[RESENHA] "Playboy Irresistível" de Christian Lauren | Por Mac Batista

Sinopse: Uma linda nerd. Um incorrigível Don Juan. E uma aula de química só para maiores...Quando Hanna Bergstrom escutou de seu irmão que ela precisava ter uma vida social e se libertar um pouco da faculdade, ela jurou que iria cumprir essa tarefa: sair mais, fazer amigos, começar a namorar. E quem melhor para transformá-la na garota dos sonhos de todo homem do que o lindo melhor amigo de seu irmão, o investidor e playboy assumido Will Sumner? Will ganha a vida assumindo riscos, mas a princípio ele não bota fé na transformação daquela garota desajeitada... até que numa noite selvagem, sua inocente pupila o seduz e acaba ensinando uma lição sobre o que é ficar com uma garota ardente e... inesquecível. Agora que Hanna descobriu o poder de seu próprio sex appeal, resta a Will provar que ele é o único homem que ela precisa.
Título: "Playboy Irresistível - Livro 3" | Editora: Universo dos Livros| Gênero: Literatura Americana, Literatura Erótica| Ano: 2014|Nº Páginas: 400 | Adquira um exemplar, aqui. | Leia o livro aqui.



Por Mac Batista


"Playboy Irresistível" dá continuidade a saga dos três solteirões, extremamente sexys e mais desejados da Literatura Erótica Contemporânea. Bem... Pelo menos, o último deles! E, como os livros anteriores, este não segue um linha diferente! A  história é repleta de momentos hilários, inusitados e erotismo.

No terceiro livro da série, o leitor é apresentado a Hanna Bergstrom e Wil Sumner. Ela, uma garota de 24 anos, mora sozinha em Nova York e é totalmente workahoolic! E depois de receber a visita de seu pai e irmão mais velho Jensen que lhe passam o "sermão do século" por ela viver afastada de tudo, praticamente a obrigam a ligar para o Will, um amigo de infância.

Will  é sócio de Max - como foi mostrado nos romances anteriores - e tem passado muito tempo com seus melhores amigos: Max e Bennett e suas respectivas namoradas. E, apesar de estar feliz por seus amigos, ele não acredita muito no status "relacionamento sério" tanto que ele mantém duas amantes (uma sabendo da existência da outra)  e se encontra com elas duas ou três vezes por semana.

Quando Will recebe a ligação de Jensen, seu amigo da juventude, ele fica surpreso com o assunto abordado entre eles: Jensen quer que Will ajude sua irmã mais nova, Hanna - a nerd, geek e workahoolic da família) - a ser uma garota "descolada". Ele nem se lembrava direito de Hanna e, menos ainda, sabia o seu nome. A única coisa que vinha a sua cabeça era o apelido que todos da família a chamavam na infância: "Ziggs".  E para completar ele queria saber como "enturmaria" uma nerd nas noites badaladas de Nova York? Afinal, Will mal a conhecia! Mesmo assim, ele aceitou a grande tarefa, sabendo que esta história tinha tudo para dar errado.

 "- Não querendo mudar de assunto, mas eu assisti um pouco de pornografia ontem à noite. Quase cuspi a cerveja.
- Deus, Ziggs, você não filtra nada que surge nessa sua cabeça?" (pag.64)

E quando ele conhece Hanna, percebe que ela é totalmente diferente daquilo que imaginava.
Ela não é vaidosa, não se importa com o quê as pessoas pensam dela. E, na adolescência, curtiu uma paixão platônica pelo Will. E mesmo sendo uma garota meiga e sem maldade,  ela não usa nenhum filtro na hora de expor suas opiniões... Em outras palavras, ela é a única que consegue a proeza de deixar o Will desconcertado diante de uma mulher, o que é muito engraçado.

Numa rotina de corridas matinais, cafés da manhã  e almoços, eles começam a conviver mais frequência do que realmente deveriam.   Hanna, por saber do histórico de Will com as mulheres, toma todos os cuidados para não cair na besteira de se iludir com ele. Então, ela propõe que Will a ensine a paquerar os caras da sua idade e, também, como se comportar nos encontros. No entanto, as aulas particulares acabam evoluindo para algo mais profundo... que nenhum dos dois estavam preparados. 

Will é um jogador e mantém seus relacionamentos sob suas regras e ver seu mundo perfeito desabar ao perceber que se incomoda demais com os homens com quem Hanna começa a sair. Ele tenta de todas as formas negar o óbvio. Uma tentativa inútil, pois o improvável acontece: o solteiro mais cobiçado de Nova York se apaixona pela primeira vez em sua vida.

E é claro que seus amigos, Bennett e Max, não deixariam isso passar em branco:


"Ele disse para eu ficar quieto e apertou o botão do viva voz, para que nós dois pudéssemos ouvir a chamada. A voz de Bennett surgiu do outro lado da linha:
- Max
- Ben - Max respondeu, recostando-se na cadeira com um sorriso gigante no rosto. - Finalmente aconteceu.
Eu gemi, apoiando a minha cabeça com as mãos
- Você menstruou? - Bennett perguntou. - Parabéns.
-Não, seu cretino - Max disse, rindo - Estou falando do Will. Ele está apaixonado (...)" (pag.136)

"Playboy Irresistível" tem uma história envolvente, com personagens cativantes e vários momentos hilários. E é claro traz de volta o casal favorito da série Bennet e Chloe. Com certeza, é uma ótima leitura para quem curte o gênero!


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[RESENHA] “Frida Kahlo: conexões entre mulheres surrealistas no México” | Por Eleni Rosa










Por Eleni Rosa



Uma possível crônica sobre o Rio, arte e “Frida Kahlo”

Os cariocas antenados sabem que está rolando, desde 30 de janeiro, a Exposição “Frida Kahlo: conexões entre mulheres surrealistas no México”, na Caixa Cultural. A exposição está em sua reta final e no dia 27 de março, daqui a duas semaninhas nos deixará.

Pegando onda no texto que li, e adorei, no Observatório da Imprensa, que fez uma crítica sobre a busca por uma cultura de massa a partir dos lançamentos cinematográficos de Hollywood e a pouca procura por uma cultura relevante, faço o seguinte paralelo:

Aos que ainda não puderam ir à exposição de Frida, por inúmeros motivos, que não incluiu assistir a saga “Star Wars” ou qualquer outra fita do gênero, mas que, estando no Rio, pretextos não faltam como:

·   a visita ao Museu do Amanhã, pois afinal quem no Rio, quiçá no Brasil, não está curioso para visitar a obra do arquiteto espanhol Santiago Calatrava, vivenciar esse tour interno e aproveitar o novo visual da Praça Mauá revitalizada? Creio que, para os gladiadores do sol, tenha sido uma grande experiência;
·  os blocos de carnaval, quem não quer conhecer, ir pelo menos uma vez? Passada a onda do carnaval, a romaria às praias e o ‘pit stop’ com os amigos para tomar aquela cervejinha estupidamente gelada em algum bar da cidade, famoso ou não, afinal o Rio nunca esteve tão quente. Sem mencionar que essas circuladas pela cidade faz parte da cultura do carioca. Impossível resistir;
·    tirando o sol da fila para o Museu, o vuco vuco dos blocos e as praias, creio que muitos tiveram a predileção pelas salas supergeladas dos cinemas. Pondero que a partir de janeiro teve início à corrida dos cinéfilos para assistir aos filmes que concorriam ao Oscar - com o calor que faz no Rio, o cinema é um verdadeiro ‘point’. Filmes como  ‘Os Oito Odiados’, de Tarantino, ‘O Quarto de Jack’, o estrangeiro ‘Filho de Saul’... até os favoritos ‘Spotlight’ e ‘O Resgate’, foram motivos para desviar a atenção de qualquer ser humano.

Mas não ‘cutucarei’ a corrida às salas, muito menos as escolhas dos filmes, e ainda lembro que depois dessa fase ‘oscariana’, em fevereiro, nos divertimos muito com o engraçado ‘Deadpool’ e muitos estão aos gritos com a ‘Bruxa’, que estreou esse mês. E, nesse último fim de semana, os apaixonados por HQs se digladiarão por ‘Batman Vs Superman’. Haja fôlego!

Bem, assim é o nosso Rio e seu povo despojado. Então você pode até pensar que ninguém está frequentando exposições... mas “Frida Kahlo”, está lotando a Caixa Cultural. Aí você pergunta: O que essa mexicana tem de tão atrativo? Qual o ‘borogodó’ dessa mulher? Agora eu posso te contar tudinho, pois eu estive lá. 

A Exposição

Apaixonei-me por Frida Kahlo antes de 2002, quando foi lançado seu filme. Fiquei na expectativa da saída da exposição de Sampa e o desembarque de “Frida Kahlo: conexões entre mulheres surrealistas no México”, no Rio. Demorei horrores para ir, pois não conseguia fazer o agendamento pelo site da Caixa Cultural. Enfim, fui.

Para quem não conhece ou não mora no Rio, a Caixa Cultural está situada no coração do centro da cidade. Diferentemente do Centro Cultural Banco do Brasil, com sua característica histórica e sua estrutura neoclássica dos idos 1900, a Caixa é novinha, criada em 2006, no prédio petinho da Estação Carioca, do Metrô.

A unidade é enorme e abriga em seus mais de 6000m², um teatro de arena, dois cinemas, três galerias de arte e uma livraria, além de salas de oficinas e ensaios. Apesar de jovem, o espaço já se tornou referência no Rio, recebendo acolhida do meio cultural e visitação cada vez mais significativa. E, claro, nós cariocas, agradecemos por mais um espaço.

A exposição, com curadoria da pesquisadora Teresa Arcq, apresenta 30 obras da artista mexicana, são 20 óleos sobre tela e 10 trabalhos utilizando outras técnicas. Para representar o universo de Frida, foram trazidas obras de artistas femininas, nascidas ou moradoras do México, que foram atraídas pela cultura e tradições do país e beberam da água de Kahlo. São artistas pouco conhecidas do público brasileiro, mas fundamentais para comprovar a força de Frida: María Izquierdo, Remedios Varo, Leonora Carrington, Rosa Rolanda, Lola Álvarez Bravo, Lucienne Bloch, Alice Rahon, Kati Horna, Bridget Tichenor, Jacqueline Lamba, Bona de Mandiargues, Cordélia Urueta, Olga Costa e Sylvia Fein, dessas representações os visitantes poderão admirar cerca de cem obras. Superinteressante!





Autorretrato com colar de espinhos e colibri, 1940



Depois de aguardar uma hora na fila, consegui, finalmente, pisar na sala e vislumbrar a primeira tela. E, mais uma vez, me deparei com a figura forte no autorretrato, uma senhora revolucionária, comunista, transgressora e vanguardista – Frida Kahlo. 




Diego em meus pensamentos - 1943





Ao percorrer as salas constatamos que a filha do fotógrafo Guillermo nos revela em vários autorretratos. Frida foi fotografada por grandes fotógrafos, Lola Alvarez Bravo, Gisèle Freund e Lucienne Bloch. E no momento atual, onde vivemos o mundo das selfie, o ‘The New York Times’ a chamou de ‘mãe do selfie’, criadora da primeira selfie-artist. Ao longo de sua carreira, ela pintou diversos autorretratos que traduziam sua arte e seu sofrimento.






Auto retrato com colar - 1933



A marcante mexicana além de influenciar as personas femininas também   mostrou ter grande ascendência sobre a moda e, segundo a curadoria da exposição, foi realizada uma pesquisa a partir das fotos de Frida, feitas pelo fotografo Nicholas Muray, para reproduzirem peças bem parecidas com as vestimentas da artista, já que os originais não podem sair da Casa Azul, museu de Frida, no México. A exposição nos deparamos com uma sala repleta de manequins vestidos de Frida.




Para provar a sua força na alta costura, a revista Vogue, em 2002, estampou em sua capa uma foto de Frida, de 1938, feita por Nickolas Muray (um dos seus amantes), que a eternizou. Sim, hoje grandes grifes se espelham nessa ‘persona’ autêntica e forte, que inspirou muitos estilistas ao longo dos anos -  Missoni, Valentino, Alberta Ferreti, Moschino, entre muitos outros,  que dedicaram coleções inteiras a ela.






Vogue, 2002


No segundo andar as diversas facetas da artista se abrem sob os olhos dos visitantes.  Frida que pintou apenas 143 telas durante sua curta vida, mas que marcou a arte no mundo e nos deixa arregalados diante dos detalhes de telas como “Diego em mi Pensamiento”- 1943, “El abrazo de amor del Universo, la tierra” -1949, Frida Kahlo e Diego Rivera”- 1931, “Autorretrato com cabelos cortados” -1940, Autorretrato com colar de espinhos e colibri” -1940, Autorretrato como tehuana -1943 e muitas outras. Sem falar nas belíssimas obras de suas seguidoras. Já na ‘Galeria 1’, que não visitei, é dedica a  exibição de filmes sobre as artista. Eu aconselho a visita.

O que devo falar mais sobre a exposição? Bem, eu esperava mais quadros dela, porém vale a pena esse passeio pela vida e história da vanguardista mexicana Frida Kahlo. Aos que ainda não puderam ir... corram, pois seu fim está próximo! Depois só na Casa Azul, no México.

Serviço

Exposição “Frida Kahlo: conexões entre mulheres surrealistas no México”
Caixa Cultural Rio de Janeiro, Centro
Até  27 de março de 2016
Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro
Terça a domingo, das 10h às 21h

Ps: Depois de São Paulo e Rio de Janeiro, o DF recebe exposição da artista. A mostra Frida Kahlo e as mulheres surrealistas no México, desembarca na Caixa Cultural de Brasília, de 13 de abril a 05 de junho de 2016. 

Para quem quer um resumo de: ‘Quem foi Frida’?

Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderon, conhecida como ‘Frida Kahlo’, nasceu em 6 de julho de 1907, em Coyoacan, no México.

Militante comunista e agitadora cultural, Frida usou tintas fortes para estampar em suas telas, muitas delas auto-retratos. Uma vida tumultuada por dores físicas e dramas emocionais que teve início com aos seis anos quando contraiu poliomielite. Recuperou-se, mas teve de conviver com um pé atrofiado e a perna esquerda mais fina que a outra.

Em setembro de 1925, aos 18, sua vida mudou tragicamente. O ônibus em que Frida e o seu noivo Alejandro Gómez Arias estavam, chocou-se com um trem. Frida foi varada por um ferro que lhe atravessou o abdome, a coluna vertebral e a pélvis. Ela sofreu múltiplas fraturas, fez 35 cirurgias e ficou muito tempo presa em uma cama. Frida dizia:

'E a sensação nunca mais me deixou, de que meu corpo carrega em si todas as chagas do mundo'.

Sua mãe pendurou um espelho em cima de sua cama, assim Frida começou a pintar freneticamente e logo surgiram os autorretratos. Ela sempre pintou a si mesma e proclamava:

'Eu pinto-me porque estou muitas vezes sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor'.




Em 1929, Frida se casa com Diogo Rivera, pintor mexicano mais importante do século 20 que fez parte do movimento muralista, que defendia a arte acessível. Os dois formaram o casal de artistas mais original da época, mas  Frida amargou muitas amantes do marido, seu grande amor e reconhecido mulherengo. Mas ela também viveu romances paralelos com mulheres e homens, o mais famoso com o revolucionário russo León Trotski. Apesar das traições do marido, Diego a traiu até com a sua irmã mais nova - Cristina, a maior dor de Frida foi à impossibilidade de ter filhos e seus abortos. E essa dor ficou nítida em seus quadros.



Diego ajudou Frida a revelar-se como artista. Em 1930, viajou com a esposa para os EUA, onde tinha trabalhos e exposições. A figura de Frida, mais mexicana do que nunca, chocava a todos com suas roupas, risos e gestos. Descobria-se uma forte e desejada mulher. Em Detroit, Frida engravida, mas sofre um aborto. Nesse período, Frida começou a produzir telas, tudo a respeito de sua perda, do quarto do hospital. De volta ao México, teve de superar ainda a morte da mãe Matilde, mais um aborto e algumas crises no seu casamento.







Coluna Rota- Frida Kahlo (1944)


Em 1939 foi para Nova York, onde faz sua primeira exposição individual, na galeria de Julien Levy. Com o sucesso segue para Paris. Lá é hospitalizada com uma infecção renal. Mas na Europa ela entra em contato com a vanguarda artística dos surrealistas - Conhece Pablo Picasso, Wassily Kandinsky, Marcel Duchamp, Paul Éluard e Max Ernst. O museu do Louvre adquire um de seus auto-retratos. No mesmo ano, divorcia-se de Diego, com quem volta a se casar um ano depois.

Seu estado de saúde piorou, e o colete de gesso, de uso obrigatório, foi substituído por um de ferro. Em 1946 sua coluna precisou ser operada. Durante o ano de 1950 é tratada no Hospital Inglês, e continuou pintando até que os médicos decidiram por amputar sua perna e ela entra em depressão. Pinta suas últimas obras, entre suas 143 telas. E nos anos de 1950-1951, passa por sete operações na coluna.

O martírio de Frida termina na madrugada de 13 de julho de 1954, quando foi encontrada morta no auge dos seus 47 anos. Oficialmente, a morte foi causada por 'embolia pulmonar', embora exista suspeita de suicídio. (informações retiradas da Revista Época)

Algumas frases de Frida:

- "Para que preciso de pés quando tenho asas para voar?"

- "Eu nunca pinto sonhos ou pesadelos. Pinto a minha própria realidade."

- "Bebi porque queria afogar minhas mágoas, mas agora as coisas malditas aprenderam a nadar."

- "Eu pinto autorretratos porque estou muitas vezes sozinha e porque eu sou a pessoa que eu conheço melhor."


Curiosidade:



Frida Kahlo foi a primeira artista latino-americana a vender um quadro por US$ 1 milhão.  Ela expôs seus trabalhos no eixo Estados Unidos e França. Sempre recebendo bem quista pela crítica. 



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[RESENHA] "A Garota no Trem" de Paula Hawkins, por Stef Rhoden

Sinopse: Todas as manhãs Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio de galpões, caixas d’água, pontes e aconchegantes casas.
Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. E é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes – a quem chama de Jess e Jason –, Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que Jess – na verdade Megan – está desaparecida.
Sem conseguir se manter alheia à situação, ela vai à polícia e conta o que viu. E acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida de todos os envolvidos.

Trecho: "Perdi o controle sobre tudo, até sobre os lugares dentro da minha cabeça".

Ficha Técnica 
Título: A Garota no Trem 
Autora: Paula Hawkins 
Ed. Record | 2015 | Brochura | 378 páginas 

Resenha: O que você faz num feriado?
a) Um big churrasco na sua casa com os amigos?
b) Curte o feriado todo na praia com a família?
c) Viaja para uma cidade próxima?
d) Vai bater perna no shopping com as amigas, tomando um café?
e) Fica obcecada por um livro que ficou sabendo da existência na noite anterior, que só conseguiu dormir depois que encontrou o e-book e fica sozinha em casa, em paz, com seu tablet até terminá-lo?

Preciso falar minha opção?

Quarta à noite eu estava de bobeira no Facebook e vi o post de uma amiga o trailer de um filme que estreará esse ano: "A Garota no Trem". O trailer, imediatamente me deixou curiosa e pensei que assistiria assim que saísse. No mesmo momento, abri meus e-mails e vi os novos títulos da Amazon. Adivinha qual chamou a minha atenção! Não deu outra! Baixei o e-book e, enquanto minha família foi se divertir no feriado, fiquei no descanso do lar na companhia de Rachel Watson, Megan Hipwell e Anna Watson.

E, gente! Valeu a pena! Que livro bom!!!!!

A história começa com Rachel Watson, uma mulher solitária, alcoólatra, que ainda sente dificuldades em superar o fim do seu casamento. Todos os dias ela pega um trem para Londres, que passa ao lado da antiga casa em que ela morava, agora ocupada pelo marido e sua atual esposa, Anna. Como uma espécie de fuga, Rachel, então, começa a reparar nas casas vizinhas e percebe que ali mora um casal jovem e, aparentemente, feliz. Para se distrair de sua própria vida, ela cria histórias para esse casal em sua cabeça. Todos os dias, ela olha ansiosamente para o que o casal está fazendo e imagina seus diálogos, o tipo de vida que tinham...

Até o dia em que Rachel acorda com uma ressaca dos infernos, cheia de machucados, as mãos sujas de sangue, as calças fedendo a xixi e uma amnésia. Ela não consegue se lembrar o que aconteceu, apenas que foi algo ruim. E a sensação só aumenta quando, através das notícias, Rachel fica sabendo que Megan Hipwell, a garota que ela observava todos os dias, está desaparecida.

História promissora, né? E que, definitivamente, cumpre o que promete.

Paula Hawkins, a autora zimbabuana que mora na Inglaterra há anos, consegue nos conduzir de uma forma magnífica dentro da mente perturbada e confusa de Rachel. É impossível não sentir a dor da personagem! Rachel é totalmente crível, uma pessoa que nós podemos facilmente encontrar dentro de um trem. Da mesma forma, a autora nos conduz para dentro da vida de Megan, que está muito longe de ser tão perfeita quanto Rachel imaginava.

Gosto quando o livro me é apresentado como uma sala escura, onde os focos de luz vão aparecendo pouco a pouco, até acender por completo e me deixar ver todos os detalhes do cômodo. Este livro é exatamente assim. Não há uma pré-descrição, uma pré-ideia. Vamos sabendo o que acontece conforme acontece, conforme a autora acende um abajur. Ela intercala a narração entre Rachel, Megan e Anna, três mulheres que, a primeira vista, não tem nada em comum, mas vai montando um quebra-cabeças tão bem construído, acendendo abajures de forma tão bem sincronizada, que se torna impossível largar o livro! Minha atenção ficou focada, avancei nas páginas querendo saber logo o desfecho da história e só parei quando, enfim, li as linhas finais.

Para isso, é claro que Paula Hawkins usa diversas técnicas de thriller psicológicos - que, aliás, como todos os clichês, funcionam muito bem -, mas ela tem um quê de originalidade. Cada capítulo é dividido em turnos de manhã, tarde, noite ou madrugada, e faz o leitor passear entre o passado e o presente. É interessante.

Mas o que mais gostei no livro, sem dúvida, foi a construção das personagens. Paula não teve medo de ousar: não mostrou heroínas perfeitas, coisas fofas, mundos lindos, apenas a realidade, as pessoas por trás dos romances. Rachel está muito longe de ser uma mocinha: é feia, alcoólatra, fraca e cheia de autodesprezo e autopiedade. E, ao mesmo tempo em que sentimos pena dela, também torcemos por ela, sentimos nojo, dor, vontade de lhe estender a mão e lhe dar uns tapas. Não é isso o que você sente pela sua amiga? Ou sua vizinha? Ou sua prima?

Paula tem uma escrita interessante e até inteligente e, como a muitos, me lembrou bastante Gillian Flynn e sua "Garota Exemplar". O livro prendeu a minha atenção e, confesso, só consegui entender o que estava, de fato, acontecendo, quando Paula me permitiu entender. E eu fiquei surpresa. Preciso dizer que imaginei algo um pouco mais obscuro, é verdade, mas nem por um minuto fiquei decepcionada, afinal, foi tudo tão... Humano!!

Gostei do livro da primeira até a última página. Agora é só esperar pelo filme, né? E torcer para que ele, ao menos, faça jus ao livro. Pelo trailer, pelo menos, ele me parece muito bom. Traz Emily Blunt no papel de Rachel, Haley Bennett como Megan e Rebecca Ferguson no papel de Anna. Confira:



Beijão!

Stef Rhoden

[AILNEWS] "Liberada a Capa de 'Beautiful Boss' o mais novo livro da série 'Cretino Irresistível' de Christina Lauren"

Sinopse: “O nono trabalho da série best-seller internacional número #1 do The New Yourk Times que começou com “Cretino Irresistível”. Neste conto, Will Summer e Hanna Bergstrom (de Playboy Irresistível) descobrem que o casamento e o eterno amor são apenas o começo.
Um playboy domado. Uma garota nerd satisfeita, e mais uma decisão importante para tomar. Quando Will se apaixonou por Hanna, seu peculiar senso de humos e a dedicação com a sua carreira fizeram parte da atração. (Para não mencionar sua atitude de principiante tímida em relação ao sexo e sua vontade de deixá-lo ensinar qualquer coisa.) mas quando as ofertas de emprego começaram a achegar para ela – e oh, elas chegaram- Hanna tem problemas para decidir o que quer, onde eles deveriam viver e quanto ela deveria sobrecarregar o Will com a decisão. A magia dentro dos lençóis é apenas uma parte de um relacionamento … está na mesma página é completamente diferente”.
“Beautiful Boss” é o livro 4,5 da série Cretino Irresistível e vai ser o próximo capítulo do romance de Hanna e Will. A série é das autoras Christina Hobbs e Lauren Billings, que juntaram seus nomes e criaram o pseudônimo Christina Lauren e a publicação no Brasil é feita pela Universo dos Livros. 
Já lemos quase todos os livros desta série e a notícia de que teremos mais um livro, nos deixa para lá de felizes! Agora é contagem regressiva para a publicação desta nova história pela Universo dos Livros.
#Aguardemos
Equipe AIL
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[RESENHA - LIVROS DE BANCA]"Malícia e Sedução" de Kristin James | Por Mac Batista

Malícia e Sedução
Sinopse: Faroeste americano, séc. XIX
Um rapto surpreendente provoca comoção na cidade. A multidão presencia a cena inacreditável enchendo-se de horror. A vítima, uma jovem ingênua e pura que nunca deixou a segurança do lar, cai agora nas garras de um bandido impiedoso e cruel procurado por todo o Estado do Texas. O que um jovem criminoso pretendia fazer com a inocente Amy? Victoria se pergunta, decidida a encontrar um meio de salvar a prima antes que seja tarde demais. 
O destino cumpre os seus desígnios… Inesperadamente as duas moças são arrastadas para o submundo do crime. Amy, partilhando o dia-a-dia de uma quadrilha; Victoria, juntando-se a um caçador de bandidos na perseguição ao temido assassino. Em algum momento dessa arriscada aventura, elas se esqueciam do medo e dos perigos para viver numa doce prisão onde o amor estabelecia os limites! Prisioneiras de homens marcados pela violência, elas lutam para viver e amar!

Título: "Malícia e Sedução" | Editora: Nova Cultural| Gênero: Romance, Literatura estrangeiraAno: 1989 Nº Páginas: 288Leia o livro, aqui

Por Mac Batista

Um dos melhores, irreverentes e inesquecíveis romances históricos que eu tive o prazer de ler. E não canos de dizer que romances históricos ambientados no velho oeste são sempre maravilhosos! Sempre fui apaixonada deste de criança por filmes baseados nas histórias do velho oeste e quando encontro livros - e de romance - que contenham esta característica, nossa... não tenham dúvidas, irei lê-los!

Mas vamos ao que realmente interessa? "Malícia e Sedução" conta a história de duas primas - Amy e Victória. Ambas foram criadas, com todas as mordomias - como princesas do Faroeste - que seu status social permitia. No entanto, suas personalidades eram totalmente diferentes. 
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