sonora: "All I Have to Give", dos Backstreet Boys
(em homenagem a Mac Batista e à todas as mulheres
que acreditam no amor verdadeiro - ou seja, todas)

Lançamentos e Novidades#26: Branca de Neve e o Caçador / Garotas de Vidro - Editora Novo Conceito

Boa tarde!!! Trazemos para vocês lançamentos da Editora Novo Conceito:


Branca de Neve e o Caçador
Autor(es): Lily Blake; Evan Daugherty; John Lee Hancock; Hossein Amini | FICÇÃO | ROMANCE


Sinopse: Há dez anos, a vingativa Rainha Ravenna assassinou o rei na mesma noite em que se casara com ele. No entanto, dominar o reino tornou-se um sofrimento para a Rainha.

Para salvar seus poderes, ela deve devorar um coração puro, e Branca de Neve é a única pessoa com esse coração.

A fim de capturá-la, Ravenna recorre ao Caçador, o único homem que já se aventurou pela Floresta Sombria e sobreviveu. Branca de Neve será morta pelo Caçador? Ou será treinada por ele e se tornará a melhor guerreira que o reino já conheceu?


Garotas de Vidro
A verdade nem sempre é o que enxergamos
Autor(es): Laurie Halse Anderson | FICÇÃO | DRAMA
 
Garotas de Vidro Sinopse: “Lia e Cassie são amigas há anos, ambas congeladas em seus corpos. No entanto, em uma manhã, Lia acorda com a notícia de que Cassie está morta, e as circunstâncias de sua morte ainda são um mistério. Não bastasse isso, Cassie tentara falar com Lia momentos antes, para pedir ajuda. 

Lia tem de lidar com o pai, que é um renomado escritor, sua madrasta e a mãe, uma cardiologista que vive ocupada, salvando a vida dos outros. Contudo, seu maior tormento é a voz dentro de si mesma, que não a deixa se esquecer de manter o controle, continuar forte e perder mais, sempre perder mais, e pesar menos. Bem menos.”


Rock on, abração carioca, bjins e inté!!!
Equipe A.I.L
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