Resenha: "Os Três Mosqueteiros" de Alexandre Dumas.


Título: "Os Três Mosqueteiros"
Autor: Alexandre Dumas
Editora Zahar


Resenha: Uma das mais gratas surpresas
que tive no ano passado, no campo da literatura,  foi a edição que a Editora Zahar publicou do clássico “Os Três Mosqueteiros” de Alexandre Dumas.  O capricho dispensado pela editora com o livro - fisicamente falando - e o cuidado com a tradução do texto torna, esta, minha edição preferida da obra.

A edição definitiva, anotada e ilustrada foi traduzida por André Telles e Rodrigo Lacerda a partir do original em francês, recebeu o selo de “altamente recomendável” pela FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil) e tem mais de 200 notas explicativas e mais de 100 ilustrações originais.

O livro conta as aventuras e desventuras de D´Artagnan e seus novos amigos Athos, Porthos e Aramis contra os cardinalistas e seu vil líder, o Cardeal Richelieu. As personagens são muito bem construídas e a estória é cheia de dilemas amorosos, traições e drama.

Os Três Mosqueteiros” é um dos livros mais desrespeitados de todos os tempos, no que se refere a adaptações. Uma vez que a obra original - publicada como folhetim em 1844 - está em domínio público, dezenas de adaptações foram produzidas, uma pior que a outra. O desrespeito é tamanho que quando o leitor lê o livro - e em geral o faz após ter absorvido várias adaptações do texto para outras mídias - acaba não reconhecendo as personagens. 

Acho um absurdo que uma obra tão bem escrita, com uma trama tão bem amarrada e empolgante acabe se tornando filmes enfadonhos como aquele lançado nos anos 90 com o Charlie Sheen como Aramis (o que já é uma heresia) e o que foi lançado no final do ano passado, com alarde e que frustrou minha expectativa já no trailer (Duque de Buckingham voador foi muito). Ainda bem que a Warner engavetou o projeto de um remake, que seria dirigido por Doug Liman...

Leiam esta edição da Zahar (existe uma versão pocket, mais barata e sem os comentários e ilustrações) e dispense os filmes. Ou melhor: esqueça-os...





Marlo George é brasileiro mas, ao contrário de outros, não acredita no bordão “sou brasileiro e não desisto nunca”. Isso é coisa de gentinha, de fracassado, que não desiste nunca porque vai morrer tentando... Rock on!

3 comentários :

  1. Oi Marlo!
    Acho que preciso ler urgentemente a edição da Zahar,pois só conheço os Três Mosqueteiros pelo o filme.
    Bjos Fabi
    http://roubando-livros.blogspot.com

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  2. Nossa, eu nem lembro mais do filme clássico... Também preciso ler essa edição urgente! (KJM)

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  3. Eu lembro de todas as adaptações que fizeram para o cinema. E tenho que concordar com você Marlo! A obra dá de 1000 x 0 nas adaptações!!! Ainda não li a edição da Zahar, mas com toda certeza, esta entrará para minha lista de releituras. Abs, Mac.

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