Cinebook#03: MIB - Homens de Preto 3

Cartaz nacional
Filme: MIB - Homens de Preto 3 ("MIB - Men In Black 3", 2012, Columbia Pictures)
Direção: Barry Sonnenfeld
Roteiro: Etan Cohen

Elenco: Will Smith, Tommy Lee Jones, Josh Brolin, Jermaine Clement, Michael Stuhlbarg e Emma Thompson

Sinopse: Após a morte de Zed, o antigo chefão da organização secreta MIB, Boris, o Animal (Jermaine Clement), foge de sua prisão na lua e sai atrás de quem o prendeu, o agente K(Tommy Lee Jones). Seu plano: voltar no tempo até o dia em que K (Josh Brolin) o prendeu, matá-lo e fazer com que a Terra seja invadida por sua raça. Feito isso, no nosso presente alternativo, uma invasão alienígena acontece e resta somente a J (Will Smith), que é o único que se lembra do que aconteceu no presente correto, voltar ao ano de 1969 e acabar com o plano do vilão.

K (Tommy Lee Jones) e J (Will Smith)
no tempo presente ainda não-alterado
Resenha: Meu tema favorito em filmes, literatura, histórias em quadrinhos, desenhos animados e games: viagem no tempo. Meu tema não favorito em tudo isso: alienígenas! Curiosamente, eu gostava dos antigos filmes do Superman, assim como do primeiro filme dos Homens de Preto...
Há quem diga que o terceiro filme foi feito com o objetivo de apagar o estrago que o segundo causou no público e na crítica. Bem, a missão falhou, então... A história começa com a fuga da prisão Lunar Max de Boris, o Animal e ele prometendo sua vingança a K (com direito a gargalhada vilanesca e tudo), que o prendeu ainda em 1969, um dia antes do lançamento da Apolo 11. Daí, segue-se à cerimônia de despedida por conta da morte de Zed. Não, não temos explicações maiores do que aconteceu com ele, se foi no exercício do dever ou somente um mal súbito. Ele morreu e pronto. No segundo filme, pelo menos tivemos a explicação de porque a personagem de Linda Fiorentino não retornou como agente, uma vez que foi o prometido ao final do primeiro. Aqui, nem isso... Em seu lugar, entra a Agente O (Emma Thompson, que deve estar precisando pagar o aluguel), talvez num contraponto para lembrarmos de M nos atuais filmes de James Bond.



Boris, o Animal
("É SOMENTE BORIS!!!",
diz repetitivamente o ator
Jermaine Clement )
Mas, enfim. O início é maçante, sem um momento realmente emocionante, daqueles que realmente justifiquem ficar no cinema e ver onde isso tudo vai dar. É tudo previsível! Quem já viu há alguns filmes de viagem através do tempo conhece algumas regras básicas. Mas mesmo quem nunca viu ou nunca se lembra disso, terá a ajuda do chatonildo de plantão Griffin (interpretado por Michael Stuhlbarg de forma irritante), um alienígena que aparece sem mais nem menos e começa a explicar as variáveis do futuro de acordo com as mudanças que algumas ações podem determinar no futuro. Sabem aquele cara enjoado que leu tudo sobre um filme, acompanha cada espirro dos produtores do mesmo e quando finalmente chega a estreia, ele prefere ficar contando detalhes ao invés de sentar e assistir? Pois é, ele é exatamente assim. Um personagem completamente dispensável como a própria Agente O, que é apenas insinuada no texto e numa cena como suposta paixão do jovem Agente K, mas não sabemos mais nada além disso.


O jovem Agente K (Josh Brolin)
e a jovem Agente O
Sabemos o que vai acontecer só não sabemos como. E quando o que tem de acontecer acontece, bem, não é lá grande coisa. Conhecemos apenas parte do passado do Agente J perto do fim - que eu acertei poucos segundos antes de acontecer de tão previsível - e mais nada. Uma boa piada com Andy Warhol (Bill Hader) e só. A única coisa que realmente leva a ver esse filme - mas não num cinema pois nem o 3D é inventivo ou colabora à história - é a atuação ímpar de Josh Brolin como o jovem Agente K. Ele, literalmente, "encarnou" Tommy Lee Jones com todos os trejeitos, maneirismos e até a voz. É impressionante ver que em muitas cenas nos esquecemos que é Brolin e achamos que é mesmo Jones. O resto é desprezível.



Agente J prestes a saltar no tempo...


 A viagem no tempo é uma espécie de "bungee-jump temporal", onde J pula de um prédio com um aparelho que o fará voltar no tempo quando atingir um metro do solo (alguém lembrou do primeiro "Missão Impossível"?). Os efeitos especiais são apenas competentes mas nem tanto pois em muitos momentos ficam falsos demais como na fuga de Boris da prisão ou mesmo no salto temporal de J. Simplesmente não convencem em sua maioria.

A história em quadrinhos
que originou tudo
Espantosamente, o filme estreou bem nos Estados Unidos, desbancando a soberania de "Os Vingadores" (que estava no topo por três semanas consecutivas), mas o estúdio achou decepcionante pois não arrecadou o que esperava. As apostas estão em território internacional que tem ajudado Hollywood substancialmente nesse quesito...

Curiosidade
Os filmes são baseados numa história em quadrinhos obscura dos anos 1990, publicada inicialmente pela Malibu Comics e depois pela Marvel Comics. K e J não se parecem nem um pouco com suas contrapartes dos filmes e os personagens só ficaram mais conhecidos pela série cinematográfica e, posteriormente, pelos criativos desenhos animados produzidos no fim do século 20.

Kal J. Moon viajou no tempo para impedí-lo de assistir a esse filme. Se não conseguir, usará o neuralizador pra esquecer que isso aconteceu...



8 comentários :

  1. Meu querido...ainda bem que sempre ouço meu coração...rsssss está aí um filme que não perderei meu precioso tempo assistindo...bjinss e parabéns pela resenha, Mac.

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  2. Oi Kal!
    Não sabia que MIB tinha sido baseado em uma estória em quadrinhos.O pessoal lá em casa está quer muito ver MIB,e eu tb é claro.
    Ah,não sei se tu percebeu,mas a Dandara tb é carioca e não é apenas bonita é muito querida tb,rsrsrs.
    Bjos Fabi
    Temos novo autor parceiro,venha conhecer o Rafa.
    http://roubando-livros.blogspot.com.br/2012/05/autor-parceirorafael-de-souza.html

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  3. Eu amo Homens de Preto e a resenha de vocês ficou ótima. Aliás, o Blog está com um visual mais jovial. Parabéns!!!

    Vocês só podiam dispensar aquelas letrinhas horríveis do Google que atrapalham os nossos comentários quando erramos alguma.

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  4. Oi, Mac... Eu tenho de confiar mais no instinto feminino... Ainda bem que vc não foi... Depois de ver "Jogos Vorazes" (que ainda rendeu alguma diversão involuntária por parte do mentor dos protagonistas) no cinema, não achei que veria algo pior esse ano... (KJM)

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  5. Oi, Fabi! Vá com calma... Depois do que sofri vendo esse filme, não quero esse mal pra ninguém, hehehe!!! Não sei nem se o filme funciona numa sessão de video... Tô indo lá no teu blog retribuir a visita... Abração carioca!!! (KJM)

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  6. Oi, Patricia!! Que bom que gostou da resenha e do novo visual... Em breve, mudaremos para algo ainda melhor e teremos algumas surpresas bem legais pra nossos leitores... Aguardem e confiem! Sobre as letras, ainda temos de manter pq tem havido alguns ataques contra blogs ultimamente e isso dificulta - um pouco - a inserção de comentários inapropriados em nosso espaço... Abração!!! (KJM)

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  7. cara, eu vostei bastante do novo filme ^^ sério, achei que ficou bem bacnaa

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  8. Henry, ao final da sessão não apareceu um homem de terno preto e óculos escuro segurando um cilindro de aço e dizendo pra vc olhar fixamente...?

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